quinta-feira, setembro 17, 2020

    Tag: AgoraÉQueSãoElas

    Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania

    Nós queremos é falar sobre poder!

    “No momento em que o excluído assume a própria fala e se põe como sujeito, a reação de quem ouve só pode se dar nos níveis acima caracterizados. O modo mais sutilmente paternalista é exatamente aquele que atribui o caráter de “discurso emocional” à verdade contundente da denúncia presente na fala do excluído. Para nós, é importante ressaltar que emoção, subjetividade e outras atribuições dadas ao nosso discurso não implicam numa renúncia à razão, mas, ao contrário, num modo de torná-la mais concreta, mais humana e menos abstrata e/ou metafísica. Trata-se, no nosso caso, de uma outra razão.” (Lélia Gonzalez, 1979) Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania Por Beatriz Lourenço do Nascimento Do Negro Belchior #AgoraÉQueSãoElas Começo citando Lélia não apenas pela homenagem, mas porque entendo que nesse pequeno trecho de sua obra, ela fortalece – mais uma vez – a importância de ocupar esse espaço, ou melhor, ...

    Leia mais
    blank

    Mulheres nas ruas, sem medo, contra o racismo e a violência

    #AgoraÉQueSãoElas- No triste dia em que se divulga o Mapa da Violência 2015, dando conta de que o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em 10 anos (de 2003 a 2013), enquanto que o número de mulheres brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período (Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais), o Blog NegroBelchior traz o texto da jornalista e militante feminista Luciana Araujo, que problematiza a questão com conhecimento e radicalidade. Por Douglas Belchior no Negro Belchior  Enfrentar a violência é tarefa cotidiana inerente à condição de mulher, e mais ainda à condição de mulher negra filha da classe trabalhadora Por Luciana Araújo* Às vésperas da Marcha das Mulheres Negras, que tomará Brasília no próximo dia 18, o escancaramento do debate sobre a cultura da violência contra as mulheres levou à ação #agoraéquesãoelas e ao convite do querido Douglas para ocupar este espaço. A causa é importantíssima. Enfrentar a violência é tarefa ...

    Leia mais
    blank

    Mulheres compartilham o que pensam sobre violência, aborto e conservadorismo na política

    Integrantes de movimentos feministas escreveram textos exclusivos para O GLOBO Do O Globo  Foram elas que agitaram as ruas, redes sociais e ditaram o tom das últimas semanas. A voz do coletivo era aguda, mas poderosa, como poucas vezes se ouviu na história do país. Os gritos começaram na web, onde emergiram os terríveis relatos de agressões. Usando a hashtag #PrimeiroAssédio, mulheres de todas as idades compartilharam as histórias sobre a primeira vez em que foram assediadas, aos 12, 10, 9 anos de idade... “Ser mulher é sentir medo”, disseram elas em coro. Na semana passada, foi a vez de a Cinelândia e outras praças de diversas capitais serem tomadas pelas vozes femininas, em manifestações contra o projeto de lei 5069/13, de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que sugere maior rigor na punição ao aborto e dificulta a realização do procedimento em caso de estupro. “O ...

    Leia mais
    blank

    Agora é que são elas, ou melhor, por que o antes é o tempo da ausência?!

    Onde estão as mulheres negras na História do Brasil? Onde as ideias e vivências das companheiras de Machado de Assis, Luiz Gama e José do Patrocínio? Por Ana Flávia Magalhães Pinto, no Á Bbeira da Palavra  Na série “Agora é que são elas”, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto desafia versões oficiais e também as dissonantes, questionando a si mesma e as lacunas nas pesquisas sobre a imprensa abolicionista, as lutas negras e os escritores do século XIX. AGORA É QUE SÃO ELAS, OU MELHOR, POR QUE O ANTES É O TEMPO DA AUSÊNCIA?! Ana Flávia Magalhães Pinto* E se em outros tempos, Luiz Gama tivesse saído de casa decidido a se valer do prestígio duramente alcançado para ver publicadas na Gazeta do Povo algumas ideias de Claudina Fortunata Sampaio, sua esposa? Que percepção teríamos sobre a trajetória de José do Patrocínio, o filho do vigário João Carlos Monteiro e da ...

