sexta-feira, agosto 14, 2020

    Tag: princesa Isabel

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    O lado B da Princesa Isabel

    Ela não concedeu a alforria a um escravo tuberculoso, chamava os seus serviçais de pretos e debochava dos abolicionistas mais combativos - assim era a "Redentora", hoje candidata à canonização Por Michel Alecrim Do ItstoÉ Ensina-se nos livros escolares que a princesa Isabel (1846-1921) foi uma heroína nacional, a redentora que sancionou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, libertando os negros da escravidão. No momento em que até se cogita a sua canonização, o livro “O Castelo de Papel” (Rocco), da historiadora Mary Del Priore, desfaz essa imagem de santa progressista. Com base em documentos inéditos dos arquivos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e do Museu Imperial, em Petrópolis, Mary sacramenta o que outros estudiosos suspeitavam: a herdeira do trono não defendia as causas sociais nem se indignava contra os açoites recebidos pelos escravos. Era apenas isso: uma mulher mais preocupada com a família e a ...

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    Haverá dia seguinte após a abolição da Lei Áurea?

    Na toada em que o Brasil vai, não é de se duvidar que o que parecia humor político de crítica ao desmonte dos direitos que conferem cidadania a seu povo, poderá concretizar-se. Circulou no Twitter que o atual governo cogitava abolir a Lei Áurea! Era um humor-terror tão surreal que parecia engraçado pelo absurdo que representa, a um ponto que perde para o inferno de Dante Alighieri, na “Divina Comédia”! Por Fátima Oliveira Enviado para o Portal Geledés Relembro o teor da Lei Áurea: “Lei 3.353, de 13 de maio de 1888, Declara extincta a escravidão no Brazil. A Princeza Imperial Regente, em Nome de Sua Magestade o Imperador o Senhor D. Pedro II, Faz saber a todos os subditos do Imperio que a Assembléa Geral decretou e Ella sanccionou a Lei seguinte: Art. 1º: É declarada extincta, desde a data desta Lei, a escravidão no Brazil. Art. 2º: Revogam-se as disposições ...

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    13 de Maio, uma data que nos jogou ao léu

    Por mais de três séculos, o negro escravizado impulsionou a economia e serviu de base à pirâmide social brasileira; durante esse período, reações individuais e coletivas – os levantes – representaram a outra face das relações entre senhores e escravos no Brasil. Humilhação ou revolta – a dominação teve limites preciosos durante praticamente todo o período colonial. Só no final do século XVIII, quando as idéias dos liberais europeus passaram a ser difundidas entre nós, é que se começou efetivamente a considerar a possibilidade da extinção do cativeiro.Tornaram-se comuns as grandes manifestações de rua. Repetiam-se as passeatas e comícios onde a palavra de ordem era a frase de José do Patrocínio: "A propriedade do escravo é um roubo" Finalmente, em 1888, os antiescravistas conquistaram a maioria no Parlamento. Refletindo a nova correlação de forças, a 7 de maio de 1888 o Congresso aprovava, por imensa maioria, um projeto de lei ...

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    Querida Sinhá Isabel

    Daqui a dois dias seremos lembrados que, numa canetada, uma princesa branca libertou todos os negros escravizados do Brasil. E tenho absoluta certeza de que algumas pessoas, em pleno 2015, celebrarão esse ato de suposta extrema generosidade e compaixão com memes e frases de efeito na minha timeline. Se você é uma dessas, favor persista na leitura. por Leopoldo Duarte, na Revista Fórum Segundo a história oficial, somos levados a crer que depois de 3 séculos, 358 anos pra ser mais exato e um pouco de pressão econômica da Inglaterra, Isabel foi acometida de um lapso de teimosia e humanidade que a levou a assinar a abolição dos escravos. Fofa ela, não?! Mereceu até uma pena dourada pra tornar o momento mais mágico e reluzente. A partir de então, cada homem negro e mulher negra se tornaram livres para desfrutarem da tão sonhada liberdade. E todos viveram feliz pra sempre numa ...

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    Na delegacia, suspeita de carta racista não responde a nenhuma pergunta sobre o caso

    Jane Cordeiro pode responder por injúria racial, racismo e desacato No Tribuna do Ceara  Na terceira e última data para depoimento, a mulher suspeita de escrever uma carta racista direcionada a profissionais do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran/CE), Jane Cordeiro Alves, compareceu à Superintendência da Polícia Civil, em Fortaleza, na manhã desta segunda-feira (24). Apesar da presença, a suspeita permaneceu em silêncio. Ela pode responder por injúria racial, racismo e desacato. A suspeita esteve presente mas reservou-se ao direito de permanecer calada. Acompanhada do advogado, ela não respondeu a nenhuma das perguntas que o delegado Gustavo Pernambuco fez. Para ele, a única certeza que se tem é que Jane Cordeiro foi pessoalmente ao órgão de trânsito entregar a carta, conforme constam nas imagens de segurança. O processo será encaminhado ao Ministério Público. A carta com xingamentos e ofensas racistas chocou os vizinhos de Jane Cordeiro (cuja assinatura está ...

