quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: Bianca Santana

    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Magazine Luiza e um passo de ruptura com o pacto da branquitude

    As desigualdades raciais no mundo do trabalho são vistas a olhos nus. Quem conhece o Brasil sabe a cor de pele e a textura dos cabelos de quem ocupa o topo e de quem ocupa a base da pirâmide social. E o abismo com o qual convivemos está mensurado: a diferença na taxa de desemprego entre brancos e negros é de 71,2%; brancos recebem, em média, 56,6% a mais que a população negra; dentre profissionais contratados para cargos de liderança em São Paulo no ano de 2019, apenas 3,69% eram pretos ou pardos; mulheres negras são apenas 0,5% do quadro executivo das 500 maiores empresas brasileiras. Tais dados costumam ser ignorados por quem comanda as organizações e, ano após ano, contratações e promoções atualizam seus quadros reproduzindo os mesmos critérios racializados. Mas a escolha que privilegia um grupo racial e exclui outro não está nomeada, é evidente. O silenciamento e ...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Falsa polêmica sobre aborto viola direitos e dissemina narrativa ideológica

    Queiroz recebe mais uma vez o benefício de prisão domiciliar, depois de revogado, depois de ter sido encontrado na casa do advogado da família Bolsonaro, depois de mais de um ano foragido, depois de movimentar quase R$ 3 milhões em sua conta como operador do esquema de rachadinhas de Flávio Bolsonaro. Difícil acompanhar. O Ministério Público do Rio de Janeiro perdeu um prazo — veja bem, perdeu um prazo — de recurso no caso de investigação das tais rachadinhas. A primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu, entre 2011 e 2016, 21 cheques de Queiroz. Tem ainda compra de imóveis com dinheiro em espécie. Tem tuíte do presidente preocupado com os celulares de Adriano da Nóbrega, depois de o miliciano ter sido assassinado: "sem uma perícia isenta os verdadeiros criminosos continuam livres até para acusar inocentes do caso Marielle." Tem até denúncia de que o presidente disse que interviria no STF depois da ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Por que Bolsonaro pediu desculpas a Bianca Santana, face da ação de jornalistas mulheres contra ele na ONU

    É raro ver o presidente Jair Bolsonaro pedindo desculpas para alguém. Muito menos para uma jornalista mulher e negra. Mas um pedido aconteceu na noite desta quinta-feira, 30 de julho. Foi direcionado a Bianca Santana (São Paulo, 1984), que no último 7 de julho usou as seguintes palavras para denunciar o mandatário na 44ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU: “Em maio, o presidente da República me acusou de escrever notícias falsas. Esse ataque aconteceu na mesma semana em que escrevi um artigo mostrando a relação entre a família e os amigos de Bolsonaro com os acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco”. Colunista do portal UOL, ela foi escolhida por 19 organizações da sociedade civil para ser a face de uma ação coletiva apresentada no organismo internacional contra o presidente por seus ataques a pelo menos 54 mulheres jornalistas desde que iniciou ...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Jornalista recebe desculpas de Bolsonaro, mas diz que manterá ação judicial

    A jornalista Bianca Santana, colunista de Ecoa, recebeu hoje um pedido de desculpa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, dois meses depois de citá-la, reconheceu que ela não escreveu uma reportagem criticada por ele em 28 de maio. Ela reiterou que manterá a ação judicial em busca de uma indenização — que promete doar para que seja feita Justiça pelo assassinato de Marielle Franco. Ela alega que Bolsonaro não cometeu "meramente um erro". "O presidente Jair Bolsonaro acaba de pedir desculpas publicamente por ter me acusado, na live de 28 de maio, de ser autora de um texto que nunca escrevi. Tirou toda a live do ar. E diz que não tem problema em errar, nem em reconhecer erros, e que teria dito meu nome por estar 'lá embaixo' na mesma página. Mas a menção ao meu nome não foi meramente um erro. Na página em que está publicada ...

