Tag: indígenas

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    Após perseguição, índios voltam a construir malocas

    Habitação coletiva indígena foi combatida por religiosos nos anos 1940 e 1950 Por Fabiano Maisonnave, na Folha Índios do alto Rio Negro durante festa de inauguração de uma Maloca, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, interior do estado da Amazônia. Foto: Eduardo Anizelli /Folhapress SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA (AM) – Quando o baniua Luiz Laureano nasceu, em meados dos anos 1940, toda a sua aldeia cabia na maloca. Então vieram os missionários salesianos e evangélicos. De repente, a habitação coletiva virou pecado —e que cada família tivesse a sua casa. A mudança foi avassaladora. Após o processo de cristianização do Alto Rio Negro, entre os anos 1920 e 1950, contavam-se nos dedos as aldeias com malocas, todas em áreas de difícil acesso, na fronteira com a  Colômbia. Já morando na cidade de São Gabriel da Cachoeira, Laureano concluiu que a mudança de hábito não fazia sentido. Em 2005, decidiu erguer a sua própria ...

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    Lideranças femininas e saberes tradicionais dão força à preservação do Cerrado

    Três mulheres líderes de povos indígenas e comunidades tradicionais estão unindo forças para manter viva a história de seus povos. Com o apoio do projeto Mecanismo de Doação Dedicado a Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (DGM), a cacique Anália Tuxá, a quebradeira de coco-babaçu Maria do Socorro Lima e a quilombola Lucely Pio têm mobilizado suas comunidades para, juntas, realizarem o sonho de terem suas terras protegidas e tradições preservadas. Do Nações Unidas Anália Tuxá, Lucely Morais e Maria do Socorro participam de reunião do projeto DGM, em Brasília. Foto: Banco Mundial/Juliana Braga O projeto é liderado pelo Programa de Investimento Florestal (FIP), do Fundo de Investimento do Clima (CIF) administrado pelo Banco Mundial e executado pelo Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas. Três mulheres líderes de povos indígenas e comunidades tradicionais estão unindo forças para manter viva a história de seus povos. Com o ...

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    Brasília - Índios fazem protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (Wilson Dias/Agência Brasil)

    Estado brasileiro é condenado pela Corte Interamericana por violar direitos indígenas

    – Decisão histórica reconhece que Estado brasileiro atuou de forma lenta e inadequada na demarcação da terra do povo Xukuru, em Pernambuco Por Mario Campagnani Do Global Índios fazem protesto em frente ao STF. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Fotos Públicas Em uma decisão histórica para todos os povos indígenas do Brasil, a Corte Interamericana de Direitos Humanos reconheceu a responsabilidade internacional do Estado brasileiro na violação aos Direitos de propriedade coletiva, garantia judicial de um prazo razoável e proteção judicial em relação ao povo indígena Xukuru de Ororubá. O país foi condenado a finalizar o processo de demarcação do território tradicional, localizado no município de Pesqueira, em Pernambuco. Com a decisão, publicada nesta segunda-feira, dia 12, o país tem o prazo máximo de 18 meses para cumprir as determinações da Corte, sendo que, no período de um ano, deverá apresentar um relatório sobre as medidas adotadas. A ação, ...

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    Lideranças nacionais, como Sônia Guajajara, também participaram do Encontro. Foto: André Oliveira/Agência Pública

    Jovens indígenas incluem pauta LGBT no debate

    Juventude discute a questão LGBT e pretende levar o tema para o conjunto do movimento indígena Por Por Sofia Amaral , do Sul 21 O tema chamou atenção pela novidade: pela primeira vez a juventude indígena inclui um grupo de discussão sobre gênero e homossexualidade em um Encontro Nacional de Estudantes Indígenas (Enei). Essa foi a quinta edição do encontro, realizado em setembro de 2017 em Salvador, Bahia. Durante cinco dias, universitários indígenas de todo o país se reuniram no Museu de Ciência e Tecnologia da Uneb – debateram com acadêmicos, lideranças indígenas e grupos de discussão pautas tradicionais do movimento indígena – como a demarcação de terras e autonomia – e assuntos mais diretamente ligados à vivência da juventude: políticas de educação, racismo, compromisso em contribuir com o movimento após o término da universidade e a questão LGBT. Lideranças nacionais, como Sônia Guajajara, também participaram do Encontro. ...

