segunda-feira, janeiro 25, 2021

Tag: População Negra

Foto montagem: Pedro Lima

“Ô dó!”: sobre o sentimento de pena da branquitude diante da nossa dor

Dissimular uma aparente simetria na sociedade, ignorando desvantagens estruturais e desigualdades que, de tão profundas, saltam aos olhos é um arranjo bastante comum para a permanência do status quo em uma sociedade supremacista branca.  Embora uma parte da branquitude repudie veementemente o racismo – leia-se injúria racial e atos de ofensa – a própria ideia de superioridade racial, o “gene” defeituoso no organismo do ser social branco, é pouquíssimo confrontada.  Nossas dores não geram necessariamente empatia na branquitude, afinal nunca fomos suficientemente humanos na construção do seu olhar sobre os nossos corpos e nossa existência. No entanto, uma análise desta relação prescinde uma compreensão do próprio conceito de branquitude e de como o sistema de dominação racial sustenta a  auto-imagem das pessoas brancas, sobretudo, das classes privilegiadas.  Para fins didáticos, faremos uma analogia da sociedade brasileira com a forma de um iceberg, considerando que o mito da democracia racial seria ...

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A legalidade das ações afirmativas

Após a divulgação do processo seletivo para a contratação de trainee da empresa Magazine Luiza, alguns questionamentos e posicionamentos bastante polarizados acerca da legalidade das políticas afirmativas que visam a contratação e inserção da população negra no mercado de trabalho. Muitos foram os argumentos, alguns com embasamentos, outros fundamentados somente no inconformismo pessoal de grupos privilegiados, mas, dentre os principais argumentos está a afirmação ou a infirmação do racismo. Entretanto, a fim de entender o racismo, faz-se necessário compreender primeiro o que é hegemonia. Em síntese, o conceito de hegemonia foi lapidado primeiramente por Antonio Gramsci, hoje pode ser entendida como uma estratégia de classe, pois significa o exercício do poder por um conjunto de indivíduos de uma determinada classe ou de determinadas classes (entendida como conjunto de valores, ideias, crenças, raças) que acaba por propagar a ideologia do grupo dominante de forma que sejam aceitas e assimiladas como verdades ...

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NADIA_BORMOTOVA VIA GETTY IMAGES

A saúde mental da população negra importa! Por que ainda precisamos afirmar?

*Este artigo é uma produção do GT Racismo e Saúde da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) Aproximadamente 1 bilhão de pessoas foram diagnosticadas e convivem com algum transtorno mental no mundo. Três milhões de pessoas têm como causa morte o uso abusivo de álcool e a cada 40 segundos alguma pessoa é vítima de suicídio. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), no Brasil o campo da saúde mental é o mais desinvestido no âmbito da saúde pública. Essa realidade, quando analisada à luz do marcador social raça/cor, revela que a saúde mental da população negra é pauta de primeira ordem. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2012, na comparação das taxas de mortalidade (por 100.000 habitantes) devido ao uso de álcool, o percentual de pretos é de 5,93 e o de pardos 3,89, enquanto, o percentual ...

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Comissão ARNS (Reprodução/Facebook)

Nota Pública #26 – Em apoio a políticas afirmativas

Nota Pública #26 Em apoio a políticas afirmativas, na garantia de direitos fundamentais A Comissão Arns vem a público manifestar, enfaticamente, seu apoio a recentes medidas tomadas pelo setor empresarial e na administração pública, no sentido de fortalecer políticas de ação afirmativas dirigidas a minorias historicamente discriminadas, como é o caso da população negra, dos indígenas, das mulheres e dos indivíduos portadores de deficiências físicas. A Comissão considera que tais políticas são indispensáveis à concretização do direito fundamental à igualdade, um dos pilares da democracia. Trata-se de um avanço, de longo percurso. Desde 1971, quando um grupo de militantes negros levantou a bandeira da comemoração do dia 20 de novembro (morte de Zumbi, em 1695) como o Dia Nacional da Consciência Negra, e também com a criação do Movimento Negro Unificado, em 1978, no contexto da luta contra a ditadura, as reivindicações dos afrodescendentes vêm impactando o processo de consolidação ...

