Tag: Feminismo

    Imagem: iStock

    Como e quando você se tornou feminista?

    Recentemente fui convidada para conversar com adolescentes negras/os, estudantes de escolas públicas que estavam reunidas/os num curso virtual de introdução à Cultura Afro-brasileira. Uma iniciativa do Coletivo Re-Existência Nzinga Calabar, um projeto político literário desenvolvido a partir da periferia soteropolitana. Falei do meu lugar de mundo, da minha trajetória artística e acadêmica. Fui apresentada como mulher-cis, negra, atriz, professora de Teatro, mestra em Artes Cênicas e Feminista. Bom, a fala dizia sobre todas essas categorias que desenham a minha existência.  No momento de abertura para as perguntas, uma adolescente ‘manda pra mim’: “Como e quando você se tornou feminista?” e essa questão me pôs em xeque! Eu nunca tinha pensado em responder a isso. Eu nunca havia sido questionada sobre “como e quando”. Já precisei falar sobre as leituras que faço, sobre os livros que compro, sobre as teorias que aprendi e como eu as articulo às minhas práticas artísticas ...

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    Organização Católicas pelo Direito de Decidir disse em nota ter tido conhecimento da decisão pela imprensa. E que tomará as medidas cabivéis (Foto: CDD/ Divulgação)

    Justiça de São Paulo proíbe organização feminista de usar ‘católicas’ no nome

    A organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir foi proibida pela Justiça de São Paulo de usar a palavra “católicas” no nome. A 2ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou que atuação da ONG que, desde 1993, atua pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, entre eles ao aborto legal, é “incompatível com os valores adotados pela Igreja Católica”. Em seu voto, o relator do caso, o desembargador José Carlos Ferreira Alves, declarou que “ao defender o direito de decidir pelo aborto, que a Igreja condena clara e severamente, há nítido desvirtuamento e incompatibilidade do nome utilizado (….). O que viola frontalmente a moral e os bons costumes. Além de ferir de morte o bem e os interesses públicos.” A sentença atendeu a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, que também é católica. De acordo com o portal ...

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    Robinho assiste à partida Santos x Atlético-GO, na Vila Belmiro (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)

    Robinho, feminismo é para todo mundo!

    Feminismo. Faz uns doze anos que ouvi essa palavra pela primeira vez. Quem me apresentou o movimento em defesa da igualdade de oportunidades e de direitos para as mulheres foi a professora Constancia Lima Duarte, que desde os anos 1970 dedica parte da vida à luta contra o machismo, o sexismo e todas as formas de violência e discriminação que incidem sobre nós. Tive muita sorte. De maneira paciente e amorosa, Constancia me brindou com histórias de mulheres das quais eu jamais tinha ouvido falar. Foi ela que me apresentou Francisca Senhorinha da Motta Diniz, jornalista e educadora mineira que no século XIX já lutava pela escolarização das meninas e pelo direito ao voto. Em artigo publicado no ano 1873, no jornal “O Sexo Feminino”, do qual era redatora e proprietária, ela escreveu: “Em vez de pais de família mandarem ensinar suas filhas a coser, engomar, lavar, cozinhar, varrer a ...

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    A historiadora, professora, poeta e ativista Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

    Oito livros para conhecer e se aprofundar no feminismo decolonial

    Um feminismo decolonial Françoise Vergès Organização e tradução Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo Ubu, 142 páginas A autora, historiadora e cientista política francesa critica o que chama de “feminismo civilizatório” – aquele representado por mulheres brancas, burguesas europeias que desde os anos 1960 reivindicam direitos iguais aos homens de sua classe. Para a autora, o feminismo deve ser necessariamente multidimensional e incluir em suas pautas e reflexões as dimensões de classe, raça e sexualidade. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento Patricia Hill Collins Tradução Jamille Pinheiro Dias Boitempo Editorial, 480 páginas Livro fundamental para o feminismo das mulheres não brancas e antirracistas. Nele a socióloga Patricia Hill Collins desenvolve conceitos importantíssimos, como “imagem de controle”, “estrangeiro dentro” (outsider within) e resistências, que são fundamentais para a construção de teorias e políticas de resistência à colonização do saber e do ser. Eu sou atlântica: sobre a ...

