quinta-feira, julho 22, 2021

Tag: esquecer jamais

(crédito: Gomez)

Artigo: 13 de maio, Dia da (NÃO) Abolição da Escravatura

O 13 de maio de 1888, apesar de marcar a data oficial do fim da escravatura no Brasil, na verdade, deu início à fantasiosa noção de que os negros seriam inseridos em uma sociedade que os trataria com dignidade e em condições meritocratas iguais às concedidas aos brancos. Conforme sabido, a experiência brasileira demonstra que as ditas circunstâncias igualitárias nunca ocorreram de fato no Brasil, e isso independe da classe social. No cenário nacional, o que se observa hodiernamente é justamente um mascaramento das discrepâncias entre as raças, a partir do mito da democracia social, em vez que os dados oficiais são acometidos pela supressão do quesito “raça”, em prol de uma análise econômico-social turva e das falácias em torno da miscigenação, como rito fundante de uma sociedade socialmente isonômica. Assim, falar em abolição da escravatura no Brasil, envolve falar, necessariamente, de figuras negras que estiveram à frente do movimento ...

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Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando, morto em Osasco em 2015 (Foto: DANIEL ARROYO)

Na luta pela memória dos filhos, Mães de Maio são ligadas ao crime pelo próprio Estado que os matou

Fernando Luiz de Paula levou o dia todo para terminar um bico como pintor. Chegou em casa no Munhoz Junior, bairro periférico de Osasco, exausto. A região é formada essencialmente por trabalhadores sem dinheiro para viver na metrópole de São Paulo, distante dali a menos de uma hora a carro. Depois de dar um beijo na mãe, Zilda, decidiu tomar uma cerveja para relaxar —rotina de muitos moradores dos bairros pobres, depois de um dia inteiro na labuta. Era 13 de agosto de 2015. Fernando não teve nem sequer a chance de dar o primeiro gole no copo gelado. Levou um tiro na testa, disparado por homens encapuzados de preto, junto a outras 16 pessoas em uma das maiores chacinas do Estado de São Paulo. Os algozes eram policiais, segundo a Justiça, que condenou dois deles. Sem ficha criminal, em subemprego, com todas as provas a seu favor, o homem ...

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Desenho de Esperança Garcia, negra escravizada que foi reconhecida como primeira advogada do Piauí (Ilustração: Valentina Fraiz)

Quem foi Esperança Garcia, negra escravizada reconhecida como 1ª advogada do Piauí

Esperança Garcia, mulher negra e escravizada, escreveu ao governador do estado do Piauí em 1770, denunciando os maus-tratos que tanto ela quanto suas companheiras e seus filhos sofriam. Também reclamava do fato de ter sido separada de seu marido e do impedimento de batizar as crianças. Devido a essa carta, Esperança recebeu o título simbólico pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Piauí de primeira advogada do estado. A carta de Esperança foi encontrada em 1979, no Arquivo Público do Piauí, pelo historiador Luiz Mott. A descoberta de sua reivindicação fez dela símbolo da luta por direitos e da resistência negra. Em sua homenagem, o dia 6 de setembro, data da carta, foi instituído como Dia Estadual da Consciência Negra no Piauí. O reconhecimento por parte da OAB foi fundamentado em dois anos de pesquisa da Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra da seção local da Ordem e ...

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Arquivo Pessoal

Quilombo: A Arte da Memória Negra sobre Palmares

Uma das máximas do pensamento de Beatriz Nascimento é a de que os quilombos exerceram um papel fundamental na construção da consciência histórica da população africana e seus descendentes no Brasil. Assim, as memórias sobre as experiências quilombolas foram constantes durante e após o período da escravidão. Advindos de tradicionais culturas orais, os povos africanos e seus descendentes encontraram possibilidades de memorização corporal. Suas expressões e formas de ser, viver e relacionar-se foram reatualizadas e incorporadas em diversas práticas culturais. Essas expressões de comunicação são locais privilegiados para o entendimento do processo de transformação histórico-social das culturas africanas no Brasil e em outras regiões da América e do Caribe. A manifestação de temática quilombola surgida nas Alagoas de fins do século XVIII, o quilombo, é uma delas. Realizada em cidades e zonas rurais em tempos de festas natalinas e nas celebrações de irmandades como a de Nossa Senhora do Rosário, ...