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    No Pará, dois mil indígenas cobram direito de usar nome étnico

    Projeto do núcleo de direitos humanos do Pará garante pluralismo jurídico e repara violação cometida por cartórios Por Lilian Campelo Do Brasil de Fato Fabiano Soares dos Santos Tembé agora se chama Pytàwà Fabiano Warhyti Soares dos Santos Tembé e Márcia Vieira da Silva aguarda a mudança de seus registros. Assim que a questão burocrática for resolvida, ela poderá apresentar no seu documento de identidade o nome pelo qual se reconhece: Márcia Wayna Kambeba. O direito foi garantido por meio de um projeto do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos e Ações Estratégicas (NDDH) da Defensoria Pública do Estado do Pará. Até o momento, dois mil indígenas solicitaram ao NDDH a alteração de seus registros de nascimento para acréscimo de seus nomes étnicos. Pytàwà e Márcia foram impedidos de fazer os registros de seus nomes étnicos nos cartórios onde moravam. Ele, que hoje tem 31 anos, conta que os pais, ao registrá-lo, foram informados ...

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    Indígenas e quilombolas: eternas “ameaças” à ordem e ao progresso

    Notas sobre o conceito de “brasilidade”, sob o manto sagrado da igualdade liberal. Por Gustavo Barreto, do Somos 99% A diferenciação étnica esteve presente em toda a História da imigração do Brasil, principalmente a partir da intensificação da imigração europeia, a partir do fim do tráfico transatlântico de escravos. A diferença é que contou com focos distintos, ampliados ou deixados de lado pelos debates sobre o conceito de brasilidade realizados, principalmente, a partir da chegada da Coroa portuguesa ao Brasil, em 1808. Antes, mas principalmente a partir deste marco histórico, a discussão sobre quem era brasileiro, quem deveria ser brasileiro ou, ainda, o que significava ser brasileiro tornou-se um tema de constantes debates. Um tema que, por estar inacabado e ser realizada de forma incompleta, acaba tendo como consequências sentimentos mistos na população em relação à xenofobia e ao racismo. A cada nova leva de imigrantes, o brasileiro volta a se perguntar: quem ...

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    Cimi: está acontecendo um verdadeiro genocídio de indígenas no Brasil

    Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou um relatório segundo qual, em 2016, foram registrados 118 assassinatos de indígenas no país; maior alvo da violência foi o povo Yanomami, na Região Norte, com 44 casos de morte resultante de violência; segundo o secretário-executivo do Cimi, Cléber Buzatto, está em curso no Brasil um processo agudo de agressão aos direitos dos povos indígenas; "No congresso nacional tramitam diversas propostas legislativas que visam a mudança da constituição. Têm sido muito intensas as campanhas e os discursos por parte dos deputados da bancada ruralista e da bancada que também representa a mineração contra os povos indígenas e contra os seus direitos. Com flagrante incitação à violência contra os povos indígenas", alertou Buzatto Do Brasil 247 Sputnik Brasil - Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou um relatório segundo qual, em 2016, foram registrados 118 assassinatos de indígenas no país. O maior alvo da violência foi o povo Yanomami, na Região ...

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    Reflexões de uma antropóloga e mãe: ‘O que aprendi com índios sobre educação infantil’

    "Eu e o Martim fomos para a beira do rio, de onde havia saído uma canoa com crianças bem pequenas - quatro, cinco, seis anos - lá para o fundo. (Mas) começou uma ventania muito grande, o rio começou a ondular. De repente, vimos a canoa virar no meio do rio. Não tinha um adulto, ninguém. Subi correndo para avisar os adultos. Quando voltei, já tinha saído uma outra canoa, com outra turma (de crianças), resgatado as outras. Elas nadaram, viraram a canoa e voltaram para a beira. Estava tudo bem. Você vê que domínio sobre esse ambiente? É demais. Foi na aldeia Deia Tuba-Tuba, do povo Yudjá. São conhecidos como exímios navegadores." Martim passou 20 dias em aldeia indígena quando tinha 3 anos | Foto: Camila Gauditano/Povo Yudjá Por Mônica Vasconcelos Do BBC A antropóloga brasileira Camila Gauditano de Cerqueira, de 37 anos, teve seu primeiro ...

