Tag: indígenas

    blank

    ‘Índio bom é índio morto’

    Na volta de um passeio a cavalo, cerca de vinte indígenas da etnia Tupinikim, incluindo mulheres e crianças, foram abordados de forma violenta pela Polícia Militar no final da tarde desse sábado (4) na Rodovia ES-010, na altura da Praia dos Padres, em Aracruz, norte do Estado. Por Fernanda Couzemenco Do Século Diário As famílias retornavam de Mar Azul, quando cerca de quatro policiais se aproximaram aos gritos e com arma em punho, mandando que todos descessem e deitassem no chão. A alegação foi a obstrução indevida da via. Douglas Silva, presidente da Associação Indígena Tupiniquim e Guarani (AITG), conta que naquele trecho, sem acostamento, de fato os cavalos ocuparam a pista, mas, como pode ser constatado em vídeo postado nas redes sociais, não há outro local para os cavalos naquele ponto da rodovia. O vídeo (acima) também mostra as tentativas de diálogo dos indígenas, inclusive chamando um dos policiais pelo ...

    Leia mais
    blank

    É preciso avançar sobre terras indígenas?

    Portaria do Ministério da Justiça que muda o rito das demarcações atende aos ruralistas, mas produtividade do agronegócio não depende de novas áreas por Sergio Lirio, na Carta Capital    O imbróglio no campo vai além das terras indígenas Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil Apoiadora de primeira hora do impeachment de Dilma Rousseff, a bancada ruralista foi agraciada pelo governo Michel Temer. O Ministério da Justiça acaba de publicar uma portaria que altera o processo de demarcação de terras indígenas estabelecido em 1996 por Fernando Henrique Cardoso. O poder da Funai será esvaziado em favor de um grupo técnico submetido ao ministério. A portaria incorpora várias das medidas defendidas pelo agronegócio e tende a tornar o processo mais lento e burocrático. Em tese, o grupo técnico terá o poder de rever a extensão demarcada sugerida pela Funai. Nestes casos, prevê-se uma “reparação” às etnias por  “perda de área”. Até a ...

    Leia mais
    blank

    Nota de Repúdio contra a Portaria Nº 68 que muda os procedimentos de demarcação

    A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) atendendo o clamor de suas bases manifesta publicamente a sua indignação e repúdio à decisão do governo de facto de Michel Temer de publicar por meio do seu Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, a Portaria Nº 68, de 14 de janeiro de 2017,  através da qual, pretende mudar os procedimentos de demarcação das terras indígenas estabelecidos pelo Decreto 1775 / 96. No Cimi  Divulgação O governo, com essa medida, rasga de cara o texto constitucional que reconhece os direitos indígenas e o Decreto 1775 que embasa a demarcação das terras indígenas.   A Constituição afirma: “São reconhecidos aos índios, sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos seus bens”. A carta magna não diz que os povos indígenas só tem ...

    Leia mais
    blank

    Conheça um pouco sobre feminismo indígena no Brasil e sua importância

    Daniela Rosendo claramente explicou que feminismo é uma palavra cheia de significado e para entendermos todas as complexidades e nuances do movimento, que refletem as complexidades e nuances da sociedade, precisamos falar sobre feminismos – no plural. Ao mesmo tempo que todos se conversam e estão relacionados, é importante entender as demandas individuais de cada um. Fonte: Insecta Shoes É por isso que dessa vez vamos rascunhar sobre o feminismo indígena no Brasil. Rascunhar porque realmente não sabemos muito sobre o tema, estamos pesquisando, com desejo de entende-lo e descobri-lo melhor, para alcançar suas vozes mais importantes e suas demandas. Feminismo indígena não é uma pauta frequente, mas é uma pauta importantíssima, principalmente no Brasil atual. Começamos esse texto deixando claro que o objetivo não é falar pelas mulheres indígenas, mas com elas. Como disse Bia Cardoso em seu texto para o Blogueiras Feministas: “fundamental é conhecer e apoiar as demandas ...