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Dicionário biográfico 'Excluídos da História' reúne 2.251 verbetes sobre personagens raramente estudados pela historiografia oficial do Brasil Foto: Arte sobre fotos de divulgação

‘Dicionário dos excluídos’: inspirado em samba da Mangueira, projeto celebra nomes ‘apagados’ da História do Brasil

Da escola de samba à sala de aula. Esta é a ponte que conecta o carnavalesco Leandro Vieira e a professora Cristina Meneguello. Ele, campeão do carnaval do Rio em 2019 pela Mangueira, com o enredo “História para ninar gente grande”, que exaltou personagens não incluídos no chamado “retrato oficial” da História do Brasil. Ela, parte do corpo docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e responsável por convocar milhares de estudantes a tirar a “poeira dos porões”, como cantou a verde e rosa em plena Sapucaí. Inspirados pelo desfile vencedor da agremiação, 6.753 alunos participantes da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), promovida pela universidade paulista, criaram, na edição de 2019, o dicionário biográfico “Excluídos da História”, que reúne 2.251 verbetes sobre personagens raramente estudados pela historiografia oficial. No mês passado, o projeto, ganhador do Brasil Design Award na categoria de design de sistema educativo, foi transformado em ...

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Divulgação

Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros inaugura coluna “Nossas Histórias” no Portal Geledés

Sabemos que já foi confortável defender: “Os negros não são gente. São coisa. Não têm alma. Não pensam!” Houve também quem dissesse: “Os negros não têm história!” Teve depois quem assegurasse: “Faltam fontes confiáveis para que se escreva a história dos negros!” Todas essas são expressões de uma matriz de sentido por meio da qual homens e mulheres negras não teriam assegurado nem sequer a condição de tema para a reflexão sobre a experiência humana ao longo tempo.  O racismo é perigoso porque autoriza e investe na naturalização de sequestros da Humanidade de indivíduos e grupos discriminados. Isso, por consequência, faz com que seja possível até mesmo se cegar para como tais pessoas tornam possíveis suas vidas, produzem vastos repertórios de experiências que são compartilhadas entre gerações, estabelecem permanências e dão a medida de si e dos outros no convívio social.  Mas, apesar dessas violências que geram silenciamentos e sub-representações, ...

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João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata (Imagem retirada do site Nossa Política)

João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata

Filho de escravos, nascido nove anos depois da lei do Ventre Livre (que não considerava cativos os filhos de escravos nascidos a partir dali) numa fazenda em Encruzilhada do Sul, interior gaúcho, João Cândido entrou para a Marinha aos 14 anos, onde teve carreira exemplar. Durante 15 anos navegou pelas águas doces e salgadas de todo o Brasil, percorreu quatro continentes, aprendeu técnicas e ofícios, foi instrutor de marujos iniciantes, encharcou-se das paisagens exuberantes, das realidades sociais e suas contradições, conheceu personagens e episódios políticos importantes – até ser expulso da corporação, por causa da rebelião de que participou com destaque, nas águas da Guanabara, defendendo a dignidade da condição humana. João Cândido não corresponde ao estereótipo construído sobre sua imagem de um homem sem instrução. Ele foi, sim, instruído e instrutor. Frequentou a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Porto Alegre, em 1895. Depois, já engajado, esteve lotado na ...

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THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC

Suíça abre discussão para reparar dinheiro que o país ganhou com comércio de escravos nas Américas

Políticos, personalidades, religiosos e acadêmicos suíços lançam uma iniciativa para avaliar o papel do país alpino na economia escravocrata nas Américas e pressionar para que haja alguma espécie de reparação às famílias das vítimas ou economias. Por Jamil Chade, do UOL THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC No final do ano passado, foi formado o Comitê Suíço de Reparação da Escravatura (SCORES), defendendo que o país mergulhe para entender seu papel no tráfico de escravos e que, eventualmente negocie reparações, algo inédito na história da escravidão no continente americano. A avaliação é de que, ainda que não tenha mar, a Suíça lucrou com a escravidão entre a África e as Américas entre os séculos XVI e XIX. Portanto, em seu manifesto, o grupo insiste que a escravidão nas colônias por parte da Europa "exige reconhecimento e reparação imaterial e material". Ainda que a posição oficial ...

