sexta-feira, janeiro 14, 2022
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Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe atividades de Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo

Para celebrar o centenário de Ruth de Souza, Elisa Lucinda apresenta uma experimentação cênica audiovisual inédita

A Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe atividades da 3ª edição do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo entre os dias 23 e 31 de outubro. O espaço localizado no Bom Retiro, centro de São Paulo, faz parte das Oficinas Culturais, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, que realiza programação totalmente gratuita para a fruição e formação artística.

Neste ano, o Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo ocupa a Oficina Cultural Oswald de Andrade com debates relacionados à crítica e criação teatral, metodologias de pesquisa e uma apresentação inédita para celebrar os 100 anos que a atriz Ruth de Souza (1921-2019) completaria, como um resgate da sua vasta contribuição nas artes cênicas. 

Além da Oficina Cultural Oswald de Andrade, a 3ª edição do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo contará com atividades on-line e presenciais do Itaú Cultural, SESC SP (Sesc Interlagos, Sesc Santo Amaro, Sesc Ipiranga); da Secretaria Municipal de Cultura (Teatro João Caetano e Teatro Cacilda Becker); e do Museu Afro Brasil. Saiba mais sobre todas as atrações no site do festival (clique aqui).

Confira a programação que a Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe:

A atividade formativa Quilombo artístico-pedagógico – A crítica como pensamento e criação, nos dias 23 e 24, 30 e 31 de outubro, sábados e domingos, das 10h às 13h, busca incentivar a reflexão dos participantes sobre a crítica teatral como lugar de pluralidade das estéticas negras, a partir da análise de suas peças teatrais e performances contemporâneas. Também propõe a crítica como um espaço para colaborar com mais histórias e teorias do teatro brasileiro, questionando a ideia de Brasil e redistribuindo imaginários estéticos, éticos, políticos, dentre outros olhares. Com mediação da atriz e crítica de teatro Soraya Martins e pelo Zoom, as inscrições ficam abertas neste link.

O ato artístico Eu, Ruth de Souza será apresentado por Elisa Lucinda, atriz, poeta, escritora, jornalista e cantora, no dia 25 de outubro, segunda-feira, a partir das 20h, no YouTube das Oficinas Culturais. Não é necessária inscrição para assistir e interagir. Eu, Ruth de Souza é uma síntese da carreira dessa dama do teatro. Primeira atriz negra brasileira a pisar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A atriz Elisa Lucinda, recolheu alguns aspectos e fatos da carreira da artista e as incorporou para viver um pouco a nossa Ruth e trazê-la com suas histórias para nós. A edição 2021 do festival destaca o encanto, sonho e permanência como geradores da trajetória de Ruth de Souza e o ato de narrar sua trajetória traz forças contra narrativas em um país afundado, desde a sua fundação, na violência de raça e de gênero.

Entre os dias 26 e 28 de outubro, terça a quinta-feira, das 18h às 20h, será a vez do Quilombo artístico-pedagógico –– narrativas de si: metodologias de pesquisa biográfica de Ruth de Souza. Como estudar as relevantes trajetórias de estrelas negras das artes cênicas brasileiras? Por que a livre escolha de um ofício ganha dimensão política e histórica? Essas e outras questões serão pensadas na atividade coordenada por Julio Claudio da Silva, historiador e doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense, biógrafo de Ruth de Souza é o escritor da obra Uma Estrela Negra no Teatro Brasileiro (2017), e por Sandra Almada, jornalista, professora universitária, escritora, Mestre em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ). Autora de “Damas Negras”, com as trajetórias de vida e profissional das atrizes Ruth de Souza, Zezé Motta, Léa Garcia e Chica Xavier. As inscrições estão abertas aqui.

Os estudos das biografias têm despertado interesse entre diversos profissionais, de historiadores a antropólogos e ao público em geral. As memórias e biografias das personagens negras tem se destacado neste segmento, ainda mais pelas demandas dos movimentos negros e da aplicação da Lei 10.639/03. Assim, o objetivo desta atividade é discutir algumas possibilidades de pesquisa de cunho biográfico e socializar experiências de investigação sobre a trajetória da artista Ruth de Souza, a partir das narrativas de si e de outras pessoas, presentes em fontes orais, e ainda em acervos privados e públicos com registros de suas trajetórias.

Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo é considerado o primeiro festival dedicado à produção e pesquisa teatral feita por artistas negros na região paulistana, agindo como um território de expressão, encontros, reflexões, diálogos e fruição entre o público, artistas, coletivos e companhias. Ruth de Souza foi a primeira atriz negra a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o Teatro Experimental do Negro (TEN), a primeira brasileira indicada como melhor atriz no Festival de Veneza de 1954 pela atuação em Sinhá Moça e tem mais de 80 trabalhos distribuídos no teatro, no cinema e na televisão. 

Serviço:

Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo na Oficina Cultural Oswald de Andrade

Quilombo artístico-pedagógico – A crítica como pensamento e criação
Com Soraya Martins
23 a 31/10 – sábados e domingos – 10h às 13h
Classificação indicativa: maiores de 18 anos 

Inscrições: Até 20/10 – aqui
Plataforma: Zoom | Vagas:15 | Seleção: Análise da ficha de inscrição.

Eu, Ruth de Souza
Com Elisa Lucinda
25/10 – segunda-feira – 20h às 20h30
Classificação: livre
Plataforma: YouTube Oficinas Culturais.
Sem necessidade de inscrição.

Quilombo artístico-pedagógico –– narrativas de si: metodologias de pesquisa biográfica de Ruth de Souza

Com Julio Claudio da Silva e Sandra Almada.
26/10 a 28/10 – terça a quinta-feira – 18h às 20h
Classificação indicativa: maiores de 18 anos
Inscrições: Até 22/10 – aqui

Plataforma: Zoom | Vagas: 30 | Seleção: Por ordem de inscrição | Análise da ficha de inscrição

SOBRE O PROGRAMA OFICINAS CULTURAIS

Como uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo desde 1986, e gerenciado pela POIESIS – Organização Social de Cultura, o Programa Oficinas Culturais promove formação e vivência à população no campo da cultura. 

O programa dialoga com o interior por meio de dois festivais (FLI – Festival Literário e MIA – Festival de Música Instrumental), Ciclos de Gestão Cultural, Ciclos de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade, Programa Qualificação em Artes (qualificação artística de 60 grupos, entre teatro e dança), o Programa de Formação no Interior e ações dedicadas à pesquisa e à experimentação nas diversas linguagens artísticas, a partir da relação direta com 360 municípios, em mais de 600 atividades de formação.

Além disso, na cidade de São Paulo, o programa realiza atividades de formação e difusão em três espaços:  Oficina Cultural Oswald de Andrade (Bom Retiro), Oficina Cultural Alfredo Volpi (Itaquera) e Oficina Cultural Maestro Juan Serrano (Taipas).

SOBRE A POIESIS

A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE DO DEBATE NA SOCIEDADE.

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