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    Índios manifestam na Esplanada dos Ministérios Data: 11/11/2015 - Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

    Como estão os indígenas após 10 anos de declaração da ONU

    Em setembro deste ano celebraremos os dez anos de aprovação da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, documento que após vinte anos de negociações veio com o intuito de proteger mais de 370 milhões de indígenas no mundo, reforçando uma luta pela autodeterminação, subsistência e uso de terras. E o que o Brasil tem a ver com isso? Por Adriane Secco, do Justificando  O país foi construído passando por cima dos diversos ideais de sociedades e de culturas que aqui habitavam. Os indígenas foram forçosamente incorporados ao modelo de Estado brasileiro. Tanto é que o instituto de Marco Temporal de uso das terras deve ser desconsiderado plenamente, de forma a proteger e delimitar os territórios tradicionalmente ocupados. Essa tese tem sido usada pela 2ª Turma do STF e pela PEC 215/200 que entendem que a data da promulgação da Constituição Federal seria um limite para constituição desse direito, violando ...

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    ONU: Indígenas preservam 80% da biodiversidade, mas têm direitos violados

    Cinco por cento da população mundial é indígena. Uma minoria que preserva 80% da biodiversidade, mas ainda enfrenta sérias violações de direitos, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde 1994, o dia 9 de agosto celebra a vida destes povos em todo o mundo. Neste ano, a data marca também os 10 anos da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos Indígenas. Por Maíra Heinen Do EBC Mas, em comunicado recente, a ONU informou que, após uma década, é necessário reconhecer os vastos desafios que permanecem. Problemas cruciais que se repetem em várias partes do mundo, como explica o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Maurizio Giuliano. Sonora: "A declaração abraça a diferentes necessidades dos povos indígenas através do mundo inteiro, porque são muitos elementos comuns. Quer dizer: o acesso à terra, muitos povos indígenas estão numa situação socioeconômica difícil, problemas de ...

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    Mulheres, adolescentes e homens, na maioria indígenas, dividem delegacia no Amazonas

    A delegacia municipal de São Gabriel da Cachoeira (AM), cidade com a maior população indígena do país, funciona como presídio. A cela feminina e a dos jovens ficam lado a lado, seguidas pelas masculinas Por Thais Lazzeri, de São Gabriel da Cachoeira (AM), no Repórter Brasil A única porta da delegacia municipal de São Gabriel da Cachoeira (AM) que dá acesso à carceragem está destrancada. Tão pesada quanto o ferro que a compõe é o que ela esconde. Além das condições insalubres e da superlotação, homens, mulheres e adolescentes, a maioria indígena, dividem o mesmo teto. “Nenhum direito nesta prisão é respeitado”, diz o delegado Rafael Wagner Soares, 36, responsável pelo local. Em 30 de maio deste ano, o delegado Soares escancarou a porta da carceragem para a reportagem. Um sopro de vento quente ameniza o interior sufocante da delegacia. Lá fora, os picos de temperatura no inverno chegam a 35º C. ...

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    Governo Temer desrespeita indígenas em audiência pública internacional de Direitos Humanos

    Na audiência da CIDH, na Argentina, não compareceram representantes do Ministério da Justiça e nem da Funai. Por Caio Mota Do Amazonia Real A audiência pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizada, na quarta-feira (24), em Buenos Aires,  na Argentina, para tratar das violações de direitos sofridas pelos povos indígenas do Brasil foi marcada pela falta de respeito dos representantes do governo do presidente Michel Temer. Eles se limitaram na leitura de documentos burocráticos e “responder” aos indígenas presentes na audiência em espanhol. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Rede de Cooperação Amazônica (RCA), em conjunto com outras 28 entidades indígenas, indigenistas e de defesa de direitos humanos, solicitaram audiência à CIDH, que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA). O tema da audiência era “Mudanças em políticas públicas e leis sobre povos indígenas e quilombolas no Brasil” Na ocasião da audiência, a comitiva denunciou o ...

