Até R$ 28 mil: auxílio durante a pandemia pode ser 15 vezes maior fora do Brasil

Nesta semana, o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais e de R$ 1.200 para mães que são chefes de família começou a ser pago pelo Governo Federal. O objetivo é evitar que esta população, uma das mais atingidas pela paralisação causada pela pandemia do Covid-19 , fique sem renda e possa se manter durante o período de isolamento.

O valor determinado pelo governo brasileiro, entretanto, chega a ser até 15 vezes menor do que o oferecido por outros governos pelo mundo. Com isso, brasileiros que moram e trabalham fora do país acabam tendo direito a receber auxílios maiores e que dão mais segurança para o enfrentamento da crise, que não tem data definida para terminar e pode se prolongar por três meses ou mais.

Representando cerca de 63% do salário mínimo vigente no Brasil , o valor da ajuda emergencial foi definido em discussão durante votação no congresso nacional e auxiliará a população que se encontra em situação informal no mercado de trabalho, ou seja, sem carteira assinada ou renda fixa.

Ao todo, com o pagamento das três parcelas , cada cidadão brasileiro terá direito a valores que variam de R$ 1.800 a R$ 3.600.

Na Alemanha , o governo liberou 356 bilhões de euros (cerca de R$ 2 trilhões) para auxiliar empresas e trabalhadores. Aos autônomos, foram disponibilizados 5 mil euros (mais de R$ 28 mil) a serem utilizados ao longo de três meses. Já empresas com até cinco funcionários receberão 9 mil euros, enquanto 15 mil serão repassados às empresas com até 10 trabalhadores.

Por se tratar de uma ajuda, o valor não precisará ser devolvido ao governo e é repassado ao solicitante de maneira bastante simples. Com um simples cadastro via internet, os freelancers ou proprietários de empresas só precisavam dar algumas informações pessoas, como endereço, registro social e dados bancários, para estarem aptos a receber o dinheiro.

Outro país que facilitou o acesso ao auxílio foi a Irlanda . O governo pagará 350 euros (quase R$ 2 mil) por semana enquanto a pandemia durar. Levando-se em conta a estimativa de três meses, cada solicitante terá direito a 4.200 euros (R$ 24 mil) para enfrentar a crise causada pela doença.

As regras são bastante simples: é preciso ter entre 18 e 66 anos, morar no país e ter sido impactado financeiramente pelo Covid-19, seja por demissão, redução da jornada de trabalho ou pela paralisação da área de atuação. O pagamento é feito via transação bancária e acontece a cada nova terça-feira.

Já nos EUA , imigrantes que tenham documentação e número do serviço social serão contemplados pelas ações do governo assim como os norte-americanos. A medida faz parte do pacote de US$ 2 trilhões (mais de R$ 10,3 trilhões) do ato de segurança econômica contra o novo coronavírus lançado por Trump.

Para receber o cheque de US$ 1,2 mil (R$ 6,2 mil), o solicitante precisa ter feito a declaração do Imposto de Renda de 2019, que é exatamente de onde o governo irá resgatar os dados necessários para o envio do dinheiro, e ter uma renda inferior a US$ 75 mil. Casais terão direito ao valor dobrado, além de outros US$ 500 por cada filho, totalizando US$ 2,9 mil (R$ 15 mil).

No Reino Unido , o governo vai cobrir até 80% dos ganhos dos autônomos até o mês de junho. Com isso, eles terão um auxílio que será limitado a até 2.500 libras (cerca de R$ 15 mil). A medida abrange os informais que possuem receitas até 50 mil libras, ou seja, 95% da população autônoma.

O Canadá foi outro país que também facilitou o acesso ao dinheiro. Para ter direito ao auxílio de 2 mil dólares canadenses (R$ 7,4 mil) pelos próximos quatro meses, é preciso ter mais de 15 anos, residir no país, ter sido atingido economicamente pela pandemia e uma receitar de ao menos 5 mil dólares canadenses em 2019. Além disso, é preciso estar desempregado ou sem serviço por ao menos 14 dias.

Na Austrália , tanto os brasileiros que são funcionários de alguma empresa como os autônomos terão direito ao auxílio, que é de 1,5 mil dólares australianos (cerca de R$ 5 mil) por até seis meses para poder enfrentar a crise.

No caso de quem é freelancer, só é preciso ter mais de 16 anos, ter cidadania ou visto permanente , confirmar que a renda foi reduzida desde o início da pandemia em 30% ou mais, ter declarado o imposto de renda no biênio 2018-2019 e não receber qualquer outro tipo de ajuda financeira do governo.

Já na França , que garantiu cerca 1,5 mil euros (R$ 8,6 mil), e na Dinamarca, que ajudará com 75% dos ganhos ou até 23 mil coroas dinamarquesas (cerca de R$ 17 mil), os brasileiros também estão bem protegidos.

+ sobre o tema

O golpe de 2016 e seu estudo nas universidades

Se várias universidades resolveram colocar o tema “O golpe...

Marina diz em NY que não mudará a economia

Por: CRISTINA FIBE Candidata do PV pede fim de...

Às agressões humanas, a Terra responde com flores

Mais que no âmago de uma crise de proporções...

para lembrar

Coronavírus acelera o êxodo urbano na África

Muitos temem a fome caso não abandonem as cidades Por...

Capital, pandemia e os papéis do feminismo

Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria...

Coronavírus: Letalidade entre negros é maior

Na sexta-feira (10), o Ministério da Saúde revelou novos...

Abraji lança lives semanais para valorizar o trabalho dos jornalistas

A partir da próxima terça-feira, 21.mar.2020, a Abraji começa um novo...

População de rua no Brasil cresceu quase 10 vezes na última década, aponta Ipea

A população em situação de rua no Brasil aumentou 935,31% nos últimos dez anos, segundo levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base em...

Saúde mental dos idosos ainda sofre os impactos da pandemia

Após anos de enfrentamento da pandemia da Covid-19, torna-se evidente que os idosos estão entre os grupos mais afetados em termos de saúde mental. A melhoria das...

Jurema Werneck recomenda livro com visão de mulher negra diante da pandemia

Segundo a ativista, pode-se encontrar também no livro, Negra percepção sobre mim e nós na pandemia, um conjunto de cicatrizes individuais, adquiridas na pandemia...
-+=