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Visual do Morro do Piolho com casas na Rua Lavapés e o conjunto da Light ao Fundo antes de ser demolido. Ilustração feita pelas autoras com base em foto do Acervo Casa da Imagem DPH/SMC

Bairro da Liberdade: o apagamento histórico da memória negra em São Paulo

O “Caminho Histórico Glória-Lavapés” é composto pelas ruas da Glória e do Lavapés, que interligam os bairros da Liberdade, Glicério e Cambuci situados na região central do município de São Paulo. Apesar de ter sido tombado em março de 2018 e homologado em julho de 2019 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), esse lugar ainda enfrenta problemáticas que reiteram e reforçam o apagamento histórico de memórias importantes compreendidas ao longo dessa extensão como a memória de ocupação negra, a memória morfológica do traçado da cidade colonial e a memória visual e topográfica da condição acidentada do terreno. Por Beatriz Hubner, Fernanda Galloni, Paloma Neves, Stela Mori, do Arch Daily Visual do Morro do Piolho com casas na Rua Lavapés e o conjunto da Light ao Fundo antes de ser demolido. Foto do Acervo Casa da Imagem ...

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Imagem retirada do site

Lisboa vai finalmente ter memorial em honra dos escravos

​O objetivo principal do Memorial é prestar tributo à memória dos milhões de africanas e africanos escravizados por Portugal ao longo da sua História, nomeadamente entre os séculos XV e XIX. No Bantumen Imagem retirada do site Bantumen Uma nau com escravos, uma plantação de canas-de-açúcar e uma arena de encontros são as três propostas para uma construção, em Lisboa, que pretende homenagear as vítimas da escravatura perpretada por Portugal. As propostas vão a votos este sábado, 25, às 16 horas, na Biblioteca de Marvila. As obras de arte são da autoria de Grada Kilomba, Jaime Lauriano e Kiluanji Kia Henda e, após votação, a obra vencedora será edificada no Largo José Saramago O memorial, ao qual estará associado um centro interpretativo, é uma proposta vencedora do Orçamento Participativo de Lisboa, apresentada pela DJASS-Associação de Afrodescendentes. A criação de um memorial que preste homenagem aos milhões ...

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GETTY IMAGES
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'Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu. Por outro lado, ficou revoltado com a escravidão. Sua família lutava contra o comércio de escravos', afirma o biólogo Nélio Bizzo

Encantado com a natureza e indignado com a corrupção: o que Charles Darwin achou do Brasil do século 19

No dia 29 de agosto de 1831, o jovem Charles Robert Darwin, então com 22 anos, recebeu uma carta que mudaria sua vida. Um de seus professores na Universidade de Cambridge, o botânico John Stevens Henslow, indicara seu nome para participar de uma expedição científica ao redor do mundo. Por André Bernardo, da BBC 'Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu. Por outro lado, ficou revoltado com a escravidão. Sua família lutava contra o comércio de escravos', afirma o biólogo Nélio Bizzo (GETTY IMAGES) O governo britânico, explicava a carta, faria um levantamento cartográfico da costa da América do Sul e pedira a ele que recomendasse alguém para atuar como naturalista. Sua missão a bordo seria observar, registrar e coletar tudo o que achasse interessante, incluindo fauna, flora e geologia, nas terras visitadas pelo navio. ...

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Fonte: José Thomaz da Porciuncula, Relatório com que o Exmo Im. Dr. Thomaz da Porciuncula passou à Administração do Estado em 7 de Julho de 1890, 1890, p. 6.

