Tag: eleições

Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Contra retrocesso em leis eleitorais e pelos direitos das mulheres negras

Na última semana, o Congresso Nacional entrou em recesso em meio a muitas polêmicas e uma enorme incerteza às vésperas do período onde se pode aprovar legislações que passem a valer para as próximas eleições, em 2022. Em poucos dias, nós fomos do absurdo debate a respeito do voto impresso, a aprovação pelo Senado de uma lei de violência política de gênero que apesar de ter sido apresentada como um avanço, excluiu categoricamente mulheres transsexuais e travesti de sua classificação de violência, até a aprovação de um Fundo Partidário de valor bilionário, distritão e muito mais. Trata-se de uma "reforma" e para começar esse texto quero fazer uma referência à palavra reforma no contexto que a maioria de nós conhecemos. Reforma de casa. Nas últimas semanas me mudei e tive que fazer pequenas reformas na casa que estava deixando. Arrumei uma goteira na pia do banheiro, consertei um problema na ...

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Foto: Heloise Hamada/G1

Horário eleitoral deve ser proporcional para candidatos negros, propõe FGV ao TSE

Dividir o tempo do horário eleitoral (TV e rádio) de forma proporcional a quantidade de candidaturas de pessoas negras e divulgar a composição racial e de gênero de filiados e diretórios de partidos são algumas das propostas lançadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas) em documento apresentado nesta quinta-feira (24). As propostas serão lançadas no evento "Diversidade & Eleições: como o Direito Eleitoral pode ser aprimorado para enfrentar barreiras de acesso às candidaturas negras, trans e travestis no Brasil", transmitido no canal do YouTube da instituição, às 10h.​ A nota técnica, que será enviada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), contém resoluções e análises sobre violência política e outras questões que influenciam no processo de candidaturas de pessoas trans e negras no país. Além disso, traz também a avaliação de que cabe às siglas promover e incentivar a participação de pessoas autodeclaradas transgênero na política nacional. O texto foi elaborado pela Clínica ...

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Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Pela 1ª vez neste século, 264 municípios do país terão prefeitas, sendo 33% negras

Em 264 municípios brasileiros, pela primeira vez neste século uma mulher foi eleita prefeita, 98% deles com menos de 100 mil habitantes, segundo levantamento da Folha com dados da eleição municipal deste ano. Dentre essas eleitas, 33% são negras, somando as autodeclaradas pardas (83) e pretas (5). Neste ano, 652 mulheres foram eleitas para os Executivos municipais, o que representa 12% do total de prefeitos eleitos. Desse número, 32% são negras, sendo 199 pardas e 10 pretas. Em relação a 2016, o quadro se manteve estável, apesar da reserva de 30% dos recursos públicos de campanha para mulheres a partir de 2018. Das 383 que tentavam reeleição, 32% conseguiram. Para a cientista política Flávia Biroli, professora da UnB (Universidade de Brasília), o número de eleitas para o Executivo é muito ruim. De 5.568 cidades brasileiras, 60% nunca tiveram uma prefeita mulher, apesar de elas representarem 52% da população. “Está muito ...

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Logo Uneafro (Foto/Reprodução/Uneafro )

Organizações do movimento negro publicam manifesto em apoio a Boulos em SP

Organizações do movimento negro lançaram um manifesto em apoio à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL), que disputa o segundo turno contra Bruno Covas (PSDB) em São Paulo. Entre os signatários estão grupos como Educafro, Uneafro Brasil, Movimento Negro Unificado e Marcha de Mulheres Negras de SP. "Nós, população negra organizada, mulheres negras, pessoas faveladas, periféricas, LGBTQIA+, que professam religiões de matriz africana, quilombolas, pretos e pretas com distintas confissões de fé, moradoras e moradores da cidade de SP, manifestamos nosso apoio à candidatura de Guilherme Boulos e Luiza Erundina e à urgência em derrotar o PSDB genocida e o bolsonarismo na cidade de São Paulo", diz trecho do manifesto. O site da Uneafro publicou o manifesto na íntegra e links para grupos de apoio no WhatsApp. Painel Editado por Camila Mattoso, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Mariana Carneiro e Guilherme Seto. Fonte: Folha de S. Paulo, por ...