    Leia mais
    Foto: Flávio Florido

    Mulheres trabalham mais do que homens. Mas somos convencidas do contrário

    Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. Portanto, de segunda a domingo (8), mulheres de diferentes origens, histórias e regiões estão publicando, neste blog, sobre o tema dentro da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas. Foto: Flávio Florido Por Fernanda Sucupira,, no Blog do Sakamoto  Este texto o blog é de Fernanda Sucupira, jornalista, especialista em gênero e igualdade pela Universidad Autónoma de Barcelona e mestra em sociologia pela Unicamp. Os outros já publicados nesta série são: Segunda (2) – Juliana de Faria e Luíse Bello, do Think Olga, responsável pela campanha #primeiroassedio; Terça (3) – Karina Buhr, cantora, compositora, atriz e ativista; Quarta (4) – Djamila Ribeiro, filósofa e feminista e Laura Capriglione, jornalista e escritora; Quinta (5) – Maíra Kubik Mano, jornalista, doutora em Ciências ...

    Leia mais
    (Foto: Ayalla Salvador)

    Agora é que são elas: pode a subalterna falar-escrever?

    Não foi mero jogo retórico a célebre frase “ o lixo vai falar”, da pensadora e feminista negra Lélia Gonzalez, em “Racismo e sexismo na sociedade brasileira”. É necessário falar, é necessária a construção de um novo sistema de escritura. Novo, mas antigo e que já vem de longe. Rosane Borges questiona silêncio e tutela, dialogando com escritoras e feministas como Jurema Werneck, Lélia Gonzalez, Conceição Evaristo e Judith Butler. Por Rosane Borges, no Á beira da Palavra “E o risco que assumimos aqui é o do ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados (infans é aquele que não tem fala própria, é a criança que se fala na terceira pessoa, porque falada pelos adultos) que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa” (Lélia Gonzalez) Este artigo é fruto de um convite-provocação, na atmosfera da campanha ...

    Leia mais
    Foto: Flávio Florido

    O ressentimento de estudar na mesma sala que a filha da doméstica

    Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. Portanto, de segunda a domingo (8), mulheres de diferentes origens, histórias e regiões estão publicando, neste blog, sobre o tema dentro da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas. Foto: Flávio Florido Por Tamires Gomes Sampaio, do Blog do Sakamoto  Hoje o blog é de Tamires Gomes Sampaio, vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) e primeira negra a dirigir o Centro Acadêmico do curso de Direito da Universidade Mackenzie. Os outros já publicados nesta série são: Segunda (2) – Juliana de Faria e Luíse Bello, do Think Olga, responsável pela campanha #primeiroassedio; Terça (3) – Karina Buhr, cantora, compositora, atriz e ativista; Quarta (4) – Djamila Ribeiro, filósofa e feminista e Laura Capriglione, jornalista e escritora; Quinta (5) – Maíra Kubik Mano, jornalista, ...

    Leia mais
    blank

    Feminismo de guerra

    Ao cobrir o corpo, mulheres se sentem protegidas do assédio Por Adriana Carranca, do O Globo  De passagem pelos Emirados Árabes Unidos, conheci uma jovem da qual só pude ver os olhos, tendo o restante do corpo coberto pelo niqab. Eu a convidei para um café. Gostaria de ouvir sua versão sobre opressão feminina. Ela concordou, mas antes tinha uma pergunta a me fazer: “É verdade que as mulheres brasileiras e americanas fazem muitas plásticas?”. Sim, era verdade. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de cirurgias plásticas, atrás apenas dos EUA. “Que horror! Isso é que é opressão feminina, você não acha?”. Eu não entendi. “Ter de mutilar seu corpo para ser aceita por um homem ou se exibir na praia? Eu jamais me submeteria a isso. Aqui não é preciso.” Lembrei-me da passagem ao refletir sobre o feminismo, motivada pela campanha #AgoraÉQueSãoElas, em que mulheres tomaram o lugar ...