O massacre de 17 de novembro: Sobre raça e a república no Brasil

Uma história política marcada pelo imaginário da raça é, antes de mais nada, uma história feita de silêncios, datas rasuradas, registros incompletos, apagamentos e cesuras que constituem a luta simbólica pelas formas de imaginar uma comunidade e estabelecer a sua memória coletiva. A narrativa oficial acerca da Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889, em particular, a forma como a participação ou não da gente comum é retratada, e a insistência em tomar cidades como Rio de Janeiro e São Paulo qual metonímias explicativas sobre o que se passou em todo país muito nos têm ensinado a esquecer. Uma das imagens mais recorrentes acerca da instauração do regime republicano entre nós é aquela do povo bestializado, apático, sem tomar posição alguma frente ao golpe de Estado que encerrou o longo reinado de d. Pedro II. Se por um lado tal imagem denuncia o teor palaciano, antidemocrático, ...

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Remoção das famílias na Ilhota. Foto: CP Memória

Onde estão os negros do Rio Grande do Sul?

A população negra está no Estado desde os primórdios, mas, com o passar do tempo, esta presença foi sendo apagada da "história oficial". No Dia da Consciência Negra, saiba mais sobre este processo, suas consequências e como modificá-lo Por Eduardo Amaral, do Correio do Povo Remoção das famílias na Ilhota. Foto: CP Memória “Ao longo da minha trajetória, e de boa parte dos negros, a gente nunca se viu de fato representado, nunca teve aquela figura negra. Nos livros de história, monumentos, eu nunca me enxerguei”. Foi assim que pessoas como o jornalista Flávio Bandeira, 34 anos, nascido e criado em Porto Alegre, cresceram, sem ver pessoas como eles na história da sua cidade e estado, e ouvindo durante toda a vida que o papel que lhes cabia estava longe do sucesso profissional e da possibilidade de ocupar cargos de relevância por conta da sua cor ...

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Pesquisadora da UFRGS é premiada por cartografia de territórios negros nos mapas históricos de Porto Alegre

Areal da Baronesa, Ilhota, Parque da Redenção, Bacia do Mont’Serrat e Colônia Africana – atual bairro Rio Branco. Esses são alguns dos territórios de Porto Alegre onde entre os anos 1800 e 1970 existiram espaços de moradia, de trabalho, de manifestações de práticas culturais, como carnavais e batuques, e de lazer das populações negras da Capital. Apesar desse conhecimento, informações mais detalhadas sobre esses territórios ainda são inexistentes e os povos negros seguem ocultados das narrativas oficiais sobre o processo de construção da Capital. Por Annie Castro, Do Sul21 Para mudar o cenário de invisibilização desses espaços, a professora de Geografia da Prefeitura Municipal de Porto Alegre Daniele Vieira decidiu usar seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para elaborar uma cartografia dos locais que foram ocupados pela população negra na cidade e recuperar a história desses territórios. Segundo ela, ...

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Países que tiveram escravos devem reparar vítimas, afirma relatora independente

A relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos. Da ONU Relatora especial da ONU sobre raciscmo, Rendayi Achiume – Foto: Manuel Elias/ONU Achiume afirmou que racismo e discriminação são inseparáveis de suas raízes históricas e defendeu que países que tiveram colônias ou escravos devem aceitar que têm obrigações e responsabilidades, incluindo o pagamento de indenizações às vítimas e seus descendentes. Para ela, a maior barreira às reparações por colonialismo e pela escravidão é falta de vontade política e coragem moral. A relatora especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos. Para ela, a maior barreira às reparações ...

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LISBOA DOS ESCRAVOS

Naky Gaglo é natural do Togo e vive em Lisboa há cinco anos. Há quatro, começou a mostrar uma outra Lisboa aos turistas que visitam a capital portuguesa, a Lisboa dos escravos, num passeio que nos faz recuar ao século XV e à Lisboa dos Descobrimentos, o African Lisbon Tour. “Comecei a fazer este tour porque percebi, quando vim pela primeira vez a Portugal, que havia muitos negros. Fiquei muito contente, mas também percebi que a história não estava a ser contada”, começou por explicar Naky Gaglo ao Publituris, no dia em que nos juntámos a um grupo de 14 turistas dos EUA, Canadá, França e Portugal para realizar a visita, que começa na Praça do Comércio e só termina no Jardim da Praça Dom Luís, quatro horas depois. Por Inês de Matos, Do Publituris (Foto: Imagem retirada do site Publituris) Depois de chegar a Lisboa, ...

