Tag: crimes da escravidão

    Foto: Webert da Cruz

    “A escravidão não oferece resposta para tudo”

    Neste 13 de maio, são 132 anos da assinatura da Lei Áurea, decretando a abolição. Para falar sobre o período pós-abolição e a correlação com os dias atuais, a coluna Geledés no debate entrevistou a professora e pesquisadora do Departamento de História da UnB, Ana Flávia Magalhães Pinto, autora dos livros “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” e “Imprensa negra no Brasil oitocentista”. Ana Flávia também é coordenadora da regional Centro-Oeste do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh; e integrante da Rede de HistoriadorXs NegrXs. Geledés - Quando analisamos as estatísticas da pandemia de covid -19, é notável como a doença atinge os grupos raciais de forma diferenciada. Dados divulgados no dia 10 de abril destacaram que ela está ocorrendo de forma mais letal para pretos e pardos, que representam quase 1 em cada 4 brasileiros hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (23,9%), mas chegam ...

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    João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata (Imagem retirada do site Nossa Política)

    João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata

    Filho de escravos, nascido nove anos depois da lei do Ventre Livre (que não considerava cativos os filhos de escravos nascidos a partir dali) numa fazenda em Encruzilhada do Sul, interior gaúcho, João Cândido entrou para a Marinha aos 14 anos, onde teve carreira exemplar. Durante 15 anos navegou pelas águas doces e salgadas de todo o Brasil, percorreu quatro continentes, aprendeu técnicas e ofícios, foi instrutor de marujos iniciantes, encharcou-se das paisagens exuberantes, das realidades sociais e suas contradições, conheceu personagens e episódios políticos importantes – até ser expulso da corporação, por causa da rebelião de que participou com destaque, nas águas da Guanabara, defendendo a dignidade da condição humana. João Cândido não corresponde ao estereótipo construído sobre sua imagem de um homem sem instrução. Ele foi, sim, instruído e instrutor. Frequentou a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Porto Alegre, em 1895. Depois, já engajado, esteve lotado na ...

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    Os 216 anos da Revolução Haitiana, a maior revolta de negros em um país colonizado

    O primeiro dia de 2020 também foi o aniversário de 216 anos da Revolução Haitiana, cujo ápice se deu em 1º de janeiro de 1804, quando a colônia da América Central finalmente conquistou sua independência da França, produzindo a maior revolta bem-sucedida de escravizados no mundo colonial. Embora tenha custado muito a economia do novo país, continua sendo celebrada como marco da resistência negra no continente americano. O Haiti começou a ser colonizado em 1492, com o nome de Ilha de São Domingos, e, logo no início desse processo de colonização, houve o massacre dos seus povos originários. Com a vinda dos africanos como escravos para o país, esses foram submetidos a muita violência, a exemplo do que aconteceu no Brasil, e assim como ocorreu aqui, os negros criaram comunidades de resistência no Haiti, os Maroons, que equivaliam aos quilombos brasileiros. A história da revolução começa em 14 de agosto de ...

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    Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros'

    Artista restaura cor de brasileiros fotografados às vésperas da abolição

    Nada se sabe sobre o homem de cabelos grisalhos e olhar triste na foto acima, retratado pelo fotógrafo alemão Alberto Henschel no Brasil por volta de 1869, alguns anos antes da Lei Áurea. A legenda do retrato original, à esquerda, diz apenas "tipos negros". Por Letícia Mori, da BBC Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros' (Imagem: MARINA AMARAL) O retrato à direita foi restaurado e colorido pela artista brasileira Marina Amaral e é uma das 22 fotografias que a artista está recuperando para sua série "Escravidão no Brasil". "Quando a gente olha para os números e para a escala enorme do que foi a escravidão, fica tudo meio abstrato. Mas quando consegue olhar para as pessoas... Ver cada rosto deixa tudo menos abstrato, cria uma conexão", disse à BBC News Brasil. A mineira de 25 anos é artista digital especializada em colorir fotos antigas ...

