Guest Post »
Unifap lança processo seletivo diferenciado com 88 vagas para indígenas e quilombolas
Créditos da foto: Unifap/Divulgação

Unifap lança processo seletivo diferenciado com 88 vagas para indígenas e quilombolas

Inscrições seguem até segunda-feira (25). A universidade federal atendeu a recomendação do MPF de abrir seleção especial para comunidades tradicionais da região Norte do Amapá.

Por Jorge Abreu, do G1

Campus Binacional da Universidade Federal do Amapá, em Oiapoque (Foto: Unifap/Divulgação)

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) lançou um Processo Seletivo Extraordinário, diferenciado para ingresso de estudantes de comunidades indígenas e quilombolas no ensino superior. Foram disponibilizadas 88 vagas em sete cursos no campus Binacional, localizado em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá.

O processo seletivo extraordinário é para o segundo semestre. As inscrições são gratuitas e estão abertas desde o dia 12 de junho e seguem até o dia 25 de junho. Elas podem ser feitas pela internet e também no modo presencial.

O novo modelo de seleção da Unifap segue uma recomendação feita, em maio, pelo Ministério Público Federal (MPF). O pedido era para um vestibular especial na universidade, levando em consideração o processo diferenciado de ensino das comunidades da região, para tornar o acesso ao ensino superior mais igualitário.

As vagas eram previstas em outro processo seletivo, através das cotas somente por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Outro pedido era para a participação das comunidades no processo de formulação e execução do processo seletivo.

Podem ser escolhidas duas opções de cursos no momento da inscrição. São ofertadas vagas para os seguintes cursos:

licenciatura em ciências biológicas (14 vagas);
bacharelado em direito (14 vagas);
bacharelado em enfermagem (8 vagas);
licenciatura em geografia (14 vagas);
licenciatura em história (14 vagas);
licenciatura em letras/francês (10 vagas);
licenciatura em pedagogia (14 vagas).
A seleção será feita por meio de provas de língua portuguesa, no dia 7 de julho, e entrevistas, de 16 a 20 de julho, em Macapá e Oiapoque. Além disso, os candidatos deverão comprovar mediante declaração o pertencimento étnico na condição de indígena ou quilombola.

Artigos relacionados