    Leia mais
    blank

    O PL 5069/2013 e suas distorções

    Neste momento de aguda contradição entre sociedade civil e Estado, em que voltamos a sentir o sabor das medidas provisórias e dos projetos de lei “feitos e votados às pressas” convidei a psicanalista Ludmila Frateschi para assumir, nesta semana, minha coluna na Boitempo. Endossamos, desta maneira o movimento #agoraéquesãoelas. Resposta coletiva por meio da qual colunistas cedem sua palavra e seu espaço para mulheres se colocarem de viva voz acerca do projeto de lei obsceno, engendrado por Eduardo Cunha, que pretende dificultar os meios e as condições para a interrupção da gravidez, mesmo nos casos especiais sancionados pela lei, como má formação e violência sexual. Ou seja, apenas alguém que jamais escutou o sofrimento de uma mãe que se vê obrigada a conviver com um filho que é, ao mesmo tempo, amado como filho, mas também lembrança e testemunha permanente de um estupro, poderia pensar em tamanha estupidez. A covardia ...

    Leia mais
    blank

    #AgoraÉQueSãoElas: ‘A gente quer as mesmas leis do mundo dos homens’

    #AgoraÉQueSãoElas é uma semana de mulheres ocupando os espaços masculinos de fala. Estou temporariamente cedendo o meu espaço e quem vai falar é a minha amiga Carol Patrocinio. Por Carol Patrocinio, no Blog do Hilário Jr. Uma das pessoas mais lindas, inspiradoras de luta e legais que eu conheço, sem mais: Por Carol Patrocinio: Eu poderia começar esse texto contando que quando eu tinha uns 9 anos um garoto que morava no apartamento da frente e tinha uns 19 parou atrás de mim, estendeu o dedo do meio, colocou a mão entre minhas pernas e passou o dedo da minha vagina até o meu anus. Pareceria sensacionalista, mas é apenas a verdade. Foi a primeira vez que eu abri mão de uma roupa que fazia com que eu me sentisse gostosa porque entendi que aquilo só tinha acontecido por causa dela. Nos anos seguintes eu apenas abri mão de me sentir gostosa. ...

    Leia mais
    Foto: Flávio Florido

    Sou ateia, mas rezei: Uma história de violência sexual e direito ao aborto

    Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. Portanto, de segunda a domingo (8), mulheres de diferentes origens, histórias e regiões estão publicando, neste blog, sobre o tema dentro da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas. Por Camila Agustini, no Blog do Sakamoto  Hoje o blog é de Camila Agustini, roteirista e advogada especialista em direitos humanos. Os outros já publicados nesta série são: Segunda (2) – Juliana de Faria e Luíse Bello, do Think Olga, responsável pela campanha #primeiroassedio; Terça (3) – Karina Buhr, cantora, compositora, atriz e ativista; Quarta (4) – Djamila Ribeiro, filósofa e feminista e Laura Capriglione, jornalista e escritora; Quinta (5) – Maíra Kubik Mano, jornalista, doutora em Ciências Sociais e professora do bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da UFBA. *** Sou ...

    Leia mais
    blank

    “Fui abusada, oprimida, ofendida e espancada ao longo da minha infância”

    Em apoio à iniciativa #AgoraÉQueSãoElas, ofereci o espaço do blog a Maria Adelaide Amaral, autora de teatro e de novelas e minisséries, para ela falar da sua experiência a respeito do abuso contra mulheres. Por  Maria Adelaide Amaral, no blog do Mauricio Stycer   Fui abusada, oprimida, ofendida e espancada ao longo da minha infância por pai, mãe e irmãos por ser desbocada e preferir brincar com meninos. Por que eu não era como as outras meninas? Se, em Portugal, nos anos 40 a diferença era severamente punida, no Brasil dos anos 50 a repressão social e doméstica se repetiu. Na adolescência, fui alvo do assédio de amigos e clientes do meu pai, que me diziam obscenidades e tentavam me bolinar (muitas vezes conseguiam). E não podia sequer me queixar aos meus pais, porque a culpa naturalmente era minha. Já era comum nessa época homens se esfregarem nas moças no transporte ...

