terça-feira, maio 18, 2021

Tag: Feminismo

Foto: Nadezda_Grapes – iStock

Sobre os direitos humanos feministas

Podemos afirmar que o feminismo é o Iluminismo do século 21, que colocou holofotes sobre questões que em um primeiro momento eram voltadas para todas as mulheres e posteriormente, para questões específicas de cada tipo de mulher (abrangeu a diversidade). No Brasil, o movimento demorou para aderir à pauta racial. Foi por meio do advento desta discussão que eclodiu o feminismo negro brasileiro, iluminado por Lélia Gonzalez, Eunice Prudente, Sueli Carneiro, Antonia Quintão e outras grandes mulheres negras. Esse movimento fez com que os demais começassem a assimilar a importância dos recortes raciais e de gênero nas mobilizações de direitos humanos no Brasil. Alguns avanços são através das contribuições da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A proteção dos direitos humanos é o desígnio da instituição, que promove esses direitos na região composta por 35 países (de América do Norte, América Central, Caribe e América do Sul), países tão contrastivos quanto ...

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Ilustração: Michael Morgenstern /The Chronicle

Que nossas palavras sejam máquina que faz fazer!

*Comunicação apresentada no II Simpósio Feminista da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em março 2021.¹ Antropóloga, dedicada às pesquisas sobre modos de saber e fazer indígenas e, atualmente, indigenista especializada, pensei em como abordaria e poderia colaborar com as discussões do tema proposto para essa mesa: “Desafios da epistemologia, Literatura e Feminismo em contextos de potencialização da truculência”. Uma mesa para falar sobre horizonte, esperança, utopia linguagem. Confesso que ainda tenho dificuldades com a linguagem, estou em dívida com a literatura (ainda não li Torto Arado²), mas de truculência e feminismo talvez possa falar um pouco aqui. As mulheres que me antecederam já me falavam muito sobre isso, ainda que não dessem nomes aos bois. Mas antes de tentar falar sobre linguagem, aquela falada ou escrita, falo do silêncio, daquilo que silenciei e daquilo que foi silenciado, do medo, do cansaço em dizer, e da ausência de ouvidos que ...

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Serão priorizados cartazes que retratem a diversidade e a coletividade das mulheres em ação - Reprodução/Imagem retirada do site Brasil de Fato

Movimentos lançam campanha de criação de cartazes feministas e anti-imperialistas

O Movimento Capire em parceria com a Marcha Mundial de Mulheres lançaram no Brasil na última semana a campanha “Feminismo Anti-Imperialista para mudar o mundo”. A ação faz parte de articulações internacionalistas feitas por meio da Assembleia Internacional dos Povos e da Jornada Internacional de Luta Anti-Imperialista. O chamado para a criação de cartazes convoca mulheres do mundo todo que estão na linha de frente das resistências contra o imperialismo para colocarem em movimento suas criatividades. O envio das artes será aceito até o dia 15 de abril e as inscrições são feitas a partir do preenchimento deste formulário. Os cartazes, que podem ser de autoria individual ou coletiva, devem ter tamanho A3 e estar em alta resolução (300dpi). Confira o vídeo de lançamento da campanha, que foi editado em português, espanhol, inglês, francês e árabe. No dia 1 de maio, Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, será lançada no site do Capire uma galeria virtual feminista com os ...

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Foto: Carol Coelho

Abertas, neste domingo (14), as inscrições para oficinas gratuitas da Mostra Multiplataforma sobre subjetividades e experiências coletivas negras e femininas

Estão abertas, a partir deste domingo (14) e segue até o próximo domingo (21), as inscrições para as oficinas de Performance Negra Feminina e Vivência de Autocuidado Feminino da Mostra Multiplataforma “Corpos (In)visíveis: Entre a Dor e a Potência”, que começa no dia 20 de março. Gratuito, o evento, que acontece nos formatos presencial e online, visa discutir as subjetividades, individualidades e experiências coletivas negras e femininas através de exposições fotográficas e de colagens, videoperformances artísticas, videoartes, depoimentos em vídeo, oficinas, lives e mesas de debate. Pela quarta-feira do dia 24 de março, às 14h, acontece a oficina “Performance Negra feminina”. Para participar, basta se inscrever por meio do formulário disponível nas redes sociais Corpos Invisíveis: @invisiveis.corpos), entre os dias 14 e 21 de março. Online, a oficina, com 10 vagas, será pelo aplicativo Zoom. E, no dia 31 de março, às 14h, a oficina “Vivência de autocuidado feminino” encerra ...