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    Foto: EPA / JUSTIN LANE

    Guterres: Comércio transatlântico de escravos foi “terrível manifestação de barbaridade humana”

    Secretário-geral da ONU defendeu que é preciso "continuar a lutar contra o racismo e preconceito", indicando que "mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas deste desprezível crime ao longo de 400 anos". por Lusa no Sabado.Pt Foto: EPA / JUSTIN LANE O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que o comércio de escravos através do Oceano Atlântico foi "uma das mais terríveis manifestações da barbaridade humana". "O comércio transatlântico de escravos foi umas das mais terríveis manifestações da barbaridade humana", escreveu o português na plataforma social Twitter, acrescentando que "mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas deste desprezível crime ao longo de 400 anos". António Guterres conclui a sua publicação, defendendo: "Devemos honrar a sua memória enquanto continuamos a lutar contra o racismo e preconceito". Hoje cumprem-se 400 anos desde que escravos africanos chegaram a território norte-americano, marco assinalado ...

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    divulgacao: Diário do Rio

    Prefeitura deverá reparar crimes da escravidão e demarcar áreas da Pequena África

    Os vereadores Fernando William (PDT) e Teresa Bergher (PSDB) aprovaram a Lei nº 6.613/2019, que obriga a Prefeitura do Rio a reparar crimes de escravidão e a realizar a demarcação da área urbana como território histórico para a preservação de memória da presença do africano liberto e alforriado, de seu local de trabalho e de moradia na cidade do Rio de Janeiro. O local, situado no Centro da cidade, é conhecido como Pequena África. Por Felipe Lucena no Diário do Rio divulgacao: Diário do Rio “Mais importante que reparar crime histórico é ressarcir um coletivo humano com bens materiais e pecuniários. Por isso a importância da revitalização da Pequena África, para preservarmos a memória da presença do africano escravizado em nossa cidade”, afirmam os autores. O Brasil é signatário da declaração da “Conferência Mundial contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e formas correlatas de intolerância”, ...

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    ‘Como descobri que meus antepassados participaram do tráfico de negros escravizados’

    "Às vezes é melhor não mexer no passado." Por Jaime González, da BBC  O tema escravidão ainda desperta calorosos debates em ambos os lados do Atlântico (Foto: Getty Images) Durante semanas, fiquei pensando sobre essa frase que um amigo me disse, em tom sério, quando contei a ele detalhes da pesquisa que estava fazendo. Era um documentário sobre a participação catalã no tráfico de negros escravizados no século 19, a partir da trajetória de dois antepassados meus que, de acordo com documentos históricos, estariam envolvidos com esse tipo de transação. Assim que comecei a pesquisar sobre o tema, me dei conta sobre como é difícil falar hoje em dia sobre escravidão, assunto que desperta calorosos debates dos dois lados do Atlântico e que em certos círculos ainda é um tabu. Por um lado, há aqueles que defendem que a verdade deve vir à tona e que ...

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    Novo desenho da nota de US$ 20, com Harriet Tubman na frente, foi anunciado em 2016 por governo Obama (Foto: REUTERS)

    Ativista anti-escravidão no lugar de dono de escravos: nova nota de US$20 cria polêmica nos EUA

    Um novo desenho da nota de US$ 20, que trará um retrato da ativista americana anti-escravidão Harriet Tubman, estava previsto para entrar em vigor no ano que vem, mas será adiado até 2028, afirmou o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, nesta quarta-feira (22/5). Tubman, que escapou da escravidão e ajudou outros negros escravizados a fazerem o mesmo, havia sido escolhida em uma enquete conduzida durante o governo Barack Obama, em 2016, para substituir na frente da nota de US$ 20 a figura de Andrew Jackson, ex-presidente dos EUA e na época dono de escravos. Ao explicar o adiamento na mudança, o secretário Mnuchin deu poucos detalhes - apenas afirmou que a prioridade no redesenho são "as questões de falsificação", e por isso "a nova nota de US$ 20 não virá antes de 2028". Mnuchin afirmou, porém, que antes disso o Tesouro americano vai lançar novas notas de US$ 10 ...

