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Universidade abalada por racismo na África do Sul

Algumas semanas depois de uma estátua de Cecil John Rhodes, fervente crente no colonialismo britânico e fundador da Rodésia, ser derrubada na Universidade da Cidade do Cabo, uma outra universidade do Cabo Ocidental está abalada por tensões raciais, depois de um conferencista branco da prestigiada Universidade de Stellenbosch ter enviado uma mensagem de caráter racista a um estudante negro.

 

Do África 21 Online

A universidade confirmou terça-feira que Anton Stander, professor de física nuclear, foi suspenso depois de uma queixa por racismo ser apresentada por um estudante de Sociologia, Sikhulekile Douma, que na semana passada recebeu uma mensagem declarando «Jou swart moer» (negro bastardo em afrikaans).

O número de telemóvel terá sido rastreado até ao professor, que faz agora face a processos disciplinares formais. Ignora-se ainda a origem do incidente.

No mês passado, um novo movimento foi lançado para lutar contra «o racismo institucional» na universidade. O Open Stellenbosch (OS) – um grupo de estudantes, funcionários e docentes da universidade – denunciou a exclusão racial e a política linguística da instituição.

O porta-voz da OS, Lwazi Pakade, declarou que a língua atual exclui numerosos estudantes, fazendo a promoção do afrikaans como meio de instrução.

Várias universidades sul-africanas estão confrontadas com tensões raciais.

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