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    olodum

    Olodum: princesa Isabel não é heroína da abolição

    Fundador do grupo Olodum, João Jorge Rodrigues, disse que a escravidão era prática em declínio à época da abolição: “Não queremos que essa atitude seja vista com aura de santidade. Os verdadeiros heróis negros são Zumbi dos Palmares, Lucas Dantas, Manoel Faustino e todos os personagens negros importantes da época do império” Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil - O fundador do grupo Olodum, João Jorge Rodrigues, foi o entrevistado dessa terça-feira (13) no programa Espaço Público, da TV Brasil. Em uma de suas respostas, ele rejeitou a ideia de que a princesa Isabel seja heroína da história do Brasil. Segundo ele, a escravidão era prática em declínio à época da abolição. “Não queremos que essa atitude seja vista com aura de santidade. Os verdadeiros heróis negros são Zumbi dos Palmares, Lucas Dantas, Manoel Faustino e todos os personagens negros ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    13 de maio: viva 20 de novembro!

    Foto de capa: retrato de Luiz Gama por Raul Pompéia (Domínio Público) Este ano, com o filme Doze anos de escravidão, começou-se a lembrar de um lutador exemplar contra o escravismo no Brasil, Luiz Gama, que até recentemente era lembrado por poucos. Ele não foi escravo por doze anos, foram “apenas” oito. Mas sua história é exemplar Por Mouzar Benedito “O escravo que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa” 13 de maio é data boa para se lembrar de outra, 20 de novembro. A primeira representa a história oficial, a libertação dos escravos como se fosse uma simples canetada da Princesa Isabel, sem mais nem menos. A história oficial do Brasil é cheia dessas coisas. A independência aconteceu com um mero grito, e assim por diante. Os lutadores preferem, no caso da libertação dos escravos, ter como data símbolo dessa luta antiescravista, o dia do ...

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    a Lei do Ventre Livre

    A Lei do Ventre Livre

    A Lei do Ventre Livre determinava que os filhos de mulheres escravas nasceriam livres, mas permaneceriam sob custódia do dono até completarem 21 anos. No dia 28 de setembro comemora-se o Dia da Lei do Ventre Livre. Esta data é muito importante para o contexto histórico e social do Brasil, afinal, garantiu a liberdade dos filhos das mulheres negras que nasceram a partir de 1871. A medida foi um dos primeiros passos dados no país para que acontecesse a abolição dos escravos, com a assinatura da Lei Áurea no país em 1988. Todos os anos, o dia 28 de setembro é lembrado como uma data transformadora para os negros brasileiros. Embora a lei do ventre livre não garantisse a liberdade de todos aqueles que sofriam de escravidão, ela evitava a continuidade desta prática oportunista e exploração do trabalho humano. Como surgiu a Lei do Ventre Livre? A Lei do Ventre ...

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    movi

    História recente dez anos dos movimentos negros

    Hamilton Cardoso Há uma década, apenas, em 1978 os movimentos negros travaram, principalmente na cidade de São Paulo, o seguinte debate: o que fazer, no dia 13 de Maio, data da abolição da escravatura? Hoje o debate pertence a toda sociedade. A Globo, por exemplo, diz Axé. Na época, duas tendências da esquerda digladiavam-se, ao mesmo tempo que se contrapunham ao setor mais tradicional, favorável a comemorações da abolição. Uma delas queria uma postura passiva: "não devemos fazer nada, no dia 13", diziam. "Não devemos, sequer trabalhar". A outra queria uma denúncia ativa, com ampla participação, sob forma de protesto, de todas atividades comemorativas. Os ativistas partiam de algumas premissas: uma delas era o reconhecimento de que, independente da reflexão ou do caráter da abolição decretada no Brasil, a maior parte da população negra sempre comemorou no candomblé e na umbanda, nas congadas e escolas de samba e outras entidades ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    A carta da Princesa por Sueli Carneiro

    A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada. Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter benevolente da princesa por decretar a Abolição. Mais que ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    A carta da Princesa, por Sueli Carneiro

    Sueli Carneiro Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada. Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter ...

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