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Juliana Sanches e Beatriz Cardozo estão na diretoria do Instituto de Defesa da Populacao Negra (IDPN) Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Quem são as juristas que estão na direção do Instituto de Defesa da População Negra, que oferece assistência jurídica gratuita para promover a equidade racial no Brasil

No dia 14 de outubro de 2014, a então estudante de Direito da UFF e estagiária na Defensoria Pública do Rio de Janeiro Juliana Sanches entrou pela primeira vez em uma prisão. A imagem das celas de Bangu II lotadas de internos pretos nunca saiu de sua cabeça mas fez com que sua trajetória tomasse um foco bem definido: lutar por aquelas pessoas. “A prisão é seletiva. Quero desencarcerar os negros”, afirma ela, hoje com 29 anos e um extenso currículo focado em antirracismo e abolicionismo penal. Juliana Sanches é uma das três mulheres que integram o Instituto de Defesa da População Negra (IDPN): "A maior parte dos negros está presa por crimes de baixo potencial ofensivo. São casos em que deveriam ocorrer penas alternativas, previstas legalmente no Código Penal, mas o sistema utiliza a pena privativa como regra" Foto: Leo Martins / Agência O Globo ...

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Foto: Pedro Moraes/GOVBA

Mercado de trabalho e informalidade no Brasil pós-Pandemia

Introdução: Dias muito difíceis. Além da pandemia do Coronavírus, há o ambiente de crise política, e a tragédia de termos hoje um governo inepto e a economia paralisada. Esse é o cenário atual do Brasil. Já somos o país com maior incidência de mortes diárias pelo Covid-19. A equipe econômica está amedrontada e sem uma linha de ação traçada para esse momento. Cúmplice dos interesses dos bancos, evitam se desviar de sua política econômica, totalmente descolada da atual realidade. A cantilena da responsabilidade fiscal, fumaça e fogo para a implantação do Estado Mínimo e retirada das conquistas sociais históricas, não cabe no panorama atual. No momento de crise, a ação positiva do Estado é fundamental, até porque, nenhum empresário vai querer arriscar-se. Como sempre acontece, é o Estado o grande instrumento de enfrentamento da realidade mais perversa. Políticas keynesianas de aumento de gastos públicos e de reativação de setores-chave, potencialização ...

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Arte ilustrativa: Pixabay

MPF cria grupo de trabalho para discutir racismo, letalidade policial e reparação à população negra

A Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF) instituiu nesta sexta-feira (12) o grupo de trabalho interinstitucional Racismo, Letalidade Policial e Direito da População Negra Vítima de Violência Estatal à Reparação. A iniciativa visa a elaboração de diagnóstico acerca do impacto da letalidade policial na população negra, considerando suas especificidades e vulnerabilidades no contexto sócio-histórico brasileiro, a fim de nortear a atuação do MPF e fomentar o debate público sobre o problema. Além de buscar estratégias para aprimorar o trabalho do MPF no enfrentamento do racismo policial, o GT pretende discutir propostas de medidas jurídicas de reparação à população negra vítima de violência estatal, promover atividades em parceria com instituições do sistema de justiça, entidades da sociedade civil e movimentos sociais, a fim de incluir a pauta na agenda pública e criar um fórum de diálogo permanente sobre a temática. Composição – ...

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O racismo institucional é um dificultador na assistência à saúde da população (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil)

Ministério da Saúde retira do ar estudo sobre saúde da população negra 

O Ministério da Saúde retirou da página em que estava na internet, com o rol de várias outras publicações, um estudo que ouviu mais de 52 mil brasileiros sobre a saúde da população negra no Brasil. O levantamento apontava, ao fazer uma comparação com os brancos, um cenário desfavorável para os negros no consumo de frutas e hortaliças, entre outros itens, fornecendo indicadores científicos sobre a desigualdade social entre negros e brancos. O estudo, com 132 páginas, foi feito em 2018 e estava no ar desde julho do ano passado sob o guarda-chuva da Secretaria de Vigilância em Saúde, a mesma área técnica que sofreu uma intervenção branca do governo Bolsonaro na semana passada a fim de alterar o cálculo dos mortos e casos de Covid-19 no país. O levantamento é intitulado "Vigitel Brasil 2018 População Negra: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico". ...

