quarta-feira, agosto 17, 2022

Josephine Baker

Josephine Baker (03 de junho de 1906 – 12 de abril de 1975), foi uma atriz e artista de teatro de variedades americana que mudou-se para a França, onde tornou-se cidadã francesa em 1937.  Destacou-se sobretudo como cantora, mas também se distinguiu como dançarina no início de sua carreira.  Ficou sendo conhecida como a “Vênus de Bronze” ou a “Pérola Negra”, bem como a “Deusa Crioula” nas nações de língua inglesa.  Na França sempre foi conhecida como “La Baker”.

Josephine Baker foi a primeira afro-americana a desempenhar o principal papel numa grande produção cinematográfica, a primeira a apresentar-se perante uma platéia de brancos e negros numa sala de concertos americana, a primeira artista negra de teatro de variedades a se tornar  mundialmente famosa.  Notabilizou-se também por sua contribuição ao Movimento pelos Direitos Civis, nos Estados Unidos (foi-lhe oferecida a liderança do movimento por Coretta Scott King, em 1968, após o assassinato de Martin Luther King Jr., mas ela a declinou[3]), por colaborar com a Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial[4] e por ser a primeira mulher americana a ser condecorada com a Croix de Guerre (Cruz de Guerra), medalha militar francesa.

Seu nome de nascimento era Freda Josephine McDonald e ela nasceu em St. Louis, Missouri, [1][2], filha de Carrie McDonald.  Em seu inventário o baterista de vaudeville, Eddi Carson, foi identificado como seu pai natural.[5] Uma biografia escrita por um de seus filhos adotivos, Jean-Claude Baker, declara que

 

 “O pai dela foi identificado em sua certidão de nascimento simplesmente como “Edw.”… 
Penso que o pai de Josephine era branco, o que era também opinião dela e de sua família… as pessoas de St. Louis dizem que (a mãe de Josephine) trabalhava para uma família alemã (por volta da época em que ela engravidou). 
Carrie, sua mãe, deixou todo mundo pensar que Eddie Carson era o pai e este
não corroborou nem desmentiu…(mas) Josephine sabia onde estava a verdade.
[6]

Her mother, Carrie, was adopted in Little Rock, Arkansas in 1886 by Richard and Elvira McDonald, both of whom were former slaves of both African and Native American descent.[6]

Quando Josephine Baker tinha oito anos foi trabalhar para uma mulher branca que a seviciava, queimando suas mãos quando ela punha sabão demais no tanque.  Mais tarde foi trabalhar para outra mulher.

 

Josephine parou de estudar aos 12 anos e viveu como uma menina de rua nos cortiços de St. Louis.  Dormia em cima de folhas de papelão e vasculhava comida em latas de lixo.[7] Dançava nas esquinas, o que chamou a atenção e ela foi convocada para um espetáculo de vaudeville do St. Louis Chorus quando tinha quinze anos.  Em seguida partiu para Nova York, por ocasião do Renascimento do Harlem, apresentando-se no Plantation Club e como corista de espetáculos de teatro de revista na Broadway, tais como Shuffle Along (1921) e The Chocolate Dandies (1924).  Dançava na extremidade do coro, posição na qual uma corista se apresentava tradicionalmente de maneira cômica, pois ela era incapaz de memorizar os passos de dança.  Ela só veio a superar essa dificuldade após muita repetição, passando então a dançar corretamente, acrescentando a seus passos grande complexidade.  Passou então a ser considerada “como a corista mais bem paga do teatro de revista.”

Em 2 de outubro de 1925 ela estreou no Théâtre des Champs Elysées, em Paris, onde alcançou sucesso instantâneo, devido a suas danças eróticas e por aparecer praticamente nua no palco.  Após bem sucedida excursão pela Europa, rescindiu o contrato e retornou à França para ser estrela no Folies Bergères, estabelecendo um padrão para suas futuras apresentações.  Executou a Danse Sauvage e seu figurino consistia de um saiote feito de bananas artificiais.