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    MPF disponibiliza material digital de combate ao racismo e a discriminação contra indígenas

    Material didático publicado nesta segunda-feira (15) busca contribuir para a redução do preconceito e da violência contra indígenas em Santarém. Do G1 A versão digital do material didático que traz informações que combatem o preconceito contra povos indígenas foi publicado nesta segunda-feira (15), pelo Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de reduzir o número de ocorrências de racismo e discriminação, que segundo denúncias registradas pelo órgão, têm sido frequentes em ambientes escolares ou em meio a disputas de terras em Santarém. A produção do material começou a partir de um acordo assinado em outubro do ano passado em Santarém, por representantes do MPF, União, Estado e município, motivado por um processo judicial aberto em 2014, após uma ação do MPF que pediu à Justiça que obrigasse a União, o estado do Pará e o município a promoverem com urgência medidas educativas para combater o racismo contra indígenas em Santarém. ...

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    ONU Brasil pede rigor nas investigações de ataque a indígenas no Maranhão

    O Sistema das Nações Unidas no Brasil divulgou nota pública pedindo rigor, imparcialidade e rapidez nas investigações do ataque que feriu indígenas da etnia Gamela no último domingo (30/04) no município de Viana, no Maranhão. Da ONU Ao lembrar os dez anos da Declaração sobre os Direitos do Povos Indígenas, a ONU Brasil manifestou apoio para a condução de medidas que eliminem racismo, discriminação, violência e violação de direitos dos povos indígenas. O Sistema das Nações Unidas no Brasil divulgou nota pública pedindo rigor, imparcialidade e rapidez nas investigações do ataque que feriu indígenas da etnia Gamela no último domingo (30/04) no município de Viana, no Maranhão. Ao lembrar os dez anos da Declaração sobre os Direitos do Povos Indígenas, a ONU Brasil manifestou apoio para a condução de medidas que eliminem racismo, discriminação, violência e violação de direitos dos povos indígenas. Leia a seguir a íntegra da nota: O ...

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    Guarani-Kaiowá: à margem dos direitos

    Não se passa um mês sem que a Anistia Internacional receba novas denúncias de violações contra as comunidades Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Ao longo da última década, nossa organização registrou assassinatos, ameaças de morte contra líderes indígenas, trabalho escravo, desnutrição, remoções violentas e a destruição de plantações e propriedades. Com processos judiciais emperrados, mais de mil famílias vivem à margem das rodovias. Têm sido ameaçadas por seguranças contratados para impedi-las de tentar reocupar suas terras, e sofrem com problemas de saúde por causa da vida em abrigos temporários, sem assistência médica. Além disso, muitos foram mortos e feridos em acidentes de trânsito. Por Patrick Wilcken, da Anistia Internacional  A situação é crítica, e ainda assim as autoridades continuam a adiar a demarcação das terras dos Guarani-Kaiowá. Pouco foi feito até agora, apesar de em abril de 2010 a Funai e o Ministério Público Federal terem assinado um Termo de ...

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    Dia do índio: há o que comemorar?

    O desrespeito aos povos indígenas impera no Brasil há mais de 500 anos. Desde o desembarque dos primeiros portugueses, são reiteradas as iniciativas de negar aos nativos as condições elementares para exercerem plenamente suas dignidades. Por  Luis Gustavo Reis para o Portal Geledés  O Brasil não estava desocupado antes do catastrófico 22 de abril de 1500. Pelo contrário, povos que desconhecemos ou ignoramos completamente habitavam esta terra denominada Pindorama: guarulhos, guaianazes, bororos, carijós, caetés, tamoios, tupinambás, entre tantos outros, compunham um diversificado universo cultural e cosmogônico. Os nativos americanos foram chamados pelos europeus de índios. Esse termo foi adotado quando Cristóvão Colombo chegou à América, pois pensou ter encontrado a parte do continente asiático denominado àquela época de Índias. De largada, os europeus carimbaram seus estranhamentos em relação aos povos que habitavam essas paragens. Revelaram, sobretudo, uma visão etnocêntrica e se empenharam em construir um imaginário onde os indígenas eram descritos ...