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    Image above: still from Guy Deslauriers’s Passage du milieu.

    Não veio do céu nem das mãos de Isabel a liberdade

    Artigo que fala sobre a falsa abolição e repúdio as homenagens que serão prestadas na Câmara dos Deputados Por Elisiane Santos e Ludmila Reis Brito Lopes* enviado para o Portal Geledés Image: still from Guy Deslauriers’s Passage du milieu. É desrespeitoso com a luta histórica dos movimentos negros e incompatível com os princípios constitucionais de igualdade e não discriminação a celebração da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel no dia 13 de maio. Tal medida aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, quando grande parte da população negra não se mantinha mais nos cativeiros, por força da luta e resistência dos movimentos negros nos quilombos, nas irmandades, nas rebeliões como a Revolta dos Malês, bem como em razão das pressões internacionais, tendo sido o Brasil o último país da América a fazê-lo. A Princesa Isabel, assim, somente cumpriu o papel de formalizar a libertação já insustentável ...

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    foto divulgação - Carta Campinas

    Mais de 100 entidades protestam contra bandeira racista em festa de Santa Bárbara d’Oeste

    Movimentos sociais protestaram no último domingo, dia 28 de março, contra o uso da bandeira confederada durante festa em Santa Bárbara d’Oeste. A Festa Confederada, originada em movimento racista dos EUA, é um dos maiores eventos culturais de Santa Bárbara d’Oeste. no Carta Campinas foto divulgação - Carta Campinas O ato pacífico e cultural foi organizado em frente ao Cemitério dos Americanos. segundo os organizadores, Santa Bábara é a única cidade no Brasil a ostentar a bandeira confederada, símbolo retrata uma forte lembrança da escravidão. De acordo com um dos participantes do UNEGRO, Pedro Monteiro da Rocha Ramos, o grupo não é contra a festa, mas sim contrário ao hasteamento da bandeira. “A bandeira tem um significado forte, pesado de racismo. Não temos nada contra a festa, e sim com bandeira confederada, é o que nos incomoda”, relata Ramos. foto divulgação - ...

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    Dia 13 De Maio: A Maior Fake News de Nossa História

      Todo dia 13 de maio é “celebrado”no Brasil o dia da abolição da escravatura. Nesse ano, o marco chega a 131 anos de existência, mas, ao contrário do que parece à primeira vista, não há motivos para comemoração. Em verdade, precisamos aproveitar a data para desmistificar a maior fake news da nossa história. Obviamente, como uma das maiores mentiras já contadas em nosso país, trata-se de uma grande composição de atos estatais que, no decurso do tempo, fizeram-se parecer benéficos, mas que, na realidade, utilizando o ideal de liberdade como cortina de fumaça, realizaram atos de extrema violência cujos efeitos são sentidos até hoje. PARTE I – O NEGRO NO BRAZILIMPÉRIO É nesse intuito que convido você para fazer uma viagem a partir de 1831, com a aprovação da Lei Feijó, de 07 de novembro. Ela é conhecida por ser uma das grandes responsáveis pelo surgimento da expressão “pra ...

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    Logo OABRJ

    OAB/RJ sediará audiência pública sobre reparação da escravidão

    Logo OABRJ A Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil (Cevenb) realizará, no dia 29 de abril, na OAB/RJ, uma audiência pública sobre reparação da escravidão. Da redação da Tribuna do Advogado, na OAB/RJ  A programação do encontro prevê duas mesas temáticas, a partir das 9h, além de um debate sobre o assunto, com início marcado para as 16h. A OAB/RJ fica na Avenida Marechal Câmara, 150, no Centro do Rio. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2730-6525.

