quinta-feira, julho 9, 2020

    Tag: Colonialismo

    blank

    Racismo em Português, o lado esquecido do colonialismo

    Mais do que fazer julgamentos sobre se o que as pessoas contaram estava certo ou errado, interessou ouvir o que os africanos sentem e como olham para a discriminação racial exercida pelos portugueses durante o colonialismo, que cicatrizes permanecem. Pré-publicação. Por JOANA GORJÃO HENRIQUES, do Público  Quando me perguntam por que razão me interesso pelas questões raciais, costumo responder com uma frase: «Cresci com alguns colegas negros na primária, um ou dois no liceu, e nenhum na universidade.» Nessas carteiras de escola ouvi sempre a mesma versão da história do colonialismo, ensinada pelos portugueses. Mesmo quando havia crítica, apresentava-se Portugal como «bom colonizador»: um colonizador que se misturou com as populações, que nunca exerceu sobre os povos colonizados a violência que outros colonizadores exerceram. Raramente visto como um sistema racista, o colonialismo português não era questionado como tal. Prova disso é que os portugueses continuam a falar de si próprios enquanto ...

    Leia mais
    blank

    As marcas urbanas da violência colonial

    Porque hoje é 13 de maio, uma data de luta contra as marcas da violência colonial arraigadas nas estruturas e nos territórios brasileiros Do Andréia Moassab, Joice Berth e Thiago Hoshino, do Gazeta do Povo  Retrato de Enedina Alves Marques, a primeira mulher engenheira do Brasil, que trabalhou no conjunto de edificações do Centro Cívico de Curitiba. Imagem é do acervo do historiador Sandro Luis Fernandes. Henri Milleo/ReproduçãoI/Gazeta do Povo A raça, embora seja conceito biologicamente superado, continua a operar como critério de classificação dos sujeitos e a estruturar a distribuição do poder no sistema capitalista. Convertido no pós-abolição em construção social legitimadora da exploração da mão-de-obra dita “livre”, o racismo sobreviveu mesmo à derrocada das premissas eugênicas em voga no mundo “científico” da virada do século. Assim é que, enquanto processo de produção de identidades políticas e contrastivas, atravessa a classe e o gênero, constituindo-se fator fundamental para compreender a ...

    Leia mais
    blank

    “O colonialismo ainda está conosco”, diz Helon Habila

    Atração da Flica 2015, autor nigeriano fala sobre a exploração de países pobres e alerta sobre necessidade de mudar a forma como nos vemos Por Marsílea Gombata Do Carta Capital De que vale a independência dos países se nossos líderes ainda se rebaixam às ordens de organismos internacionais – do Fundo Monetário Internacional às agências de risco–, nossas populações parecem sucumbir às exploração de recursos naturais e miramos a Europa ou os Estados Unidos como norte? Uma das vozes mais críticas à realidade da Nigéria hoje, o escritor Helon Habila lembra que tanto países da África quanto da América Latina precisam reescrever sua história e modificar a forma como veem a si mesmos. “Para controlar um povo, primeiro se controla a sua história. A maior parte da nossa história atual foi escrita pelas potências coloniais, e elas nos dizem que somos fracos, ignorantes e indefesos”, critica em entrevista àCartaCapital. Atração da ...

    Leia mais
    blank

    As Vênus negras

    Em livro, pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba disseca o discurso que envolve a beleza negra por Ana Ferraz no Carta Capital Saartjie, “pequena Sara”, nasceu na África do Sul em 1789. Nunca se soube seu nome de batismo. Com 1,35 de altura e pertencente à etnia Khoisan, considerada a mais antiga estabelecida na parte meridional da África, aos 10 anos ela foi adotada por uma família de agricultores holandeses, os Baartman, de quem herdou o sobrenome e uma vida de servidão e crueldade. Saartjie pertencia ao povo Hotentote, cujas características físicas tornaram-na objeto de exibição em circos, feiras, teatros ou onde houvesse um bando de curiosos ávidos por conhecer uma “selvagem”. Como outros representantes de seu povo, Saartjie tinha lábios vaginais hipertrofiados e acúmulo de gordura nas nádegas. A Vênus Hotentote, como passou à posteridade, era exibida nua numa jaula, acorrentada para acentuar seu suposto caráter animalesco. No recém-lançado História da Beleza Negra no ...