    Leia mais
    blank

    Cerimônia de formatura em MT reúne 43 índios de 32 etnias diferentes

    Formandos do curso de Pedagogia Intercultural que reúne 32 etnias indígenas "Quando cheguei aqui a primeira vez, não me comportei bem. A gente não conversava. A gente só ficava olhando um para o outro. Depois fui conhecendo as pessoas e fazendo amizades." Fonte: UOL por, Asdrúbal Figueiredo O relato é de Nawaki Ikpeng, da etnia ikpeng, e se refere aos primeiros contatos dele com seus colegas de outras etnias no curso de pedagogia intercultural da Faculdade Indígena Intercultural da Unemat (Universidade do Estado do Mato Grosso). Ele e mais 42 colegas no final de novembro. Nawaki mora na aldeia Rawo, dentro do Parque Indígena do Xingu, no norte de Mato Grosso. Para chegar ao campus no município de Barra do Bugres, a cerca de 160 km de Cuiabá, são quase dois dias de viagem, juntando os deslocamentos e a espera pelos transportes. Ele vai a pé da aldeia até uma ...

    Leia mais
    blank

    Índios pataxó se formam médicos, vestidos a caráter

    Dois jovens da etnia pataxó se formaram médicos pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amaynara Silva Souza e Vazigton Guedes Oliveira, ambos de 27 anos, foram receber os diplomas a caráter neste sábado, 24: rostos pintados, cocar com grandes penas e muitos adereços coloridos. Fonte: Só Notícia Boa As pinturas nos rostos são comuns entre as tribos em datas festivas. E na colação de grau não poderia ser diferente: “Esperei por esse dia minha vida toda”, diz Amaynara. Ela veio das terras indígenas de Carmésia, no Vale do Rio de Doce mineiro, e ele de Cumuruxatiba, no Sul da Bahia, para se juntarem à turma com 130 alunos. O desejo por um dos cursos mais concorridos nasceu da necessidade de melhorar a qualidade de vida das tribos. A intenção dos novos médicos é se especializar em medicina de família e comunidade e retornar os conhecimentos ...

    Leia mais
    blank

    As indígenas nos mostram 305 novas maneiras (ou mais) de ser mãe

    O som estridente das Kayapó corta a poeira e os ouvidos na tarde quente, as crianças nas ancas. Dois Yawalapiti saem em casal de dentro de sua oca, a mulher com a mão no ombro do homem que toca um ubu, uma espécie de flauta gigante. As Krahô cantam um mantra hipnótico, parecem estar em transe. Na sua frente, um único rezador dança com um chocalho, se deslocando do começo ao fim da linha de mulheres num vai e vem interminável. As Fulni-ô não participam da apresentação de abertura – parece que este ano quase só vieram homens. Por  ANDRESSA DREHER, do Az Mina  A maioria das mulheres Kayapó não fala português, mas entende. Foto: Maria Ribeiro OBrasil tem 305 etnias indígenas que falam 274 línguas, segundo o IBGE. A gente sabe disso porque os amigos publicam o censo populacional no Facebook e porque lemos os jornais. Mas não entendemos – ...

    Leia mais
    PALMAS (TO)- Índios acompanham as competições no segundo dia dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    O silêncio dos inocentes: a cada 100 índios que morrem no Brasil, 40 são crianças

    Cerca de 40% de todas as mortes entre índios brasileiros registradas desde 2007 foram de crianças com até 4 anos. O índice é quase nove vezes maior que o percentual de mortes de crianças da mesma idade (4,5%) em relação ao total de óbitos no Brasil no mesmo período. Por João Fellet, da BBC Saúde oferecida aos índios está em patamar muito inferior à do resto da população (Foto: BBC) Um levantamento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) obtido pela BBC Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação revela que indicadores da qualidade do serviço de saúde prestado aos índios estão em patamar muito inferior aos do resto da população. Os dados detalham todas as mortes de índios registradas desde 2007 em cada um dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que englobam uma população de cerca de 700 mil índios. As informações de 2013 estão incompletas. O ...