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(Foto: Imagem enviada por Alexandra Lima da Silva ao Portal Geledés)

“Avisem que estamos chegando”: a história do escravizado que fundou uma escola no Rio de Janeiro

Fragmentos. A luta da população negra por educação no Brasil é reconstituída a partir de recortes e rastros. Foi por meio de uma pequena notícia no jornal, intitulada “Escola fundada por escravo faz 100 anos” que fiquei sabendo da existência de Zózimo, escravizado que fundou uma escola para escravizados e libertos no Rio de Janeiro oitocentista. Acredito que o papel da pesquisa histórica seja também, dar visibilidade a sujeitos que não são lembrados nos livros dedicados à memória nacional. Enquanto em países como os Estados Unidos, é possível acessar diferentes materiais para saber mais sobre a luta da população negra pela educação, como pode ser visto no documentário Avisem que estamos chegando, por aqui, ainda há muito o que pesquisa e divulgar sobre essas tantas “figuras negras ocultas” e silenciadas. Conhecido como “Zé índio”, Zózimo morava num casebre construído num terreno onde hoje fica a PUC/Rio (Pontifícia Universidade Católica). Ainda ...

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(Foto: Jerome Gilles/NurPhoto via Getty Images)

COVID-19 e seu impacto nas comunidades negras nos Estados Unidos e no Brasil

A COVID-19 tem exercido um impacto devastador, e as comunidades negras em todo o mundo têm sido as mais afetadas pela pandemia. Mesmo que a extensão total do seu impacto ainda esteja para ser determinada, essas comunidades estão desproporcionalmente propensas a contraírem e perecerem em função da COVID-19, comparando-se com o restante da população. Tecemos considerações a respeito do impacto da pandemia de COVID-19 no Brasil e nos Estados Unidos como ponto de partida para futuros estudos sobre populações negras em todo o mundo.  O Brasil é o maior e mais populoso país da América do Sul, com uma população de aproximadamente 210 milhões. A população negra constitui a maioria dos habitantes do país, representando 51,1% da população total. Por outro lado, os Estados Unidos possuem uma população total de 328,2 milhões, sendo que a parcela negra representa apenas 12,1%. Uma comparação entre esses países pode, inicialmente, parecer incomum, especialmente ...

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14 de maio: o dia que nunca acabou

Neste 13 de maio relembramos uma data simbólica para o país, quando a dita abolição da escravidão completa 132 anos. No entanto, para a população negra escravizada, essa data tem um simbolismo diferente, pois a dita abolição não resultou em reconhecimento da liberdade e da dignidade humana para quem foi humilhado, explorado e desumanizado por mais de 300 anos. O fim legal da escravidão ocorreu por duas razões básicas: a luta e resistência incessantes do povo negro e a pressão das elites mundiais que viam no Brasil um importante mercado consumidor que precisava de força de trabalho assalariada. Entretanto, a elite nacional, formada por grandes latifundiários e senhores de escravos, jamais aceitaria a integração da população negra em pé de igualdade. Iniciou-se então um processo de embranquecimento do Brasil. Ou seja, os negros foram úteis ao país apenas como escravos. A liberdade nesse caso foi uma forma institucionalizada de demonstrar ...

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132 anos da Abolição da Escravatura: Estamos livres?

No dia 13 de maio de 2020 a Abolição da Escravatura completa 132 anos, uma data histórica para o Brasil e principalmente para a população negra (que teve seus povos ancestrais escravizados, desumanizados e exterminados) e agora, pergunto à vocês prezados leitoras e leitoras: nós negros e negras estamos livres?. Sou um militante ativista racial em Santa Maria e faço parte do Movimento Negro Unificado (MNU) movimento que nasceu nas escadarias em frente ao Teatro Municipal em São Paulo em 1978, denunciando por exemplo, as altas taxas de pessoas negras desempregadas, as opressões policiais truculentas e cotidiana, exigindo assistência para povo preto que encontrava-se abandonados nas ruas da capital paulistana e principalmente as constantes mortes de pessoas “de cor” ou seja, um verdadeiro extermínio da população negra. Novamente pergunto para vocês prezados leitores e leitoras: avançamos enquanto população negra e sociedade no geral? Vocês devem estar se questionando: “ele veio ...