    Leia mais
    blank

    África: o agronegócio é a nova versão do colonialismo

    Os países do G-8 querem assumir a terra do continente africano, exportando suas tecnologias e ignorando qualquer conhecimento agroecológico. Por Najar Tubino, da Carta Maior, no Revista Fórum  Os 53 países da África tem uma população de 1,111 bilhão de habitantes, sendo que 863 milhões moram na África Subsaariana – 34 países -, e 539 milhões continuam vivendo no campo. Mais de 90% são agricultores familiares, que as instituições internacionais insistem em qualificar de pequenos agricultores sem recursos. Além disso, 75% dos que trabalham e vivem da agricultura são mulheres, outro dado negligenciado pelas agências internacionais, como a USAID dos EUA, que está envolvida na maioria dos projetos de cooperação no continente africano. O próprio G-8 definiu há dois anos uma estratégia até 2022, para retirar 50 milhões de pessoas da situação de fome. Uma hipocrisia que de tempos em tempos os governantes ricos do planeta transformam em anúncios pomposos ...

    Leia mais
    O novo colonialismo: Terceiro mundo é vendido aos pedaços

    O novo colonialismo: Terceiro mundo é vendido aos pedaços

    Por Eduardo Araia Em janeiro de 2009, Madagascar – ilha na costa leste da África famosa por ser o lar dos lêmures – foi abalada por manifestações contra o governo do presidente Marc Ravalomanana. Mais de 170 pessoas morreram antes que ele renunciasse. Entre as malfeitorias de que o presidente era acusado estava um negócio pelo qual o conglomerado industrial sul-coreano Daewoo arrendaria por 99 anos 1,3 milhão de hectares de terras malgaxes (13 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quase metade do solo arável do país e a pouco menos de 60% da área de Sergipe) a fim de plantar milho e dendê. Detalhes adicionais: a maior parte das terras negociadas é "primitiva" – em outras palavras, floresta tropical intocada – e o retorno para a população local viria apenas por meio da criação de um limitado número de empregos na Daewoo. Uma das primeiras medidas do novo presidente, ...

    Leia mais
    Investigadora defende criação de comissões de verdade para abordar questão colonial

    Investigadora defende criação de comissões de verdade para abordar questão colonial

    A 9.ª edição do congresso, com o tema "África Hoje", tem como objetivo encontrar "outros olhares e versões sobre África", um "continente muito complexo e não homogéneo"  A investigadora Maria Paula Meneses defendeu hoje a criação de comissões de verdade e reconciliação que abordem a questão colonial, assim como a criação de um projeto de interconhecimento dinamizado pela comunidade dos países lusófonos. "É necessário compreender o impacto colonial e as violências que a história esconde", defendeu Maria Paula Meneses, investigadora da Universidade de Coimbra, considerando que "as raízes dos problemas atuais são em parte resultado de conflitualidades do passado". A História "é uma questão muito sensível", mas seria importante abordar "a relação colonial, que foi um momento de violência brutal", sublinhou. "Houve ali intervenções profundas que marcaram o continente", frisou Maria Paula Meneses, que é também uma das organizadoras do Congresso Ibérico de Estudos Africanos, que terá lugar em Coimbra, ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    O fim do azulejo, um ícone belo e antigo de arte decorativa

    Na semana passada, no Antiquário Azulejos – rua de Santaninha, 258, São Luís (MA) –, soube que não há mais fabricantes de azulejos no Brasil há uns dez anos e que, de lá para cá, comercializavam sobra de estoque, mas agora acabou! Insisti. A moça que me atendia foi breve: “Só há um jeito de comprar azulejos da linha colonial (antigos) e/ou azulejos fora de linha (fabricados há uns 20 anos), que é em antiquário/cemitério de azulejos, em quantidade pequena e a um preço bem salgado”. Repeti: “Quero nove metros de azulejos de várias cores: branco, amarelo, azul, vermelho, preto e verde para revestir uma lavanderia com uma arte em azulejos quebrados”. Após dois dias acessando sites e telefonando, a resposta foi igual nas lojas de material de construção: “Senhora, não temos, não se usa mais, saiu de moda! Agora só porcelanato, bem mais barato!”. Senti minha velhice ali. E ...

    Leia mais
    colonialismo e racismo

    Colonialismo e racismo: a invenção do selvagem no Ocidente

    colonialismo e racismo Da esquerda para a direita bustos de um ingles um chines um brasileiro e um norte africano na exposicao zoologico humano uma invencao do selvagem na franca A exposição "A invenção do selvagem" em Paris mostra como o sistema colonial usou e abusou de povos do mundo inteiro. São histórias de homens mulheres e crianças exibidos publicamente como coisas bizarras ou monstruosas. O ex-jogador de futebol francês Lilian Thuram é um dos comissários da exposição.

