terça-feira, julho 5, 2022
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Nos 40 anos do Ilê, governador destaca trabalho social e combate ao racismo

“O Ilê Aiyê é uma marca da cultura negra”, afirmou o governador Jaques Wagner, na festa de comemoração dos 40 anos do bloco afro mais antigo da Bahia, na noite de sexta-feira (1º). Com um arrastão percussivo, baianos e turistas caminharam e dançaram ao som da bateria do Ilê, partindo do Plano Inclinado, na Praça da Sé, passando pelas ruas do bairro da Liberdade até chegar à sede da entidade, no Curuzu.

O presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos dos Santos, o Vovô, recebeu as homenagens do governador Jaques Wagner e da primeira-dama, Fátima Mendonça, e outras autoridades. Vovô afirmou que o Estado vem abrindo as portas para o movimento negro. “A gente tem muito orgulho de ser negro e de ver uma participação maior do negro no poder, durante este governo”, afirmou.

“A gente sempre lembra de Mãe Hilda, que inaugurou este importante núcleo de trabalhos sociais. Parabéns para o Ilê, divulgando a cultura baiana e africana para o mundo”, destacou o governador, lembrando que o Estado valoriza o trabalho realizado pela entidade: “estamos sempre juntos, ajudando o Ilê a brilhar ainda mais”.

“O Ilê Aiyê foi um marco para a criação de todos os blocos afro do Brasil. Para além da baianidade e da brasilidade, o Ilê é uma referência de resistência, tradição e religiosidade”, afirmou o secretário estadual da Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio.

Segundo Sampaio, o papel do Governo do Estado é apoiar e incentivar a entidade nos trabalhos sociais e na luta contra o racismo. Uma das formas de apoio, segundo o secretário, será a publicação de um livro em comemoração aos 40 anos do Ilê e de uma edição especial dos Cadernos de Educação, produzidos pela entidade desde 1995.

A ministra da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, destacou que o Ilê Aiyê foi o responsável pela africanização do carnaval baiano. “O Ilê contribuiu não só para a Bahia, mas para o Brasil, incentivando o orgulho de ser negro e inspirando a criação de várias lutas contra o racismo no país”.

A festa, que reuniu mais de 4 mil pessoas na sede do Ilê Aiyê e outras 10 mil nas ruas do Curuzu, contou ainda com a participação de Carlinhos Brown e do DJ Branco.

Fonte: Comunicação.ba

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