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Quilombo Periférico, eleito para a Câmara de SP, é formado por seis integrantes — Foto: Reprodução/ Facebook

O avanço dos mandatos coletivos

A cidade com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país tem uma história política dominada pelo conservadorismo. Em 2018, São Caetano do Sul, no Estado de São Paulo, chegou a dar 70% dos votos para Jair Bolsonaro em algumas de suas sessões eleitorais. Neste ano, a disputa pela Prefeitura se deu entre forças políticas da direita tradicional na região, vencida pelo PSDB. Diversamente de outras cidades do ABC paulista, São Caetano nunca foi governada pelo PT. Foi exatamente nesse cenário pouco propício às esquerdas ou à defesa dos direitos sociais que a terceira candidatura mais votada foi a do coletivo Mulheres por Direitos, do PSOL. Três jovens combativas, Bruna Chamas Biondi, Fernanda Gomes e Paula Aviles, receberam 2101 votos, ultrapassando velhos dirigentes da política local. O mais votado de São Caetano integra o PSDB, partido do Prefeito, e obteve 3008 votos. A máquina eleitoral da direita e os ...

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A nossa única opção é mudar o mundo e não faremos isso sozinhas ou mal acompanhadas - Marcello Casal Jr. / Fotos Públicas

No dia da consciência negra, precisamos falar sobre eleições municipais

Nós, mulheres negras, ainda somos minoria na política. Este quadro reflete a desigualdade e o racismo que nos coloca em uma maioria de pessoas sem acesso a direitos. No Rio de Janeiro, elegemos duas mulheres negras de esquerda, Tainá de Paula (PT), a mais votada neste campo político, e Thais Ferreira (Psol). Homens brancos seguem confirmando e protegendo os seus privilégios também no processo eleitoral. Em âmbito nacional, o perfil médio do eleito é homem, branco, casado, com ensino médio completo e média de idade de 44 anos, segundo levantamento do portal G1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dentre os mais de 58 mil eleitos para as Câmaras municipais, 84% são homens e 16% mulheres. Um resultado vergonhoso em termos de paridade que deveria preocupar seriamente os partidos políticos comprometidos com a democracia para além da retórica. Esses dados não informam outros padrões que sabemos que existem, como ...

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A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto: Marcus Steinmayer)

Mulheres negras e poder: um novo ensaio sobre as vitórias

Em respeito às mais velhas, peço licença, agradeço e me pergunto: por onde andavam todos vocês, que não estavam lendo e ouvindo Sueli Carneiro? Em 2009, Sueli Carneiro (filósofa, escritora e ativista) escreveu um ensaio intitulado “Mulheres negras e poder: Um ensaio sobre a ausência”, afirmando que, infelizmente, a relação entre as mulheres negras e o poder era inexistente. Sueli não tratava apenas da ausência pela baixa representação, falava sobre aquelas mulheres negras que, mesmo presentes na institucionalidade, foram interrompidas por questões advindas da das discriminações de raça e de gênero. As políticas Matilde Ribeiro (Ex-ministra da SEPPIR) e Benedita da Silva (Ex-governadora, atual deputada federal, que também disputou a prefeitura do Rio, ficando em quarto lugar), estavam entre elas. Na descrição cirúrgica dos episódios, Sueli Carneiro tratou em seu texto sobre a violência política de gênero e raça sofrida por essas mulheres e como, ontologicamente, se vinculam as mulheres ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

A violência política contra parlamentares negras

Somos seis mulheres negras parlamentares. Enquanto você lê este artigo, é provável que uma de nós, ou uma de nossas companheiras, esteja sendo alvo de algum tipo de agressão. A sub-representação de mulheres negras nos espaços de poder e nos processos eleitorais tem como causa as incontáveis práticas de violência política, que se apresentam como barreiras antes mesmo de sermos candidatas e se mantêm durante processos eleitorais e após sermos eleitas. Somos intimidadas em todas as instâncias. A brutalidade a que nós somos submetidas não tem sutilezas. Vai de “piadas” infames e provocações, passando por intimidações, ataques virtuais e até ameaças graves, como a que levou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) a pedir proteção à ONU. Carregamos ainda a dor pelo assassinato atroz da vereadora Marielle Franco e o silêncio desmedido sobre quem mandou matá-la e por quê. É precisamente essa a definição de violência política: atos sistêmicos com ...