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    Bianca Santana (Foto: Natália Sena)

    Nossa negritude de pele clara não será negociada

    Não ser branco nem preto, em uma sociedade racializada como a brasileira, permite a pessoas negras de pele clara negociarem benefícios o tempo todo. Para se aproveitarem das cotas raciais, soltam o black power; para conseguirem emprego, alisam o cabelo. A passabilidade — serem mais aceitas pelos brancos, quem realmente têm poder — oferece mais posições subalternas a essas pessoas. Privilégio que se pode constatar nas estatísticas. Segundo dados divulgados pelo IBGE em 2017, enquanto o rendimento médio real de um trabalhador branco era de R$ 2.660 e dos pretos era R$ 1.461, o do pardo era R$ 1.480. Percebem a vantagem social? Do mesmo modo, enquanto o desemprego entre brancos era de 9,5%, dentre os pretos era de 14,4%, dentre os pardos era 14,1%. Sei que os dados cansam. Apresento só mais alguns. Dentre as empregadas domésticas, 50% são pardas (as quais somam 40% do total de mulheres), 13% ...

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    Policial pisa em pescoço de mulher durante abordagem em Parelheiros, zona sul de São Paulo Imagem: Reprodução/TV Globo

    PM pisar no pescoço de mulher negra explicita que somos #AlvosDoGenocídio

    Julho das pretas. Desde 1992, no 25 de julho se celebra o Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha. No Brasil, desde 2014 é também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em todo o país, organizações de mulheres negras intensificam as atividades que promovem cotidianamente, voltadas à superação das desigualdades de gênero, raça e classe. Neste 2020, iniciamos os debates do julho das pretas com uma amostra de como a Polícia Militar de São Paulo, sob comando do governador João Dória, age em relação a mulheres negras. "Quanto mais eu me debatia, mais ele apertava a botina no meu pescoço", disse a mulher negra de 51 anos, comerciante, e moradora de Parelheiros, em entrevista veiculada pela TV no último domingo (12). Um vídeo, gravado em 30 de maio, cinco dias depois do assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, registra a abordagem policial violenta sofrida por ela. ...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Ataques do governo Bolsonaro a mulheres jornalistas são denunciados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta terça-feira

    O Brasil estará mais uma vez com um destaque negativo perante a comunidade internacional: os ataques do governo Bolsonaro a mulheres jornalistas estão sendo denunciados nesta terça-feira (07/07) por um amplo grupo de organizações da sociedade civil durante a 44º sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). A violência contra mulheres jornalistas está no foco do documento apresentado pela  relatora especial das Nações Unidas sobre a Violência contra a Mulher, suas Causas e Consequência, Dubravka Šimonovic, que aborda ferramentas frequentemente usadas para desonrar, desacreditar e humilhar as jornalistas.  Um dos casos apresentados pelas organizações brasileiras é o de  Bianca Santana, jornalista que, em maio, foi acusada pelo Presidente da República de escrever ‘fake news’ na mesma semana em que escreveu um artigo sobre a relação entre familiares e amigos de Bolsonaro com os acusados ​​de assassinar a vereadora Marielle Franco. Em depoimento que será exibido durante a ...

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    A filósofa Sueli Carneiro (Foto: Natalia Sena )

    Viva Sueli Carneiro!

    Pelos documentos, o aniversário é amanhã, no São João. Mas o nascimento foi dia 23 de junho de 1950. Por 69 anos, a maratona de comemorações do aniversário de Sueli Carneiro, como brincam seus irmãos, durou dois dias. Mas em 2020, apesar da pandemia, são 70 anos a celebrar. Graças a um erro do Google, felizmente já corrigido, os parabéns começaram há 10 dias. E há programação na agenda até o final de junho. Teremos, então, quinze dias de festa online, no mínimo. A ativista responsável por enegrecer o feminismo no Brasil diz que não confia tanto assim na humanidade, mas vai lutar sempre contra quaisquer formas de opressão, como faz desde menina. Apaixonada pelo pai, Zé Horácio, não hesitava em enfrentá-lo na defesa da mãe e dos irmãos. Depois do golpe de 1964, foi uma das adolescentes a organizar uma passeata pelas ruas da Freguesia do Ó. Estudante da ...