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    (Foto: Divulgação/ Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas)

    Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas: as vencedoras!

    No dia 14 de março deste ano, a Editora Contracorrente, em parceria com o Instituto Marielle Franco e com o apoio do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, anunciou o Edital do Prêmio Marielle Franco de Ensaios feministas 2020. A finalidade do projeto foi acolher ensaios das várias temáticas que envolvem o feminismo e premiar um dos textos com a publicação do trabalho em formato de livro pela Editora Contracorrente, além de um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10.000,00. No período de cinco meses de recebimento de trabalhos, avaliamos mais de cento e noventa textos, escritos por mulheres de todo Brasil e do exterior. Autoras de diversas tendências do pensamento feminista discorreram sobre o tema, esmiuçaram conceitos, dividiram conosco suas vivências e seus estudos, do mais refinado ao mais pessoal. Uma ...

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    Power Trip Summit: Jurema Werneck, Hannah Gasby, Jennifer Morgan, Opal Tometi, Carmen Lúcia e Luiza Trajano entre as convidadas (Foto: arte: Mariana Simonetti )

    Power Trip Summit: Hannah Gadsby e Opal Tometi entre as confirmadas do encontro

    A comediante australiana Hannah Gadsby, que se transformou num fenômeno mundial com o stand-up Nanette (Netflix); a ativista pelos direitos civis norte-americana Opal Tometi, uma das fundadoras do movimento #BlackLivesMater; e a holandesa Jennifer Morgan, diretora executiva internacional do Greenpeace, estão entre as atrações já confirmadas do Power Trip Summit, evento promovido por Marie Claire que se consolida como o maior encontro de liderança feminina do Brasil. De 13 a 16 de outubro, mais de 80 convidadas, entre CEOs, executivas e lideranças femininas de diversos setores, acompanham uma série de palestras e debates sobre temas como ciência, tecnologia, ambiente, enfrentamento à violência e ao assédio no mercado corporativo, entre outros. Num ano repleto de desafios como este 2020, a quarta edição do evento passa por uma completa transformação e apresenta um formato híbrido, com convidadas interagindo em uma plataforma virtual criada especialmente para o #PowerTripSummit. Já o time de Marie ...

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    Símbolo do feminino também representa o feminismo Imagem: iStock

    Existo, Resisto, Persisto

    Costumo sempre dizer que o feminismo é um caminho sem volta; que uma vez feminista, para sempre feminista. Mas por quê? A resposta é bem simples. É muito improvável que quando você desperte para toda a sorte de opressões a respeito do que é ser mulher, você nunca mais queira parar de lutar para o fim delas. E não se trata aqui de luta armada, mas sim, de luta amada, luta por reconhecimento, por justiça, por igualdade, por respeito; enfim, a luta nossa de cada dia, a luta por cada conquista, a luta por cada espaço. Ser mulher é sentir dor diariamente, é sentir medo, é ser diminuída, é ser objetificada, é se mutilar para encaixar nos padrões. Nós vivemos diariamente em teste perante à sociedade, que nos coloca em cheque todos os dias, ao nos cobrar, dia a dia, aprovação pelo fito popular (em especial pelo masculino). Além disto, ...

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    WINNIE BUENO (Foto: Ricardo Jaeger)

    Uma perspectiva feminista negra para os direitos humanos

    A historiografia dos Direitos Humanos é marcada por uma série de ausências no que diz respeito a participação das comunidades internacionais que não estão inseridas no contexto do norte global. A inscrição de outras vivências e experiências no cânone acadêmico da teoria dos direitos humanos é recente, sendo a mesma marcada pela perspectiva decolonial, a qual possibilitou um profícuo debate que deslocou a homogeneidade eurocêntrica a respeito da construção histórica dos Direitos Humanos. O marco da construção de uma perspectiva decolonial da gramática do direito se dá a partir das experiências dos países localizados no que é denominado enquanto Terceiro Mundo, uma alternativa ao conceito de biopolítica, cuja a gênese e centralidade se localiza nos Estados Unidos e na Europa (MIGNOLO,2017). Contudo, mesmo dentro da perspectiva decolonial, há ausências de percepções que deem conta das contribuições que as mulheres negras no contexto da diáspora rouxeram para a produção teórica e ...