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    geledes-no-debate-abril

    “Precisamos repensar a escravidão, porque o que aprendemos nos livros são mentiras” diz Sheila S Walker

    Por Kátia Mello A antropóloga afro-americana e diretora executiva da ONG Afrodiáspora, Sheila S Walker esteve rodando o Brasil para lançar seu último livro Conhecimento desde dentro – os afro-sul-americanos falam dos seus povos e suas histórias. Sheila, que também é cineasta, conjuntamente com o livro lançou o filme Rostos familiares, lugares inesperados – uma diáspora africana global, em que aborda os universos da diáspora africana.  Sheila foi diretora do Programa de Estudos da Diáspora Africana e professora de Antropologia no Spelman College, uma universidade de mulheres afro-americanas em Atlanta, no Estado da Georgia, e antes dirigia o centro de estudos africanos e afro-americanos da Universidade de Texas, em Austin. Ela tem feito pesquisas, dado palestras, e participado em atividades culturais na maioria dos países da África e da Diáspora Africana Global. Nesta conversa com a coluna Geledés no debate ela ressalta a importância de se conhecer a história da ...

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    IMAGENS DA CIDADE DE REDENCAO (Foto: Tiago Stille)

    O pontapé inicial para a correção de um erro

    Há mais de 130 anos o Ceará assumia o pioneirismo no Brasil e libertava seus escravos, mais precisamente em 25 de março de 1884, quatro anos antes da Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Com a iniciativa, tornou-se a Terra da Luz, uma referência simbólica à claridade da liberdade dos negros escravizados, oriundos majoritariamente dos países africanos Congo e Angola. A iniciativa rende até hoje símbolos e homenagens que remetem à época, como o Centro Cultural Dragão do Mar, o Plenário 13 de Maio na Assembleia Legislativa, o Palácio da Abolição, dentre outras referências. Por Fhilipe Augusto, do Governo do Estado do Ceará IMAGENS DA CIDADE DE REDENCAO (Foto: Tiago Stille) Até chegar a esse momento de libertação alguns fatos importantes ocorreram na província Ceará e tiveram extrema ligação com o processo abolicionista. O principal deles foi o Movimento dos Jangadeiros, que teve início em janeiro de 1881, ...

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    Tamara Lanier: descendente de escravo processa universidade (Lucas Jackson/Reuters)

    Harvard é processada por foto de escravo feita para provar inferioridade

    A descendente de um escravo norte-americano entrou com um processo nesta quarta-feira contra a Universidade de Harvard para obter a posse de fotos de seu tataravô que a escola encomendou em 1850 em nome de um professor que tentava provar a inferioridade de pessoas negras. As fotos, que retratam um homem negro chamado Renty e sua filha Delia, foram tiradas como parte de um estudo do professor de Harvard Louis Agassiz e estão entre as primeiras fotos de escravos norte-americanos das quais se têm conhecimento. Atualmente, elas são mantidas no Museu Peabody de Arqueologia e Etnografia do campus de Cambridge, Massachusetts, da Universidade de Harvard. Um representante de Harvard afirmou que não iria comentar e disse que a universidade ainda não havia recebido a queixa. Foto de escravo encomendada pela Universidade Havard (Lucas Jackson/Reuters) Tamara Lanier de Norwich, Connecticut, que afirma ser tataraneta de Renty, acusou Harvard ...

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    Foto: Marcelo Brandt:G1

    Arqueólogos encontram ossadas da época da escravidão em terreno no Centro de São Paulo

    G1 visitou com exclusividade local onde ao menos sete ossadas que pertenciam ao Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público de SP, foram achadas durante obra em terreno na Liberdade. Esqueletos estavam a cerca de um metro abaixo do nível da rua. Por Vivian Reis, do G1 Foto: Marcelo Brandt:G1 Escavação arqueológica traz à tona primeiro cemitério público de SP Um grupo de arqueólogos identificou resquícios do Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público da cidade de São Paulo, no bairro da Liberdade, sob os escombros de um edifício. De acordo com os pesquisadores, ao menos sete esqueletos da época da escravidão no Brasil, enterrados no período de 1775 a 1858, foram localizados entre outubro e dezembro de 2018. O G1 teve acesso com exclusividade ao local da descoberta das ossadas na terça-feira (4) (veja no vídeo acima). A área localizada entre as ruas Galvão Bueno ...