    Leia mais
    Dani Costa Russo/Divulgação

    Por uma consciência negra e feminista

    Enquanto as mulheres brancas reivindicavam o mercado de trabalho, as mulheres negras vinham de um longo histórico de escravidão e trabalho braçal pesado.   Por Jarid Arraes , no Negro Belchior #AgoraÉQueSãoElas Devido ao dia 20 deste mês, Novembro é considerado o mês da consciência negra. Essse período é uma oportunidade para memorar Zumbi dos Palmares, líder do quilombo de Palmares e importante guerreiro na luta contra a escravidão no período colonial. No entanto, embora Zumbi seja uma importante figura histórica – sobretudo para a população negra no Brasil -, ainda nos falta recordar os nomes femininos que também resistiram como lideranças de quilombos, revoltas e comunidades negras na luta contra o racismo e a escravidão. Heroínas como Dandara dos Palmares, Tereza de Benguela, Aqualtune e Luisa Mahin precisam ser trazidas à tona para que suas vidas e feitos, assim como os de Zumbi, sejam devidamente reconhecidos. Em uma sociedade ainda pautada ...

    Leia mais
    FOTO: Daisy Serena

    O corpo da mulher negra como pedaço de carne barata

    Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. Portanto, de segunda a domingo (8), mulheres de diferentes origens, histórias e regiões estão publicando, neste blog, sobre o tema dentro da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas. por Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto  O primeiro texto de hoje é da filósofa e feminista Djamila Ribeiro. Na segunda-feira,Juliana de Faria e Luíse Bello, do Think Olga, responsável pela campanha #primeiroassedio, estrearam a série. Na terça, foi vez da cantora, compositora, atriz e ativista Karina Buhr. FOTO: Daisy Serena O corpo da mulher negra como pedaço de carne barata, por Djamila Ribeiro O corpo da mulher negra não é dela. Essa á sensação que carrego desde muito cedo. A ultrassexualização ...

    Leia mais
    blank

    ‘Uma mulher negra feliz é um ato revolucionário’

    Esta coluna é da feminista negra Juliana Borges como parte do movimento #AgoraÉQueSãoElas Por Mauricio Moraes Do Carta Capital O colunista Maurício Moraes convida a feminista Juliana Borges para ocupar o espaço de sua coluna em CartaCapital  dentro do projeto #AgoraÉQueSãoElas. O que é ser mulher negra? Por Juliana Borges Quando você pensa numa mulher negra, o que vem à sua cabeça? Qual é a imagem que seu cérebro lhe apresenta? As mulheres negras são historicamente estereotipadas e chegaram a ser animalizadas como instáveis, incapazes para o trabalho intelectual, quentes, lascivas, desconfiadas, brutas, impacientes, braçais, bravas. Um discurso alicerçado na constituição de uma sociedade escravocrata, que persiste com nova roupagem para a manutenção dos mecanismos de opressão, repressão, exploração e abuso que sofremos. O histórico de exploração e de construção imagética do que é ser negra no Brasil, a ponto de nos obrigar a reconstruir nossa identidade, nos garante o direito de ...

    Leia mais
    blank

    Racismo, machismo e capitalismo: um triângulo amoroso

    Hoje quem escreve neste espaço é a cineasta Viviane Ferreira. Tenho grande admiração pela Vivi e acompanho seu trabalho há algum tempo. Para mim, é uma enorme satisfação ter uma pessoa forte, solidária e talentosa como a Viviane no conselho político do nosso mandato, e também no Coletivo Racial do PT e na juventude do Garantia de Luta. Por Paulo Teixeira, do Brasil 247 #AgoraÉQueSãoElas Viviane nasceu na Bahia e vive em São Paulo. É advogada e cineasta, preside a Associação Mulheres de Odun e é sócia-fundadora da Odun Formação & Produção. Entre outros trabalhos, dirigiu o documentário "Festa da Mãe Negra" e o curta "O dia de Jerusa", que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes em 2014. Convidei Viviane para escrever aqui por duas razões: a primeira razão é que ela aborda de forma muito lúcida e bela o assunto tratado neste texto, um tema que eu considero ...