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Edson Cardoso, professor e jornalista | Foto: Sergio Silva/Ponte Jornalismo

O Real – Dois Extremos

Em meio à grande violência policial contra negros e pobres, o PT-BA apostou numa major da PM como candidata à prefeitura de Salvador. A menos de dez dias da eleição, um crítico de cinema, João Paulo Barreto, divulgou o artigo “Força assassina”, no Caderno2 do jornal “A Tarde” (edição de 6/11/2020, p. B7). A população de Salvador é testemunha cotidiana dessa força (fúria) assassina e inúmeros episódios poderiam aqui ilustrá-la. A coluna de Barreto trata do documentário “Sem descanso”, dirigido por Bernard Attal, que está sendo exibido em duas salas de Salvador. Segundo ainda a coluna de Barreto, Attal é francês e vive no Brasil desde 2005. Não vi ainda o documentário, não me atrevo a tanto em meio a uma pandemia. Mas a resenha de Barreto chamou a minha atenção e gostaria de poder ver o documentário, assim que as condições permitirem. A violência registrada por Attal, facilmente visualizada, ...

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Líder do maior quilombo do Brasil, Vilmar Kalunga foi eleito prefeito em Cavalcante (GO) (Foto: Arquivo Pessoal)

Maior quilombo do Brasil elege pela 1ª vez o prefeito de cidade de Goiás 

A eleição de Vilmar Souza Costa (PSB), 40, para prefeito de Cavalcante (GO) no último domingo (15) guarda alguns marcos históricos: conhecido como Vilmar Kalunga, ele foi o primeiro representante do maior quilombo do Brasil a conquistar um cargo eletivo e, neste ano, foi o único quilombola a conquistar uma prefeitura no país —antes dele, houve apenas um caso, em Açucena (MG), em 2012. Em Cavalcante, apesar de corresponder à maioria da população local, a comunidade Kalunga ainda não havia conseguido eleger um prefeito. Ele estima que os quilombolas correspondem a 80% dos moradores da cidade —que tem 9.725 habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O prefeito eleito disse ao UOL que foi preciso conscientizar a população para romper estigmas históricos que ainda colocam os quilombolas na incômoda posição de "bons para votar, não para serem votados". Para ele, isso é fruto da herança histórica ...

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Caroline Dartora será a primeira negra a ocupar uma cadeira de vereadora em Curitiba (Foto:  Joka Madruga/Divulgação)

Celebrando avanços, ONG lança plataforma sobre mulheres na política

As eleições municipais deste ano foram marcadas sobretudo pela pluralidade de mulheres que conseguiram alcançar cargos políticos. De acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 25 mulheres transexuais foram eleitas no Brasil nesse pleito. O número representa um aumento de 212% em relação às candidaturas eleitas em 2016. As mulheres negras também estão em destaque nestas eleições. Em Porto Alegre, Karen Santos (PSOL) foi a vereadora mais votada da capital gaúcha, e no Recife, Dani Portela (PSOL) também ficou em primeiro lugar entre os candidatos à Câmara Municipal. Entre as capitais, Curitiba se destacou por ter eleito sua primeira vereadora negra, Carol Dartora (PT). Para a mestre em ciências sociais e uma das quatro diretoras do Instituto Alziras, Michelle Ferreti, "essas candidaturas abrem espaço para que outras mulheres negras e transexuais cheguem a cargos políticos. Temos muito a comemorar, mesmo que em termos de paridade esses números ...

