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Pintor angolano expôs no Louvre

Pintor angolano expôs no Louvre

A Brigada Jovem dos Artistas Plásticos (BJAP) outorgou,  em Luanda,  um Diploma de Mérito ao pintor Armando Scoott, pela “forma exemplar, brilhante e profissional como tem desenvolvido o seu trabalho”.

Por Roque Silva, do  Jornal de Angola 

O reconhecimento do núcleo afecto a União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) resulta do facto de o referido criador ter sabido representar e divulgar a arte de desenhar e de esculpir no exterior do país.

O gesto ocorreu na inauguração da exposição “Coisa de Preto”, do referido artista, patente até 5 de Janeiro, na galeria Hall de Lima Pimentel, num ambiente bastante concorrido pelos apreciadores das artes plásticas.

A exposição “Coisa de Preto” serve como uma chamada de atenção contra o racismo que aflige as sociedades. Num  total  de  18 obras produzidas a base de óleo e acrílico sobre tela, o cria­dor   retrata aspectos  de  racismo  que  se  vive  e apoquenta ac­tualmente  as  sociedades, cuja  tendência é acharem que  existem  raças superiores as outras.

O objectivo da exposição é uma chamada de atenção para todos reflectirem em torno dos inúmeros actos racistas, que aflige as sociedades  de modo geral.

Armando Scoott recebeu o diploma das mãos do director do Instituto Nacional para Formação Artística, Paulo Kussy, que elogiou o seu trabalho, sobretudo por ter conseguido projectado no exterior e pelo reconhecimento internacional.

Visivelmente feliz pelo reconhecimento, o criador que é detentor de vários prémios no país se mostrou surpreso porque segundo o qual as artes plásticas são mais valorizadas no exterior do país.

“O meu trabalho não era reconhecido há algum tempo em Angola e sentia que o meu esforço só era valorizado no exterior, onde eu e outros angolanos têm recebido mais elogios da crítica e colegas de trabalho”, disse o criador que também é membro da BJAP. “Coisa de Preto” é uma exposição na qual o autor aborda o racismo de uma forma geral, criada como um grito na luta contra o preconceito.
Dos 18 quadros, esculpidos com várias técnicas, com desenhos de pessoas de etnia negra, os quais Armando Scoott recorreu ao realismo, hiper-realismo e no surrealismo, 14 são inéditos e quatro ganharam mérito em diversas exposições colectivas que o autor participou no exterior.

Destaque para os quadros “A evolução da mulher angolana”, na colectiva “Art Shopping”, no maior salão de arte contemporânea do mundo no Museu de Louvre, em Paris, em 2016, e “Essência da Mulher”, que mereceu dois certificados de mérito e uma crítica construtiva obtidos na colectiva “Internacional Designer Exhibition” (INDX), no Dubai, no presente ano.

Outras duas mereceram Prémio Pincel de Ouro, na exposição Castelo Branco (Portugal) e Prémio Embaixada da Itália, ambos no presente ano.

Com apenas 26 anos, Armando Scoott é detentor de mais de 10 troféus e menções honrosas conquistadas a nível nacional e internacional, entre os quais no Concurso de Pintura ao ar livre pelo Pelouro da Cultura da junta de Fraguesia da Miséricordia em Lisboa/Portugal 2014), no Prémio do Salão Internacional de Arte em pequeno formato realizado em Lisboa, Prémio de Arquitectura (pela Universidade Lusófona de Lisboa/Portugal 2013, 1º Lugar).

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