O sucesso de Josephine Backer coincidiu com a Exposição das Artes Decorativas, realizada em 1925, da qual deriva o termo “Art Déco” e igualmente com a renovação do interesse pelas formas étnicas da arte, incluindo a arte africana.  Josephine representava um certo aspecto dessa moda.  Era muito criativa, amava plumas e lantejoulas.

Mais tarde, em outros espetáculos em Paris, era acompanhada frequentemente no palco por sua pantera de estimação, Chiquita, que era enfeitada com um colar de brilhantes.  Chiquita muitas vezes fugia para o poço da orquestra, o que deixava os músicos aterrorizados, acrescentando mais outro elemento excitante ao espetáculo.

Conquista da fama

Dentro de pouco tempo Josephine tornou-se a mais bem sucedida artista americana a apresentar-se na França.  Ernest Hemingway denominou-a “…a mulher mais sensacional que alguém jamais viu”.  Além de ser uma estrela do teatro musicado, ela também foi a estrela de três filmes, mas que fizeram sucesso apenas na Europa: o filme mudo Siren of the Tropics (Sereia dos Trópicos, 1927), Zouzou (1934) e Princesse Tam Tam (1935).

Baker no traje da Dança da Banana, no espetáculo Un Vent de Folie, montado no Folies Bergères, em Paris, em 1927

 

Naquela época Josephine apresentou sua canção mais bem sucedida, J´ai deux amours (1931), tornando-se musa de escritores, pintores e escultores, incluindo Langston Hughes, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Pablo Picasso e Christian Dior.

Tendo como agente Giuseppe Pepito Abatino, um ex-pedreiro siciliano que se fazia passar por conde, a persona artística e pública de Josephine Baker, bem como seu canto, passaram por significativa transformação.  Em 1934 ela ganhou o papel principal da ópera La Créole, de Jacques Offenbach, remontada no Thèâtre Marigny, nos Champs Élysées, em Paris, que estreou em dezembro daquele ano e cuja temporada se estendeu por seis meses.  Procurando preparar-se melhor para suas apresentações, estudou durante seis meses com um professor de técnica vocal.

Nas palavras de Shirley Bassey, que citou Josephine Baker como sua influência fundamental, “…ela transformou-se de petite danseuse sauvage, com voz apenas decente, em la grande diva magnifique…Juro que nunca, em toda minha vida, jamais vi e provavelmente jamais verei uma cantora e intérprete tão espetacular.”

Apesar de sua popularidade na França, ela nunca obteve a mesma reputação nos Estados Unidos.  Ao apresentar-se lá em 1935-1936, as críticas a seu desempenho como estrela nas Ziegfield Follies não foram das mais entusiastas e ela foi substituída por Gypsy Rose Lee durante a temporada.

Josephine Baker regressou a Paris em 1937, casou-se com o francês Jean Lion e tornou-se cidadã francesa.[8]

Ela era tão conhecida e popular entre os franceses que até mesmo os nazistas, que ocuparam a França durante a Segunda Guerra Mundial, hesitaram em molestá-la.  Isso permitiu a Josephine Baker mostrar sua lealdade ao país de adoção, participando da Resistência, passando informações secretas aos membros da resistência em Portugal.  Após a guerra, devido a essas atividades, Josephine Baker recebeu a Cruz de Guerra, a Rosette de la Résistance e tornou-se Chevalier da Légion d´Honneur, condecorada pelo General Charles de Gaulle.[9]