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    “É no trato com os índios que o Brasil se revela”, diz cineasta

    Em entrevista a Maria Rita Kehl, diretor do documentário 'Martírio', Vincent Carelli, fala sobre a resistência dos Guarani-Kayowá Por Felipe Milanez Do Carta Capital No dia 13 de abril, estreia em São Paulo o documentário longa-metragem Martírio, dirigido por Vincent Carelli e co-dirigido por Ernesto de Carvalho e Tita. Trata-se de um filme extraordinário, que o Brasil precisa ver e um filme para indignar Brasília. O filme também será projetado em Brasília, em 25 de abril, durante o Acampamento Terra Livre, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). O acampamento deve reunir ao menos 1500 indígenas de todo o Brasil, em uma luta conjunta e unificada contra as medidas anti-indígenas que tem sido conduzidas pelo governo de Michel Temer. Entre elas, o desmonte da Funai, a paralisação das demarcações e uma série de ações classificadas pelos indígenas como “genocidas”. Segundo as palavras de Dinamam Tuxa, liderança da APIB: “uma ...

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    A morte do pajé Tëpi Matis e a força desencorporada da cobra

    Tëpi Pajé é o nome de um forte xamã do povo Matis. Na língua matis, Tëpi era chamado de xó’xókit, palavra que nomeia aquele que cozinha o xó, aquele que carrega, porta, possui ou trabalha com muito xó. O Xó é a substância xamânica e de poder para os matis. Tëpi era o único em seu povo a ser chamado xó’xókit, um curador poderoso a quem muitos índios de outras etnias também recorriam para se tratar. Nesta terça-feira, 7 de março, o xó’xókit matis morreu e passou a ser tsussin (uma força desencorporada). Por BARBARA ARISI, do Amazônia Real Tëpi estava pescando com sua família quando a cobra o picou, próximo a sua aldeia Bokwat Paraíso, no rio Branco, coração da Terra Indígena Vale do Javari, segunda maior do país, com 8,5 milhões de hectares, no estado do Amazonas. Tëpi Pajé chegou ainda com vida na aldeia Bokwat Paraíso, mas não havia ...

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    A Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos Povos Indígenas

    Artigo 1º Os indígenas têm direito, como povos ou como pessoas, ao desfrute pleno de todos os direitos humanos e de todas as liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, pela Declaração Universal de Direitos Humanos e pelo Direito Internacional relativo aos Direitos Humanos Do Portal Educação Salvador  Artigo 2º Os povos e as pessoas indígenas são livres e iguais a todos os demais povos e pessoas e têm direito a não ser objeto de nenhuma discriminação — fundada, em particular, em sua origem ou identidade indígena — no exercício de seus direitos. Artigo 3º Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seus desenvolvimentos econômico, social e cultural. Artigo 4º Os povos indígenas, no exercício do seu direito à livre determinação, têm direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas com seus assuntos internos ...

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    O que o velho Araweté pensa dos brancos enquanto seu mundo é destruído?

    O Brasil etnocida avança na Amazônia paraense: primeiro Belo Monte, agora Belo Sun Por ELIANE BRUM, do El Pais  Indígena Araweté, em reunião no centro de convenções de Altamira, no Pará. LILO CLARETO Ele era um ancião. Seu povo, Araweté. Tinha o corpo vermelho de urucum. O cabelo num corte arredondado. E estava sentado ereto, as mãos abraçando o arco e as flechas à sua frente. Ficou assim por quase 12 horas. Não comeu. Não vergou. Eu o olhava, mas ele jamais estabeleceu um contato visual comigo. Diante dele, lideranças indígenas dos vários povos atingidos por Belo Monte se revezavam no microfone exigindo o cumprimento dos acordos pela Norte Energia, a empresa concessionária da hidrelétrica, e o fortalecimento da Funai. Ele, como outros, não entendia o português. Estava ali, sentado numa cadeira de plástico vermelho, no centro de convenções de Altamira, no Pará. O que ele via? Há 40 anos, ele ...

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