Procuram-se mulheres “com e para” estudar MBA

Ainda não chegou ao Brasil, mas chegará… mais cedo ou mais tarde chegará. Bem seja por imposição legal ou por necessidade do mercado; a presença das mulheres nos diretórios das grandes empresas cresce muito lentamente, mas é uma tendência irreversível. Em alguns países do Norte da Europa, elas ocupam, por lei, mais de 40% dos cargos de direção.

Em outros países do velho continente as porcentagens obrigatórias são menores, mas os informes sociais que as grandes empresas que utilizam o sistema de cotas devem fazer incentivam a procura de profissionais do sexo feminino nos cargos mais altos das corporações. Em outras regiões a tendência é mais suave, mas só por enquanto.

Contudo, conscientes de que as profissionais devem comprovar sua experiência e formação no mesmo nível que o de seus colegas, os currículos das novas diretoras estão sendo observados com lupa para evitar as queixas feitas, com certa frequência, a esta política de “discriminação positiva”.

Como resultado, as mulheres profissionais dentre 35 e 45 anos, com experiência na direção de equipes, estudos de MBA ou cursos de pós-graduação similares, e com bagagem internacional e idiomas, tornou-se o objetivo número um de muitos recrutadores.

Não é por casualidade que, já faz tempo, os rankings mais prestigiosos das escolas de negócios assim como as classificações de MBA medem a presença feminina nas aulas de formação de diretores. A média mundial do top 50 das melhores escolas de negócio é de 32%, com algumas escolas acima da média como a IE BUSINESS SCHOOL, com 36%.

Estes dados são interessantes se comparados com a presença média mundial das mulheres na alta direção, mas ainda não são satisfatórios. E que, sobretudo, estão há alguns anos estancadas neste nível, apesar dos esforços que governos, fundações e as próprias escolas de negócio fazem para incentivar o acento feminino em sua faculdade e entre seu alunado.

Esta realidade supõe, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade para as mulheres profissionais de 30 a 35 anos, com experiência profissional, que queiram dar um salto à frente em suas carreiras. Não só porque seu perfil é cada vez mais procurado, mas porque as escolas de negócio, conscientes da necessidade que as empresas terão no futuro, estão procurando ativamente maior presença feminina; oferecendo também bolsas e ajudas econômicas. Um dado interessante para se considerar caso você seja uma profissional de 30 a 45 anos de idade.

Fonte: O globo

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