Tamanho era seu afeto pela França que quando irrompeu a Segunda Guerra Mundial, ela se voluntariou para espionar em favor de seu país de adoção.  O irmão mais velho de seu agente sondou-a para trabalhar para o governo francês na qualidade de “correspondente honorável”.  Se acaso ouvisse, durante festas, boatos ou fofocas que pudessem ser úteis, ela os repassaria.  Josephine concordou imediatamente, pois era contrária à posição dos nazistas sobre as questões relativas à raça, não apenas porque era negra mas também porque seu marido era judeu.  Sua fama, em certos círculos sociais, permitiu-lhe frequentar gente bem posicionada, desde oficiais japoneses de patente elevada a burocratas italianos e ela comunicava tudo o que chegava ao seu conhecimento.  Conseguiu fazer coisas tais como participar de festas na embaixada da Itália, sem que houvesse a menor suspeita sobre sua pessoa, e tomar conhecimento de informações que se revelaram preciosas.  Cooperou também com os esforços de guerra de outras maneiras, tais como enviar presentes de natal aos soldados franceses.

Quando os alemães invadiram a França, Josephine retirou-se de Paris e foi para o Castelo de Milandes, seu lar no sul da França, onde abrigava refugiados belgas e outros, ansiosos por ajudar os esforços e iniciativas em prol da França Livre, conduzidos pelo general Charles de Gaulle a partir da Inglaterra.  Como artista, tinha uma desculpa para viajar pela Europa, visitando Portugal, um país neutro durante a guerra, regressando à França etc.  Colaborou com a Resistência Francesa passando informações secretas escritas com tinta invisível em suas partituras.

Ajudou a montar um espetáculo em Marselha, no litoral sul da França, para dar a si mesma e a amigos que pensavam como ela um motivo para estar lá.  Ajudou muita gente em perigo, perseguida pelos nazistas, a conseguir vistos e passaportes para deixar a França.  Mais tarde, em 1941, ela e seus companheiros foram para as colônias francesas do norte da África, sob o pretexto de cuidar da saúde (na realidade, ela estava se recuperando de uma pneumonia).  O verdadeiro motivo, porém, era continuar a ajudar a Resistência.  Baseada em Marrocos, ela excursionou pela Espanha e escrevia apontamentos com informações, que escondia em seus trajes íntimos, pois contava com sua fama para deixar de ser revistada.  Tornou-se amiga do Pachá de Marrakesh e ele ajudou-a quando ela teve um aborto, o último de vários deles, e uma histerectomia de urgência, a que se submeteu em 1942.  Apesar dos recursos da medicina naquele lugar e naquela época, ela recuperou-se e começou a excursionar, apresentando-se para os soldados aliados no norte da África.  Conseguiu até mesmo convencer o rei Farouk, do Egito, a comparecer a um de seus concertos, sutil indicação de para qual lado pendia seu país, oficialmente neutro.  Mais tarde, Josephine Baker apresentou-se no campo de concentração de Buchenwald para aqueles que haviam sido libertados, porém estavam fragilizados demais para serem removidos.  Tornou-se a primeira americana a receber a mais elevada condecoração militar francesa, a Croix de Guerre.

Após 1942 Josephine foi ao norte da África onde Ahmed Belbachir Haskouri, mão direita do califa do Marrocos Espanhol, a pôs sob sua proteção.  Belbachir serviu-se dela para comunicar-se com as forças francesas e americanas, objetivando reforçar a posição dos aliados no norte da África.[10].  Atendendo solicitações de Josephine, Belbachir conseguia obter vistos e passaportes do Marrocos Espanhol, através do Alto Comissariado Espanhol para os Judeus, que sofriam perseguições na Europa ocupada pelos nazistas.[11].

Em janeiro de 1966 ela foi convidada por Fidel Castro para apresentar-se no Teatro Musical de La Habana, em Cuba.  Seu espetacular show, em abril daquele ano, lotou o teatro como jamais se vira.  Em 1973 Josephine estreou no Carnegie Hall, em Nova York, e foi aplaudida de pé.  Recebia finalmente nos Estados Unidos um reconhecimento que a Europa já lhe havia concedido há muito tempo.

