Tag: pandemia

Divulgação / Unisc Jornalista

Pesquisa revela que Bolsonaro executou uma “estratégia institucional de propagação do coronavírus”

A linha de tempo mais macabra da história da saúde pública do Brasil emerge da pesquisa das normas produzidas pelo Governo de Jair Messias Bolsonaro relacionadas à pandemia de covid-19. Num esforço conjunto, desde março de 2020, o Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário (CEPEDISA) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e a Conectas Direitos Humanos, uma das mais respeitadas organizações de justiça da América Latina, se dedicam a coletar e esmiuçar as normas federais e estaduais relativas ao novo coronavírus, produzindo um boletim chamado Direitos na Pandemia – Mapeamento e Análise das Normas Jurídicas de Resposta à Covid-19 no Brasil. Nesta quinta-feira (21/1), lançam uma edição especial na qual fazem uma afirmação contundente: “Nossa pesquisa revelou a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus, promovida pelo Governo brasileiro sob a liderança da Presidência da República”. Obtida com exclusividade pelo ...

Leia mais
Reprodução/Facebook

O que será dos profissionais de saúde que distorcem a ciência?

A semana de sofrimento e morte promovida em Manaus pela incompetência logística e pelo desdém das lideranças políticas que tinham a obrigação de proteger as pessoas da morte por desassistência mas que, deliberadamente, escolheram nada fazer foi, sem dúvida, das coisas mais tristes que muitos de nós viu e vai ver na vida. Tão incômodo e doloroso quanto ver as cenas das pessoas morrendo sufocadas por falta de oxigênio dentro de unidades de saúde foi ver o desespero dos colegas profissionais da saúde chorando, implorando por ajuda, pedindo recursos ao telefone, nas redes sociais e na televisão. Contudo, não estávamos todos desesperados e chorosos em meio ao caos. Uma parte dos profissionais de saúde brasileiros estava usando suas redes sociais para incentivar seus milhares de seguidores a desafiar as autoridades e o vírus. Faziam em seus stories verdadeiras convocações para que as pessoas saíssem às ruas sem máscara, sem evitar aglomerações, sem ...

Leia mais
Bianca Santana - Foto: João Benz

“Mas morreu esse tanto de gente por covid-19 mesmo?”

A pergunta que temos ouvido com o anúncio de 200 mil pessoas mortas por covid-19 no Brasil ajuda a compreender o cenário que estamos vivendo. A descrença nas informações oficiais (não à toa). A descrença na imprensa (também não à toa). O negacionismo que, por progressão geométrica, vai do Planalto às praias e bares, tendo passado por campanhas eleitorais da direita e da esquerda. Nosso negacionismo não é novidade. Arrisco afirmar que nossa negação histórica é o ovo da política de morte do governo Bolsonaro. Não apenas porque permitimos, sem sanção, a continuidade da campanha de um pré-candidato que cometeu o crime de racismo ao afirmar que "quilombola não serve nem para procriar". Nem porque renovamos continuamente os mandatos de um deputado federal que elogiava torturadores, defendia a ditadura, e chegou a interromper a inauguração de um busto em homenagem a Rubens Paiva com uma cusparada. Mas principalmente por convivermos ...

Leia mais
Foto: Tato Rocha / Acervo JC Imagem

Com salas cheias, candidatos foram impedidos de fazer Enem

Candidatos foram impedidos de fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (17) por lotação das salas de prova. Em diversos estados do país, os estudantes relatam que foram barrados pelos fiscais de prova com a justificativa de que as salas já tinham atingido a capacidade máxima de participantes. A distribuição dos candidatos por sala é de responsabilidade do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que havia assegurado ter espaços o suficiente para que todos os 5,7 milhões de inscritos fizessem a prova com segurança. A Folha já havia mostrado que o Inep não garantiu que todas as salas de aplicação foram organizadas para receber candidatos até 50% da capacidade dos espaços. A aposta de integrantes do órgão era de que muitos alunos deixariam de ir fazer a prova, o que garantiria baixa ocupação. Jhennifer Silva, 24, foi fazer a prova na escola estadual Pedro Malozze, em Mogi das Cruzes. Ela entrou ...

Leia mais
Em foto de 2019, Ananda Portela segura a mão da avó, internada com covid-19 Imagem: Acervo Pessoal

Após o final do ano, a covid-19 explodiu em minha família – e no país

Poucos dias depois das festas de fim de ano, as confirmações de infecção pelo novo coronavírus assustaram a família de Ananda Portela, redatora do UOL. As comemorações de Natal e Réveillon resultaram em duas hospitalizações: a do seu pai e sua avó. Os planos para uma festa ao ar livre, na casa da avó em Minas Gerais, não saíram como esperado. Em um momento, Ananda, que não havia recebido diagnóstico positivo, teve de adotar máscaras e distanciamento da família dentro da própria casa. Ela foi a última a receber a confirmação da doença, depois de ter cuidado dos pais, do irmão e da cunhada. "No dia em que escrevo este texto, 13 pessoas da minha família estão contaminadas com o novo coronavírus. Nos encontramos no fim de 2020 para as festas de fim de ano em Minas Gerais. No dia de Natal, o primeiro grupo com 12 pessoas chegou à casa da minha ...