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(Foto: Virojt Changyencham/Getty Images)

Pretos e pretas sofrem mais nesta pandemia, em que a classe média não abre mão de suas escravas domésticas

As comunidades remanescentes de quilombos no Brasil sofrem mais uma vez com o descaso do Estado brasileiro. Governos federal, estadual e municipal se omitem no atendimento aos pobres, na sua maioria esmagadora negros. Estão aliados a empresários inescrupulosos que visam o lucro e desprezam a vida e à classe media que não quer limpar o chão e não pode prescindir de suas escravas domésticas. Os negros estão entregues à própria sorte. O ataque às comunidades de Alcântara (Maranhão) em plena pandemia, promovida pelo governo brasileiro, com ameaça de deslocamento, já denunciado em outro momento, se aprofunda agora no auge da crise, com um número elevado da população quilombola em todo brasil, infectada pelo coronavírus. Em recente artigo publicado pela doutora Yanne Teles, denunciando as filas de pobres na Caixa, em busca do auxílio, que deveria ser da vida, mas que tem cheiro de morte, as fotos feitas nas agências dão ...

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Em duas semanas, número de negros mortos por coronavírus é cinco vezes maior no Brasil

Em duas semanas, a quantidade de pessoas negras que morrem por Covid-19 no Brasil quintuplicou. De 11 a 26 de abril, mortes de pacientes negros confirmadas pelo Governo Federal foram de pouco mais de 180 para mais de 930. Além disso, a quantidade de brasileiros negros hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por coronavírus aumentou para 5,5 vezes. Já o aumento de mortes de pacientes brancos foi bem menor: nas mesmas duas semanas, o número chegou a pouco mais que o triplo. E o número de brasileiros brancos hospitalizados aumentou em proporção parecida. A explosão de casos de negros que são hospitalizados ou morrem por Covid-19 tem escancarado as desigualdades raciais no Brasil: entre negros, há uma morte a cada três hospitalizados por SRAG causada pelo coronavírus; já entre brancos, há uma morte a cada 4,4 hospitalizações. (Arte: Bruno Fonseca/Agência Pública) Os dados são ...

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Existe alguma possibilidade da população negra e pobre paulistana não ser a principal vítima fatal do Covid-19?

Nas últimas semanas temos visto uma série de debates e reflexões acerca dos dados de contaminação e óbitos, em decorrência do Covid-19, da população negra dos Estados Unidos. No Brasil, país extremamente racializado, e no qual a população negra além de ser a maioria (56%, de acordo com dados do IBGE) é também, a que mais sofre com a negação dos direitos, não se verifica notícias e discussões que incorporam a dimensão racial, como um elemento estrutural, para a compreensão dos casos de Covid-19.   Não há abordagens, pelos mais conhecidos meio de comunicação (jornais e programas de televisão), sobre a alta probalidade, de mulheres negras e homens negros, se tornarem as principais vítimas fatais do vírus também em nosso país.  Nesse momento, começam a surgir algumas reportagens e apontamentos acerca do aumento de óbitos na periferia, entretanto, não há referências sobre um fato importante: a periferia de São Paulo ...

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Nota da coalização negra por direitos sobre o Covid-19

Estamos às portas de uma grave crise, com o acelerado avanço do COVID-19, que vitimará grandes contingentes populacionais, desestruturará cadeias produtivas e mergulhará as economias num caos sem precedentes em todo o planeta. Enviado para o  Portal Geledés  (Foto: Reprodução Twitter) O terror se estabelecerá com maior gravidade caso prevaleça a lógica da seletividade de quem vive e de quem morre a partir de critérios racistas, misóginos e LGBTfóbicos na atuação dos Estados Nacionais. O Coronavírus é uma oportunidade para as elites globais de implantação radical do genocídio. Abandonando as populações indesejáveis, aglomeradas em estruturas habitacionais degradadas nas periferias das grandes metrópoles, em benefício da classe média branca dos países do centro econômico e político. No Brasil, as medidas até agora implementadas pelos governos não alcançam a maioria da população, sobretudo a população negra. Grupos sociais já vulneráveis devido às desigualdades raciais; sem água potável, alimentação, ...

