Lazzo fala sobre prêmio no Senado e nomeação de Luislinda

Lazzo Matumbi, 59 anos, é um cantor com uma voz potente e uma atuação forte na promoção da cultura afro-brasileira. Por isso, ele receberá a Comenda Senador Abdias Nascimento, que é um título dado anualmente pelo Senado. Lazzo, que traçou sua vida artística com muita poesia e lirismo, já tem 30 anos de carreira. Com uma discografia repleta de sucessos e com participações especiais em discos de cantores consagrados, como Jimmy Cliff nos anos 90, o artista falou rapidamente com o Portal A TARDE sobre a premiação e a nomeação da desembargadora baiana Luislinda Valois para a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o que fez com que ela fosse a primeira mulher negra no governo do presidente interino Michel Temer. Leia:

Por Andrea Chaves Do A Tarde

Como reagiu à indicação ao título dado pelo Senado?

A senadora (baiana) Lídice da Mata fez o convite e eu fiquei muito feliz, tanto pela indicação como pela aprovação no Senado. Até porque este título é para personalidades importantes, que têm um cuidado com o resgate e a manutenção da cultura africana aqui no Brasil.

Esta honraria tem algum significado especial para você?

Sim. Este título leva o nome de Abdias Nascimento, que é uma grande referência para a comunidade negra. Para mim, é só glória.

Falando sobre política, como você vê a nomeação de Luislinda Valois à frente da Seppir, na gestão de Temer, que foi questionado por não ter políticos negros no primeiro escalão?

Bom! Eu acho muito complicado, porque não há transparência na atual gestão (de Temer). É preciso ter um mínimo de clareza para assumir um cargo numa gestão tão tumultuada como esta em que vivemos.

Para você como é a receptividade de artistas negros na esfera cultural?

É preciso libertar o nosso povo da escravidão mental. Buscar um resgate de onde viemos e quem fomos para traçarmos novos caminhos. O que falta é reconhecimento da nossa identidade.

Sabemos da sua militância e que você utiliza a música para combater o racismo. Mas como você avalia o atual cenário?

O que queremos é um Brasil melhor para todos: homens, mulheres, ricos, pobres, brancos, negros e índios. Enquanto isto não acontece, estamos na luta!

Falando de música, tem algum projeto engatilhado?

Estamos com um trabalho novo. Na verdade, estou gravando um disco, e a musica de trabalho será “14 de Maio” em parceria com Jorge Portugal. Em breve, divulgo mais detalhes.

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