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    Manifestante exibe cartaz durante manifestação no largo do Batata, em São Paulo Imagem: ETTORE CHIEREGUINI/ESTADÃO CONTEÚDO

    Branquitude acrítica: sem tempo, irmão

    Não é de hoje a quantidade de mensagens, perguntas, convites questionáveis e pedidos de ajuda relacionados à temática racial. Mas desde que vocês se descobriram antirracistas, na semana passada, o número aumentou exponencialmente. Muitas pessoas negras têm escrito nas redes sobre quão violento é receber ainda mais demandas de quem está acostumado à posição de ser servido por pessoas negras. Parem. Esse alerta não vale, evidentemente, para as pessoas e entidades com quem se constrói de forma respeitosa, no tempo. Sigo em interlocução com não-negros que têm compromisso com a luta antirracista — interlocução que é de mão dupla, nunca de mão única — e que se aprofunda devagar. Não me lembro de ter mandado mensagens para pessoas com quem nunca falei na vida pedindo para que revisassem um texto meu. Ou de oferecer a maravilhosa oportunidade de fazer uma live comigo alguém a quem nunca dirigi uma palavra, um ...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Bianca Santana e a pergunta urgente: quando o movimento negro convoca atos, quem vai?

    A escritora, jornalista e pesquisadora Bianca Santana, convidada do BdF Entrevista desta semana, se tornou uma das vozes mais escutadas dentro do movimento negro brasileiro, com trânsito livre entre lideranças reconhecidas como a filósofa Sueli Carneiro; Milton Barbosa, fundador do Movimento Negro Unificado (MNU); a socióloga Vilma Reis; Entre outros. Escritora refuta que manifestações americanas coloquem pressão nos movimentos brasileiros Na semana em que os estadunidenses saíram às ruas para protestar pela morte de George Floyd, imagens de prédios e viaturas incendiados tomaram conta das redes sociais no Brasil, quase sempre acompanhadas de uma legenda que propunha uma ironia: “A nota de repúdio deles”. Para Bianca Santana, a pandemia inspira cuidados especiais, "principalmente os mais pobres", o que gera dúvidas na escritora sobre a realização de manifestações neste momento. Porém, excetuado o período de pandemia, Santana estimula a comparação, mas vai além, reivindica que se entregue ao movimento negro brasileiro, então, o protagonismo nas ruas e que ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Racismo, colonialismo e falta de ar

    “Quando eu ouço o que George Floyd morreu dizendo, é lógico que eu lembro do dia em que um policial apertou meu pescoço até eu desmaiar. Enquanto eu sufocava, falava a mesma coisa: ‘eu não consigo respirar’”, compartilhou Wellington Lopes em uma reunião de que participei esta semana. O cientista social negro, jovem brilhante, é um dos coordenadores de núcleo da UNEafro Brasil e tem dedicado seus dias à entrega de cestas básicas e materiais de higiene em Poá, região metropolitana de São Paulo, além do apoio comunitário a pessoas com sintomas de COVID-19. Dentre muitos momentos compartilhados com Wellington, registro aqui o ato em fevereiro de 2019, em protesto ao assassinato de Pedro Henrique Gonzaga, aos 19 anos de idade. Um segurança do supermercado Extra, no Rio de Janeiro, sufocou o jovem com um golpe de gravata até a morte. Embora me sinta um disco riscado ao perguntar, repito: ...

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    Bianca Santana (Foto: Natália Sena)

    Por que fui citada por Jair Bolsonaro?

    "Tem uma tal de Bianca Santana aqui, uma blogueira, né? 'PT tem propaganda barrada pelo TSE, fake news', dizendo que era mentira. Na verdade é que foi proibido, né, pelo TSE, uma campanha do Haddad, dizendo que Bolsonaro votou contra lei brasileira de inclusão de pessoas com deficiência. A minha esposa tem um trabalho nesse sentido. Qual o objetivo? Na teoria é uma coisa, na prática é outra. Fake news." Jair Bolsonaro, na Live da Semana com Presidente Jair Bolsonaro 28/05/2020, na última quinta-feira Sou Bianca Santana, blogueira aqui no UOL dentre outras atividades e títulos, mas nunca escrevi sobre propaganda do PT barrada pelo TSE, nem sobre a lei brasileira de inclusão de pessoas com deficiência. E, cá entre nós, já escrevi muitas vezes sobre o envolvimento da família de Bolsonaro com a milícia que assassinou Marielle Franco. Na terça-feira passada, publiquei aqui contra a federalização do caso Marielle. ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Pandemia reforça que determinadas vidas não valem nada, diz escritora

