terça-feira, janeiro 26, 2021

Tag: feminismo negro

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Desafios do Feminismo diante da questão de raça

Há pouco tempo atrás um debate acirrado aqueceu as veias do Feminismo: a expulsão de um morador de rua durante a terceira Marcha das Vadias de Brasília. Quem conhece o movimento feminista sabe que se trata de uma das suas questões mais básicas e persistentes, que mostra a dificuldade em lidar com encontros entre estruturas de opressão tão profundas, como são o sexismo e o racismo. Um debate importante para nos lembrar de que sempre há o que refletir sobre o movimento feminista e o mundo que queremos construir. Como já faz um tempo, vale a pena lembrar: durante a realização da Marcha das Vadias do Distrito Federal, um morador de rua fez gestos obscenos e insinuou tirar a roupa. A reação da Comissão de Segurança da Marcha foi escrachá-lo, expulsando-o da multidão com buzinas e gritos. O fato provocou uma grande reação da várias militantes do movimento de mulheres ...

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Diáspora africana y Feminismo Negro: el caso de Brasil

Es interesante analizar el proceso que se ha vivido en Brasil durante los años sesenta por parte de las mujeres afrodescencientes. Sobretodo por el hecho de ser una excolonia portuguesa, y ver cómo la cuestión relacionada con género y afrodescendencia ha tenido un protagonismo, tanto en Brasil como en la diáspora en general. Será la propia diáspora africana la que definirá los feminismos negros, y sus reivindicaciones, ya que a pesar de ser afrodescendientes y de tener en común la cuestión de raza, sus vivencias y su relación al tema de la raza son muy diferentes. La discriminación entre las mujeres africanas y las brasileñas no es la misma y los problemas concretos de las mujeres no son iguales. Pero sí tienen una cosa en común, y es el hecho de que el feminismo occidental no responde a las necesidades y problemas planteados por ambos feminismos. Se han necesitado muchas ...

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“Enegrecer o feminismo”: movimentos de mulheres negras no Brasil

Texto de Bárbara Araújo. As mulheres negras não existem. Ou, falando de outra forma: as mulheres negras, como sujeitos identitários e políticos, são resultado de uma articulação de heterogeneidades, resultante de demandas históricas, políticas, culturais, de enfrentamento das condições adversas estabelecidas pela dominação ocidental eurocêntrica ao longo dos séculos de escravidão, expropriação colonial e da modernidade racializada e racista em que vivemos. (Jurema Werneck em “Mulheres Negras:  um Olhar sobre as Lutas Sociais e as Políticas Públicas no Brasil”) É importante que desnaturalizemos palavras usadas tão corriqueiramente como “mulher” e “negra”. As mulheres negras são mulheres negras porque são consideradas assim histórica, sociológica e culturalmente. O discurso racista e o discurso sexista têm usado referências biológicas tais como o fenótipo, a cor da pele e os órgãos genitais para hierarquizar seres humanos e inferiorizar as mulheres e os negros. Em reação a isso, os grupos marginalizados por esse processo vem se ...

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Mais Feminismo Negro

A identidade que construímos ou que, erroneamente, nos é construída, perpassa pelos valores da sociedade em que vivemos e pela forma como ela foi edificada. O movimento feminista clássico, apesar de ter muitos méritos, não foge às relações racistas que tanto impregnaram e continuam a impregnar o nosso país. por Michele Sodré O local reservado às mulheres negras dentro do feminismo, por muito tempo, foi secundário. As nossas especificidades e as nossas pautas quase nunca eram levadas para o centro do debate. As principais bandeiras feministas, como liberdade para circular nos espaços públicos e para trabalhar na rua, nunca fizeram parte da realidade das mulheres negras. Sempre trabalhamos nas ruas, sempre nos lançamos ao mercado informal em busca de sobrevivência. Já conhecíamos o trabalho fora de casa desde a escravidão. Então, é importante expor a que mulher a maioria das bandeiras feministas se referem: a mulher branca de classe média. ...