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Foto: Reprodução / etniabrasileira.com.br

CMS aprova projeto que institui Dia em Memória aos Mártires da Revolta dos Búzios

A Câmara de Vereadores aprovou na última quarta-feira (2) um projeto que institui o 8 de novembro como Dia Municipal em Memória aos Mártires da Revolta dos Búzios. O texto é de autoria de Marta Rodrigues (PT), e homenageia Luís Gonzaga das Virgens Veiga, João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira e Lucas Dantas de Amorim Torres, todos enforcados e esquartejados exatamente no dia 8 de novembro de 1799, na Praça da Piedade. por Matheus Caldas, do Bahia Noticias Foto: Reprodução / etniabrasileira.com.br “A criação de um dia para homenageá-los é uma forma de diminuir o processo de invisibilização ao qual o povo negro foi submetido desde o descobrimento do Brasil”, explicou a parlamentar. “Até hoje, os livros de história do país continuam a recusar o protagonismo do povo negro na luta pela justiça social e pelo fim da escravidão por causa do ...

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Dora Milaje em cena do filme Pantera Negra

Amazonas de Daomé: As mulheres mais temidas do mundo

Bravas guerreiras da África Ocidental repeliram com sucesso invasores europeus Por FLÁVIA RIBEIRO , do Aventuras na História  Dora Milaje em cena do filme Pantera Negra Nansica, uma jovem soldada do reino de Daomé, no atual Benin, de cerca de 16 anos, se aproxima rapidamente de um sargento francês e o decapita com furor. Em seguida, tem seu corpo atravessado por uma baioneta e tomba de costas, braços estendidos para a frente. Na mesma batalha, um soldado gabonês de infantaria, recrutado pelos franceses, desarma outra militar de Daomé. Sem opção, ela rasga a garganta do inimigo com os próprios dentes. Apesar de a França ter conquistado Daomé em 1894, após duas guerras num período de 4 anos, a ferocidade das mulheres que compunham 1/3 das tropas do país africano ao longo do século 19 impressionou visitantes e soldados estrangeiros. “O valor das amazonas é real. Treinadas desde a ...

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Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros'

Artista restaura cor de brasileiros fotografados às vésperas da abolição

Nada se sabe sobre o homem de cabelos grisalhos e olhar triste na foto acima, retratado pelo fotógrafo alemão Alberto Henschel no Brasil por volta de 1869, alguns anos antes da Lei Áurea. A legenda do retrato original, à esquerda, diz apenas "tipos negros". Por Letícia Mori, da BBC Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros' (Imagem: MARINA AMARAL) O retrato à direita foi restaurado e colorido pela artista brasileira Marina Amaral e é uma das 22 fotografias que a artista está recuperando para sua série "Escravidão no Brasil". "Quando a gente olha para os números e para a escala enorme do que foi a escravidão, fica tudo meio abstrato. Mas quando consegue olhar para as pessoas... Ver cada rosto deixa tudo menos abstrato, cria uma conexão", disse à BBC News Brasil. A mineira de 25 anos é artista digital especializada em colorir fotos antigas ...

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‘Temos uma sociedade que nem lembra dos horrores da escravidão’, diz escritor que conta histórias do povo negro no Twitter

O homem africano que foi exposto junto a macacos do Zoológico de Bronx, nos Estados Unidos. O holocausto promovido no Congo pelo rei Leopoldo II da Bélgica. As estratégias do líder quilombola Benedito Meia-Légua para invadir senzalas e libertar negros escravos no Brasil. A africana que foi capturada para uma turnê no Reino Unido, onde foi obrigada a viver enjaulada e mostrar seu corpo para outros homens. Essas são algumas das narrativas já publicadas pelo publicitário e escritor Ale Santos no Twitter. Há pouco mais de um ano, o escritor decidiu utilizar a ferramenta de threads para contar histórias vivenciadas pelo povo negro no Brasil e em diversos locais do mundo. Por Annie Castro, do Sul21 Ale Santos utiliza o Twitter para compartilhar histórias do povo negro de diversos locais do mundo. (Foto: Luiza Castro/Sul21) Na última semana, Santos esteve em Porto Alegre para participar do ...

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