Seminário debate prioridades para mulheres negras no século XXI – São Paulo

O dia 25 de julho é consagrado internacionalmente à Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Para marcar a data especial, ocorrerá, na cidade brasileira de São Paulo, o II Seminário Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, entre os dias 22 e 23.

Realizado pela Secretaria Municipal de Participação e Parceria em Parceria da Prefeitura de São Paulo, Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (Cone), organização Elas por Elas Vozes e Ações das Mulheres e Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, o evento pauta as prioridades das mulheres negras para o século XXI, a partir de conferências e palestras.

Coordenadora da Cone, Maria Aparecida de Laia considera que ganhar visibilidade é uma das principais questões para as mulheres negras. “Nós temos que ganhar visibilidade em todos os espaços de poder, como mídia, mercado de trabalho, família”, analisa.

Na opinião dela, é a discriminação racial que causa a invisibilização das mulheres negras na sociedade. “Isso gera opressão, porque as mulheres são excluídas, principalmente do mercado de trabalho”, afirma.

O seminário objetiva ainda “trazer a discussão da identidade étnicorracial do ponto de vista da América Latina, debater o trabalho doméstico, políticas públicas, tráfico de mulheres, empreendedorismo para mulheres negras, e papel das mulheres negras jovens, porque essa população cuidará do futuro”, explica a coordenadora.

São esperados cerca de 200 participantes, entre mulheres, militantes de movimentos negros, gestores e funcionários públicos e estudantes.

Na abertura, haverá a conferência “Ressignificação da identidade étnicorracial das afrodescendentes a partir da Diáspora – A Mulher Afro-Latino Americana e Caribenha: Quais prioridades no século XXI?” com a representante da Rede de Mulheres Afro-latinoamericanas, caribenhas e da Diáspora no Uruguai, Vicenta Camusso Pinto.

Os momentos seguintes contam com a participação de diversos (as) estudiosos (as) e organizações feministas, como Instituto da Mulher Negra, Articulação de Mulheres Negras, ONG Criola, Afro-Negócios Feira Preta, Associação Frida Khalo e Coletivo Jovens Feministas de São Paulo.

Já o encerramento está a cargo de Cristiane Sobral, autora do livro de poemas “Não vou mais lavar os pratos”, que será lançado durante o seminário pela editora Athalaia.

Acesse a programação completa: http://telecentros.sp.gov.br/img/arquivos/prog_sem_mulheres_negras.pdf

Serviço

O II Seminário Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha ocorrerá no Auditório da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, que fica no Pátio do Colégio, 184, Centro. Inscrições e mais informações pelo telefone da Cone (11) 3113-9750.

Fonte: Correio do Brasil

+ sobre o tema

Ato das trepadeiras contra mais um femicídio na MPB

Não é um problema do RAP, não é um...

Para Mulheres Negras, a quem o estupro diz respeito, raça precedeu questões de gênero – Por Maria Rita

Estupro é sempre CRIME Apesar das mudanças legislativas, da implementação...

Aluna é punida após denunciar estupro em universidade nos EUA

Antes que pudesse se mudar para um dormitório na...

Fé, menina. De homem pra homem.

30 homens estupraram uma menina. 30! e sabe o que mais? eles...

para lembrar

1,5 milhão de mulheres negras são vítimas de violência doméstica no Brasil

Elas representam 60% das 2,4 mi de agredidas. Reportagem...

A primeira juíza mulher da NBA e sua história de resistência

“Eu sabia que todo mundo estava esperando que eu...

É Tempo de Anastácia!

Quantas de nós, mulheres negras, ainda somos silenciadas nos...

Maria Júlia Coutinho será a primeira mulher negra a apresentar o Jornal Nacional

Jornalista entra para o rodízio de apresentadores do noticiários...
spot_imgspot_img

Negra Li mostra fantasia deslumbrante para desfile da Vai-Vai em SP: ‘Muita emoção’

A escola de samba Vai-Vai está de volta ao Grupo Especial para o Carnaval 2024, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, neste sábado...

Livro põe mulheres no século 20 de frente com questões do século 21

Vilma Piedade não gosta de ser chamada de ativista. Professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e uma das organizadoras do livro "Nós…...

“O Itamaraty me deu uma bofetada”, diz embaixadora Isabel Heyvaert

Com 47 anos dedicados à carreira diplomática, a embaixadora Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert não esconde a frustração. Ministra de segunda classe, ela se...
-+=