quarta-feira, maio 27, 2020

    Tag: Kabengele Munanga

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    “As facetas de um racismo silenciado” de Kabengele Munanga

    Resenha de "As facetas de um racismo silenciado" de Kabengele Munanga Foto: IEA Por Vinicius Becker de Souza O texto começa diferenciando dois tipos de racismo: um institucionalizado, explícito, com consentimento do poder público e da sociedade como um todo; outro implícito, "silenciado" e negado por todos. No Brasil, temos o segundo caso, "tem-se o preconceito de se ter preconceito" (Fernandes apud Munanga). Munanga busca a origem desse comportamento na ideologia da elite dominante – o já discutido mito da democracia racial – em contraponto com o senso comum que coloca a culpa na falta de instrução. A visão do Brasil como um país mestiço, onde há um convívio harmonioso entre as diferentes raças, esteve bastante difundida entre todas as camadas da sociedade para fomentar a unidade nacional. Mas a "mistura" entre brancos, índios e negros não produziu igualdade de condições aos seus descendentes, antes pelo ...

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    Kabengele Munanga – Superando o Racismo na Escola

    Capa: Tania Anaya A reedição de Superando o Racismo na Escola dá-se no contexto aberto pela sanção da Lei no 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, oficiais e particulares. A reflexão sobre o lugar das tradições africanas no redesenho cultural da escola brasileira incentiva professores e professoras a relacionarem-se  com o mundo de possibilidades que a sociabilidade negra criou, para além das referências e práticas eurocêntricas, cujas reiteração e reprodução na escola brasileira ainda fazem desta mais um problema do que uma solução para os desafios de nossa sociedade. Organizado por Kabengele Munanga, e editado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e diversidade (SECAD)/Ministério da Educação (MEC), trata-se de uma obra para refletir e propor mudanças contra uma das mais perversas formas de violência perpetradas cotidianamente na sociedade ...

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    STF: Audiencia Pública Kabengele Munanga

    Ministro Ricardo Lewandowski Foto: IEA Chamo agora para fazer uso da palavra o eminente Professor Kabengele Munanga, Professor da Universidade de São Paulo, aqui representando o Centro de Estudos Africanos desta instituição de ensino. O eminente Professor dispõe de até quinze minutos para fazer o seu pronunciamento. AUDIÊNCIA PÚBLICA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 186 RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 O SENHOR KABENGELE MUNANGA (REPRESENTANDO O CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) - Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Excelentíssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa, Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora-Geral da República Doutora Deborah Duprat, Senadora Ceres Cesarenko, Ministro Edson Santos, Deputados Luiz Alberto e Carlos Santana. "Bem, eu ingressei no Programa de Pós-Graduação em ciências sociais da Universidade de São Paulo em 1975. Fui o primeiro negro a concluir o doutorado em antropologia social nessa universidade em 1977. Por mera coincidência, esse primeiro negro era oriundo do ...

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    Kabengele Munanga diz que políticas de cotas podem corrigir quadro gritante de discriminação no Brasil

    Foto: IEA Representante do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), Kabengele Munanga participou do segundo dia de debates da audiência pública sobre políticas de acesso ao ensino superior, promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Africano residente no Brasil há 35 anos, o doutor em antropologia social considerou "gritante" o quadro de discriminação no país, se comparado com outras nações que conviveram com o racismo, como os Estados Unidos e a África do Sul. "Os dados mostram que, à véspera do Apartheid, a África do Sul tinha mais negros com diploma de nível superior do que no Brasil de hoje", observou. Para ele, "algo está errado no país da democracia racial, que precisa ser corrigido", e que pode ser alcançado, ou amenizado, por meio da adoção de programas de ação afirmativa. Ele lembrou que nos últimos oito anos, a começar pela Universidade Federal ...

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    Kabengele Munanga-Uma Abordagem Conceitual das Noções de Raça, Racismo, Identidade e Etnia

    Por Kabengele Munanga Foto: IEA Etmologicamente, o conceito de raça veio do italiano razza, que por sua vez veio do latim ratio, que significa sorte, categoria, espécie. Na história das ciências naturais, o conceito de raça foi primeiramente usado na Zoologia e na Botânica para classificar as espécies animais e vegetais. Foi neste sentido que o naturalista sueco, Carl Von Linné conhecido em Português como Lineu (1707-1778), o uso para classificar as plantas em 24 raças ou classes, classificação hoje inteiramente abandonada. Como a maioria dos conceitos, o de raça tem seu campo semântico e uma dimensão temporal e especial. No latim medieval, o conceito de raça passou a designar a descendência, a linhagem, ou seja, um grupo de pessoa que têm um ancestral comum e que, ipso facto, possuem algumas características físicas em comum. Em 1684, o francês François Bernier emprega o termo no sentido ...