    A morte de João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, baleado dentro da casa de seu tio em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar fluminenses, é um reflexo do que a escritora Bianca Santana, doutora em ciência da informação e mestra em educação pela USP, classifica como um genocídio da população negra no Brasil. Integrante da Uneafro Brasil e da articulação da Coalizão Negra Por Direitos, Bianca participou da live Ao Vivo Em Casa promovida pela Folha nesta quarta-feira (20) e criticou duramente a ação policial no Rio. “Imagina o seu filho, dentro da sua casa, brincando com os primos, e o Estado brasileiro abrir a porta e atirar na sua criança. Não é acaso, não é bala perdida, não é violência. É uma política deliberada do Estado brasileiro”, afirma. “Há um genocídio em curso no Brasil. ...

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    Bianca Santana (Foto: Natália Sena)

    Ecoa estreia blog da jornalista e escritora Bianca Santana

    Ecoa estreia nesta terça-feira (5) o blog da jornalista e escritora Bianca Santana. Semanalmente, a autora irá falar sobre negritude, com foco especial em mulheres negras e atenção aos fatos do noticiário e do debate público. "Estou meio desesperançosa com tudo o que estamos vivendo, mas sei que tenho muito a falar. A escrita de muita gente já me ajudou, e a minha também pode ajudar outras pessoas", disse ela. Bianca tem 35 anos e nasceu em São Paulo. É autora de "Quando me descobri negra" (Sesi Editora, 2015) e organizou coletâneas sobre gênero e raça. Foi convidada da Feira do Livro de Frankfurt em 2018 e da Feira do Livro de Buenos Aires em 2019, quando também foi curadora do Festival Literário de Iguape. Pela UNEafro Brasil, tem contribuído com a articulação da Coalizão Negra por Direitos. A jornalista também foi professora da Faculdade Cásper Líbero e da pós-graduação ...

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    Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL)

    Abusos provam que estamos por nossa conta

    Projeto brasileiro de extermínio da racialidade indesejada se escancara em situações como a vivida em Paraisópolis Por Bianca Santana e  Douglas Belchior, na Folha de S.Paulo    Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL) “Em nenhum outro momento do pós-abolição o projeto de extermínio da racialidade indesejada se tornou tão evidente no Brasil e com tamanho apoio ou indiferença social, expondo negras e negros a iniquidades sociais como chacinas, extermínios, genocídio, feminicídios e mortes preveníveis e evitáveis. Estamos por nossa conta”, afirmou Sueli Carneiro na mesa de abertura do 1º Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos, realizado nos dias 29 e 30 de novembro. A afirmação contundente ganhou materialidade na ausência de três militantes, que precisaram ficar nos territórios para enterrar nossos mortos. Na segunda (25), seu Vermelho, 89, líder do quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, foi assassinado a machadadas. Rose e Franciele, que participariam do encontro, ...

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    A jornalista Bianca Santana apoia a candidatura de Douglas Belchior (Foto: Caroline Lima)

    Nosso trono não será usurpado

    Mãe Hilda Jitolu, do Ilê Aiyê (Foto: Mario Cravo Neto/Divulgação Itau Cultural) Ao redor de bancos simples de madeira ou imponentes cadeiras de vime — tronos de mães de santo, foram estruturadas famílias que ofereceram proteção espiritual e articularam táticas materiais para que nossas ancestrais seguissem vivas. O poder negado pelo Estado às soberanas negras foi reverenciado no Candomblé. Há fotografias belíssimas dos tronos de Mãe Andresa, na Casa das Minas; Mãe Senhora, no Ilê Axé Opo Afonjá; Mãe Beata de Yemanjá, no documentário Fio da memória, de Eduardo Coutinho. Obrigada, Alex Ratts, por compartilhar referências. A cadeira-trono da tal festa é ícone do poder preto desde os Panteras Negras. E é muitíssimo bem empregada em cenas de Elza Soares, Mãe Hilda Jitolu, do Ilê Aiyê, no curta Kbela, de Yasmin Thayná. Como escreveu o antropólogo Hélio Menezes, curador da recente exposição Histórias afro-atlânticas: “O símbolo é forte demais, negro demais, ...