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O que é ser negro na Bahia? Veja depoimentos de artistas e personalidades

Lázaro Ramos, Dadá, Érico Brás, Carlinhos Brown, Tia Má, Carla Akotirene, Márcio Victor, Margareth Menezes, Ordep Serra, Muniz Sodré, Aldri Anunciação, Major Denice Santiago, Lívia Natália, Virgínia Rodrigues, Lívia Vaz e Vovô do Ilê falaram ao G1. Confira Por Phael Fernandes e Danutta Rodrigues, Do G1 BA Tia Má, Érico Brás, Margareth Menezes e Carlinhos Brown (Foto: Arte/ G1) No dia da Consciência Negra, o G1 perguntou para artistas e personalidades sobre "O que é ser negro na Bahia?". Veja abaixo os depoimentos: Aldaci dos Santos (Dadá) Chefe de cozinha | Salvador Dadá fala sobre o que é ser negra na Bahia. — Foto: Arquivo Pessoal "Ser negra na Bahia para mim é motivo de orgulho. Orgulho de ser baiana, um estado de mistura de cores, boa energia, cultura e talentos" Aldri Anunciação Ator, apresentador e escritor | Salvador [caption id="attachment_148107" align="aligncenter" ...

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O papel do Estado na marginalização da população negra

A ordem jurídica é construída de forma escalonada com normas de diferentes camadas ou níveis cuja unidade é produto da conexão causal de dependência entre umas e outras e entre elas e uma norma fundamental. Por Guilherme Roberto Guerra, Do ConJur (Foto: Agência Brasil) A Constituição Federal é a norma fundamental no ordenamento jurídico brasileiro que representa, em sentido material, o escalão mais elevado do direito positivo, o qual regula a produção das normas gerais que, por sua vez, estabelecem a regulamentação jurídica da conduta de uma pessoa ou da coletividade no sentido de proteger o interesse da comunidade na manutenção de um determinado sistema econômico. Acerca do sistema que se pretende construir na República Federativa do Brasil, a Constituição Federal estabeleceu como objetivo fundamental a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, bem como determinou a necessidade de erradicar a pobreza e a marginalização, ...

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Suicídio de jovens e adolescentes [email protected] é 45% maior do que de [email protected] Em Alagoas, o percentual de casos dessa população é de 37,2%.

As desigualdades  econômicas, politicas, embrulhadas pelo grave estigma do racismo, atinge em disparidade a população preta,  deixando-a exposta a uma série de vulnerabilidades sociais. Vejamos: Por Arísia Barros, da Carta Maior    Geledés A taxa de desemprego no país atinge mais a população negra 28% ([email protected] e [email protected]); O rendimento mensal médio da população negra (pardos de R$ 2.467 e [email protected] é de R$ 1.746) bem inferior ao de pessoas brancas , que é de R$ 5.416. A taxa de analfabetismo ( segundo o IBGE) entre [email protected] e [email protected] em 2017  foi 9,9%, enquanto a de brancos foi menos que a metade (4,2). 76,2%  das pessoas assassinadas pela polícia no Brasil são [email protected] Somando a essa contextualização de desigualdades raciais, o  Ministério da Saúde (MS) afirma que a  cada dez jovens de 10 a 29 anos que cometem suicídio, seis são [email protected] Os dados estão na cartilha ...

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Alberto Lima.

Artigo: Abuso de autoridade o autoridades abusiva

Processos que vitimizam negros têm alto grau de conivência do Ministério Público Por David Santos e Hélio Santos, do O Globo  Hélio Santos (Foto: Alberto Lima/Reprodução/Facebook) O projeto 7956/2017 — aprovado por unanimidade na Câmara e no Senado — nada mais é do que retomar princípios constitucionais que historicamente foram e são negados aos pretos, pobres e prostitutas. Ter medo dele é dizer que não quer valorizar este importante pedaço da Constituição Cidadã. Poucas vezes vimos no Congresso um projeto que tão bem se encaixa na demanda e no clamor históricos dos que desejam uma sociedade justa e autoridades sujeitas ao princípio da legalidade. Tivemos a escravidão mais longa do Hemisfério Ocidental, cerca de 350 anos — o que vem a ser a matriz da profunda desigualdade brasileira. Portanto, quando procuradores, juízes e policiais clamam pelo veto da lei que pune o abuso de autoridades que ...

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