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‘Time’ comenta o ‘esquecido legado’ da escravidão no Rio de Janeiro

Em artigo publicado na terça (2), a revista americana “Time” fala sobre o “esquecido legado” da escravidão que obscurece a Olimpíada. O texto conta como mais de 2 milhões de negros trazidos da África como escravos desembarcaram no Rio de Janeiro e como a cidade, que teve um dos maiores portos de movimentação de escravos no mundo, foi influenciada por isso.

 

Do G1

O artigo faz ainda uma conexão com a violência policial aos negros, ao lembrar que em 1809 foi formada a Divisão Militar da Guarda da Polícia Real, uma percussora da atual Polícia Militar, e que era famosa pelos espancamentos públicos de escravos.

 

Ele também lembra que a primeira favela carioca, no Morro da Previdência, surgiu em 1897 com a concentração de uma comunidade de ex-escravos e veteranos de uma recente guerra civil, todos muito pobres para se estabelecerem longe do porto e mais perto do centro. Também naquela região, na Pedra do Sal, aos pés de uma rocha de onde escravos descarregavam sal, teria origem a variante carioca do samba.

 

A revista fala ainda sobre a divisão que se manteve mesmo após o fim da escravidão e sobre os temores de que obras de regeneração da região poderiam descaracterizar a herança cultural dos negros.

 

Além disso, destaca que em 2014 o dono de um hotel no Rio de Janeiro foi acusado de manter funcionários em “condições análogas à escravidão”, o que cita como um caso típico na luta do Brasil contra a escravidão moderna.  

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