terça-feira, julho 14, 2020

    Tag: Gênero

    Foto - acervo pessoal - enviado para o Portal Geledés

    “Homem não chora”

    Estive pensando de onde é que vem o ditado popular que diz que homens não choram. Porque todos os homens que eu já vi na minha vida choram! Eles costumam ter um par de olhos, a maioria não tem nenhum problema de desidratação nessa região e, não menos importante, possuem um nariz, que serve para assoar quando entope durante o choro. Então esse ditado, na verdade, é uma baita enganação. por Graziely dos Reis Lemes enviado para o Portal Geledés Aliás, é uma enganação muito cruel. Quando os pequenos choram, perguntamos-lhes se não são homens, exigimos que eles guardem só para si a emoção que os faz chorar, que recusem uma coisa tão natural e saudável como o choro. Com o tempo, eles começam a entender que, se chorar é uma coisa ruim, se emocionar, que é o motivo da lágrima cair na maioria das vezes, também é uma coisa ...

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    Seminário em Brasília aborda direitos das mulheres nos 30 anos da Constituição

    No dia 12 de novembro, o grupo de advogadas de Brasília Elas Pedem Vista promove o seminário 30 anos da Constituição de 1988: um olhar sobre os direitos das mulheres, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília. no Conjur Estão previstas as participações da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, da Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil e da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge. As convidadas ainda não estão confirmadas. Durante o encontro será entregue o prêmio ELAS - edição Débora Diniz, criado para incentivar a produção científica sobre quatro assuntos abordados no evento: direitos políticos, direitos sexuais e reprodutivos, direitos da personalidade e violência contra a mulher. Serão premiados os dois melhores artigos de um estudante e um bacharel em Direito. O concurso aceita os textos, que devem ser inéditos, até o dia 5 de novembro por e-mail ([email protected]). Clique aqui para ler o edital de convocatória para ...

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    Capa da Revista do MNU - Movimento Negro Unificado

    Bixas que namoram mulheres

    Sempre ouvi de todas as pessoas que eu era viado, mesmo quando eu nem sabia o que era isso; aos 14 anos tive a minha primeira relação heterossexual, e mesmo performando a normatividade eu ainda era viado demais para ser considerado hétero. por Ezio Rosa para o Portal Geledés Capa da Revista do MNU - Movimento Negro Unificado No fim deste primeiro relacionamento com mulher, eu enfim fiquei com o primeiro garoto, e para o meu desespero na época, eu gostei! Portanto cheguei na conclusão de que eu realmente era viado como sempre me falaram. Dos 14 aos 24, já se passaram 10 anos… período que eu só me relacionei com homens, todo o meu tesão voltado para eles; enquanto em comunidade com outros gays, aprendi a reproduzir misoginia… Visto que essa repulsa contra mulheres é algo completamente naturalizado entre homens gays. Depois de sair do armário, ...

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    Google demite engenheiro que publicou manifesto contra diversidade

    Em seu texto, o agora ex-funcionário da empresa afirma que os homens são mais predispostos biologicamente do que as mulheres para o mercado de TI. no IDGNow O Google demitiu nesta segunda-feira, 7/8, um engenheiro sênior de software que causou polêmica nos últimos dias ao compartilhar um manifesto de 10 páginas contra a diversidade. As informações são da Bloomberg. O engenheiro em questão, James Damore, confirmou junto à Bloomberg a sua demissão, dizendo que foi dispensado pelo Google por “perpetuar estereótipos de gênero”. No seu texto, que foi descoberto pelo Motherboard e tornou-se viral no final de semana, Damore afirma que os homens são mais predispostos biologicamente do que as mulheres para trabalhar no mercado de tecnologia e criticou as iniciativas do Google pró-diversidade. Além disso, o engenheiro disse ser alvo de preconceito no Google por ter visões políticas conservadoras e alegou que a empresa deveria trocar as iniciativas pró-diversidade ...