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    Divulgação

    Lideranças femininas negras se reúnem em encontro transnacional

    Dezenas de mulheres negras de diversos países do mundo se encontram nesta terça e quarta-feira (28 e 29 de julho), no 1º Webnário Transnacional promovido pela Mahin – Organização de Mulheres Negras. A atividade acontece através de plataformas online, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube, das 11h às 15h. O encontro emitirá certificado para as participantes do dia 28, por meio de inscrição prévia no site www.negrasmahin.org. O Webnário integra as atividade do Julho das Pretas e conta com a parceria e apoio de instituições como a Cese, Coletivo Luiza Bairros, Fórum Marielles, Almaa, Rede de Mulheres Negras, Sindoméstico, Kilomba, Afroresistance, Malungu, Rede de Mulheres de Terreiro e os Comitês Comunitários de Enfrentamento a Covid-19 nos Bairros Populares e nas Religiões de Matriz Africana de Salvador. O Webnário Transcional, além de marcar o mês em que celebra a luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas, tem por objetivo ...

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    Perspectivas decoloniais à luz do saber identitário

    Resumo: O artigo, inclina-se em construtos teóricos entrelaçados a perspectiva decolonial à luz do saber identitário. Enfatizando e discutindo sobre as imbricações decorrentes desses atravessamentos em temática apresentada, considera-se a destradicionalização e a despadronização dos padrões coloniais modernos enquanto precursores a um feminismo radical. Em geral, provoca-se por meio do olhar interseccional, um posicionamento crítico, compromissado e político as realidades sociais perpassadas por essas problematizações.  Palavras-chaves: Perspectivas decoloniais. Destradicionalização. Despadronização. Interseccional (idade).    “Tava durumindo cangoma me chamou Tava durumindo cangoma me chamou Disse levante povo cativeiro já acabou”  (Jesus,1966)   As mudanças hermenêuticas advindas da perspectiva interseccional, surge em vinculação a abordagem descolonial como luta a garantia de direitos, que vem pelo construto de pontes firmando-se em propostas emancipatórias a sociedade, em específico aos grupos vulneráveis. Por enfatizar e rememorar assim, a legitimidade das múltiplas vivências atreladas a esses processos. Neste sentido, tendo como prioridade tal problemática “ reescrever ...

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    Foto: Carolina Motoki

    Quem plantou, quem colheu, quem aguou? – O protagonismo feminino no meio rural

    AVE MARIA DAS QUEBRADEIRAS “Ave palmeira Que sofre desgraça. Malditos: derruba,  Queima, devasta. Bendito é teu fruto  Que serve de alimento E o leito da terra,  Ainda dá sustento.   Santa mãe brasileira, Mãe do leite verdadeiro. Em sua hora derradeira, Rogai por todas as quebradeiras. Amém”. Essa é a oração oficial entre as quebradeiras de coco babaçu. E ela ecoa além dos muros dos espaços religiosos. Sob os fortes “tac, toc, tec”, som produzido pelo fruto sendo quebrado, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, o MIQCB, aparece como forma de resistência das mulheres trabalhadoras, agroextrativistas e cidadãs, entre os estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. São cerca de 400 mil mulheres organizadas no movimento, desde 1991, que seguem o ritmo intenso de “Quebramos, tiramos o azeite. Produz o sabão, o carvão. Da amêndoa tiramos o leite de coco...e colar, brincos, pulseiras”. A bandeira dessas mulheres? Livre ...

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    Colagem analógica por Aline de Campos Título: .energia ancestral (2020)

    Ancestralidade e feminismo: de onde vem a prática feminista que você exerce?