    Leia mais
    blank

    Morre Rosane Kaingang, importante líder indígena do Sul do Brasil

    Rosane Kaingang participou da fundação da Apib, foi coordenadora de Desenvolvimento Comunitário da Funai e defensora dos direitos das mulheres indígenas Do  Instituto Socioambiental Morreu, ontem (16/10), em Brasília, Rosane Mattos Kaingang, 54 anos, uma das principais líderes indígenas do Sul do País. Ela estava internada no Hospital Universitário (HUB) e lutava, há cerca de três anos, contra um câncer. Rosane pertencia à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e à Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul). Recentemente, foi uma das responsáveis por uma missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que investigou as condições de vida e violações aos direitos das populações indígenas do Sul do Brasil. Em março, em uma audiência na Câmara com a relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, Rosane emocionou-se ao lembrar da morte do menino Kaigang Vítor Pinto, de 2 anos, ...

    Leia mais
    blank

    Decisão histórica confirma que Terra Indígena Batelão (MT) é dos Kawaiwete

    Vitória pode não ser definitiva, mas abre caminho para conclusão da demarcação da área. Sentença confirma que indígenas foram expulsos de suas terras e impedidos de retornar no Instituto Socioambiental A Justiça Federal confirmou, na segunda (19/9), que a Terra Indígena (TI) Batelão, no norte de Mato Grosso, é mesmo de ocupação tradicional dos índios Kawaiwete, conhecidos como Kaiabi. A sentença abre caminho para a conclusão do processo de demarcação, paralisado desde 2007 por uma ação judicial proposta por fazendeiros, pouco depois de a área ter sido declarada como indígena pelo Ministério da Justiça. Ainda cabem recursos, já que a decisão é de 1ª instância. Embora não haja garantia de que seja definitiva, a vitória dos Kawaiwete é histórica. Eles foram expulsos de sua terra original e deslocados para o Parque Indígena do Xingu (PIX), no nordeste de Mato Grosso, cerca de 300 quilômetros a leste, no início dos anos 1960, ...

    Leia mais
    blank

    Indígenas denunciam violência e racismo na ONU

    Em Genebra, governo brasileiro tenta ignorar acusações Por Felipe Milanez, da Carta Capital  A semana foi marcada por constrangimentos internacionais para o governo Temer. Na terça-feira 20, na sede das Nações Unidas, em Nova York, representações diplomáticas de sete países deixaram a sala na hora do discurso de Michel "Fora" Temer. No mesmo dia, em Genebra (Suíça), foi apresentado, na 33ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, o relatório da visita ao Brasil de Victoria Tauli-Corpuz, relatora especial sobre a questão indígena do organismo internacional. A conclusão do trabalho é extremamente preocupante: "No atual contexto político, as ameaças que os povos indígenas enfrentam podem ser exacerbadas e a proteção de longa data de seus direitos pode estar em risco." Em comunicação anterior, Tauli-Corpuz já havia alertado para o risco de "ações etnocidas" em curso, e que estão se agravado após o golpe. Entre as criticas da ONU está o ...

    Leia mais
    blank

    305 etnias e 274 línguas: estudo revela riqueza cultural entre índios no Brasil

    Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão. O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades. Por João Fellet, da BBC  As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana. Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em ...

    Leia mais
    blank

    O indígena, aquele que deve morrer

    A questão indígena é um problema que nunca foi equacionado nas políticas públicas brasileiras. Grande parte foi exterminada, desde o tempo da colonização e hoje compõem apenas 0,4% da população o que equivale a  817 mil pessoas constituindo 300 povos. Vivem muito concentrados em apenas 200 municípios entre os mais de cinco mil existentes no Brasil. Por Leonardo Boff, do Jornal do Brasil  Praticamente eles não contam. Só a partir de 1991 que começaram a entrar no censo populacional efetivado pelo IBGE. A questão tornou-se aguda, como sempre foi, neste ano com o assassinato de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, um guarani-kaiowá, de 26 anos, um agente de saúde, morto à bala na fazenda Yvu, em Caarapó, a 273 km de Campo Grande em Mato Grosso do Sul. Outros cinco membros da comunidade foram feridos entre eles um menino de 12 anos. Cerca de 200 camionetes e carros cercaram as tendas ...

