Fotógrafo brasileiro mostra “memória da escravidão” que ficou em Africa

Uma viagem afectiva do fotógrafo e designer gráfico César Fraga por nove países africanos, incluindo Angola, resultou numa exposição inédita que lança um novo olhar sobre os lugares de memória do tráfico de escravos para o Brasil.

no Vivo Portal

A mostra Sankofa, memória da Escravidão na África, aberta na Caixa Cultural Rio de Janeiro, apresenta um total de 250 itens, incluindo 54 fotos, equipamentos com multimédia, textos com descrições dos países visitados e recursos de interactividade.

A curiosidade pelos factos que antecederam a história da escravidão e o fascínio em relação às proximidades culturais entre o Brasil e os países africanos que comercializavam escravos foram os fios condutores que levaram César Fraga à expedição, na qual investigou as próprias origens. O fotógrafo e designer é bisneto de uma beneficiária da Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos das mulheres escravas nascidos a partir de 1871, quando essa legislação pré-abolicionista foi aprovada no Brasil.

“Grande parte do povo brasileiro vem da mistura entre colonizadores brancos, indígenas nativos e negros trazidos à força de África. Referências europeias não faltam, basta ligar a TV. Mas há muito ainda a se descobrir sobre os nossos ancestrais índios e negros, os grandes silenciados da História. Foi assim que nasceu o projecto Do outro lado”, conta César Fraga. Designer formado pela Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ele é fotógrafo autodidacta e já actuou em projectos na América do Sul, Europa, África, Ásia e Antárctica.

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