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Divulgação

Curso e ciclo de debates reúnem principais pensadoras e ativistas feministas da atualidade

A poeta Audre Lorde, a escritora Conceição Evaristo, a professora bell hooks e a filósofa Sueli Carneiro. Teóricas e ativistas do feminismo negro, elas terão suas ideias celebradas e debatidas no curso "Introdução ao pensamento feminista negro", que se estenderá por março e abril. Mas não é só: ao longo deste mês, o ciclo de debates "Por um feminismo para os 99%" vai reunir pensadoras e ativistas internacionais. As duas iniciativas são da Editora Boitempo. As aulas do curso "Introdução ao pensamento feminista negros são gratuitas e acontecem toda segunda-feira, às 11h. Elas poderão ser acompanhadas sem inscrição prévia no canal da Boitempo no Youtube e ficarão salvas para visualização posterior. Serão seis encontros semanais, comandados por intelectuais brasileiras, entre elas a historiadora Raquel Barreto e a poeta e tradutora Stephanie Borges. — A editora procura, com essa pequena contribuição por meio de curso, debates e lançamento de livros, dar ...

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Divulgação

Por um feminismo para os 99%

A partir de segunda-feira próxima (08/03) até o dia 12 de abril a Editora Boitempo realiza o curso Introdução ao pensamento feminista negro e o ciclo de debates internacional Por um feminismo para os 99%. Viabilizada pela Lei Aldir Blanc, a programação conta com 24 pensadoras e ativistas de cinco nacionalidades. Todas as atividades são gratuitas e sem necessidade de inscrição prévia, inserindo-se no histórico de eventos internacionais promovidos pela editora ao longo de seus mais de 25 anos. Introdução ao pensamento feminista negro conta com seis aulas semanais, tendo início na data que celebra o Dia Internacional da Mulher. As aulas são às segundas-feiras, às 11h. O ciclo de debates Por um feminismo para os 99% será este mês, dias 10, 17, 24 e 31, sempre às 14h. Todas as transmissões serão realizadas pela TV Boitempo, canal de editoras da América Latina no YouTube. A programação foi inspirada pelo manifesto Feminismo para os 99%: um manifesto, de autoria de Cinzia ...

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Reprodução/Facebook

Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras lança agenda #MarçoDeLutas contra o racismo e o patriarcado

A AMNB – Articulação de Mulheres Negras Brasileiras amplia a mobilização do dia 08 de março, um marco internacional de luta contra o patriarcado e o racismo, para o mês inteiro. A agenda de #MarçoDeLutas em 2021 é um conjunto de ações coletivas para reafirmar a resistência negra no Brasil. O objetivo é que as mulheres negras brasileiras protagonizem uma chamada para compartilhar práticas, experiências, viabilizar denúncias para potencializar o enfrentamento ao racismo, o sexismo e a lesbitransfobia que impactam a vida das pessoas negras, especialmente as mulheres. Ao vivo, acontecem dois encontros on-line. O primeiro é a Live “Mulheres Negras Contra a Violência Política”, com a participação de parlamentares brasileiras que sofreram ataques recentes, no dia 05 de março, às 19h. O segundo é o “Diálogo Internacional - 20 anos da Conferência de Durban e a luta global contra o Racismo”, com a presença de mulheres negras das Américas, em ...

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O coletivo Lótus Feminismo é provavelmente um dos primeiros grupos a discutir feminismo asiático no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

Feminismo asiático: mulheres amarelas lutam contra a erotização e o racismo 

"O feminismo asiático se tornou um espaço de identificação e acolhimento. Além das pautas feministas, como empoderamento e igualdade de gênero, buscamos incluir questões étnicas e raciais na discussão, para dar espaço às vivências das mulheres de origem asiática." A fala é da estudante Agnes Hikari Suguimoto, de 23 anos — como ela, outras mulheres descendentes de japoneses, chineses, coreanos, indianos, árabes e outros países da Ásia, estão se unindo para compartilhar e discutir experiências específicas que vivem no Brasil. O coletivo Lótus Feminismo é provavelmente um dos primeiros grupos a fazer isso: nasceu em 2016, como um grupo no Facebook criado pela artista Caroline Ryca Lee, que entendeu que existia uma demanda por "acolhimento e reflexão sobre a noção de raça entre mulheres amarelas ". A troca cresceu, se transformou em encontros presenciais e, no mesmo ano, passou a abarcar também ...

