quarta-feira, junho 16, 2021

Tag: crimes da escravidão

Motel usa temas da escravidão com jaulas e grilhões e causa polêmica

Para movimento negro, não é possível fetichizar um dos piores períodos da história do Brasil e da população negra Por Luana Benedito no O Dia Motel do Rio Grande do Sul tem escravidão como tema - Reprodução Um motel de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, transformou em fetiche um dos piores períodos da história do Brasil e da população negra brasileira: a escravidão. As suítes do Motel Senzala receberam nomes como Zumbi, Marimba, Quilombo, Alforria, Casa Grande, Escrava e Grilhões. Alguns dos quartos possuem grilhões e correntes. Na suíte Senzala, que tem valor de R$ 150 por duas horas , o cliente ainda tem "direito" à uma jaula. Caso opte pela sexta, sábado ou domingo, o valor aumenta para R$ 210. "A decoração rústica e temática do motel garante um clima especial e único durante a estadia", diz a descrição no site do motel. ...

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Gargalheira (quem falará por nós?) (2014), de Sidney Amaral (Foto: João Liberato)

Histórias Afro-Atlânticas: entrevista com a curadora Lilia Schwarcz

De acordo com a antropóloga, a exposição parte de um desejo e um dever de mostrar as implicações do sistema escravocrata por Theo Monteiro, do Núcleo de Pesquisa e Curadoria no Select Gargalheira (quem falará por nós?) (2014), de Sidney Amaral (Foto: João Liberato) A fim de discutir e apresentar a mostra Histórias Afro-Atlânticas, em cartaz no MASP e no Instituto Tomie Ohtake, o Núcleo de Curadoria do Instituto Tomie Ohtake propôs algumas perguntas à historiadora, antropóloga e curadora Lilia Moritz Schwarcz. A entrevista é parte de uma série de conversas que pretendem aproximar o público de certos meandros que configuram uma exposição. Para compor essa série de entrevistas, convidamos uma das curadoras da exposição Histórias Afro-Atlânticas, Lilia Schwarcz para discutir alguns dos conceitos e temas que nortearam a pesquisa. Você tem uma vasta pesquisa referente ao tema da escravidão, que perpassa sua carreira desde a ...

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‘Dicionário da escravidão e liberdade’ joga luz sobre a complexa relação entre os africanos e o Brasil

Com 50 ensaios, livro mostra que a diáspora foi marcada por luta, revoltas e circulação de saberes por Márcia Maria Cruz no UAI 'A dança, o canto, as religiões eram formas de revolta, já que essas práticas eram proibidas', conta a autora. imagem: UAI A escravidão no Brasil é um capítulo central do processo de africanização da mão de obra nas Américas. Milhares de africanos aqui desembarcaram para substituir os índios, os primeiros cativos dos portugueses. Calcula-se que, apenas entre 1500 a 1800, 4,8 milhões de negros aportaram no Brasil, o último país americano a abolir essa forma perversa de exploração do trabalho, o que reverbera ainda hoje em nossa sociedade sob a forma de preconceito e desigualdade entre negros e brancos. Em 13 de maio, completaram-se 130 anos da assinatura da Lei Áurea. A data não é comemorada pelo movimento negro, que pauta o debate pelo racismo ...

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A escravidão no Brasil: 130 anos de mentira

Não tenho nenhuma consideração pela comemoração da abolição da escravatura. E digo mais, depois dos anos escolares acabei sentindo ojeriza por esta data – 13 de maio. Ainda na escola, as aulas que versavam sobre a escravidão pareciam intermináveis, causando-me desespero devido os olhares de "piedade" das crianças brancas em minha direção. E não era somente isto, quando terminavam as aulas, aqueles olhares piedosos davam lugar para a ruindade; a molecada começava a vociferar "a sorte de vocês é que ela não assinou a lápis". Uma ironia sobre a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, que culminou no fim da escravidão legal no país. Malditos moleques, maldita escravidão. por Ricardo Corrêa para o Portal Geledés Depois dos anos escolares comecei a experimentar a violência racial de maneira mais aguda. Involuntariamente, claro. Saiba que em qualquer conjuntura o racismo nunca pede licença, ele se apresenta sempre que os negros buscam a igualdade ...