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    Abordagem Conceitual das Noções de Raça, Racismo, Identidade e Etnia

    Por Kabengele Munanga Foto: IEA Etmologicamente, o conceito de raça veio do italiano razza, que por sua vez veio do latim ratio, que significa sorte, categoria, espécie. Na história das ciências naturais, o conceito de raça foi primeiramente usado na Zoologia e na Botânica para classificar as espécies animais e vegetais. Foi neste sentido que o naturalista sueco, Carl Von Linné conhecido em Português como Lineu (1707-1778), o uso para classificar as plantas em 24 raças ou classes, classificação hoje inteiramente abandonada. Como a maioria dos conceitos, o de raça tem seu campo semântico e uma dimensão temporal e especial. No latim medieval, o conceito de raça passou a designar a descendência, a linhagem, ou seja, um grupo de pessoa que têm um ancestral comum e que, ipso facto, possuem algumas características físicas em comum. Em 1684, o francês François Bernier emprega o termo no sentido ...

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    Kabengele: Nosso racismo é um crime perfeito

    Por Camila Souza Ramos e Glauco Faria Foto: IEA Fórum - O senhor veio do antigo Zaire que, apesar de ter alguns pontos de contato com a cultura brasileira e a cultura do Congo, é um país bem diferente. O senhor sentiu, quando veio pra cá, a questão racial? Como foi essa mudança para o senhor? Kabengele - Essas coisas não são tão abertas como a gente pensa. Cheguei aqui em 1975, diretamente para a USP, para fazer doutorado. Não se depara com o preconceito à primeira vista, logo que sai do aeroporto. Essas coisas vêm pouco a pouco, quando se começa a descobrir que você entra em alguns lugares e percebe que é único, que te olham e já sabem que não é daqui, que não é como "nossos negros", é diferente. Poderia dizer que esse estranhamento é por ser estrangeiro, mas essa comparação na ...

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    Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli

    Foto: IEA Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009 , intitulada "Monstros tristonhos", o geógrafo Demétrio Magnoli critica e acusa agressivamente as Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCAR) e também a mim, Kabengele Munanga, Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. As duas universidades são criticadas e acusadas por terem, segundo o geógrafo, criado "tribunais raciais" que rejeitam as matrículas de jovens mestiços que optam pelas cotas raciais. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, trata-se apenas de Tatiana de Oliveira, cuja matrícula foi cancelada menos de um mês após o início do curso de Pedagogia.. No caso da Universidade Federal de São Carlos, trata-se do estudante Juan Felipe Gomes. O acusador acrescenta que um quarto dos candidatos aprovados na UFSCAR ...

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    Kabengele Munanga – “África e Imagens de África”

    Foto: IEA (...)o problema é que nós sabemos que muitas destas identidades podem ser manipuladas na luta pelo poder. Por exemplo, muitos dos conflitos que hoje chamam-se de conflitos étnicos na África, do meu ponto de vista, são guerras civis, em que as pessoas manipulam as identidades étnicas ou regionais para ter acesso ao poder. SANKOFA: Professor Kabengele Munanga, muito obrigado pela sua presença. Temos aqui três blocos de questões: a) sobre a África e os estudos de África; b) sobre os estudos de África no Brasil; c) sobre educação, África e os afro-descendentes. Começando o 1º bloco temos uma pergunta acerca da importância do saber e do conhecimento africano na época dos movimentos de independência. A geração intelectual que participou dos movimentos de independência nacional na África lutou por um sujeito africano do saber. O Sr. acredita que este é um objetivo alcançável hoje? MUNANGA: ...

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    Kabengele Munanga: A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil

    Fonte: Eu, um Negro Foto: IEA PARA O ANTROPÓLOGO Kabengele Munanga, professor-titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, não é fácil definir quem é negro no Brasil. Em entrevista concedida a ESTUDOS AVANÇADOS, no último dia 13 de fevereiro, ele classifica a questão como "problemática", sobretudo quando se discutem políticas de ação afirmativa, como cotas para negros em universidades públicas."Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política", afirma. Kabengele Munanga é atualmente vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu de Arte Contemporânea da USP. Nasceu em 19 de novembro de 1942 no antigo Zaire, onde recebeu sua educação primária e secundária. Sua educação superior ocorreu em seu país natal, de 1964 a 1969. Foi o primeiro ...

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