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Camila Moura de Carvalho (Arquivo Pessoal)

Camila Moura de Carvalho: Por que o feminismo negro?

“A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. o ontem – o hoje – o agora . na voz de minha filha se fara ouvir a ressonância o eco da vida -liberdade.” (Conceição Evaristo)   Quem sou eu essa mulher negra? Tal indagação – que não é meramente retórica – abre um portal de infinitas possibilidades de respostas e de outras tantas perguntas para cada uma de nós. Esse pequeno ensaio sobre a condição da mulher negra foi se construindo em torno de duas perspectivas: uma inicial, de caráter mais ontológico ou existencial e outra que se ancora em torno de mitos da mobilidade social, em um contexto mais geral. Sabemos lá no fundo que em algum momento de nossa existência, nos foi revelada nossa condição de mulher e de negra. Em algum momento o encanto se quebrou (encanto de ser quem se é) e ...

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"O feminismo radical exige que não se pode entender um sistema sem compreender suas interseccionalidades", destaca ativista do movimento Vidas Negras Importam nos EUA, Rose Brewer (Valter Campanato/EBC )

Fórum Social Mundial denuncia ‘aliança perversa’ contra a vida das mulheres

Ativistas pela igualdade de gênero da Índia, Curdistão, Estados Unidos, Saara Ocidental, Peru, e de outros países, denunciaram nesta quarta-feira (27), durante as atividades do Fórum Social Mundial (FSM), o impacto do que chamam de “aliança perversa entre o capitalismo, patriarcado e colonialidade” sobre os corpos das mulheres em todo o mundo. Apesar das diferenças culturais entre seus países de origem, as ativistas evidenciaram que estão todas unidos pela violência estrutural contra a vida da população feminina e também LGBT+. De acordo com elas, fundamentos religiosos, políticos e econômicos do Estado e da sociedade também funcionam como barreiras para o acesso das mulheres à democracia e à liberdade. A pandemia do novo coronavírus, nesse contexto, também somou como outra expressão da violência contra as mulheres. Não à toa, relatos de violações e dores marcaram o painel do FSM, intitulado de “Feminismos revolucionários para outros mundos possíveis e necessários”. Mas as diferentes histórias também lembraram que o ...

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Imagem: iStock

Como e quando você se tornou feminista?

Recentemente fui convidada para conversar com adolescentes negras/os, estudantes de escolas públicas que estavam reunidas/os num curso virtual de introdução à Cultura Afro-brasileira. Uma iniciativa do Coletivo Re-Existência Nzinga Calabar, um projeto político literário desenvolvido a partir da periferia soteropolitana. Falei do meu lugar de mundo, da minha trajetória artística e acadêmica. Fui apresentada como mulher-cis, negra, atriz, professora de Teatro, mestra em Artes Cênicas e Feminista. Bom, a fala dizia sobre todas essas categorias que desenham a minha existência.  No momento de abertura para as perguntas, uma adolescente ‘manda pra mim’: “Como e quando você se tornou feminista?” e essa questão me pôs em xeque! Eu nunca tinha pensado em responder a isso. Eu nunca havia sido questionada sobre “como e quando”. Já precisei falar sobre as leituras que faço, sobre os livros que compro, sobre as teorias que aprendi e como eu as articulo às minhas práticas artísticas ...

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Organização Católicas pelo Direito de Decidir disse em nota ter tido conhecimento da decisão pela imprensa. E que tomará as medidas cabivéis (Foto: CDD/ Divulgação)

Justiça de São Paulo proíbe organização feminista de usar ‘católicas’ no nome

A organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir foi proibida pela Justiça de São Paulo de usar a palavra “católicas” no nome. A 2ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou que atuação da ONG que, desde 1993, atua pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, entre eles ao aborto legal, é “incompatível com os valores adotados pela Igreja Católica”. Em seu voto, o relator do caso, o desembargador José Carlos Ferreira Alves, declarou que “ao defender o direito de decidir pelo aborto, que a Igreja condena clara e severamente, há nítido desvirtuamento e incompatibilidade do nome utilizado (….). O que viola frontalmente a moral e os bons costumes. Além de ferir de morte o bem e os interesses públicos.” A sentença atendeu a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, que também é católica. De acordo com o portal ...

