sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: #BlackLivesMatter

    Detalhamento dos óbitos

    Detalhamento dos óbitos

    Por: Edson Lopes Cardoso O que fizeram os jovens negros para merecerem um castigo tão extremo - a pena de morte? A pergunta tem que ser formulada desta maneira, porque numa sociedade sem racismo os culpados são os assassinados e sua conduta delituosa.   Por que temos tanta dificuldade para reagir diante dessa desumanidade? Séries estatísticas divulgadas com regularidade impressionante pela mídia, com base em fontes as mais diversas, são a expressão de uma tendência social que não deixa margem a dúvidas. Como disse Nélson Rodrigues numa crônica famosa: "nós não gostamos de negros". Demonstramos nossa verdade existencial mais profunda quando torturamos e matamos adolescentes criminalizados.   De outra forma, morre-se também nos baixos desvãos do poder. Após quase vinte anos de diálogo institucional, preferimos a adulação, a anulação do caráter, o oportunismo individualista. Preferimos o auto-elogio, as referências hipócritas ao "massacre de Sharpeville" em ritos e cerimônias cujo caráter ...

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    mapaviolencia

    O mapa da violência racial

    Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa O Estado de S.Paulo é o único dos grandes jornais brasileiros a dar atenção ao Mapa da Violência 2010 em sua edição de papel, na quarta-feira (31/3), embora outros órgãos da imprensa tenham publicado reportagens sobre o assunto em suas edições online de terça (30). O estudo, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, informa que o Brasil teve, em dez anos, mais de 512 mil assassinatos. A situação melhorou nas grandes cidades nos últimos anos, mas vem piorando no interior do país. Os últimos dados compilados, referentes ao ano de 2007, dizem que 117 brasileiros são assassinados todos os dias. O trabalho realizado pelo Estadão em cima das estatísticas tem maior importância do que as reportagens mais ou menos apressadas publicadas na internet pelos concorrentes porque trata de esquadrinhar os números para mostrar certas características perversas da distribuição da violência na sociedade ...

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    mapaviolencia

    Mapa da violência 2010 – Anatomia de Homicídios no Brasil

    Criada no início do processo preparatório da III Conferência Mundial contra o Racismo, essa lista tem como objetivo estabelecer um canal de informação entre as mulheres negras organizadas e a comunidade negra em geral. Serão discutidas questões relacionadas às discriminações de gênero, raça e classe, bem como outros temas de interesse desse comunidade. Utilizando recursos disponíveis na internet, esperamos propiciar um ambiente de trocas de opiniões, planejamento de ações e discussão de políticas públicas para a população negra. Fazem parte dessa lista as organizações de mulheres negras e pessoas interessadas na discussão dos temas dentro de perspectiva feminista negra. Pedimos a compreensão de [email protected] no sentido de nos ajudar a manter essa importante ferramenta de comunicação dentro de seus propósitos originais {rsfiles path="Mapa-da-Violencia2010.pdf" template="default"}

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    genocidio da juventude negra

    Ata da primeira reunião ordinária da comissão de direitos humanos da segunda sessão legislativa da décima quinta legislatura

    Aos doze dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e quatro, às quatorze horas e trinta minutos, no Plenário José Bonifácio da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, realizou-se a Primeira Reunião Ordinária da Comissão de Direitos Humanos, da Segunda Sessão Legislativa da Décima Quinta Legislatura, presidida pelo senhor deputado Renato Simões. Presentes os senhores deputados Maria Lúcia Prandi, Rosmary Corrêa, Edson Aparecido (efetivos), Ana do Carmo e Marcelo Cândido (substitutos). Presentes ainda os senhores deputados Conte Lopes, Edson Ferrarini, Nivaldo Santana, Ubiratan Guimarães e Vaz de Lima, acompanhando os trabalhos da Comissão. Ausentes os senhores deputados Ítalo Cardoso, Roberto Alves, Havanir Nimtz, Giba Marson e Jorge Caruso. Os deputados Roberto Alves e Havanir Nimtz enviaram ofícios justificando as suas ausências. Havendo número regimental, o senhor presidente declarou aberta a reunião. Após, comunicou o objetivo da reunião: ouvir o depoimento de familiares e discutir os fatos que ...