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Quilombo Periférico, eleito para a Câmara de SP, é formado por seis integrantes — Foto: Reprodução/ Facebook

Eleições 2020: Quilombo Periférico levará para a Câmara Municipal de SP a tradição de se aquilombar

Com uma campanha abraçada por diversos setores da sociedade civil, como o movimento negro, educação popular e cultura periférica, a Chapa Quilombo Periférico levará para a câmara Municipal de SP a cultura de se "aquilombar". "Isso não é um projeto só de São Paulo. Isso é um projeto de nação de um povo. É muito importante que as pessoas entendem que quando a gente fala aquilombe-se é para se aquilombar. É para abrir esse gabinete para as pessoas saberem como funciona. É para politizar e trazer consciência e socialização da política para o nosso povo e para nossa quebrada", explica Alex Barcelos, um dos integrantes do mandato coletivo. A chapa Quilombo Periférico é composta por moradores de territórios periféricos localizados no Jardim São Luís, Campo Limpo, Sapopemba, "Esse é um mandato que tem cor, ancestralidade e raiz"Guaianases, Cidade Tiradentes e Centro. Esse é um mandato que tem cor, ancestralidade e ...

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FOTO: ARQUIVO/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL). Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11. O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal. A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será ...

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A deputada-federal Luiza Erundina (PSOL-SP) (Foto: Arquivo pessoal )

Candidata à vice-prefeita de SP, Erundina tem pressa: “A velhice não impede o sonho”

Luiza Erundina viveu para a política. Ou melhor, "tem vivido", ela mesma corrige. Aos 85 anos, a então deputada federal por São Paulo pelo PSOL é pré-candidata na chapa do mesmo partido com o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos à prefeitura da maior cidade da América do Sul. Aceitou a empreitada primeiro porque era condição de Guilherme para se lançar à disputa, depois porque tem pressa em mudar as coisas. A atual situação do país, segundo ela, "sob uma ditadura fruto de uma eleição democrática", a empurra em seguir trabalhando no que nasceu para fazer, "política". São 50 anos como moradora de São Paulo e 64 a serviço da gestão pública – seu primeiro emprego na área foi aos 24 anos, como diretora de Educação e Cultura da Prefeitura de Campina Grande. Nascida em Uiraúna, sertão paraibano, perdeu as contas das madrugadas em que migrou ...

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O quilombola Vilmar Kalunga foi eleito prefeito de Cavalcante, GO — Foto: Reprodução/Facebook

Cavalcante elege primeiro prefeito quilombola da cidade

Vilmar Souza Costa, conhecido como Vilmar Kalunga, será o primeiro prefeito quilombola da cidade de Cavalcante, em Goiás. Filiado ao PSB, ele venceu as eleições nesse domingo (15/11) com 35,95% dos votos (1.959). O socialista nasceu no Vão do Moleque, localizado no Quilombo Kalunga, foi presidente da associação que representa os moradores do território e se tornou conhecido após atuar pela demarcação de terras na região. Além disso, ele é formado em educação no campo e tem pós-graduação em ciências da natureza e matemática. Durante a campanha, o prefeito eleito recebeu o apoio do ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB). “Conte comigo, no Congresso Nacional, para buscar emendas parlamentares para melhorar a qualidade de vida no município de Cavalcante”, disse o socialista em vídeo publicado nas redes sociais. Os Kalunga são maior comunidade de remanescentes de quilombolas do Brasil - descendentes de escravos que fugiram e formaram comunidades. No ...

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Erika Hilton, eleita vereadora em São Paulo (Foto: Karime Xavier - 3.dez.19/Folhapress)

A revolução começa preta e trans

Os dados estão lançados no tabuleiro. Centrão e direita tradicionais –como PSD/DEM/MDB/PP– saem vitoriosos em termos de prefeituras, o que é relevante para verificar que o continuísmo permanece forte, capilaridade partidária ainda importa e a revolução de extrema direita, se a eleição municipal servir de algum parâmetro, definha. Ainda é cedo para decretar a morte política da extrema direita, mas que ela passa mal, passa. Neste jogo, Bolsonaro é o azarão ao fundo, e sai massacrado. Seu filho, Carlos Bolsonaro, se reelegeu como vereador no RJ, mas com 35 mil votos a menos do que em 2016. Mesmo que seja ainda expressivo para quem nada faz no cargo que ocupa, ainda assim é uma derrota do bolsonarismo como projeto de pátrio poder. Quem faz política personalista com robôs e sem partido mais cedo ou mais tarde morre na praia, ou ali permanece vendendo açaí. Que o diga Wal Bolsonaro e ...