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    Então você está se sentindo muito gorda para ser fotografada…

    'Olhar minhas fotos, na verdade, produz a sensação mais desanimadora de desconforto em meu estômago' por Teresa S. Porter no HuffPost Escute. Eu te entendo. Você está com alguns quilinhos a mais (ou 45 kg mais pesada do que gostaria). Eu entendo completamente como você se sente. Tenho o mesmo sentimento de insatisfação sobre mim mesma quando penso em agendar novas fotos de rosto ou fotos minhas com Justin que já deveriam ter sido tiradas há muito tempo. Maravilha, até escolhi uma carreira que me mantém permanentemente atrás da câmera em vez de em frente dela. Olhar minhas fotos, na verdade, produz a sensação mais desanimadora de desconforto em meu estômago. Não é incrível que consigamos ver a beleza em nossas melhores amigas, irmãs, mães e tias sem o menor pensamento sobre seus defeitos..., mas possamos ficar obcecadas por horas em nossas próprias imperfeições? Nós nos fixamos em nossos defeitos ao ...

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    Gordinha, não. Gorda! Conheça mulheres que estão lutando contra a gordofobia

    Elas são rejeitadas no mercado de trabalho, na TV, no cinema, na publicidade, em companhias aéreas. Sofrem preconceito até entre as minorias. Mas, depois de décadas na sombra, passaram a reagir com campanhas, passeatas, militância em redes sociais. Conversamos com algumas mulheres que, na luta contra a gordofobia, começaram a mudar a forma de se colocar na sociedade por Lu Angelo no Marie Claire As luzes do palco acendem, a plateia lotada grita e uma garota sexy entra em cena, autoconfiante, em cima de plataformas de 12 centímetros. Vestida com minishort e top decotado, ouve do público, essencialmente feminino, palavras de incentivo, como “sua linda!” e “poderosa!”. Já os garotos assobiam, a fotografam e filmam. Ela acena, levanta os braços e brada: “Quem manda nessa porra sou eu!”. O público reage com palmas e mais gritos. Poderia ser a abertura de uma apresentação de Anitta, mas quem está no palco ...

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    Casos “Schneider X Holiday” e “gênero no currículo” chegam à Genebra

    Genebra (ONU) de olho no Brasil: chegam à comunidade internacional os casos dosecretário Alexandre Schneider versus o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), em São Paulo; e o caso das duas versões da Base Curricular disponibilizadas pelo MEC, em que o documento oficial exclui as questões de orientação sexual e identidade de gênero, diferente daquele distribuído aos jornalistas. Foto: ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL Por Daniel Cara Do Blog os Fera Denúncias desses retrocessos aos princípios da liberdade de cátedra e da liberdade de expressão no Brasil, além do desrespeito aos compromissos do país no tocante à Educação em Direitos Humanos, têm sido levadas à sede da ONU, em Genebra, Suíça. Quem lidera a incidência da sociedade civil no tema é o Instituto de Desenvolvimento dos Direitos Humanos (IDDH) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, por meio da interlocução com diplomatas e representantes de organismos internacionais. A Constituição Federal de 1988 garante ...

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    Abjetificação, ininteligibilidade de gênero e a “socialização masculina”

    Nessa semana tivemos uma polêmica sobre uma fala transfóbica da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Laverne Cox e até Angela Davis postaram textos sobre o ocorrido em suas páginas no Facebook. Esse caso acabou por levantar um debate importante e esse texto decorre disso. Não quero, de modo algum, que ele seja uma resposta ou um ataque a Chimamanda — uma escritora brilhante, autora de alguns dos meus livros preferidos. Mas quero expor a minha visão — apoiado em Judith Butler — sobre a chamada “socialização masculina”. Por Rique Marques Do Medium A cultura é o destino? Simone de Beauvoir já havia criticado a ideia de Freud de que a anatomia é o destino em 1949, quando ela publicou “O segundo sexo”. Não, a condição feminina não é definida apenas por dados anatômicos, isso é determinismo biológico. Ela inaugura uma onda de pensadoras feministas que vão afirmar que o gênero é uma construção social — e ainda que ela mesma ...