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    Arte: Ascom PR/RJ

    Valongo em audiência no MPF

    Convocada pelo Ministério Público Federal (MPF), a audiência pública intitulada “Cais do Valongo: Patrimônio Cultural da Humanidade: o que foi feito?”,  realizada no auditório do próprio MPF do Rio de Janeiro, contou com mais de 200 pessoas. No fim do encontro, a Secretaria municipal de Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se comprometeram em instalar sinalizações para o Cais do Valongo e seu entorno, na Região Portuária. Do Jornal do Brasil  Arte: Ascom PR/RJ A audiência aconteceu um ano após o Cais do Valongo ter recebido o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. O MPF deixou claro que quase nada foi feito depois do prazo, a despeito das exigências da própria Unesco. O procurador cobrou também ao ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que dê destinação ao prédio histórico construído pelo engenheiro negro André Rebouças, na Rua Barão de ...

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    Fox Searchlight

    “12 Anos de Escravidão”: saiba como utilizar o filme no vestibular

    Por completar 130 anos em 2018, a chance de alguma questão relacionada à Lei Áurea aparecer nos vestibulares é alta no Guia do Estudantes Fox Searchlight A ideia desta série de matérias é permitir que você consiga desenvolver um repertório mais amplo e um pensamento crítico mais aguçado com base nas diversas camadas que a sétima arte pode apresentar. As análises dos filmes que faremos aqui buscam mostrar certas relações entre o enredo e temas contemporâneos que podem ser abordados na redação e em outras questões do Enem e dos principais vestibulares do Brasil. O filme “12 Anos de Escravidão” é baseado na história real de Solomon Northup, um homem negro nascido livre no norte dos Estados Unidos que lutou arduamente durante mais de uma década pela sobrevivência e pela liberdade. A história se passa em 1841, época pré-Guerra Civil (1861-1865) e portanto alguns anos antes ...

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    Motel usa temas da escravidão com jaulas e grilhões e causa polêmica

    Para movimento negro, não é possível fetichizar um dos piores períodos da história do Brasil e da população negra Por Luana Benedito no O Dia Motel do Rio Grande do Sul tem escravidão como tema - Reprodução Um motel de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, transformou em fetiche um dos piores períodos da história do Brasil e da população negra brasileira: a escravidão. As suítes do Motel Senzala receberam nomes como Zumbi, Marimba, Quilombo, Alforria, Casa Grande, Escrava e Grilhões. Alguns dos quartos possuem grilhões e correntes. Na suíte Senzala, que tem valor de R$ 150 por duas horas , o cliente ainda tem "direito" à uma jaula. Caso opte pela sexta, sábado ou domingo, o valor aumenta para R$ 210. "A decoração rústica e temática do motel garante um clima especial e único durante a estadia", diz a descrição no site do motel. ...

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    Gargalheira (quem falará por nós?) (2014), de Sidney Amaral (Foto: João Liberato)

    Histórias Afro-Atlânticas: entrevista com a curadora Lilia Schwarcz

    De acordo com a antropóloga, a exposição parte de um desejo e um dever de mostrar as implicações do sistema escravocrata por Theo Monteiro, do Núcleo de Pesquisa e Curadoria no Select Gargalheira (quem falará por nós?) (2014), de Sidney Amaral (Foto: João Liberato) A fim de discutir e apresentar a mostra Histórias Afro-Atlânticas, em cartaz no MASP e no Instituto Tomie Ohtake, o Núcleo de Curadoria do Instituto Tomie Ohtake propôs algumas perguntas à historiadora, antropóloga e curadora Lilia Moritz Schwarcz. A entrevista é parte de uma série de conversas que pretendem aproximar o público de certos meandros que configuram uma exposição. Para compor essa série de entrevistas, convidamos uma das curadoras da exposição Histórias Afro-Atlânticas, Lilia Schwarcz para discutir alguns dos conceitos e temas que nortearam a pesquisa. Você tem uma vasta pesquisa referente ao tema da escravidão, que perpassa sua carreira desde a ...

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