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    latin-american

    Racial Violence: A reading on homicide data in Brazil

    In Observance of Human Rights Day 2009 "Embrace diversity end discrimination" Global Rights and the Institute of Black Woman - Geledes, from Brazil,  invite you  to share the findings of a two year project on racial profiling and police brutality against Afro Brazilian Youth. Racial Violence: A reading on homicide data in Brazil With Rodnei Jerico Da Silva, Director of the S.O.S project of Geledes and Suelaine Carneiro, Coordinator of the Research Department We hope that you will join us! This presentation will be in Portuguese, with simultaneous interpretation into English A light lunch will be provided Rodnei Jerico Da Silva is a lawyer,  He is the current coordinator of the S.O.S. racism project, a program that offers legal assistance to victims of racial discrimination. He has a graduate degree on human rights  from the University of Sao Paulo and he has a specialization of International Law from Columbia University. Suelaine ...

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    genocidio da juventude negra

    A violência racial no Brasil – Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

    Marcelo Yuka "Todo camburão tem um pouco de navio negreiro" O que há de comum entre um guerrilheiro vietcong em combate contra o exército norte-americano - o mais poderoso da Terra - na guerra do Vietnã, na década de 1960, e um jovem negro do Capão Redondo, periferia de São Paulo, hoje? Ambos morrem cedo, muito cedo, com vantagem para o guerrilheiro vietcong. Enquanto um combatente no Vietnã, enfrentando a maior potência militar do planeta, tinha uma expectativa média de vida de oito anos, o jovem negro do Capão Redondo não deve esperar viver mais do que cinco, a partir do momento em que passa a pertencer aos quadros dos soldados do tráfico. Os dados do antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, podem assustar ou soar alarmistas, mas o que fazem mesmo é dar uma idéia mais aproximada da realidade de que, apesar das aparências de paz, ...

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    Relatório Violência Racial é entregue ao ministro da Justiça Tarso Genro

      Suelaine Carneiro co-autora do Relatório Violência Racial - Uma leitura dos dados de Homicídio no Brasil, produzido pelo Programa de Direitos Humanos/SOS Racismo do Geledés entregou a publicação ao ministro na abertura da Etapa Estadual - São Paulo da 1ª. Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) realizada em 17 de julho último. Clique para saber mais sobre esse Relatório.    

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    Lançado relatório sobre Violência Racial

      Geledés Instituto da Mulher Negra e Global Rights Partner for Justice lançaram no último dia 30/6 o relatório Violência Racial: uma leitura sobre os dados de homicídios no Brasil. O estudo reúne e articula um conjunto de dados estatísticos, análises e pesquisas produzidas por diferentes fontes sobre mortes violentas no Brasil. Segundo Rodnei Jericó, autor do estudo e coordenador do Programa SOS Racismo, "diferentes fatores interagem na produção da violência letal mas a a cor é a única variável que está presente em todos os campos de análise. O racismo coloca negros no topo do ranking de vítimas de mortes violentas mas o perfil racial das mortes violentas no país continua silenciado nas reflexões e discussões sobre o tema. Com o relatório, procuramos fomentar ações de enfrentamento ao racismo que contribuam para a promoção do direito à vida dos negros brasileiros." O evento contou com a participação da Comissão ...

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    Convite: Violência Racial – Uma Leitura dos dados de Homicídio no Brasil

    O Geledés Instituto da Mulher Negra lança no próximo dia 30 o relatório: Violência Racial - Uma leitura sobre os dados de homicídio no Brasil. Uma realização: Geledés Instituto da Mulher Negra Programa de Direitos Humanos/SOS Racismo& Global Rights Partners for JusticePrograma América Latina Local: Hotel Boulevard São Luis, sala Macedo SoaresAv. São Luiz, 234 - República - São Paulo - SP data: 30/06/09horário: 14 às 18 hs. apoio: Fundação Ford

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    Violência Policial e Impunidade no Rio de Janeiro – O Caso Wallace de Almeida

      Em 13 de setembro de 2007 fez nove anos que Wallace de Almeida, um jovem negro de 18 anos, foi assassinado por policiais militares do estado do Rio de Janeiro e que sua família aguarda por justiça. São anos de frustração, expectativa e medo, mas sobretudo de esperança de que o Estado possa responder pelos atos arbitrários de seus agentes. 1. A execução de Wallace Almeida por Policiais Militares do Rio de Janeiro No dia 13 de setembro de 1998, há nove anos atrás, Wallace de Almeida, 18 anos, negro, recruta no quartel do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, morador do Morro da Babilônia (o mesmo em que foi filmado Tropa de Elite), passou a tarde de domingo, na casa da sua tia Rosilda. No fim do dia, pouco antes das 21 horas, Wallace decidiu voltar para sua casa descansar, pois precisava acordar muito cedo para se ...