    Leia mais
    blank

    Não precisamos de Princesa Isabel! (Agora é que são elas!)

    Neste início de novembro, nós homens com espaços nos veículos de comunicação e mídia recebemos a chamada da campanha “Agora é que são elas!”. Por uma semana os textos serão assinados exclusivamente por mulheres e nós praticaremos os raros atos de ouvir e ler as ideias, experiências, reflexões e horizontes femininos. O que não pode ser mascarado com a hipócrita panca de doação ou concessão e que deve frutificar, junto e após a campanha, com a urgente abertura e presença delas como colunistas frequentes em nossos jornais e sites. Por Caroline Amanda Borges no Revista Fórum Aqui na coluna “À Beira da Palavra” vão rodar textos de mulheres negras que marcam as universidades e as quebradas. Na estreia vem o “Não precisamos de Princesa Isabel”, de Caroline Amanda Borges, articuladora nacional da campanha Reaja ou Será Morta! E nos próximos dias os textos de Ana Flávia Magalhães Pinto e Rosane Borges, ...

    Leia mais
    Celebration XL

    Nossos corpos, nossas regras

    Abro espaço para texto Ana Paula Lisboa, da Maré, aderindo ao #AgoraÉQueSãoElas Por Marcus Faustini No O Globo  Conheci Ana Paula Lisboa em 2010, num projeto que realizei junto com Helô Buarque sobre memória e território como base de criação literária. Jovem, moradora da Maré, Ana carrega a alegria e dor de inventar a vida. Abro espaço pra ela por aqui esta semana aderindo ao #AgoraÉQueSãoElas — ação que convida homens a cederem seus espaços na imprensa para mulheres, para contribuir na pressão contra o PL 5069. Que as palavras de Ana sejam flecha no racismo e no machismo. Nossos corpos, nossas regras por Ana Paula Lisboa “Eu venho de uma família de mulheres, mais que isso, mulheres pretas. Mulheres pretas de bunda grande, beiço grosso, braço forte. Para mim sempre foi muito natural o lugar que eu deveria ocupar: inspirada por elas, sabia desde criança que um dia teria uma família, ...

    Leia mais
    Foto: Flávio Florido

    O machismo seboso deixará de ser o must do intelectual charmoso

    Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. Portanto, de segunda a domingo (8), mulheres de diferentes origens, histórias e regiões estão publicando, neste blog, sobre o tema dentro da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas. Foto: Flávio Florido Por Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto O texto de hoje é da cantora, compositora, atriz e ativista Karina Buhr. Juliana de Faria e Luíse Bello, do Think Olga, responsável pelas campanhas #primeiroassedio e Chega de Fiu Fiu, estrearam a série nesta segunda. E amanhã, quarta, será a vez da mestre em filosofia e feminista Djamila Ribeiro. *** O machismo seboso deixará de ser o “must'' do intelectual charmoso por Karina Buhr #AgoraÉQueSãoElas “Mulheres relatam violência trazida pelo desenvolvimento ...

    Leia mais
    Gregório Duvivier: O humor pode ser anárquico e revolucionário

    Gregorio Duvivier: Doces e furiosas

    Está acontecendo uma revolução. As mulheres tomaram as ruas. Cabe a mim ceder espaço-onde tenho. A coluna de hoje foi escrita por uma mulher. Com vocês, Manoela Miklos. na Folha Doces e furiosas por Manoela Miklos "A voz do coletivo sempre é masculina. Nas marchas. No estádio. Nos shows. Quando junta todo mundo, o que se ouve é o grave dos todos homens bem mais alto, ocultando o agudo das todas e a diversidade dos todxs. Sintomático. Aí, na semana passada, ouviu-se um brado raro de se ouvir. Agudo. Doce, mas furioso. Era a voz de milhares de mulheres juntas. Na semana passada, a voz do coletivo foi feminina. Um brado raro. O meu. O nosso. E foi o som mais bonito que eu já escutei. Feministas incansáveis que lutam desde sempre receberam com generosidade novas companheiras como eu. E muitos homens sensíveis e sensibilizados souberam ser coadjuvantes, emocionaram-se ao engrossar o ...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist