quarta-feira, julho 8, 2020

    Tag: Moçambique

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    Saiba como ajudar vítimas do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbábue e no Malaui

    Organismos de ajuda humanitária internacional recolhem doações para vítimas do ciclone no sudeste da África. Do G1 Homem acena perto da sua casa inundada após a passagem do Ciclone Idai no distrito de Buzi, perto de Beira, em Moçambique (Foto: Reuters/Siphiwe Sibeko) A passagem do ciclone Idai no sudeste da África deixou centenas de mortos e desabrigados em Moçambique, no Zimbábue e no Malaui. Na região moçambicana de Beira, onde o estrago foi maior, há pessoas ilhadas, sem água e sem comida, e integrantes de equipes de ajuda humanitária estão preocupados com o risco de surto de cólera. Confira abaixo algumas organizações internacionais e entidades filantrópicas que estão recebendo ajuda para as áreas afetadas. ONU – Um comitê internacional de ajuda humanitária a crises das Nações Unidas aceita doações para fornecer alimentação medicamentos e abrigo para os três países atingidos pelo ciclone; Unicef – Outro organismo da ...

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    Mia Couto: Situação em Moçambique “é apocalíptica”

    O número de mortos em Moçambique não pára de subir na sequência do ciclone Idai. Ao JN, o escritor Mia Couto descreve o drama que atinge o país. Por Ivo Neto, do JN Foto: Leonardo Negrão/Global Imagens Como descreve a situação que se vive atualmente na região da Beira? A situação é apocalíptica. Mas começa a haver sinais de resposta. A ajuda está a chegar e os residentes estão a dar os primeiros passos para reconstruir a cidade e refazer as condições imediatas para sobreviverem. A situação mais grave agora é aquela que se vive na periferia da cidade e nas regiões vizinhas do Buzi e Dondo. Qual é o maior risco que as populações correm neste momento? Para alguns é o risco da sobrevivência imediata. Ainda há muita gente em cima de ruínas, de telhados e de árvores à espera de socorro. Estão assim há mais ...

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    Cecilia Borges e seu filho Fernandinho Armindo caminham por um assentamento informal destruído em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/de Wet

    ONU pede apoio internacional para Moçambique após ciclone deixar 400 mil desalojados

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, cobrou mais apoio da comunidade internacional a Moçambique, onde enchentes e um ciclone na semana passada desalojaram 400 mil pessoas e deixaram outras 259 mortas, segundo dados obtidos por agências das Nações Unidas. Da Onu  Cecilia Borges e seu filho Fernandinho Armindo caminham por um assentamento informal destruído em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/de Wet Em pronunciamento nesta sexta-feira (22), o chefe das Nações Unidas enfatizou que, mesmo com a liberação de 20 milhões de dólares do Fundo de Resposta de Emergências da Organização, mais recursos são necessários para enfrentar as consequências do desastre. Ao final da semana passada, o ciclone Idai atingiu Moçambique, Malauí e Zimbábue, deixando uma rastro de destruição e morte por onde passou. O território moçambicano foi o mais atingido pela tempestade, que registrou ventos de 150 km/h. “Com lavouras destruídas no celeiro (região produtora de alimentos) de Moçambique, ...

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    Ativista Graça Machel (Foto: Zahur Ramji / World Economic Forum,)

    Graça Machel e o protagonismo feminino em Moçambique

    A luta pelo empoderamento feminino em Moçambique é um grande mérito da ativista Graça Machel. No entanto, o histórico de protagonismo das mulheres na construção do país tem início antes mesmo do processo de independência. Graça Machel é conferencista no especial do Fronteiras do Pensamento em Salvador. Aproveite o valor promocional e garanta sua participação nas três conferências! Diretora de uma série de organizações sociais, Graça Machel foi a primeira Ministra da Educação de Moçambique, por duas vezes primeira-dama de países africanos e última esposa de Nelson Mandela, com quem idealizou alguns dos projetos sociais nos quais trabalha hoje. Em entrevista ao Correio Braziliense, a ativista moçambicana falou sobre a história do país, o papel das mulheres no continente africano, seu trabalho social e os conflitos atuais de Moçambique. Seu trabalho é voltado para os direitos das mulheres e das crianças. Como a avalia a participação feminina na construção de ...

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    (Foto: Bryan Steffy/ Getty Images)

    Graça Machel entre os 100 africanos mais influentes do continente

    Pelo quinto ano consecutivo, a  New African, uma revista africana, divulgou no seu número de Dezembro a lista das 100 personalidades africanas mais influentes  em diversos domínios de actividade. Graça Machel é uma das pessoas consideradas, pela publicação, que “cujos actos causaram impacto  e deixaram a sua marca num ano de desafios”. Fonte: VIVA TV A antiga primeira-dama de Moçambique já tinha sido distinguida como uma das 100 personalidades africanas mais influentes pela mesma publicação em 2012.  “Graça Machel, ou Mama África, como ela é carinhosamente conhecida, ainda granjeia enorme respeito internacional. A ativista  ainda está muito envolvida em muitas frentes, na sociedade civil com sua própria associação ajudando as mulheres e os desfavorecidos. Ela também é um membro-chave da comunidade empresarial, especialmente em seu país natal, Moçambique. Ela faz parte do conselho de várias organizações internacionais que se dedicam ao desenvolvimento e à governança em África”, escrevia a New African em ...

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    Sul-africanos recordam Samora Machel aos 30 anos de sua trágica morte

    Do Prensa Latina Pretória, 17 out (Prensa Latina) Os sul-africanos prestarão tributo de recordação hoje ao falecido presidente de Moçambique, Samora Machel, ao se completar 30 anos de sua trágica morte em um acidente de avião ocorrido aqui em 19 de outubro de 1986. Prevista no local onde aconteceu o fato, em Mbuzini, província de Mpumalanga (a 460 quilômetros ao leste de Pretória), a cerimônia contará com a presença do primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, e do vice-presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Também participarão familiares dos que morreram junto a Machel no fatal incidente, não esclarecido ainda após três décadas. A comemoração destacará a vida do dignatário moçambicano, que manteve-se no poder desde o dia 25 de junho de 1975 (pouco depois da independência) até o momento de seu falecimento. Segundo sublinhou um comunicado oficial, a homenagem colocará em destaque o papel desempenhado por Moçambique na ...

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    Viúva de Samora Machel diz que cabe a Moçambique e África do Sul apurar a verdade

    A viúva de Samuel Machel, primeiro Presidente moçambicano, Graça Machel, disse esta segunda-feira ser responsabilidade dos governos de Moçambique e da África do Sul descobrir as causas do desastre aéreo que vitimou o estadista há trinta anos. Do Sic Noticias "É responsabilidade dos dois governos, de Moçambique em primeira mão, porque ele era Presidente de Moçambique, e da África do Sul, porque o avião caiu neste país, demonstrarem que de facto estão a trabalhar incansavelmente para trazer a verdade ao de cima", afirmou Graça Machel, em declarações aos jornalistas, à margem de uma cerimónia alusiva aos trinta anos da morte de Samora Machel em Mbuzini, África do Sul, local da tragédia. Graça Machel lembrou que todas as investigações ao desastre, ocorrido a 19 de outubro de 1986, foram inconclusivas e que a família continua à espera. Na cerimónia, que juntou centenas de convidados no memorial erguido em memória de Machel em ...

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    Sesc-SP oferece curso sobre musicalidades do atlântico negro e cultura africana

    Estão abertas as inscrições para o curso Diásporas musicais centro-africanas e a formação das musicalidades do Atlântico, que será ministrado no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP, pelo historiador Rafael Galante. Tendo como eixo central uma discussão acerca da história social das musicalidades negras no espaço Atlântico, o curso tem por objetivo dar visibilidade a alguns elementos históricos das diásporas musicais centro-africanas, tendo em vista principalmente a importância central de seu legado cultural, artístico e filosófico para a formação das culturas musicais afro-americanas no amplo contexto histórico das afro-américas e especialmente no tocante aos processos de formação da maior parte das musicalidades afro-brasileiras do passado e do presente. no  GIRASP  O programa aborda as musicalidades e aspectos culturais de vários países entre eles Cuba, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Brasil e Estados Unidos. Uma excelente oportunidade para músicos, artistas, educadores e todos que desejam ampliar seu repertório a respeito das diferentes culturas africanas, afro-brasileira ...

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    Discurso proferido por Mia Couto ao receber o título Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo

    O livro que era uma casa. A casa que era um país Por Mia Couto, do Conti Outra  Todos os povos amam a Paz. Os que passaram por uma guerra sabem que não existe valor mais precioso. Sabem que a Paz é um outro nome da própria Vida. Vivemos desde há meses sob a permanente ameaça do regresso à guerra. Os que assim ameaçam devem saber que aquele que está a ser ameaçado não é apenas um governo. O ameaçado é todo um povo, toda uma nação. Pode não ser este o momento, pode não ser este o lugar. Mas é preciso que os donos das armas escutem o seguinte: não nos usem, a nós, cidadãos de Paz, como um meio de troca. Não nos usem como carne para canhão. Diz o provérbio que “sob os pés dos elefantes quem sofre é o capim”. Mas nós não somos capim. Merecemos ...

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    Moçambique descriminaliza homossexualidade e aborto

    O Moçambique descriminalizou a homossexualidade, ao aprovar reformas a um código de leis que datava de 1886, época que o país - independente desde 1975 - ainda era uma colônia portuguesa. Por Gabriela Bazzo, do Brasil Post De acordo com o site Pink News a homossexualidade podia ser punida no país com três anos de trabalhos forçados, internação em uma instituição psiquiátrica ou afastamento das atividades profissionais. A lei que estava em vigor até esta segunda, previa nos artigos 70 e 71, pena "aos que se entreguem habitualmente à prática de vícios contra a natureza". Com a medida, o Moçambique se torna a 21ª nação africana a legalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo, segundo o International Business Times. Segundo a publicação espanhola El Mundo, tais penas não eram aplicadas desde 1975. O novo código penal, que entra em vigor nesta segunda-feira (29), foi articulado pelo presidente Armando Guebuza, que ...

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    Homossexualidade vai deixar de ser crime em Moçambique

    A Homossexualidade tem sido um dos assuntos mais controversos em relação ao direito das minorias em Moçambique. Em artigos, previamente publicados no Global Voices, destacamos a luta incansável da organização Lambda em prol da sua legalização. A Lambda pretende ser uma associação de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). Por Dércio Ernesto Tsandzana no Global Voices Esta organização luta pela sua própria legalização e reconhecimento pelo Estado há sete anos. Até à data, não lhes foi concedido esse direito. Mas, à luz do novo Código Penal, que vai entrar em vigor a partir de 29 de Junho, a homossexualidade deixará de ser considerada como crime. A revisão do Código Penal (CP) moçambicano ocorreu no passado mês de Dezembro e entrará em vigor a 29 de Junho. Na revisão do CP, promulgada pelo Presidente Filipe Nyusi, são revogados artigos que levantavam dúvidas sobre medidas a aplicar no ...

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    Os 40 anos de independência de Moçambique

    Os moçambicanos comemoram hoje o fim do período colonial. Do Rede Angola Cada veterano uma causa, a causa era comum, em cada ruga do rosto uma memória e até estas são semelhantes, a mesma motivação e um passado repartido entre guerrilheiros da Frelimo ouvidos pela Lusa a propósito dos 40 anos da independência de Moçambique, assinalados hoje. Os primeiros a sair para o mato foram os pais, depois Félix Nkumi, quando os padres da Missão do Sagrado Coração de Jesus, em Nangololo, província de Cabo Delgado, abandonaram em 1964 a região tornada teatro de guerra, deixando o então jovem moçambicano sem escola para estudar. “Não consegui sair com os padres, mas consegui localizar os meus pais, e juntei-me a eles na luta de libertação”, relata o antigo combatente da Frelimo, que atravessou em Cabo Delgado os dez anos de guerra colonial e que, depois da independência, serviu no exército contra as ...

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    O sangue negro de Noêmia Souza

    Dentro do contexto literário de Moçambique a autora Noêmia de Souza possui uma participação ativa na produção de poemas engajados, que questionam estruturas sociais de repressão sobre a mulher e o processo de independência de Moçambique. Noêmia representa a coragem da mulher africana em reivindicar seus direitos à liberdade e ao ideal de nação africana. por Bruna Menezes no Afreaka Noêmia, autora contemporânea que se consagrou como escritora da poesia combate, retrata na poesia traços do processo de libertação política de Moçambique. Abaixo o poema que pertence a coletânea “Sangue negro”:   “Bates-me e ameaças-me Agora que levantei minha cabeça esclarecida E gritei: “Basta!” (…) Condenas-me à escuridão eterna Agora que minha alma de África se iluminou E descobriu o ludíbrio  E gritei, mil vezes gritei: _Basta!”. Armas-me grades e queres crucificar-me Agora que rasguei a venda cor-de-rosa E gritei: “Basta!”   Condenas-me à escuridão eterna Agora que minha alma de ...

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    “Para o Ocidente, interessa mostrar uma África curvada aos seus pés”, diz jornalista moçambicano

    Em dezembro, o novo Código Penal de Moçambique legalizou o aborto e derrubou duas leis que davam margem para a criminalização da homossexualidade Por Marcelo Hailer, do Revista Fórum  Em dezembro de 2014, com a reforma do Código Penal, Moçambique se tornou o quarto país africano a legalizar o aborto e a regulamentar uma série de dispositivos que já eram praticados pelos hospitais públicos do país. O novo código também eliminou duas leis da época de colônia, que davam margem para a criminalização da homossexualidade, e reafirmou a lei trabalhista que proíbe a demissão por orientação sexual e gênero. Com esta reforma, Moçambique apresenta um Código Penal mais avançado que o do Brasil e de muitos países ocidentais. Porém, pouco ou quase nada foi noticiado e discutido por aqui. As únicas notícias que chegam da África dão conta do conflito armado na Nigéria. E, mesmo quando Moçambique se tornou notícia ...

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    IX Circuito de Teatro em Português

    01 a 21 de Novembro de 2014 Em São Paulo e demais localidades: Arujá, Cubatão, Diadema, Jacareí, Mauá, São José dos Campos, São Bernardo do Campo, Santo André, e São Caetano do Sul. Guest Post para o Portal Geledés Celebrar e debater a Língua Portuguesa! O Circuito de Teatro em Português é um projeto de intercâmbio teatral dos países de língua oficial Portuguesa que reúne anualmente no Brasil companhias de teatro de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este ano, estarão presentes no Circuito: 4 grupos portugueses, 4 coletivos brasileiros, uma companhia de cada um dos países africanos de expressão portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe), e um grupo de Timor Leste. Das peças apresentadas, duas são co-produções entre companhias de diferentes países lusófonos e cujas relações começaram no âmbito do Circuito de Teatro em Português. No total serão ...

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    A Rota do Escravo: Lições do Passado, Valores para o Futuro

    O projeto A Rota do Escravo: Lições do Passado, Valores para o Futuro comemora este ano seu 20° aniversário. Desde 1994, esta iniciativa da UNESCO tem inspirado as lutas atuais contra o preconceito, a discriminação racial e todas as formas de escravidão que ainda atingem mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Surgiu de uma iniciativa do Haiti em conjunto com vários países africanos que fizeram parte da “Rota dos Escravos”. “A rota do escravo não é apenas um evento do passado: é a nossa história e moldou o caráter de várias sociedades modernas, criou laços indissolúveis entre povos e continentes, e transformou de maneira irreversível o destino, a economia e a cultura de nações”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. O tráfico transatlântico de escravos figura entre as mais extremas violações dos direitos humanos de toda a história. Nesses 20 anos de história, o projeto ...

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    Contos Africanos e Nganos: Identidade Moçambicana

    CONTOS AFRICANOS AND NGANOS: MOZAMBICAN IDENTITY Lúcia Regina Lucas da Rosa1 RESUMO: O presente artigo visa analisar contos de tradição oral moçambicana publicados em dois livros: Contos africanos(2001) e Nganos – contos tradicionais moçambicanos (2007). Neles, evidencia-se a busca das origens e da cultura africana, principalmente, como resgate de identidade em um país que viveu anos em guerra e em processo de colonização. A língua portuguesa, tornada oficial, é ainda tida como artificial por grande parte da população que precisa estudá-la para assimilar a história atual de Moçambique. Tomaremos como exemplo o primeiro texto de cada livro, visto que, as situações se repetem nos demais. Partiremos do uso da linguagem e de como ela se tornou meio de transição entre a cultura africana e portuguesa, ou seja, a oralidade e a escrita e seus desdobramentos: vocabulário, costumes, posições sociais e histórias cultuadas.   Leia o PDF: Contos Africanos e Nganos: Identidade Moçambicana

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    Mia Couto e seu colar de miçangas incomuns

    Mia Couto e seu colar de miçangas incomuns

    Escritor moçambicano conta que tece novos mundos substituindo eurocentrismo e ciência-absoluta por aposta em seres múltiplos, pós-valor e olhar não-cartesiano Entrevista exclusiva a Rôney Rodrigues Nu e cru, eis o fato: Mia Couto cola miçangas. Com sua fala macia, vai compondo as palavras, devagar, com esmero, e sem que nem mesmo percebamos o fio articulador, está pronto um “colar vistoso”. “Assim é a voz do poeta”, explica em um texto. “Um fio de silêncio costurando o tempo”. E o escritor moçambicano já costurou muitos fios em seus 58 anos. Escreveu 23 livros, traduzidos para seis idiomas e publicados em mais de vinte países. Em 2013, venceu o Prêmio Camões – o mais importante da língua portuguesa – e o Prêmio Literário Internacional Neustadt, considerado o Nobel norte-americano. Biólogo de formação, Mia Couto também dirige uma empresa que realiza estudos de impacto ambiental em Moçambique e é professor de ecologia da Universidade ...

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    Congresso luso-afrobrasileiro traz escritor Mia Couto a Salvador

    “Mia Couto: “À porta da modernidade, há sete sapatos sujos que necessitamos descalçar”

    Começo pela confissão de um sentimento conflituoso: é um prazer e uma honra ter recebido este convite e estar aqui convosco. Mas, ao mesmo tempo, não sei lidar com este nome pomposo: “oração de sapiência”. De propósito, escolhi um tema sobre o qual tenho apenas algumas, mal contidas, ignorâncias. Todos os dias somos confrontados com o apelo exaltante de combater a pobreza. E todos nós, de modo generoso e patriótico, queremos participar nessa batalha. Existem, no entanto, várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nós pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho. Falarei aqui na minha qualidade de escritor tendo escolhido um terreno que é a nossa interioridade, um território em que somos todos amadores. Neste domínio ninguém tem licenciatura, ...

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    paulina-chiziane-AgenciaBrasil

    Novelas brasileiras passam imagem de país branco, critica Paulina Chiziane escritora moçambicana

    Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país. por Alex Rodrigues "Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a ...

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