    Leia mais
    blank

    Estudos de delimitação de quatro territórios indígenas são aprovados

    Estudos identificaram as Terras Sawré Muybu (PA), Ypoi/Triunfo (MS), Sambaqui (PR) e Jurubaxi-Téa (AM) Do Portal Brasil Os estudos de identificação e delimitação das Terras Indígenas Sawré Muybu (PA), Ypoi/Triunfo (MS), Sambaqui (PR) e Jurubaxi-Téa (AM) foram publicados, nesta terça-feira (19), no Diário Oficial da União. O levantamento, fruto de uma investigação histórica e geográfica, demarca e reconhece o tamanho do espaço que deve ser considerado direito de cada povo, além de avaliar as condições ambientais para a subsistência e bem-estar dos habitantes. De acordo com o presidente da Fundação Nacional do Índio, João Pedro da Costa, com os atos, o governo federal reconhece a tradicionalidade da ocupação dos respectivos povos sobre suas terras e avança na garantia do direito ao território para essas populações. Os Munduruku A Terra Indígena Sawré Muybu tem 178.173 hectares e é de ocupação tradicional do povo Munduruku. Está localizada nos municípios de Itaituba e Trairão, Estado do Pará. O ...

    Leia mais
    blank

    Universidade Federal de Roraima tem primeiro reitor indígena do Brasil

    Criada em 1989, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) tem o primeiro reitor roraimense e descende de indígena do país. Doutor em Agronomia, Jefferson Fernandes do Nascimento, 51 anos, estará à frente da instituição nos próximos quatro anos (2016-2020) com o apoio do vice-reitor Américo Alves de Lyra Júnior, professor doutor do curso de Relações Internacionais da UFRR. No Portal Mec Segundo o novo reitor, empossado nesta quarta-feira, 10, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os desafios são enormes, mas a motivação é maior. “Conhecer a região e ter vivido todo o processo de ocupação e desenvolvimento regional nos dá condições para contribuir de forma mais efetiva”, afirma o reitor. “Queremos, com muito diálogo e com uma gestão compartilhada, trabalhar para ampliar o ensino para os povos indígenas. Como Instituição, temos a função social de inclui-los no processo de educação superior, inclusive em pós-graduação”, acrescentou. Nesse sentido, Aloisio Mercadante defendeu ...

    Leia mais
    blank

    Cinco escritoras indígenas contemporâneas que precisam ser divulgadas

    Ouvi uma vez num curso de oratória que nunca se deve começar a falar com um pedido de desculpas. Mas confesso que é muito difícil fazer essa lista fingindo que não precisa ser problematizada. Eu me questiono como uma mulher branca privilegiada indicando “o que as pessoas deveriam conhecer” em termos de literatura indígena; eu questiono o conceito de literatura e por que nessa lista está tão atrelado a uma ideia de escrita ocidental formal. Ao mesmo tempo, quis começar com algum lugar e sei que a lista tem limitações em tantos sentidos que não valeria a pena enumerar. Por Luisa Geisler Do Desacato O foco em autoras contemporâneas é importante (pra mim) para evitar uma ideia estereotipada da cultura indígena. Importa saber o que se faz hoje, que autores podemos ler hoje. Talvez a lista não seja perfeita nem honre todas as escritoras que merecem esse espaço. E claro que ...