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Robinho assiste à partida Santos x Atlético-GO, na Vila Belmiro (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)

Robinho, feminismo é para todo mundo!

Feminismo. Faz uns doze anos que ouvi essa palavra pela primeira vez. Quem me apresentou o movimento em defesa da igualdade de oportunidades e de direitos para as mulheres foi a professora Constancia Lima Duarte, que desde os anos 1970 dedica parte da vida à luta contra o machismo, o sexismo e todas as formas de violência e discriminação que incidem sobre nós. Tive muita sorte. De maneira paciente e amorosa, Constancia me brindou com histórias de mulheres das quais eu jamais tinha ouvido falar. Foi ela que me apresentou Francisca Senhorinha da Motta Diniz, jornalista e educadora mineira que no século XIX já lutava pela escolarização das meninas e pelo direito ao voto. Em artigo publicado no ano 1873, no jornal “O Sexo Feminino”, do qual era redatora e proprietária, ela escreveu: “Em vez de pais de família mandarem ensinar suas filhas a coser, engomar, lavar, cozinhar, varrer a ...

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A historiadora, professora, poeta e ativista Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

Oito livros para conhecer e se aprofundar no feminismo decolonial

Um feminismo decolonial Françoise Vergès Organização e tradução Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo Ubu, 142 páginas A autora, historiadora e cientista política francesa critica o que chama de “feminismo civilizatório” – aquele representado por mulheres brancas, burguesas europeias que desde os anos 1960 reivindicam direitos iguais aos homens de sua classe. Para a autora, o feminismo deve ser necessariamente multidimensional e incluir em suas pautas e reflexões as dimensões de classe, raça e sexualidade. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento Patricia Hill Collins Tradução Jamille Pinheiro Dias Boitempo Editorial, 480 páginas Livro fundamental para o feminismo das mulheres não brancas e antirracistas. Nele a socióloga Patricia Hill Collins desenvolve conceitos importantíssimos, como “imagem de controle”, “estrangeiro dentro” (outsider within) e resistências, que são fundamentais para a construção de teorias e políticas de resistência à colonização do saber e do ser. Eu sou atlântica: sobre a ...

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(Foto: Divulgação/ Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas)

Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas: as vencedoras!

No dia 14 de março deste ano, a Editora Contracorrente, em parceria com o Instituto Marielle Franco e com o apoio do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, anunciou o Edital do Prêmio Marielle Franco de Ensaios feministas 2020. A finalidade do projeto foi acolher ensaios das várias temáticas que envolvem o feminismo e premiar um dos textos com a publicação do trabalho em formato de livro pela Editora Contracorrente, além de um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10.000,00. No período de cinco meses de recebimento de trabalhos, avaliamos mais de cento e noventa textos, escritos por mulheres de todo Brasil e do exterior. Autoras de diversas tendências do pensamento feminista discorreram sobre o tema, esmiuçaram conceitos, dividiram conosco suas vivências e seus estudos, do mais refinado ao mais pessoal. Uma ...

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Power Trip Summit: Jurema Werneck, Hannah Gasby, Jennifer Morgan, Opal Tometi, Carmen Lúcia e Luiza Trajano entre as convidadas (Foto: arte: Mariana Simonetti )

Power Trip Summit: Hannah Gadsby e Opal Tometi entre as confirmadas do encontro

A comediante australiana Hannah Gadsby, que se transformou num fenômeno mundial com o stand-up Nanette (Netflix); a ativista pelos direitos civis norte-americana Opal Tometi, uma das fundadoras do movimento #BlackLivesMater; e a holandesa Jennifer Morgan, diretora executiva internacional do Greenpeace, estão entre as atrações já confirmadas do Power Trip Summit, evento promovido por Marie Claire que se consolida como o maior encontro de liderança feminina do Brasil. De 13 a 16 de outubro, mais de 80 convidadas, entre CEOs, executivas e lideranças femininas de diversos setores, acompanham uma série de palestras e debates sobre temas como ciência, tecnologia, ambiente, enfrentamento à violência e ao assédio no mercado corporativo, entre outros. Num ano repleto de desafios como este 2020, a quarta edição do evento passa por uma completa transformação e apresenta um formato híbrido, com convidadas interagindo em uma plataforma virtual criada especialmente para o #PowerTripSummit. Já o time de Marie ...