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    A jornalista Bianca Santana apoia a candidatura de Douglas Belchior (Foto: Caroline Lima)

    “Literatura de mulheres negras pode criar outro mundo possível”, diz Bianca Santana

    Convidada do No Jardim da Política da última quinta-feira (31), a escritora e cientista social Bianca Santana refletiu sobre o espaço de mulheres negras no mercado editorial brasileiro. Por Guilherme Henrique, do Brasil de Fato  Jornalista Bianca Santana (Foto: Caroline Lima) Autora do livro "Quando me descobri negra", publicado em 2015 pela editora Sesc, a obra foi premiada na categoria Ilustração, realizada por Mateus Velasco. Além disso, ela está escrevendo a biografia da ativista e filósofa Sueli Carneiro, que será lançado neste ano pela Companhia das Letras. Confira alguns trechos da entrevista: Brasil de Fato: Como você acha que seu livro impactou outras pessoas que também se descobriram negras a partir dessa leitura? Bianca Santana: Ele é um livro de pequenos relatos, com histórias bem cotidianas, que se aproxima da crônica, em que eu não nomeio a situação como racista, mas eu vou contando episódios que muitas pessoas ...

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    “Trabalhar a literatura de Carolina Maria de Jesus foi imprescindível para descolonizar olhares”

    Silene Barbosa mergulhou na história da escritora negra Carolina Maria de Jesus para trazer aos quadrinhos a vida de uma catadora de papel da periferia de São Paulo que realizou uma das mais importantes obras literárias brasileiras, “Quarto de Despejo”, livro traduzido em 13 idiomas e distribuído em 49 países. O HQ “Carolina” foi indicado, em 2017, ao Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, e Sirlene foi a primeira quadrinista negra indicada à premiação. Os diálogos nos quadrinhos ganham ainda mais força com os traços do artista visual João Pinheiro. Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP, a professora de língua portuguesa revela nesta entrevista à coluna Geledés no debate que sua inspiração para escrever o livro veio de um momento em sala de aula, em que meninas negras não se identificaram com as princesas da literatura. Sirlene não está sozinha como inspiração para as ...

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    Espelho das iabás

    A literatura de Conceição Evaristo como defesa e processo de autorreconhecimento da mulher negra Por Bianca Santana Enviado para o Portal Geledes Um dia, agora ela já sabia qual seria a sua ferramenta, a escrita. Um dia, ela haveria de narrar, de fazer soar, de soltar as vozes, os murmúrios, os silêncios, o grito abafado que existia, que era de cada um e de todos. Maria-Nova um dia escreveria a fala de seu povo. Conceição Evaristo, em Becos da Memória “Oiá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum” Reginaldo Prandi, em Mitologia dos Orixás Iabás, na tradição iorubá, são as orixás femininas. As mais conhecidas no Brasil são Iemanjá, Oxum, Oiá-Iansã, Nanã. Cada uma delas representa uma força da natureza; tem poderes, características e instrumentos próprios. Duas possuem espelhos: Oxum, senhora das águas doces, dona da vaidade, da fertilidade e do ouro, e Iemanjá, dos mares e oceanos, mãe dos orixás e ...

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    Em 2025 comemoraremos as mudanças que começam aqui e agora

    Em 2025 comemoraremos a primeira década de significativa redução de desigualdade social no Brasil. Nossa sociedade mais igualitária será, evidentemente, mais segura, com índices baixos de violência às pessoas e ao patrimônio. Seremos destaque em raknings de qualidade de educação, acesso aberto ao conhecimento, empregabilidade, preservação ambiental, saúde e igualdade de gênero. Por Bianca Santana, do Brasil Post O racismo, combatido por inúmeras políticas públicas e privadas, será uma vergonha constantemente encarada, mas muito menor que nas décadas anteriores. Teremos conseguido coibir o genocídio de jovens negros nas periferias brasileiras depois de desmilitarizar a polícia e investir, seriamente, em políticas reparadoras. Povos indígenas terão garantido o acesso à terra e à preservação de sua vida e cultura. Serão estudados, de forma detalhada e aprofundada, em toda a educação básica. Pessoas do campo terão modos de vida tradicionais respeitados e valorizados, a agricultura familiar e ecológica será a principal fonte de abastecimento ...

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