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Cudjo se transformou em um líder comunitário/ Foto: Amy Walker/Wikicommons

Conheça a história do sobrevivente do último navio negreiro dos EUA

Cudjo Lewis morreu há 83 anos, mas sua história foi registrada pela pesquisadora Zora Neale Hurston e será publicada em formato de livro por Beatriz Sanz no R7 Cudjo Lewis nasceu como Kossula em uma parte da África onde atualmente fica o território de Benin. Aos 19 anos, sua aldeia foi invadida por aldeias rivais e ele foi levado para um “barracoon”, uma espécie de chiqueiro onde as pessoas ficavam até que os compradores de escravos chegassem. Cada pessoa custava de US$ 50 a US$ 60 — algo em torno de US$ 1.400 atuais, ou R$ 4.400. O jovem chegou aos Estados Unidos a bordo do Clotilde, o último navio a contrabandear pessoas através do Atlântico, depois que o tráfico de pessoas já era proibido no país há pelo menos 50 anos. Ele colocou seus pés na América do Norte, já na condição de escravo, em 1860, apenas um ano antes do ...

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A história brutal e quase esquecida da era de linchamentos de negros nos EUA

Atenção: esta reportagem contém conteúdos perturbadores. Por Ángel Bermúdez No Uol Em 2005, o Senado dos Estados Unidos pediu desculpas por não ter aprovado uma legislação proibindo linchamentos (Foto: Getty Images) Em 1904, o afro-americano Luther Holbert foi amarrado a uma árvore em Doddsville, no Estado americano do Mississippi, por uma multidão que o acusava de matar um fazendeiro branco. Naquela época, os Estados Unidos viviam um período de violência e segregação raciais. Junto de Holbert, também presa a uma árvore, estava uma mulher - acredita-se que era sua esposa. Ambos foram obrigados a erguerem as mãos. Em seguida, seus dedos foram cortados um a um, e depois jogados para a multidão, como uma espécie de souvenir macabro. Suas orelhas também foram cortadas. Além disso, os dois foram espancados. Uma espécie de saca-rolhas foi usada para fazer buracos em seus corpos e retirar pedaços de suas carnes Finalmente, Holbert e a mulher foram ...

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Pessoas negras queimadas vivas, enforcadas, espancada até a morte: memorial resgata história de terror no sul dos EUA

A notícia sobre a inauguração do Memorial Nacional para Justiça e Paz na cidade de Montgomery, no estado do Alabama, EUA, não ocupou muito espaço na imprensa brasileira. Por Douglas Belchior Do Negro Belchior Monumento do Memorial Nacional para Justiça e Paz na cidade de Montgomery, no estado do Alabama, EUA (Foto: Reproduzida/negro belchior) Inspirada no memorial do Holocausto em Berlin, na Alemanha e no memorial do Apartheid, em Johanesburgo, África do Sul, este monumento em memória às vítimas do terror racial promovida por supremacistas brancos que enforcaram, queimaram vivos, afogaram e espancaram até a morte mais de 4400 pessoas negras no sul dos Estados Unidos, é uma demonstração da força política da comunidade afro-americana. É também, para este Blog, a oportunidade de inaugurar a parceria com o Blog O lado B em NYC do nosso irmão Edson Cadette, negro brasileiro, jornalista e radicado em Nova York há mais de ...

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Amada é uma obra necessária para pensar o racismo de ontem e hoje

Vida escrava; vida libertada – cada dia era um teste e uma prova. Com nada se podia contar num mundo onde mesmo uma solução para você era um problema.” (PP. 363-364) Por  Gabriely Araújo  Do Ladom Esse é um trecho da obra Amada, um dos mais importantes livros da escritora americana Toni Morrison. A obra recria o tempo da abolição da escravidão e o fim da Guerra Civil nos Estados Unidos (1861-1865), que até hoje deixam cicatrizes na sociedade estadunidense. Amada também fala de como nasceram as relações de opressão e racismo e faz refletir, através da ficção, o momento conservador que vivenciamos. Ao abrir as páginas de Amada, damos logo de cara com uma introdução da autora, na qual ela justifica a obra. Morrison recria, ou melhor, se baseia em um fato. Margaret Gardner, uma jovem negra que acabara de escapar da escravidão, foi presa por matar um de seus filhos para que eles não ...

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Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente

Está nas livrarias "Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil", de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje. no Folha Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres "todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil". Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra. Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, ...

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Cais do Valongo é reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural

O Cais do Valongo conquistou neste domingo o título de Patrimônio Mundial Cultural concedido pela Unesco. Descoberto em 2011, durante as obras de revitalização da Zona Portuária, o sítio arqueológico é considerado um dos mais importantes testemunhos da diáspora africana localizados fora da África. No passado, a região foi o principal porto de entrada de escravos nas Américas — aproximadamente dois milhões desembarcaram ali entre 1811 e 1843. E, agora, com o reconhecimento internacional, diz Kátia Bogéa, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o cais equipara-se a lugares como a cidade de Hiroshima, no Japão, e o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento. no Extra — Com tantos problemas no Brasil, conseguir dar uma lição na intolerância é emocionante. Existem 11 lugares no mundo reconhecidos como sítios de memória afetiva. Estamos na mesma categoria de Hiroshima e Auschwitz. ...

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O primeiro esqueleto completo, de ex- escravos, é no encontrado no Cemitério dos Pretos Novos, no Rio

Após sete meses de escavações, foi encontrado o primeiro esqueleto inteiro no Cemitério dos Pretos Novos, sítio arqueológico descoberto em 1996 na região portuária do Rio de Janeiro. No local, onde hoje funciona o Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN), eram jogados os corpos dos africanos escravizados que morriam na travessia marítima para o Brasil. no Agência Brasil As escavações ocorreram em uma área de 2 metros quadrados (m2) de um dos poços de observação do cemitério. O trabalho foi coordenado pelo arqueólogo Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores identificaram que a ossada é de uma mulher que morreu com aproximadamente 20 anos, no início do século 19, portanto, há cerca de 200 anos. O esqueleto encontrado no Cemitério dos Pretos Novos recebeu o nome de Josefina Bakhita, em homenagem à primeira santa africana da Igreja Católica. Tavares explica ...

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Maria Felipa comandou mulheres que conseguiram expulsar tropas portuguesas da Ilha de Itaparica (Imagem: Filomena Modesto Orge/Arquivo Público do Estado da Bahia)

Quase um século depois, moradores incluem nome de Maria Felipa entre os heróis

Não faz muito tempo que moradores de Itaparica recorreram a uma atitude, no mínimo, audaciosa: incluir o nome de Maria Felipa de Oliveira, considerada por muitos deles como a principal heroína da batalha local, numa lápide que já levava o nome de outros heróis. A homenagem foi instalada na parede da Capela da Piedade, em 1923. “Nós tivemos a ousadia, tomamos a liberdade e contratamos um calígrafo que fez uma letra rigorosamente igual à que está lá e acrescentou o nome de Maria Felipa entre os nossos heróis”, confessa, aos risos, o pesquisador Augusto Albuquerque, morador de Itaparica. É que a mulher negra, corpulenta e estabanada - descrição do historiador Ubaldo Osório - passou muito tempo esquecida, mas é especial para os itaparicanos. Não se sabe quando ela nasceu, mas seria natural do povoado de Ponta das Baleias e morrido em 1873. Lápide com nome dos ...