    Provocada por uma professora do mestrado – obrigada por isso Carla Cristina! –, refleti acerca de minha concepção de feminismo a partir de uma ótica ancestral. O exercício era considerar as relações entre mim e as duas mulheres que vieram antes, minha mãe e minha avó. Costumo discutir com colegas como a percepção do feminismo chega nas periferias, tendo em vista que as mulheres da resistência cotidiana são as mais expostas às opressões que fortalecem as desigualdades. Cabe lembrar, como Lélia Gonzalez e bell hooks destacaram, que em geral as pautas feministas não trouxeram nenhuma novidade à realidade das mulheres que já lutavam contra dominações desde sempre. Bagagem a mulher preta e periférica tem, seu entendimento das práticas colonizadoras ainda vigentes, na encruzilhada da desigualdade, chega primeiro pela cor, depois pelo gênero. Diferente de como se deu na Europa por meio das classes, como exposto por Marx, a desigualdade no ...

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    A cientista política e feminista Françoise Verges - Anthony Francin/Divulgação

    Feminismo ocidental nunca questionou privilégios de brancas, diz ativista

    De acordo com Françoise Vergès, a pandemia, embora agrave as desigualdades, não mudará o modo como mulheres brancas se aproveitam da exploração do trabalho doméstico de mulheres que pertencem a minorias. A cientista política, historiadora, ativista e especialista em estudos pós-coloniais francesa lança agora no Brasil seu mais recente livro, “Um Feminismo Decolonial”, no qual aborda movimentos feministas antirracistas, anticapitalistas e anti-imperialistas, em contraste ao feminismo branco europeu, chamado de civilizatório, que se quer universal e acredita poder salvar as mulheres de outros tons de pele do obscurantismo. O termo decolonial, principal conceito do livro, faz referência ao esforço de tornar pensamentos e ações livres do legado das diversas colonizações, e se diferencia, na tradução ao português, de descolonial, que se refere aos processos históricos de desligamento das metrópoles e ex-colônias. Vergès, de uma família de militantes comunistas de origens francesa e vietnamita, cresceu na ilha da Reunião, departamento francês ...

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    “Sigam as elefantas: mulheres em tempos de pandemia”

    Na selva africana, os caminhos para evitar caçadores e predadores, o conhecimento da memória coletiva, os alarmes e saudações da manada são liderados pela elefanta mais velha. É ela quem transmite aos animais sob seu comando a segurança para seguir adiante, quem dá o alerta para recuar, quem reconhece o perigo e decide o que fazer, para onde ir. Ela é a mais velha, a mais sábia, a liderança inconteste que abre os caminhos para que todos sigam em segurança. Ela nunca se esquece e nada teme. As mulheres gregas desenhavam os perfis de seus amados na parede a partir da sombra projetada enquanto dormiam para que não fossem esquecidos depois de morrerem na guerra. Beatriz Galindo, a Latina, dama de companhia de Isabel de Castilha, a rainha católica, para não perder a guarda dos filhos quando ficou viúva, se tornou freira e assim, na prática, foi a primeira mulher ...

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    Reprodução/Rede Globo

    Afinal, o que aprendemos com o BBB20?

    O Big Brother Brasil, em uma edição chamada por muitos de histórica, chegou ao fim. E a pergunta que fica é: o que foi possível aprender com o entretenimento mais assistido durante a quarentena? Alguns podem pensar que se trata apenas de um Reality Show para distrair os que já estão distraídos na vida, outros uma oportunidade para refletir sobre temas sociais pautados pelas falas dos participantes, como desigualdade social, machismo, relações abusivas, racismo, entre outros.  Antes, vale lembrar aqui que o programa chegou à sua 20º edição, ou seja, são 20 anos em que o Reality torna a vida de anônimos entretenimento para milhares de brasileiros. E diria também, uma “máquina de fazer celebridades”, os quais, por meio de suas histórias, acabam fomentando debates e/ou polêmicas. Essa edição, por ser a 20ª, contou com 20 Brothers, dez homens e dez mulheres - muito equilibrado do ponto de vista cis-, ...