    Leia mais
    blank

    Nota do Cimi sobre menino Kaingang assassinado enquanto era amamentado

    O Conselho Indigenista Missionário, Regional Sul, vem a público manifestar sua indignação com o cruel assassinato de Vítor Pinto, criança Kaingang de dois anos de idade. O crime ocorreu na rodoviária de Imbituba, município de Santa Catarina. Do Conic Vitor estava sendo amamentado pela mãe, Sônia da Silva, quando um homem se aproximou, acariciou seu rosto e, com um estilete, o degolou. Enquanto a mãe e o pai – Arcelino Pinto – desesperados tentavam socorrer a criança, o assassino seguiu caminhando pela rodoviária até desaparecer. Vítor faleceu em um local que a família Kaingang imaginava ser seguro. As rodoviárias são espaços frequentemente escolhidos pelos Kaingang para descansar, quando estes se deslocam das aldeias para buscar locais de comercialização de seus produtos. A família de Vítor é originária da Aldeia Kondá, localizada no município de Chapecó, Oeste de Santa Catarina. Vítor estava na rodoviária com os pais e outros dois irmãos, ...

    Leia mais
    exibir

    Índios já viviam na Amazônia 11 mil anos antes da chegada dos colonizadores

    Quando os primeiros exploradores espanhóis e portugueses descobriram a Amazônia, pouco mais de 1500 anos atrás, ela já havia sido descoberta por populações indígenas há mais de 11 mil anos. As pesquisas arqueológicas na região revelam uma sociedade complexa, cujas obras impressionantes em madeira não resistiram ao tempo. por Glauce Monteiro Do UFPA A arqueóloga e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Denise Schaan, fala sobre as sociedades que viviam na região muito antes do “Novo Mundo” ser descoberto. “Em vez de construírem templos e pirâmides de pedra, na falta dessas, utilizaram construções de terra e madeira. O problema é que a madeira não sobreviveu”, considera. Isso porque há problemas de preservação de artefatos nos solos tropicais. A pesquisadora conta que as descobertas arqueológicas validam os relatos históricos, na maioria das vezes, mas são importantes por fornecer provas materiais sobre o modo de vida ...

    Leia mais
    blank

    “Os antropólogos contam tudo errado! Nós somos as autoras das nossas falas.”

    Entrevista com Nelly Duarte (Marubo) e Sandra Benites (Guarani) Por Oiara Bonilla e Bruna Franchetto, do DR Nelly Duarte: “Sou Marubo, nasci na aldeia Posto Indígena Curuçá, no vale do rio Javari, Amazonas. Surgi dos meus pais, Ranẽ Tupanë e Tamã Shëta. Cursei Bacharelado em Antropologia na Universidade Federal do Amazonas e hoje sou aluna do curso mestrado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ. Moro em Icaraí – Niterói/RJ”. Sandra Benites: “Nasci na aldeia Porto Lindo, no Mato Grosso do Sul, onde aprendi a ler e escrever. Já casada fui morar no Espírito Santo e cursei o Magistério Indígena na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje moro no Rio e, em março de 2016, começo o curso de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ”. Nelly Sou neta de João Tuxaua, liderança Marubo, considerado um ser especial entre seu povo. Desde que comecei ...

    Leia mais
    Reprodução Tribo é atravessada pelo rio, a poucas dezenas de quilômetros da fronteira entre MG e ES

    ‘Não podemos pescar, tomar banho…o rio morreu para nós’

    Tribo krenak, à beira de rio contaminado por lama escoada de barragem rompida em Mariana, têm subsistência ameaçada Do iG  "Não podemos tomar banho, não podemos pescar...O rio morreu para nós", disse à BBC Brasil o indígena Aiá Krenak, enquanto contemplava as plácidas águas do rio Doce, contaminadas pela lama espessa que escoa há dez dias de duas barragens de rejeitos de Mariana, a 100 km de Belo Horizonte. Os krenak vivem em uma tribo de cerca de 350 índios atravessada pelo rio, a poucas dezenas de quilômetros da fronteira entre Minas Gerais e Espírito Santo. Tida como sagrada há gerações, toda a água utilizada pelos índios para consumo, banho e limpeza vinha dali. Tribo interrompou Estrada de Ferro Vitória-Minas, em protesto contra a contaminação do rio Doce "Vi muito peixe morto, quase desmaiei, de tanto chorar", contou Dejanira de Souza Krenak, outra moradora da tribo. ...

    Leia mais
    Página 4 de 8 1 3 4 5 8

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist