Programa de trainee da Magazine Luiza para negros causa polêmica

A decisão da Magazine Luiza em colocar apenas negros no próximo programa de trainees, antecipada pelo Broadcast, está entre os assuntos mais comentados do momento no Twitter neste sábado (19/9).

A decisão da empresa abriu um disputa nas redes sociais entre os que elogiam a medida e aqueles que acusam a Magalu de “racismo reverso” com brancos, usando a hashtag #MagazineLuizaRacista.

Trainee da Magazine Luiza dividiu opiniões

Dentre os críticos, estão o vice-líder do governo na Câmara, deputado Carlos Jordy. O deputado afirmou que está entrando com representação no Ministério Público contra a empresa para que seja apurado crime de racismo.

A Magazine Luiza respondeu ao deputado pelas redes sociais dizendo que a empresa tava tranquila da legalidade do programa. “Inclusive, ações afirmativas e de inclusão no mercado profissional, de pessoas discriminadas há gerações fazem parte de uma nota técnica de 2018 do Ministério Público do Trabalho”, escreveu por meio do perfil oficial.

O deputado rebateu dizendo que a situação prejudicava pessoas não negras: “ações afirmativas, tais como cotas, existem e são até previstas em lei para ingresso no ensino e serviço público, apesar de discordar frontalmente de cotas raciais. Porém, a ação da @magazineluiza não se trata de uma ação afirmativa mas de impedir a contratação de pessoas não negras”.

O Presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, faz coro às acusações de racismo. “Magazine Luiza terá que instituir Tribunal Racial no seu RH para evitar que pardos e brancos consigam fraudar o processo seletivo que é exclusivo para pretos. Portanto, terá que fazer a análise do fenótipo dos candidatos, prática identificada com o nazismo.”

Já a deputada federal Benedita da Silva (PT) compartilhou a matéria do Broadcast/Estadão em sua conta na rede social e destacou que a Magalu tem 53% de pretos e pardos em seu quadro de funcionários, mas apenas 16% deles em cargos de liderança.

A deputada ainda se mostrou contrária a publicação da juíza do Trabalho Ana Luiza Fischer Teixeira de Souza Mendonça que afirmou nas redes sociais, segundo a Folha de São Paulo, que o programa era inadmissível e proibido pela Constituição Brasileira. A juíza apagou a publicação após as críticas.

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