Ativismo a favor dos direitos civis

Embora residindo na França, Josephine Baker apoiou o Movimento Americano dos Direitos Civis durante os anos cincoenta.  Protestou a sua maneira contra o racismo, adotando doze órfãos multi-étnicos, a quem denominava “A Tribo do Arco-Íris”.[12] Foram eles: Janot (coreano), Akio (japonês), Luis (colombiano), Jari (finlandês), Jean-Claude (canadense), Moïse (judeu francês), Brahim (argelino), Marianne (francesa), Koff (marfinês), Mara (venezuelano), Noël (francês) e Stellina (marroquina).[13]

Durante algum tempo ela morou com todos seus filhos e numerosa criadagem num castelo, Châteu de Milandes, na Dordogne, França.  Teve apenas um bebê, natimorto, em 1941, incidente que precipitou uma histerectomia de emergência.

Josephine recusou-se a se apresentar para platéias segregadas nos Estados Unidos.[4] Sua insistência em platéias mistas ajudou a encenação de espetáculos com a participação de artistas negros e brancos em Las Vegas, Nevada.

Em 1951 Josephine Baker fez acusações de racismo contra Sherman Bllingsley, do Stork Clube de Nova York, onde se recusaram a servi-la.  A atriz Grace Kelly, presente no clube naquele momento, precipitou-se em direção a Josephine, tomou-a pelo braço e retirou-se ostensivamente com todos seus amigos, prometendo que jamais voltaria àquele lugar, o que aconteceu, aliás.  As duas tornaram-se íntimas amigas após aquele incidente.[14] Isso se evidenciou quando Josephine estava quase falida e Grace Kelly, então princesa consorte de Rainier III de Mônaco, ofereceu-lhe uma villa para morar e assistência financeira.

Josephine Baker também trabalhou com a NAACP.[4] Em 1963 discursou por ocasião da Marcha a Washington, ao lado de Martin Luther King Jr.  Trajando seu uniforme da França Livre e sua medalha da Légion d´Honneur, foi a única mulher a manifestar-se na ocasião.[16] Após o assassinato de King, sua viúva Coretta Scott King aproximou-se de Josephine na Holanda, indagando se ela tomaria o lugar de seu marido como líder do Movimento Americano de Direitos Civis.  Após muitos dias de reflexão, Josephine declinou, afirmando que seus filhos “…eram novos demais para perder sua mãe.”[3]

Vida pessoal

Há sugestões no sentido de que Josephine Baker era bissexual.  Um de seus filhos adotivos, Jean-Claude Baker, em seu livro Josephine: The Hungry Heart (Josephine: O coração faminto), sugere que ela se envolveu com inúmeras mulheres, enquanto solteira e casada, mencionando seis de suas amantes: Clara Smith, Evelyn Sheppard, Bessie Allison, Ada “Bricktop” Smith e Mildred Smallwood eram afro-americanas a quem ela conheceu quando excursionava no circuito de espectadores negros, no início de sua carreira.  Envolveu-se também com a escritora francesa Colette  e possivelmente com Caroline Dufley Reagan, que estava à frente de La Revue Nègre, em Paris.

Seu caso com a artista mexicana Frida Kahlo não era mencionado na época, porém foi confirmado mais tarde.  Jean-Claude Baker escreveu que casos de Josephine com mulheres não eram incomuns durante sua vida.[18][19]

Enquanto escrevia seu livro, Jean-Claude Baker entrevistou mais de 2.000 pessoas.  Durante uma entrevista ele declarou:

“Ela era o que hoje se diria bissexual e direi o motivo.  Esqueça de que sou seu filho, sou também historiador.  É preciso situá-la no contexto da época em que viveu.  Naqueles dias, as coristas eram abusadas pelos produtores brancos ou negros e pelos artistas principais, caso eles gostassem de mulheres.  Entretanto, não podiam dormir juntos, pois não havia hotéis em número suficiente para acomodar negros.  Assim, todas ficavam na companhia umas das outras e as garotas desenvolviam amizades amorosas entre si, está entendendo meu inglês?  Mas espere… espere…  Se uma das garotas fosse gay, ela era chamada de sapatão por todo o elenco.  Como vê, a discriminação está presente em todo lugar.”