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Paulina Chiziane by Otávio de Souza

O feminismo negro de Paulina Chiziane

O feminismo negro de Paulina Chiziane (*) Se a literatura escrita por mulheres já é um mundo diferente, abordado por ângulos que romancistas e contistas homens dificilmente vêem, imaginemos, então, o que pode ser o mundo visto por uma mulher africana, moçambicana, ainda mais se é governado por costumes e tradições que nos soam estranhos. Esse estranho e mágico mundo é o que oferece em seus livros Paulina Chiziane (1955), a primeira romancista negra de Moçambique. Adelto Gonçalves - Para João Craveirinha, pela amizade e pelos subsídios fornecidos para este ensaio.   Se a literatura escrita por mulheres já é um mundo diferente, abordado por ângulos que romancistas e contistas homens dificilmente vêem, imaginemos, então, o que pode ser o mundo visto por uma mulher africana, moçambicana, ainda mais se é governado por costumes e tradições que nos soam estranhos. Esse estranho e mágico mundo é o que oferece em ...

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Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Luiza Bairros – Nossos Feminismos Revisitados

Certa vez em Salvador Bahia vi na televisão um quadro sobre culinana era um programa matinal dirigido ao publico feminino onde se demonstrava como preparar um prato do qual ja nem lembro. Naquele momento o que prendia minha atenção estava atras da imagem imediatamente visivel na tela de TV.  O cenario era uma cozinha e o personagem principal uma apresentadora que não parava de dar instruções e conselhos em contraposição uma jovem negra participava da cena no mais completo mutismo. Naquele programa o estereotipo que nos associa a boa cozinheira foi redefinido pela redução da mulher negra ao papei de coadjuvante mesmo no limitado espaço imposto pelo racismo. Para mim entretanto tão poderosa quanto o silêncio era nossa outra fala transmitida pela pele negra e realçada pelo penteado de tranças da ajudante uma imagem posta em nossos proprios termos desligada das representações de submissão atribuidas a nos mulheres e homens negros. Se por um lado os produtores de TV acham ...

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Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero

"São suficientemente conhecidas as condições históricas nas Américas que construíram a relação de coisificação dos negros em geral e das mulheres negras em particular. Sabemos, também, que em todo esse contexto de conquista e dominação, a apropriação social das mulheres do grupo derrotado é um dos momentos emblemáticos de afirmação de superioridade do vencedor. " No Brasil e na América Latina, a violação colonial perpetrada pelos senhores brancos contra as mulheres negras e indígenas e a miscigenação daí resultante está na origem de todas as construções de nossa identidade nacional, estruturando o decantado mito da democracia racial latino-americana, que no Brasil chegou até as últimas conseqüências. Essa violência sexual colonial é, também, o “cimento” de todas as hierarquias de gênero e raça presentes em nossas sociedades, configurando aquilo que Ângela Gilliam define como “a grande teoria do esperma em nossa formação nacional”, através da qual, segundo Gilliam: “O papel da ...

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O feminismo negro como perspectiva

  O movimento de mulheres negras no Brasil tem início no período colonial, quando as mesmas criavam estratégias de sobrevivência ao regime escravocrata e lideravam diversos movimentos de libertação do povo negro, como as rebeliões nas senzalas, os cuidados espirituais, as fugas, a formação dos quilombos, a compra de alforrias, o trabalho na cidade e a estruturação de suas famílias. Por Jaqueline Lima Santos Na segunda metade do século XX, com a intensificação dos movimentos feministas pela ampliação e reconhecimento dos direitos das mulheres, as mulheres negras encontravam dificuldades de incluir sua pauta política nestes espaços que, liderado pelas brancas que tinham como referência o feminismo europeu e realizavam práticas racistas, se negavam a reconhecer as diferenças intra-gênero e tratavam a categoria mulher como homogênea e universal. Esta prática de anular a existência da mulher negra como grupo social com identidade e necessidades peculiares se estende até os dias de ...

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Mulheres em movimento

O MOVIMENTO de mulheres do Brasil é um dos mais respeitados do mundo e referência fundamental em certos temas do interesse das mulheres no plano internacional. É também um dos movimentos com melhor performance dentre os movimentos sociais do país. Fato que ilustra a potência deste movimento foram os encaminhamentos da Constituição de 1988, que contemplou cerca de 80% das suas propostas, o que mudou radicalmente o statusjurídico das mulheres no Brasil. A Constituição de 1988, entre outros feitos, destituiu o pátrio poder. Por Sueli Carneiro Esse movimento destaca-se, ainda, pelas decisivas contribuições no processo de democratização do Estado produzindo, inclusive, inovações importantes no campo das políticas públicas. Destaca-se, nesse cenário, a criação dos Conselhos da Condição Feminina – órgãos voltados para o desenho de políticas públicas de promoção da igualdade de gênero e combate à discriminação contra as mulheres. A luta contra a violência doméstica e sexual estabeleceu uma mudança ...

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