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    Imafem teriradao do site GSHOW

    BBB20: feministas liberais, monstrualização de corpos negros e hierarquização identitária na mídia de massa

    Muito foi falado sobre as ações e comentários racistas voltados ao ator Alexandre da Silva Santana (vulgo Babu Santana), homem negro e favelado, na 20ª edição do reality show Big Brother Brasil (BBB20) realizado pela Rede Globo. Tais falas e atitudes tiveram como protagonistas Marcela Mc Gowan, participante do programa autodeclarada feminista e assim qualificada pela mídia, e suas melhores amigas no reality, Gizelly Bicalho e Ivy Moares -- todas mulheres brancas associadas, sobretudo no começo do programa, com discursos pelo fim da opressão contra mulheres e em prol dos chamados empoderamento e liberdade femininas.   O tema e as análises a seu respeito chamaram nossa atenção por mobilizarem questões que, ao nosso ver, merecem ser ainda mais verticalizadas (o que nos propomos a fazer aqui), considerando: 1) a relação entre Big Brother Brasil, um produto midiático de massa, e a realidade de seus participantes, realizadores e espectadores; 2) a porosidade ...

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    (AP Photo/Mahesh Kumar A.)

    Capital, pandemia e os papéis do feminismo

    Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria — com raça, gênero e classe social segregadas — amarga o medo e a exclusão. É a necropolítica, descrita pelo filósofo Achile Mbembe. Mas brecha da mudança foi aberta… Por SOS Corpo, no Outras Palavras Foto: AP Photo/Mahesh Kumar A. Por SOS Corpo, na coluna Baderna Feminista A rápida expansão da pandemia de coronavírus pelo mundo e a tragédia sanitária e socioeconômica por ela instalada nos coloca face a face com a profunda insegurança social em que o capitalismo jogou populações inteiras, as mais empobrecidas. Já ultrapassamos os 30 mil mortos e não temos condições de prever até onde vamos diante deste cenário de incertezas. A outra questão impiedosa deste processo é a voz dos poderosos querendo transparecer como algo que nos afeta indistintamente, em termos de classe, gênero, raça/etnia. Isso é um mito. Em tempos de pandemias, as ...

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    Dia Internacional da Mulher: o movimento do ponto de vista de mulheres negras

    As mulheres negras têm liderado muitas estatísticas no Brasil, mas nenhuma delas é de fazer nossa sociedade se orgulhar. No mercado de trabalho, representam o desemprego, como 16,6%, na comparação com homens brancos, que estão na casa dos 8,3%, segundo levantamento feito pelo economista Cosmo Donato, da LCA consultores – com base na média dos últimos quatro trimestres da PNAD contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por Karol Gomes, Do Hypeness Arte: @designativista Da mesma forma, mulheres negras têm um rendimento médio real menor que a metade da renda do homem branco. Acima delas também estão os homens negros e em seguida as brancas. Se apenas a questão de oportunidades fosse um problema a ser resolvido pela vivência das mulheres negras, já seria uma pauta grande o suficiente. Mas quando olhamos para o Mapa da Violência, encontramos ...

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    Por um feminismo de baderna, ira e alarde

    Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores Por SOS Corpo, no Outras Palavra  Arte: Rafael Werkema/CFESS O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa ...

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    No México, movimento feminista segue mais forte do que nunca para barrar o aumento dos feminicídios, diz Fernanda Acosta, porta-voz do coletivo Brujas del Mar

    No país em que dez mulheres são assassinadas por dia, feministas tomarão as ruas no 8M e planejam uma paralização para o dia 9, para chamar atenção para o que consideram uma emergência nacional Por Rafael Oliveira, Agência Pública Protesto no México contra feminicídio (Guadalupe Pardo/Reuters) No próximo 8 de Março, quando as mexicanas saírem às ruas para o Dia Internacional da Mulher, não será a primeira manifestação feminista de impacto ao longo dos últimos meses. No país em que dez mulheres são assassinadas em média por dia, em um crescimento de 137% do número de casos nos últimos cinco anos, a mobilização de grupos feministas tem se fortalecido em reação à crescente onda de violência de gênero, que muitas vezes resulta em impunidade. Há menos de um mês, em 15 de fevereiro, centenas de mulheres saíram às ruas vestidas de preto, protestando contra o feminicídio ...

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