Morte

Em 8 de abril de 1975 Josephine estrelou uma revista retrospectiva no Théâtre Bobino, em Paris, em comemoração a seus 50 anos no mundo dos espetáculos.  A revista, financiada pelo príncipe Rainer, pela princesa Grace e por Jacqueline Kennedy, mereceu críticas entusiastas.  A procura era tanta que foi preciso colocar cadeiras extras, dobráveis, para acomodar os espectadores.  A platéia, na noite da estréia, incluiu Sophia Loren, Mick Jagger, Shirley Bassey, Diana Ross e Liza Minelli.[20]

Dai a quatro dias Josephine Baker foi encontrada desfalecida em sua cama, rodeada de jornais, com críticas a seu desempenho.  Estava em coma, após uma hemorragia cerebral.  Foi levada ao Hospital Pitié-Salpêtrière, onde morreu aos 68 anos, em 12 de abril de 1975..[20][21] Seu velório realizou-se na Igreja de la Madeleine.  Primeira americana a receber honras militares francesas em seu enterro, Josephine Baker lotou as ruas de Paris pela última vez.  Foi enterrada no Cemitério de Mônaco, em Monte Carlo.[20]

Legado

A “Place Joséphine Baker”, no bairro de Montparnasse, em Paris, recebeu esse nome em honra dela.  Josephine faz parte do St. Louis Walk of Fame e do Hall of Famous Missourians.  Seu nome foi dado a uma das piscinas da Praia de Paris, praia artificial ao longo do rio Sena: “Piscine Joséphine Baker.”

Dois de seus filhos, Jean-Claude e Jarry (Jari), são proprietários de um restaurante, Chez Josephine, em Theatre Row, rua 42, Nova York, que comemora a vida e as realizações da artista.[22]

O estilo de interpretação de Josephine Baker também se tornou muito influente.  Diana Ross, há muito sua admiradora, apresentou-se com figurinos semelhantes aos dela, criados por Bob Mackie, e imitou suas poses em muitas fotos para as quais pousou.  Whitney Houston homenageia Josephine em I´m Your Baby Tonight, vídeo musical, onde se retrata o Renascimento do Harlem.  O saiote de bananas de Josephine, sobretudo, aparece em muitas mídias.  Uma dançarina usou um deles no vídeo Baby Got Back (1991) e a cantore Beyoncé Knowles também se apresentou com um desses saiotes, no Fashion Rocks (CBS, 2006).  Durante sua apresentação, imagens de Josephine Baker eram projetadas numa ampla tela, acima do palco.

Discos, filmes, livros

 

Em 1978 Phylicia Rashäd gravou um disco narrando a vida de Josephine Baker.  Foi escrito e produzido por Jacques Morali e o ex-esposo de Phylicia, Victor Willis, cantor solista e autor das letras do Village People.  As canções do disco detalham o nascimento de Josephine em St. Louis, seus tempos de corista na Broadway, a conquista da fama em Paris e suas viagens em torno do mundo.