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Integrantes do mandato coletivo Quilombo Periférico (Foto: Reprodução/Instagram)

Um quilombo na Câmara Municipal de São Paulo 

Elaine Mineiro. Debora Dias. Samara Sosthenes. Julio Cesar. Alex Barcellos. Erick Ovelha. Ativistas dos movimentos negro e das periferias. Estudantes, professores e coordenadoras de cursinhos populares. Sueli Carneiro. Douglas Belchior. Beatriz Lourenço. Vanessa Nascimento. E ainda mais lideranças. Um mandato coletivo motivado por valores ancestrais e comunitários, a serviço de quem permanece na base da pirâmide social da maior cidade do Brasil, ocupará uma das cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo a partir de 2021. Tomo emprestadas algumas das palavras da militante do movimento negro e historiadora Beatriz Nascimento, publicadas no artigo "O conceito de quilombo e a resistência cultural africana", de 1985: "Durante sua trajetória, o quilombo serve de símbolo que abrange conotações de resistência étnica e política. Como instituição guarda características singulares de seu modelo africano. Como prática política apregoa ideias de emancipação de cunho liberal que a qualquer momento de crise de nacionalidade brasileira corrige distorções ...

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urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Negros e mulheres avançam nas urnas e aumentam presença no 2º turno das eleições

No ano de estreia da regra que obriga os partidos políticos a distribuir de forma proporcional a verba pública de campanha entre os candidatos brancos e negros, os pretos e pardos tiveram um avanço na eleição para prefeitos, mas o desempenho ainda está longe de refletir o retrato da população brasileira. O resultado das urnas mostra que 32% dos prefeitos eleitos no primeiro turno, em todo o país, se declararam negros (pretos ou pardos). Os brancos somaram 67%. Os números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), compilados pelo DeltaFolha, mostram um avanço em relação a 2016, quando os prefeitos eleitos brancos, no primeiro turno, somavam 70,4%, contra 29% de negros. Apesar do crescimento, o resultado ainda está bem distante de refletir a divisão entre negros e brancos na população brasileira —56% são pretos e pardos— e entre os próprios candidatos lançados —50% foram negros, 48%, brancos. Já em relação às mulheres, ...

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Vilmar Kalunga, primeiro prefeito quilombola de Cavalcante-GO (Foto: Reprodução / Conaq)

Quilombolas elegeram 56 representantes na eleição de ontem em dez estados — um recorde

A eleição de ontem marcou dois recordes para a população quilombola em processos eleitorais. O primeiro relaciona-se ao número de candidatos a prefeito e a vereador. Cerca de 500, de acordo com um levantamento da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). O segundo recorde deu-se quando se apuraram os votos. Foram eleitos 56 quilombolas: um prefeito (em Cavalcante, Goiás), um vice (em Alcântara, Maranhão) e 54 vereadores em dez estados. Fonte: O Globo, por Lauro Jardim

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urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Dos 44 candidatos que disputarão o 2º turno nas capitais, 14 são negros

Das 100 candidaturas que se declararam negras e disputaram a eleição à Prefeitura de 25 capitais brasileiras, 14 chegaram ao segundo turno. Do total, seis venceram o pleito eleitoral no primeiro turno em seus municípios. Em cinco capitais, o segundo turno será disputado por dois candidatos negros: em Manaus (AM), Amazonino Mendes (Podemos) e David Almeida (Avante); em Teresina (PI), Dr Pessoa (MDB) e Kleber Montezuma (PSDB); em Boa Vista (RR), com Ottaci (Solidariedade) e Arthur Henrique (MDB); em Aracaju (SE), Edvaldo (PDT) e Delegada Danielle (Cidadania); e João Pessoa (PB), com Cícero Lucena (PP) e Nilvan Ferreira (MDB). Dos dois indígenas que se candidataram à prefeitura das capitais, Minoru Kinpara (PSDB), em Rio Branco (AC), e Vinícius Miguel (Cidadania), em Porto Velho (RO), nenhum avançou para o próximo turno. Nas capitais brasileiras, as candidaturas negras a prefeito, que incluem pretos e pardos, representaram 33,75% do total. Nas eleições de ...

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