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Baquaqua (acima) conquistou a liberdade ao fugir durante viagem aos EUA (Foto: Editora Uirapuru/Reprodução)

Após 160 anos, autobiografia de Mahommah Gardo Baquaqua escravizado no Brasil ganha edição em português

Mahommah Gardo Baquaqua foi escravizado no Brasil entre 1845 e 1847, quando conquistou sua liberdade. Já em 1954, teve sua autobiografia publicada nos EUA. Somente 160 anos depois da primeira edição em língua inglesa, a obra ganha uma tradução para o português. A Biografia de Mahommah Gardo Baquaqua (Editora Uirapuru, 80 páginas, R$ 38,50), lançada em maio, é o único registro escrito realizado por um ex-escravo do período colonial brasileiro, e tem como grande mérito fazer uma descrição detalhada do cotidiano do escravismo colonial. Segundo a editora, a primeira edição da publicação se esgotou rapidamente e uma nova tiragem foi produzida logo em seguida. Nascido em Djagou, atual Benim, em data desconhecida (provavelmente entre em 1820 e 1830), Mahommah pertencia a uma família de comerciantes muçulmanos, estudou o Corão, matemática e literatura, e se envolveu em conflitos políticos na juventude. Segundo seu relato, foi vítima de uma emboscada e embarcado com destino a Pernambuco. Lá, foi submetido a trabalhos ...

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Aos 129 anos de abolição, ainda buscamos a eliminação do racismo

Aos 129 anos de abolição, ainda buscamos a eliminação do racismo e de todas as barreiras que impedem o desenvolvimento da população negra e a equiparação de direitos, seja via ações afirmativas, educação das relações étnico-raciais por meio do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas, seja pela pesquisa sobre o sofrimento psíquico de pessoas negras expostas ao racismo e propostas e de atendimento psicológico. no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo - CRP SP #PraCegoVer: vídeo com imagens que retratam o período da escravidão no Brasil, imagens de moradias em comunidades, publicações do CRP SP e o texto “A abolição da escravatura não significou a extinção das relações escravocratas constituídas ao longo dos mais de 350 anos de escravidão no Brasil. O silenciamento, a indiferença, a violência real e simbólica, as práticas discriminatórias e preconceituosas do racismo explícito, são heranças desse período. A falta de moradia ...

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5 verdades e mitos sobre a abolição da escravatura no Brasil

Desde a infância, os brasileiros aprendem que 13 de maio é um dia de celebração, por conta da abolição da escravatura no país – a última nação americana a libertar as pessoas escravizadas, em 1888. Mas quanto realmente sabemos sobre a data tão marcante para a história do Brasil? por Cinthya Oliveira no Hoje em Dia O discurso em torno do assunto tem variado ao longo dos anos, conforme pesquisas são realizadas por historiadores e novas interpretações são apresentadas. Muitas vezes, o que foi dito sobre a assinatura da Lei Áurea há 20 anos não corresponde mais ao que tem sido dito na historiografia contemporânea. Por isso, o Hoje em Dia levantou cinco afirmativas que fazem parte do imaginário de boa parte dos brasileiros e apresentou a historiadores para saber se são verdades ou mitos, de acordo com a atual historiografia. Confira o resultado:   1 - A princesa Isabel ...

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Charles Darwin escreveu sobre a escravidão no Brasil

Ao chegar no Brasil e ver de perto a escravidão, Darwin escreveu esse relato: “Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha da frente era uma velha senhora que tinha umas tarraxas com que esmagava os dedos de suas escravas. Em uma casa onde estive antes, um jovem criado mulato era, todos os dias e a todo momento, insultado, golpeado e perseguido com um furor capaz de desencorajar até o mais inferior dos animais. Vi como um garotinho de seis ou sete anos de idade foi golpeado na cabeça com um chicote (antes que eu pudesse intervir) porque me havia servido um copo de água um pouco turva… E essas são coisas feitas por homens que afirmam amar ao próximo como a si mesmos, que acreditam em Deus, e que rezam para que Sua vontade seja feita na terra! O sangue ferve em nossas veias e nosso coração bate mais forte, ...