  • Durante muitos anos Diana Ross tentou fazer um filme baseado na vida de Josephine Baker.  O projeto, inicialmente intitulado Naked at the Feast (Nua na Festa), sofreu várias modificações, pois o financiamento e outras complicações impediram-no de ser filmado.  Em 1989 anunciou-se que Diana Ross seria a estrela de um filme de televisão, a ser produzido para TNT, mas o projeto nunca se materializou.
  • Em 1991 a biografia de Josephine, The Josephine Baker Story, foi tema de uma mini-série no HBO.  Lynn Whitfield interpretava Josephine, sendo escolhida entre 5.000 atrizes, incluindo Whitney Houston.  Ela recebeu o prêmio Emmy por “Melhor atriz de uma mini-série ou programa especial”
  • Em 1998 Victoria Platt interpretou Josephine no filme Winchell, do HBO.
  • A primeira cena do desenho animado francês Les Triplettes de Belleville (2003) é uma paródia de uma caricatura de 1930 que representa Josephine Baker.
  • Em 2004 o romance erótico Scandalous, da autora inglesa Angela Campion , tem em Josephine Baker sua heroína e é inspirado em suas proezas sexuais e em suas aventuras na Resistência Francesa.  No romance, Josephine, trabalhando ao lado de um fictício amante negro canadense, chamado Drummer Thompson, desmascara uma conspiração de fascistas franceses em 1936, em Paris.  Segundo se diz, pela primeira vez uma figura histórica foi usada como heroína de um romance erótico moderno.
  • A influência de Josephine e o auxílio prestado por ela às carreiras dos bailarinos Carmen De Lavallade e Geoffrey Holder, marido e mulher, são abordados e ilustrados no documentário Carmen and Geoffrey, de Linda Atkinson e Nick Doob (2005). .[23][24]
  • Em 2006 Jérome Savary, diretor da Opéra Comique de Paris, encenou À la recherche de Josephine (Em busca de Joséphine), musical inspirado nas revistas musicais e canções do início da carreira da artista.  Nele se narra a história de um diretor francês em busca de uma estrela para seu espetáculo parisiense em New Orleans, após o Furacão Katrina.  Ele encontra Josephine Baker, que se torna a coqueluche de Paris.  Foi um grande sucesso e excursionou pelo Estado de Louisianna..
  • Em 1997, no desenho animado Anastasia, Josephine aparece com sua macaquinha, durante o número Paris Holds the Key (to Your Heart) (Paris Tem a Chave (de Seu Coração).
  • O tripulante de um submarino alemão imita a Dança da Banana, de Josephine Baker, no filme Das Boot.
  • O cantor e letrista Al Stewart compõe a canção Josephine Baker em homenagem a ela.  Foi incluída em seu disco Last Days of the Century (Os Últimos Dias do Século).
  • Josephine foi retratada por Karine-Plantadit Bageaot e, no filme Frida, é a cantora de Paris amante de Frida Kahlo.
  • No filme frances Les Triplettes de Belleville (2003) Josephine é retratada rapidamente com sua pantera, usando o clássico saiote da Dança da Banana.

Filmografia

La Sirène des tropiques (1927) ou Siren of the Tropics at the Internet Movie Database