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    Afetividade perpassa por gênero, raça e classe, afirma Stephanie Ribeiro

    A ativista Stephanie Ribeiro, em entrevista ao Alma Preta, afirma que as escolhas afetivas das pessoas são influenciadas por gênero, raça e classe. A pesquisadora organiza no dia 18 de Março, sábado, curso sobre a solidão da mulher negra. Por Pedro Borges Do Alma Preta No dia 18 de março, sábado, das 14h às 18h, Stephanie Ribeiro coordena curso sobre a solidão da mulher negra. A formação, organizada em conjunto do Coletivo Dijejê, acontece no Aparelha Luzia, Rua Apa, 78, centro. As inscrições podem ser feitas aqui. O Alma Preta entrevistou Stephanie Ribeiro sobre o tema. A pesquisadora e ativista apresentou algumas das nuancês deste problema brasileiro e de muitos países da diáspora africana. Porque é importante estudar a solidão da mulher negra? Acho que não é apenas uma questão de estudar, mas sim de falar sobre esse tema. Vamos discutir o que se entende como solidão da mulher negra e ...

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    As dinâmicas das sub opressões

    Falo de milhões de homens em quem deliberadamente inculcaram o medo, o complexo de inferioridade, o tremor, a prostração, o desespero, o servilismo. (Aimé Césaire, Discurso sobre o colonialismo). Por Loice Bert, para Justificando O argumento que sempre salta nas discussões sobre machismo e racismo é: Negros são racistas entre eles mesmos. Mulheres são mais machistas que os homens. Estamos em um período da história onde a impaciência em se debruçar com mais critério sobre os assuntos mais complexos e se aprofundar antes de emitir opiniões ou formar argumentos, acaba por gerar conflitos e entendimentos duvidosos e incompletos, que impossibilitam a coerência em assuntos onde ela é fundamental e abre as portas para as manipulações lamentáveis que se consolidaram como modus operandi de nossos meios de comunicação. Devemos considerar que essas afirmações, na verdade derivam de percepções que acabam por se apresentar nas nossas (com)vivências cotidianas, embora tenha uma linha ...

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    A pauta racial no Brasil não é uma pauta fragmentária ou minoritária

    A pauta racial no Brasil não é uma pauta fragmentária ou minoritária. Afirmar algo neste sentido é o apagamento descarado de 328 anos de escravidão e de 52% da população deste país. Os negros no Brasil não são uma minoria real, mas uma minoria política. Ou seja, são grupos que, a despeito da majoritariedade numérica, estão menos representados em espaços de poder na hierarquia social. Por Juliana Borges Do Justificando Não é o Movimento Negro que “deve refletir” pelo “bem comum” ou por “pautas gerais”. As pautas da branquitude é que não são gerais. E está mais do que na hora da esquerda entender isto. Não adianta discutir Reforma Política, Democratização da Mídia, Política Econômica e Reforma Tributária sem garantir o recorte étnico-racial ou há intencionalidade para que continuem diminuindo feminicídio de mulheres brancas e aumentando, em 50%, o de mulheres negras. Poderíamos pensar no seguinte exemplo: as mulheres que são ...

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    Foto: João Godinho

    A cruzada do papa Francisco de satanização da teoria de gênero

    O papa Francisco, do alto da suposta infalibilidade papal, falseia a verdade sobre a teoria de gênero e a considera uma ideologia – uma invenção do contradiscurso cristão, de extração católica e evangélica, que é uma das maiores desonestidades intelectuais de todos os tempos! Por Fátima Oliveira enviado para o portal Geledés Há uma guerra ideológica de fundamentalistas cristãos no mundo contra o conceito de “gênero”. No Brasil, o acirramento ocorreu na tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE, 2014) no Congresso Nacional, que excluiu gênero e orientação sexual, deixando as batalhas finais para as esferas estaduais e municipais – um caos com ares de terceira guerra mundial! E o Senado, afagando negociantes de Deus, excluiu, em 9.3.2016, a perspectiva de gênero como uma das atribuições das secretarias de Políticas para as Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Precisamos ter seriedade diante de palavras cujo envolvimento com a sexualidade é ...