    Leia mais
    Revolução burguesa e colonialismo

    Revolução burguesa e colonialismo: uma visão marxista para a questão negra

    Na transição do feudalismo ao capitalismo, a aristocracia começa a deteriorar seu poder em meio a fraqueza que representa o trabalho servil na terra, e estabelece uma forma de poder totalmente dependente da aliança com a burguesia, baseando-se no incentivo ao mercado colonial como elemento competidor fundamental para o poder da nação. Tal processo que se deu na França, Inglaterra, Portugal e Espanha, foi o princípio fundador do surgimento das colônias. A burguesia começa a enriquecer bastante e a estabelecer um círculo de domínio territorial e econômico que enfraquece a cada dia mais o poder local (nobreza) e o poder universal do papado, dividindo de forma concreta as nações com base na relação material da divisão de colônias e de centros de exploração. A aristocracia passa a se desenvolver totalmente dependente do mercado criado e sustentado pela burguesia, sendo apenas uma financiadora cada vez mais desnecessária frente a alta acumulação ...

    Leia mais
    Pete Souza/The White House

    Uma nova ordem econômica mundial, sem colonialismos, guerras. O que importa para os negros e negras brasileiros?

    por Sérgio Martins Em 2009, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama conclamava sua nação para construção de uma nova ordem econômica a partir de cinco pilares: reforma da regulação do sistema financeiro; investimento em educação para preparar a força de trabalho para o século 21, investimento em energia e tecnologia renovável; investimento no sistema de saúde para reduzir os gastos de famílias e empresas, e restauração da disciplina fiscal quando a economia se recuperar. Obama alertava a sociedade americana e global sobre a necessidade de mudanças nas bases da sua economia doméstica e nas entrelinhas afirmava que entraríamos em um período de grande turbulência. Agora assistimos uma crise mais profunda da economia americana, com lastro na dívida pública e um abalo na credibilidade dos investidores quanto á capacidade da maior potência do mundo continuar puxando a locomotiva do capitalismo. A maior nação bélica do planeta amarga com a falta ...

    Leia mais
    Venus Negra

    ‘Vênus negra’ aborda colonialismo e racismo na Europa

    Filme conta história real de sul-africana explorada como atração de circo. Atuação da atriz cubana Yahima Torres é o destaque do longa-metragem. Sem nenhuma pretensão a ser didático, "Vênus negra", o contundente novo drama do tunisiano radicado na França Abdellatif Kechiche ("O segredo do grão") atravessa uma série de temas — o colonialismo, o racismo e o machismo, os mais evidentes. Que a história, apesar de ambientada no início do século 19, tenha tanta ressonância numa Europa que ergue barreiras crescentes aos imigrantes, não é mera coincidência. Ao centro do filme, roteirizado pelo próprio Kechiche e Ghalia Lacroix, há uma personagem real cuja biografia é repleta de pontos obscuros. Pelas próprias características de sua vida curta e oprimida, nunca se saberá tudo sobre a sul-africana Saartje Baartman (a impressionante estreante cubana Yahima Torres). Suas formas mais do que generosas, que lhe valeram o apelido de "Vênus hotentote", falaram mais alto ...

    Leia mais
    o-grito-do-ipiranga-quadro-de-pedro-americo-1888-museu-do-ipiranga-sp1

    As dores do pós colonialismo

    - Folha de S.Paulo 11 de Agosto de 2006 - Boaventura de Sousa Santos Cento e oitenta quatro anos depois, o Brasil parece finalmente estar a passar do período da pós-independência para o período pós-colonial. A entrada neste último período dá-se pela constatação, discutida na esfera pública, de que o colonialismo, longe de ter terminado com a independência, continuou sob outras formas mas sempre em coerência com o seu princípio matricial: o racismo como uma forma de hierarquia social não intencional porque assente na desigualdade natural das raças. Esta constatação pública é o primeiro passo para se iniciar a viragem descolonial, mas esta só ocorrerá se o racismo for confrontado por uma vontade política desracializante firme e sustentável. A construção dessa vontade política é um processo complexo mas tem a seu favor, não só um punhado de convenções internacionais, como também e, sobretudo, a força política dos movimentos sociais protagonizados ...

    Leia mais
    Foto: Marcus Steinmayer

    Aliança de parentesco

    Um ato político de grande simbolismo marcou a I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres ocorrida de 15 a 17 de julho passado em Brasília por iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Foi a criação da Aliança de Parentesco, que resultou da convocação feita por Dirce Veron, presidente do Conselho Nacional das Mulheres Indígenas, das mulheres negras presentes naquela conferência. por Sueli Carneiro Uma convocação para uma parceria política fundada na semelhança dos processos históricos, que submeteu igualmente povos indígenas e africanos e seus descendentes. Uma Aliança de Parentesco que decorre da invenção desses gêmeos históricos paridos pelos mesmos mecanismos de opressão e espoliação colonial. Gêmeos históricos igualmente degradados e lançados à condição de seres humanos inferiores, que se perpetua no presente. Índias e negras, herdeiras do maior ônus desse processo, reconhecem nessas condições históricas de exploração e exclusão de base étnica e racial o alicerce ...

    Leia mais
    Página 2 de 2 1 2

    Últimas Postagens

    blank

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist