quarta-feira, novembro 30, 2022
InícioQuestões de GêneroMulher NegraMostra Sesc de Cinema homenageia Adélia Sampaio, 1ª diretora negra do Brasil

Mostra Sesc de Cinema homenageia Adélia Sampaio, 1ª diretora negra do Brasil

Com início em 2 de novembro, em Paraty, terceira edição do festival itinerante exibe 42 filmes de todo o país

Por Nelson Gobbi, do O Globo

Adélia Sampaio (Foto: Gustavo Miranda/Agência O Globo)

A partir do dia 2 de novembro, a terceira edição da Mostra Sesc de Cinema vai exibir 42 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, selecionados nas cinco regiões do país. Pela primeira vez, o festival itinerante terá seu início em Paraty, e de lá seguirá para outras cidades do país, até 15 de dezembro.

A homenageada deste ano será a cineasta Adélia Sampaio, a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil : “Amor maldito” (1984) será exibido às 18h30, no dia 3, seguido de debate com a diretora.

Divididos entre 32 filmes do Panorama Brasil e 10 do Panorama infanto-juvenil, as obras foram selecionadas pelas curadorias das equipes do Sesc em cada estado, a partir de mais de 1.200 inscrições.

Além das produções selecionadas, a mostra vai exibir filmes exibidos no circuito comercial, como “Bacurau” (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles), “Rainha Nzinga chegou” (Junia Torres) e “Mata Negra” (Rodrigo Aragão).

As sessões serão feitas na unidade Sesc Santa Rita e no Cinema da Praça, o único da cidade, que foi reformado e reinaugurado em julho deste ano, após 45 anos fechado, a tempo da Festa Literária de Paraty (Flip).

‘Aberto a todas as propostas’

Os filmes de diferentes regiões abordam vários temas, da distopia teocrática no longa paranaense “A besta pop” à resistência cultural do curta matogrossense “Quilombo Mata-Cavalo”. Já quiestões do universo LGBT estão no longa paulista “Fabiana”, no média carioca “Jéssika” e no média matogrossense “Majur”.

— O Sesc está aberto a todas as propostas e sempre avaliado a qualidade técnica e a pertinência das obras inscritas — observa Lucia Prado, diretora de Programa Sociais do Sesc. — O objetivo é garantir a diversidade ao máximo, seja ela regional ou de propostas.

Para Marcos Rego, gerente de Cultura da instituição, o que é selecionado pela curadoria é a ponta de um processo que envolve um planejamento para os próximos anos:

— O papel da curadoria é ouvir o que está vindo. Não sugerimos temas, mas quando constamos que existe uma determinada produção, uma expressão de diferentes segmentos da sociedade, nos colocamos abertos a entender melhor e trabalhar estes diferentes aspectos.

Artigos Relacionados
-+=
PortugueseEnglishSpanishGermanFrench