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Colônia Africana: como teve início a remoção dos negros para a periferia de Porto Alegre

“E lá tem negros, na capital do Rio Grande do Sul?”. A pergunta que norteia a análise do pesquisador Marcus Vinicius de Freitas Rosa sobre racismo em Porto Alegre tem razão de ser. Brasileiros aprendem na escola (e com a ajuda do senso comum) a estabelecer uma forte associação entre o Estado e a presença de imigrantes europeus. Essa imagem de região “embranquecida” e “europeizada” é reforçada, ainda hoje, em reportagens dedicadas a noticiar ao restante do País o “rigoroso inverno” e as ocasionais “nevascas” sulinas. Retratado dessa forma, o Rio Grande do Sul – europeu, frio e distante – se contrapõe à imagem de um Brasil tropical e mestiço. por Giovana Fleck no Sul 21 Dentro de Porto Alegre, o racismo está evidente em aspectos históricos da própria formação da cidade como conhecemos hoje. Um exemplo é a remoção da população negra para áreas mais afastadas do reduto central. O Bairro Colônia Africana surgiu no ...

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A política da escravidão na era da liberdade: Estados Unidos, Brasil e Cuba, 1787-1846

Esta série de quatro vídeos do Ciência USP resume a tese do doutor Tâmis Peixoto Parron defendida em 2016, chamada “A política da escravidão na era da liberdade: Estados Unidos, Brasil e Cuba, 1787-1846”. A tese mostra que esses países usaram laços comerciais para sustentar a política escravocrata, apesar de o século XIX ser marcado pela aspiração à liberdade. por Silvana Salles no Ciência USP A divergência entre escravocratas e abolicionistas levou os Estados Unidos à Guerra da Secessão. A crise do Missouri, sobre se a região seria ou não escravocrata, foi um dos antecedentes da guerra. Nos vídeos, Tâmis e seu orientador, Rafael Marquese, inserem num contexto global estes momentos de crise da escravidão nos EUA e narram episódios que, assim como a crise do Missouri, tiveram implicações internacionais para além de seus protagonistas. É o caso da crise da nulificação. A narrativa envolve história social, política e econômica e também traz contribuições para as ciências sociais ...

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Serra da Barriga se notabiliza como herança cultural em solo alagoano

Fundado em 2007 na região de Serra da Barriga, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares recebe cerca de 250 turistas por mês, tornando-se um ótimo destino para o turismo de experiência “Se ao pisar o solo teu coração disparar”. Este trecho da música Semba dos Ancestrais, de Martinho da Vila, traz o prenúncio da energia que sobe por nossos pés ao pisar no solo sagrado que abriga a luta e a resistência do povo negro brasileiro, berço de Ganga Zumba, Dandara e Zumbi dos Palmares: a Serra da Barriga. Após 321 anos da morte de Zumbi dos Palmares, a Serra da Barriga segue como um espaço importantíssimo para se contar a história afro-brasileira. Implantado em 2007, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, tombado pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional, consegue em cada detalhe retratar o maior Quilombo das Américas, permitindo aos seus visitantes conhecer de perto o que foi a luta ...

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Avança candidatura do Cais do Valongo a patrimônio mundial

Por ser o único ponto de desembarque do tráfico negreiro que restou preservado, o Cais do Valongo, já declarado patrimônio carioca e nacional, deve se tornar patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em setembro, uma comissão do órgão vistoriou o antigo atracadouro e a expectativa é de que em maio o Brasil saiba se são suficientes as condições apresentadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em um dossiê de 400 páginas. A decisão final será anunciada em junho de 2017. por Isabela Vieira na Agência Brasil A vista para um longo vale entre os morros da Conceição e do Livramento era o que aguardava os sobreviventes que desembarcaram no Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, depois de uma viagem degradante entre a África e o Brasil, entre 1774 e 1843. Das 4 milhões de pessoas escravizadas ...

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