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Sai em português ensaios de Toni Morrison sobre racismo e literatura

A Nobel de Literatura escreve sobre Harriet Beecher Stowe, Ernest Hemingway e William Faulkner

Por Euler de França Belém, do Jornal Opção

Toni Morrison, escritora e crítica americana (Foto: Timothy Greenfield-Sanders/Bloomberg)

Recém-falecida, Toni Morrison é uma prosadora extraordinária. Os romances “A Canção de Solomon” e “Amada” são obras-primas. O primeiro encantou o crítico Harold Bloom, que escreveu um belo ensaio a seu respeito — ainda que não tivesse nenhum entusiasmo pela militância da Nobel americana. Mas há “outra” Toni Morrison, a ensaísta, quase tão boa quanto a romancista.

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“A Origem dos Outros — Seis Ensaios Sobre Racismo e Literatura” (Companhia das Letras, 152 páginas, tradução de Fernanda Abreu). A editora resume: “Toni Morrison, ganhadora do prêmio Nobel de literatura, reflete sobre questões raciais, políticas públicas de imigração e outros temas contemporâneos em ensaios pungentes e profundos.

“Baseado nos discursos que Toni Morrison proferiu na universidade de Harvard, ‘A Origem dos Outros’ é uma busca de respostas para questões históricas, políticas e literárias sobre o racismo e a radicalização da identidade. Se o racismo é aprendido com exemplos cotidianos, a literatura mostra-se uma arma fundamental para combater o problema. Pensando nisso, a autora analisa autores desde Harriet Beecher Stowe até Ernest Hemingway e William Faulkner para entender melhor o papel da narrativa no estabelecimento dos padrões de pensamento racial.

“A origem dos outros é um livro de atualidade extraordinária, no qual os temas que estamos acostumados a ver banalizados e desencorajados no debate público são abordados pela escritora americana com extrema elegância.

“Com prefácio de Ta-Nehisi Coates e ensaios intitulados ‘Romantizando a escravidão’, ‘Ser ou tornar-se o estrangeiro’, ‘O fetiche da cor’, ‘Configurações de negritude’, ‘Narrar o outro’ e ‘O lar do estrangeiro’, ‘A Origem dos Outros’ é um livro necessário de uma das mais importantes intelectuais do século.”

Diria que necessário mesmo é a literatura de Toni Morrison. Mas vale a leitura de seus ensaios

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