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    É preciso ter cuidado com o pensamento binário

    Pensamentos pautados em conceitos binários são facilmente – e perigosamente – petrificantes Por Joanna Burigo Do CartaCapital Um binário é qualquer coisa que tenha aspecto dual – quer dizer, que seja formada por dois elementos supostamente complementares, ou por duas faces presumivelmente opostas, ou ainda por duas partes hipoteticamente distintas. Binários são maniqueístas. A expressão originalmente refere-se a um dualismo religioso cuja doutrina, em termos simples, consiste em afirmar a existência de um conflito entre o bem e o mal, mas que passou a significar qualquer visão de mundo que o divida em poderes opostos e incompatíveis. Um dos piores resultados do maniqueísmo é a petrificação do pensamento, que ao fixar significado em apenas duas possibilidades, desconsidera a infinita variedade que compõe a humanidade. Chamamos “binário de gênero” qualquer classificação das categorias de identidade “sexo” e “gênero” que se dê de duas formas distintas que, por sua vez, carregam poder de ...

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    Couple looking at blueprints.

    Sapiossexualidade : Quando a libido é estimulada pela admiração intelectual

    O prefixo da palavra tem origem do latim sapien, que significa inteligência. Inclusive temos uma palavra em nosso vocabulário que já podia dar noção do que se tratava, mas infelizmente nem é tão utilizada assim: sapiência. No Portal Raízes A sapiossexualidade é a atração sexual que uma pessoa sente pela inteligência , visão de mundo e toda a bagagem cultural de outra pessoa. É importante dizer que uma pessoa sapiossexual não se importa, portanto, com o gênero da pessoa pela qual ela está atraída. Ela sente atração pela inteligência e conhecimento que a pessoa tem, independente do sexo da pessoa. Isso não significa que todos os sapiossexuais repudiem beleza ou não achem seus parceiros bonitos. A atração vem da inteligência, o que não elimina outros aspectos da pessoa. A terminologia foi supostamente criada por Darren Stalder, que afirma ter inventado a expressão em 1998. O termo só pegou mesmo, no entanto, a partir ...

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    Foto: Tato Rocha / Acervo JC Imagem

    Projeto proíbe professores de falar sobre politica, teoria da evolução e gênero nas escolas

    Imagine uma sala de aula onde o professor não pode comentar as notícias do dia, falar de política, ensinar a consagrada teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, ou discutir questões de gênero e de sexualidade. Esse seria o espaço ideal para o aprendizado, de acordo com os defensores do movimento ‘Escola Sem Partido’, que prega o fim da “doutrinação de esquerda” nas instituições de ensino. Do Portal Metrópole Tato Rocha / Acervo JC Imagem Projetos desta natureza tramitam na Câmara dos Deputados e na Câmara de Vereadores do Rio, apoiados pela guinada do conservadorismo e criticados por entidades de professores Brasil afora. Defensores do projeto creem que falta “neutralidade” e “liberdade” à educação, e acreditam que os alunos vêm sendo expostos à ideologia e aos valores do PT e do governo federal nos últimos anos. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF)é autor do projeto ...

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    Sapiossexualidade: ser inteligente é o mais novo fator de atração sexual

    Isso já deve ter acontecido com você: não achar alguém atraente de imediato, mas depois que ela abre a boca e você descobre o quão boa de papo ela é… Fica muito mais interessante! Por Natasha Romanzoti, do Hypescience Agora tem uma palavra que pode descrever isso: sapiossexualidade. Esse termo relativamente novo se refere a ser sexualmente atraído à inteligência. Se você está pensando: então isso se refere a maioria das pessoas, não? Afinal, quem gosta de gente burra? Bom, a ideia não é bem essa. O sapiossexualidade vai além de achar inteligência sexy. Sapiossexuais não apenas pensam que a esperteza é atraente; elas a ligam diretamente à atração carnal. Embora essa palavra não seja tão comum no vocabulário cotidiano, é uma definição de orientação sexual como “heterossexual,” “homossexual” ou “bissexual”. A terminologia foi supostamente criada por Darren Stalder, que afirma ter inventado a expressão em 1998. O termo só pegou mesmo, ...

