terça-feira, agosto 16, 2022

Jessye Norman

“The Bohemian girl” – M.W.Balfe –

 

Jessye Norman nascida em Augusta, Georgia, em 15 de setembro de 1945, é uma das mais admiradas cantoras de ópera e recitalistas contemporâneas, bem como uma das mais bem pagas artistas que se dedicam à música clássica. Soprano dramático, com majestosa presença de palco, Jessye Norman associa-se em particular aos papéis de Aida, Cassandra, Alceste e Leonora, em Fidelio. Ela é conhecida pelas qualidades diretas e emocionalmente expressivas de seu canto e por sua excepcional compreensão intelectual da música e de seu estilo, bem como por sua formação musical de primeira categoria. Como intérprete, destaca-se por sua personalidade magnética e, com sua imponente presença física, causa profunda impressão nas platéias. De acordo com o crítico Curt Sanburn, na revista Life, Jessye Norman cria, no palco, a percepção de alguém que “avulta verdadeiramente por detrás de seu canto”. Seu comportamento, em público, é uma mescla de aparente distância e desconcertantes explosões de humor, o que a situa na venerável tradição operática das divas, a tal ponto que muitos acreditam ter sido ela a inspiração para o personagem principal do filme francês Diva, de 1981.

 

Após seu mestrado obtido na Universidade de Michigan, em 1968, Jessye Norman, a exemplo de muitos músicos jovens daquela época, mudou-se para a Europa, a fim de se afirmar e, em 1969, ganhou o Concurso de Música Internacional ARD, em Munique, assinando um contrato de três anos com a Deutsche Oper Berlin. Estreou na ópera naquele mesmo ano como Elisabeth, em Tannhäuser, de Richard Wagner. Nos anos subsequentes apresentou-se com várias companhias de ópera alemãs e italianas, desempenhando com freqüência papéis de princesas ou de outras figuras nobres. Isso se devia em parte à sua incomum estatura e porte, porém foi antes o resultado de sua voz única, rica, potente. Seu registro era excepcionalmente amplo, abrangendo todos os registros da voz feminina, desde o contralto ao soprano dramático.

 

Somente após afirmar-se como cantora nas principas casas de ópera e festivais da Europa, incluindo os festivais de Edimburgo, Salzburgo e Aix-en-Provence, além da Ópera de Stuttgart, Jessye Norman decidiu fixar-se nos Estados Unidos. Excursionou pela Europa durante toda a década de 1970, dando recitais de obras de Franz Schubert, Gustav Mahler, Wagner, Johannes Brahms, Erick Satie, Olivier Messiaen e vários compositores americanos contemporâneos, que lhe valeram grandes elogios.

 

Em outubro de 1980 ela retornou aos palcos da ópera, como protagonista de Ariadne auf Naxos, de Richard Strauss, na Ópera Estadual de Hamburgo. Sua estréia na ópera, nos Estados Unidos, ocorreu em 1982, com a Companhia de Ópera de Filadélfia, quando cantou o papel de Jocasta, em Oedipus Rex, de Stravinsky e o papel de Dido, em Dido e Aeneas, de Purcell. No ano seguinte estreou na Metropolitan Opera, em Nova York, nos papéis de Cassandra e Dido, em Les Troyens, de Berlioz, uma encenação que marcou as comemorações da centésima temporada da companhia. De acordo com a Encyclopaedia Britannica, “Em meados de 1980 ela era uma das mais populares e prestigiosas sopranos dramáticas do mundo.” Foi convidada para cantar na posse do presidente Ronald Reagan, em 21 de janeiro de 1985, convite que relutou em aceitar, como afro-americana, democrata e ativista a favor do desarmamento nuclear. Cantou também na segunda posse do presidente Bill Clinton, em janeiro de 1997.

 

Depois de uma carreira de mais de trinta anos no palco, Jessye Norman não participa mais de óperas, concentrando-se em recitais e concertos. Além de sua sobrecarregada agenda artística, participa do corpo diretivo do Carnegie Hall, da Biblioteca Pública de Nova York, do Jardim Botânico de Nova York, do Teatro de Dança do Harlem, da Fundação Nacional de Música e da Fundação Elton John no combate à Aids.

 

Em 1995 ela moveu um processo contra a revista Classic CD, alegando que um artigo publicado em novembro de 1994 a descrevia “de maneira grotesca e exagerada”. Declarou que o artigo, intitulado “Mais mortífera do que o macho”, zombava de sua pronúncia, num esforço de “ridicularizá-la e caricaturá-la e a todas as pessoas de ascendência e descendência afro-americana.” Após uma batalha de cinco anos, Jessye Norman acabou perdendo o processo.

 

Em março de 2009 Jessye Norman foi a curadora de Honor!, uma comemoração do legado cultural afro-americano. O festival homenageou os  corajosos pioneiros e artistas do passado por meio de concertos, recitais, palestras, simpósios e exposições, realizados no Carnegie Hall, Teatro Apollo, Catedral de St. John the Divine e outros locais da cidade de Nova York.

 

Galeria

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PARA SABER MAIS

 

Biografia, formação artística, carreira, repertório, discografia, bibliografia sobre a cantora

 

Capturado de “http://en.wikipedia.org/wiki/Jessye_Norman”

 

Categorias: Living people | American female singers | American opera singers | Operatic sopranos | African American musicians | Grammy Lifetime Achievement Award winners | Kennedy Center honorees | African American singers

 

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Texto: Capturado de Wikipedia, the free encyclopedia
Imagens :
Capturadas de Google Images
Tradução (excertos), pesquisa e seleção de imagens: Carlos Eugênio Marcondes de Moura

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