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Notas

  1. ^ a b “Josephine Baker (Freda McDonald) Native of St. Louis, Missouri”. http://blackmissouri.com/digest/josephine-baker-freda-mcdonald-native-of-st-louis-missouri.html. Obtido em 6-03-2009.
  2. ^ a b “V & A – About Art Deco – Josephine Baker”. Victoria and Albert Museum. http://www.vam.ac.uk/vastatic/microsites/1157_art_deco/about. Obtido em 6-03-2009.
  3. ^ a b Baker, Josephine; Bouillon, Joe (1977). Josephine (First ed.). New York: Harper & Row. ISBN 0060102128.
  4. ^ a b c Bostock, William W. (2002). “Collective Mental State and Individual Agency: Qualitative Factors in Social Science Explanation”. Forum Qualitative Sozialforschung 3 (3). ISSN 1438-5627. http://nbn-resolving.de/urn:nbn:de:0114-fqs020317. Obtido em 2009-09-20.
  5. ^ “About Josephine Baker: Biography”. Official site of Josephine Baker. The Josephine Baker Estate. 2008. http://www.cmgww.com/stars/baker/about/biography.html. Obtido em 12-1-2009.
  6. ^ a b Baker, Jean-Claude; Chase, Chris (1993). Josephine: The Hungry Heart (First ed.). New York: Random House. ISBN 0679409157.
  7. ^ Jacob M. Appel St. James Encyclopedia of Popular Culture 2 de maio 2009. Biografia de Josephine Baker.
  8. ^ Susan Robinson: Josephine Baker (Gibbs Magazine)
  9. ^ Ann Shaffer (4 de outubro de 2006). “Review of Josephine Baker: A Centenary Tribute”. blackgrooves. http://blackgrooves.org/?p=116. Obtido em 8-01-2009.
  10. ^ Bonini, Emmanuel (2000). La véritable Josephine Baker. Paris: Pigmalean Gerard Watelet.
  11. ^ Baker, J. C. & Chase, C. (1993). Josephine: The Hungry Heart. New York: Random House
  12. ^ “Josephine Baker”. The African American Registry. 2008. http://www.aaregistry.com/african_american_history/919/Josephine_Baker_international_entertainer. Obtido em 12-01-2009.
  13. ^ “Josephine Baker Biography”. Women in History. 2008. http://www.lkwdpl.org/wihohio/bake-jos.htm. Obtido em 12-01-2009.
  14. ^ Skibinsky, Anna (2005-11-20). “Another Look at Grace, Princess of Monaco”. The Epoch Times. http://www.theepochtimes.com/news/5-11-30/35153.html. Obtido em 11-10-2009.
  15. ^ Bayard Rustin (28 February 2006). “Profiles in Courage for Black History Month”. National Black Justice Coalition. http://nbjc.org/news/black-history-profile-5.html. Obtido em 8-01-2009-01.
  16. ^ Kasher, Steven (1996). The Civil Rights Movement: A Photographic History, 1954-1968. New York: Abbeville Press. ISBN 0789201232.
  17. ^ Herrera, Hayden (1983). A Biography of Frida Kahlo. New York: HarperCollins. ISBN 978-0060085896.
  18. ^ Lester Strong – Josephine Baker’s Hungry Heart – Gay & Lesbian Review Magazine
  19. ^ glbtq >> arts >> Baker, Josephine
  20. ^ a b c “African American Celebrity Josephine Baker, Dancer and Singer”. AfricanAmericans.com. 2008. http://www.africanamericans.com/JosephineBaker.htm. Obtido em 12-1-2009.
  21. ^ Staff writers (13 April 1975). “Josephine Baker Is Dead in Paris at 68”. The New York Times: p. 60. http://select.nytimes.com/gst/abstract.html?res=F10E1EF73C5F16768FDDAA0994DC405B858BF1D3. Obtido em 12-01-2009.
  22. ^ “Chez Josephine”. Jean-Claude Baker. 2009. http://www.chezjosephine.com/jean-claude.html. Obtido em 13-1-2009.
  23. ^ Carmen and Geoffrey Movie Review – Read Variety’s Analysis Of The Film Carmen and Geoffrey
  24. ^ Langston Hughes African American Film Festival 2009 : Carmen and Geoffrey

Leituras complementares

  • The Josephine Baker collection, 1926–2001 at Stanford University Libraries
  • Baker, J. C. & Chase, C. (1993). Josephine: The Hungry Heart. New York: Random House.
  • Bonini, Emmanuel (2000). La véritable Josephine Baker. Paris: Pigmalean Gerard Watelet.
  • Kraut, Anthea, Between Primitivism and Diaspora: The Dance Performances of Josephine Baker, Zora Neale Hurston, and Katherine Dunham, Theatre Journal 55 (2003): 433–50.
  • Schroeder, Alan, Ragtime Tumpie (Little, Brown, 1989), livro sobre a infância de Josephin Baker em St. Louis e seu sonho de tornar-se dançarina.  O livro recebeu um prêmio.
  • Schroeder, Alan, Josephine Baker (Chelsea House, 1990), sua biografia quando jovem adulta.
  • Theile, Merlind. “Adopting the World: Josephine Baker’s Rainbow Tribe” Spiegel Online International, 2 de outubro de 2009.

Ligações externas

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Tradução e pesquisa:

Carlos Eugênio Marcondes de Moura

Fontes:

Texto obtido em “http://en.wikipedia.org/wiki/Josephine_Baker

Imagens obtidas em Google Imagens

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