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    A Banalidade do Mal: Racismo Institucional e Execução Sumária de Adolescentes Negros no Brasil – por Ana Paula Maravalho

    - Ana Paula Maravalho - Carlos Rodrigues Junior, 15 anos, Denis Henrique Francisco dos Santos, 13 anos e Djair Santana de Jesus, 16 anos, não se conheciam. As circunstâncias de suas mortes, no entanto, uniram estes adolescentes pelos laços de um parentesco que remonta à origem do Brasil, país que, em décadas nem tão remotas assim, orgulhava-se em se autodenominar "o país do futuro". Os adolescentes, respectivamente residentes em Bauru (SP), Recife (PE) e Salvador (BA) foram assassinados pela Policia Militar de seus Estados, nos meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008. Tinham em comum, além dos sonhos característicos desta faixa etária, o fato de serem negros e pobres, de estarem desarmados e de não oferecerem nenhum risco à policia no momento em que foram abordados. Carlos Rodrigues Junior estava em sua residência, na madrugada do dia 15 de dezembro de 2007, quando seis policiais militares (o tenente ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Não matem nossos jovens, por Sueli Carneiro

    Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Há poucos meses divulgou-se estudo, realizado pela Uniemp (Fórum Permanente Universidade-Empresa), fundação ligada à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo, que pela primeira vez estabeleceu relações entre aumento da criminalidade (em especial de roubos) e o desemprego. A preocupação dos pesquisadores foi identificar que modalidade de crime é afetada pelo desemprego e que tipo de desemprego afeta a criminalidade. A pesquisa buscou desvelar a relação entre aumento de criminalidade e estagnação econômica, desemprego e queda de renda; o nível de violência dos delitos versus o desespero econômico de quem os pratica. E concluiu que, em algumas das modalidades de crimes estudadas, como no caso de ataques a carros, o percentual de correspondência com o desemprego atinge 85%. Outros estudos apontam as ligações entre o desemprego de jovens e de pessoas de ...

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    O negro errado por Sueli Carneiro

    Somos, geralmente, um único ponto preto numa turma de formandos de ensino superior. Uma vitória que encerra, em cada caso, o resgate de gerações de seres humanos humilhados, condenados ao exercício de tarefas socialmente consideradas degradantes: cozinhar, lavar, passar, limpar a sujeira da casa grande. Capinar de sol a sol em troca da bóia-fria. Alguém escapa ao controle, vence o abandono social, as humilhações cotidianas, a profecia auto-realizadora do fracasso inevitável e, enfim, alcança o sonhado diploma, o suposto passaporte para a inclusão e mobilidade social. Por Sueli Carneiro Porém, o mesmo Estado do abandono encarrega-se de executar os sonhos. Negro morre na praia. Morre de morte matada pelas mãos do mesmo Estado que trata como uma condenação a priori o nascer negro. Assim se deu com Flávio Ferreira Santana, o jovem dentista negro recém-formado que recusou, que ironia, o pedido de sua ex-noiva para ir trabalhar nos EUA, por ...

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    (Foto: Marcus Steinmayer)

    Genocídio por Sueli Carneiro

    O relator especial da Comissão de Direitos Humanos da ONU para a Alimentação, Jean Ziegler "botou a mão em cumbuca", ao declarar que há uma guerra social no país, que a fome no Brasil é genocídio e que Brasil e Africa do Sul são os campeões das desigualdades no mundo.  Paulo Sérgio Pinheiro, secretário da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, considerou que: "o uso do termo guerra social é inadequado, mas o emprego do termo genocídio é mais do que isso, é inaceitável."A reação do secretário me fez voltar aos dicionários, para rever o significado do termo genocídio. Por Sueli Carneiro No dicionário de Antônio Houaiss consta ser genocídio, o "extermínio deliberado, parcial ou total de uma comunidade, grupo , racial, religioso"; (...) e sua "submissão a condições insuportáveis de vida". Em sendo assim, do que então Jean Ziegler poderia estar falando ? Há uma pista. Diz ele, que apresentará ...

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