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    Eficiência e eficácia em políticas específicas

    É uma ingenuidade defender que um determinado órgão conquiste o status ministerial sem conseguir cumprir suas próprias metas e executar seu orçamento   Por  LEOPOLDO VIEIRA no Brasil 247 No último dia 08 de dezembro, o Ministério do Planejamento e a Secretaria-Geral da Presidência realizaram a quinta edição do Fórum Interconselhos, canal de participação social no ciclo do planejamento governamental, oportunidade em que foram divulgados mais resultados das políticas para Igualdade Racial, Comunidades Quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas, Políticas para as Mulheres, Criança e Adolescente, Juventude, Pessoa Idosa, Pessoa com Deficiência, População em Situação de Rua, e População LGBT. Além disso, uma experiência inédita de cooperação federativa baseada no Plano Plurianual federal, estabelecida entre o Ministério do Planejamento e a Coordenadoria de Políticas de Juventude da Prefeitura de São Paulo, foi apresentada aos movimentos sociais. Esta experiência serviu de base para a construção do Plano Juventude Viva-São ...

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    Dicotomia sexo x gênero

    Dicotomia sexo x gênero

    A noção da dicotomia sexo x gênero não é predominante apenas no senso comum, como também em uma série de correntes teóricas de gênero. Décadas atrás, a título de exemplo, a feminista Gayle Rubin teorizou o que ela chamou de “sistema sexo/gênero”, fornecendo subsídios para se compreender essa dicotomia. Uma compreensão profunda das relações de gênero deve ir além, desnaturalizando diversos aspectos da vida social que hoje são jogados no corpo, na biologia ou na “natureza”. Esse deslocamento, todavia, não é simples. por Adriano Senkevics, Fato é que gênero, hoje, já não é mais um palavrão. Partir do pressuposto de que as noções de masculino e feminino são construídas historicamente não chega a assustar os mais desavisados. Hoje, o surgimento das identidades LGBT, do “homem do século XXI”, da mulher independente, tem demonstrado que aquilo que usualmente entendíamos por mulheres e homens é absolutamente variável. Entretanto, muitos aspectos ainda descansam em uma caixa preta. ...

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    O conceito de gênero por Raewyn Connell: o corpo no foco das relações sociais

    O conceito de gênero por Raewyn Connell: o corpo no foco das relações sociais

    Com o fortalecimento das concepções que valorizam as construções sociais e culturais sobre os processos biológicos e reprodutivos, eventualmente aparece alguma vertente que, tendendo a um construcionismo radical, parece não conseguir trazer o corpo – justo o corpo! – para a análise de gênero. Contrária a essa tendência, mas sem apelar para o determinismo biológico, a socióloga australiana Raewyn Connell busca sua definição de gênero, na sua importante obra Gender (2009). por Adriano Senkevics, Retomando a origem gramatical de gênero, Connell afirma que a linguagem, embora seja um aspecto importante do conceito, fornece poucos subsídios para entendê-lo, visto que certas palavras masculinas em uma língua são femininas em outra, e que mesmo idiomas neutros em termos de gênero podem designar estruturas bastante generificadas. Partindo para outro referencial, Connell também nega a visão, incrustada no senso comum, de que gênero é uma diferença cultural entre homens e mulheres, a qual teria como base a divisão biológica ...

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    O conceito de gênero por Pierre Bourdieu: a dominação masculina

    O conceito de gênero por Pierre Bourdieu: a dominação masculina

    Conceitos de grande importância para a sociologia e antropologia, cunhados e/ou trabalhados ao longo da obra do sociólogo francês Pierre Bourdieu, como violência simbólica, habitus e arbitrário cultural, são estendidos para uma análise da questão de gênero em um artigo, publicado originalmente em 1990, chamado A dominação masculina (1995), que pouco mais tarde se transforma num livro homônimo. por Adriano Senkevics, Conforme já afirmado nesse blog, Bourdieu não trabalhou com um conceito de gênero propriamente dito. Na sua referida obra, esse conceito não dá as caras. Entretanto, o seu pensamento sobre o masculino e o feminino passa por um trajeto em alguma medida similar ao das autoras até então discutidas, sendo válido chamá-lo para o debate. Bourdieu, condizente com sua teoria, trata a questão da “dominação masculina” principalmente a partir de uma perspectiva simbólica. Para ele, a dominação masculina seria uma forma particular de violência simbólica. Por esse conceito, Bourdieu compreende o poder que impõe significações, impondo-as como legítimas, ...

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