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Símbolo do feminino também representa o feminismo Imagem: iStock

Existo, Resisto, Persisto

Costumo sempre dizer que o feminismo é um caminho sem volta; que uma vez feminista, para sempre feminista. Mas por quê? A resposta é bem simples. É muito improvável que quando você desperte para toda a sorte de opressões a respeito do que é ser mulher, você nunca mais queira parar de lutar para o fim delas. E não se trata aqui de luta armada, mas sim, de luta amada, luta por reconhecimento, por justiça, por igualdade, por respeito; enfim, a luta nossa de cada dia, a luta por cada conquista, a luta por cada espaço. Ser mulher é sentir dor diariamente, é sentir medo, é ser diminuída, é ser objetificada, é se mutilar para encaixar nos padrões. Nós vivemos diariamente em teste perante à sociedade, que nos coloca em cheque todos os dias, ao nos cobrar, dia a dia, aprovação pelo fito popular (em especial pelo masculino). Além disto, ...

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WINNIE BUENO (Foto: Ricardo Jaeger)

Uma perspectiva feminista negra para os direitos humanos

A historiografia dos Direitos Humanos é marcada por uma série de ausências no que diz respeito a participação das comunidades internacionais que não estão inseridas no contexto do norte global. A inscrição de outras vivências e experiências no cânone acadêmico da teoria dos direitos humanos é recente, sendo a mesma marcada pela perspectiva decolonial, a qual possibilitou um profícuo debate que deslocou a homogeneidade eurocêntrica a respeito da construção histórica dos Direitos Humanos. O marco da construção de uma perspectiva decolonial da gramática do direito se dá a partir das experiências dos países localizados no que é denominado enquanto Terceiro Mundo, uma alternativa ao conceito de biopolítica, cuja a gênese e centralidade se localiza nos Estados Unidos e na Europa (MIGNOLO,2017). Contudo, mesmo dentro da perspectiva decolonial, há ausências de percepções que deem conta das contribuições que as mulheres negras no contexto da diáspora rouxeram para a produção teórica e ...

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Divulgação

Lideranças femininas negras se reúnem em encontro transnacional

Dezenas de mulheres negras de diversos países do mundo se encontram nesta terça e quarta-feira (28 e 29 de julho), no 1º Webnário Transnacional promovido pela Mahin – Organização de Mulheres Negras. A atividade acontece através de plataformas online, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube, das 11h às 15h. O encontro emitirá certificado para as participantes do dia 28, por meio de inscrição prévia no site www.negrasmahin.org. O Webnário integra as atividade do Julho das Pretas e conta com a parceria e apoio de instituições como a Cese, Coletivo Luiza Bairros, Fórum Marielles, Almaa, Rede de Mulheres Negras, Sindoméstico, Kilomba, Afroresistance, Malungu, Rede de Mulheres de Terreiro e os Comitês Comunitários de Enfrentamento a Covid-19 nos Bairros Populares e nas Religiões de Matriz Africana de Salvador. O Webnário Transcional, além de marcar o mês em que celebra a luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas, tem por objetivo ...

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Perspectivas decoloniais à luz do saber identitário

Resumo: O artigo, inclina-se em construtos teóricos entrelaçados a perspectiva decolonial à luz do saber identitário. Enfatizando e discutindo sobre as imbricações decorrentes desses atravessamentos em temática apresentada, considera-se a destradicionalização e a despadronização dos padrões coloniais modernos enquanto precursores a um feminismo radical. Em geral, provoca-se por meio do olhar interseccional, um posicionamento crítico, compromissado e político as realidades sociais perpassadas por essas problematizações.  Palavras-chaves: Perspectivas decoloniais. Destradicionalização. Despadronização. Interseccional (idade).    “Tava durumindo cangoma me chamou Tava durumindo cangoma me chamou Disse levante povo cativeiro já acabou”  (Jesus,1966)   As mudanças hermenêuticas advindas da perspectiva interseccional, surge em vinculação a abordagem descolonial como luta a garantia de direitos, que vem pelo construto de pontes firmando-se em propostas emancipatórias a sociedade, em específico aos grupos vulneráveis. Por enfatizar e rememorar assim, a legitimidade das múltiplas vivências atreladas a esses processos. Neste sentido, tendo como prioridade tal problemática “ reescrever ...

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