Leia mais
Thiago Amparo (Foto: Marcus Leoni/CLAUDIA)

O Brasil é uma enfermeira preta vacinada

Na política e na vida, imagens importam. Neste domingo (17), a cara do Brasil não é a do presidente da República espumando sandices pela boca ou a de seu ministro da Saúde, abestalhado, isolado no alto palco de sua irrelevância em uma entrevista coletiva que nada explica. Ofuscados pela genialidade imagética do governador João Doria (PSDB), um ex-aliado feroz, Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello tornam-se hoje o que sempre foram: irrelevantes. Perigosos, mas irrelevantes. Ao investir na semiótica da decência política calcada na vida, Doria sai desta gigante, como merece sair, apesar dos atropelos marqueteiros. Na entrevista em São Paulo, tanto a linguagem empregada quanto a imagem veiculada por Doria contrastaram dramaticamente com um ministro da Saúde acanhado, apequenado e deveras irritado, como uma criança gigante cujo doce fora dela roubado. Em democracias competitivas como é o Brasil, paixão e autointeresse se controlam e se anulam; em outras palavras: foi o marketing doriano que acabou controlando ...

Leia mais
Clientes e comerciantes sem utilizar máscaras de maneira correta em lanchonete na av. Álvaro Ramos, na Água Rasa (Foto: Zanone Fraissat - 08.jan.2021/Folhapress)

Zona leste tem cinturão de bairros que concentram mortes por Covid-19

O recrudescimento da pandemia de Covid-19 na cidade de São Paulo tem feito mais vítimas na zona leste da capital. Dos dez distritos com mais mortes por 100 mil habitantes nos meses de novembro e dezembro de 2020, seis ficam na região. A concentração de óbitos está localizada em um cinturão formado por Água Rasa, Vila Prudente e São Lucas —colados em Sapopemba, região recordista de mortes em números absolutos na cidade, onde o coronavírus já fez 642 vítimas fatais desde março do ano passado. Entre as áreas mais afetadas, juntam-se ainda os distritos de Aricanduva, Vila Matilde e Tatuapé, bairro de alto padrão da zona leste. Mortes por Covid-19 nos distritos da capital 642 é o número de mortos pelo coronavírus em Sapopemba, região que reúne mais óbitos da doença na cidade.  Fonte: Pro-Aim (Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade), da Prefeitura de São ...

Leia mais
Uma indígena yanomami com uma máscara em 30 de junho em Alto Alegre. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, há mais de 17.000 indígenas contaminados por covid-19, 547 mortos e 143 povos atingidos. (Foto: JOÉDSON ALVES / EFE)

“Há indícios significativos para que autoridades brasileiras, entre elas o presidente, sejam investigadas por genocídio”

Desde que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionou a palavra “genocídio” à atuação do Governo de Jair Bolsonaro diante da covid-19, o debate entrou na pauta pelo andar de cima. Não só no Brasil, mas no mundo. As denúncias de genocídio, tanto dos povos indígenas quanto da população negra, pelo atual Governo, não são novas. Em geral, são tratadas como evocações subalternas, da mesma forma subalterna que essas populações são tratadas historicamente pelas elites brasileiras. Ao desembarcar da boca togada de um ministro do STF, a palavra ganhou outra densidade. E, principalmente, se instalou. Já não é mais uma palavra fantasma, que ao ser dita nada move. Genocídio, pela boca de Gilmar Mendes, deixou de ser uma carta deliberadamente extraviada e chegou ao seu destino. Em 11 de julho, o ministro afirmou em um debate online: “Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério ...

Leia mais
9 de setembro - Migrante carrega seus pertences após incêndio no campo de refugiados de Moria, na ilha de Lesbos, na Grécia (Foto: Elias Marcou/Reuters)

Pandemia reduziu migração mundial em 30%, aponta ONU

A pandemia de Covid-19 desacelerou a migração global em quase 30%, com cerca de 2 milhões de migrantes a menos entre 2019 e 2020, aponta um relatório das Nações Unidas divulgado nesta sexta-feira (15). No total, 281 milhões de pessoas viviam fora de seu país em 2020. O relatório "Migração Internacional 2020" revela que dois terços dos migrantes registrados vivem em apenas 20 países, com os Estados Unidos liderando a lista, somando 51 milhões de imigrantes em 2020. Em segundo lugar está a Alemanha, com 16 milhões, seguida por Arábia Saudita (13 milhões), Rússia (12 milhões) e Reino Unido (9 milhões). Diáspora A Índia ficou no topo da lista de países com as maiores diásporas em 2020, com 18 milhões de indianos vivendo fora de seu país natal. Outros países com grandes comunidades no exterior são México e Rússia, cada um com 11 milhões, seguidos por China (10 milhões) e ...

Leia mais
ADAILTON DAMASCENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Justiça Federal suspende provas do Enem no Amazonas

A Justiça Federal do Amazonas suspendeu a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, marcada para este domingo (17). A decisão liminar foi concedida pelo juiz federal José Ricardo de Sales, na noite desta quarta (13). De acordo com a determinação, as provas devem ficar suspensas enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo poder executivo estadual, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento, até o limite de 30 dias. Na decisão, o magistrado considera o surto de casos da Covid-19 que acomete o Amazonas. Até esta quarta-feira (13), mais de 219 mil pessoas foram infectadas pela Covid em todo estado, e mais de 5,8 mil morreram com a doença. Em Manaus, o número de mortes passa de 3,8 mil e a capital voltou a sofrer com hospitais e cemitérios lotados por conta de um novo surto da Covid. A ...

Leia mais
Manifestação Pelo Passe Livre dos Idosos em São Paulo. (Imagem retirada do site Arnobio Rocha)

As Primeiras Lutas de 2021: Passe Livre de Idosos e Vacinação, Já!

O ano inicia com algumas lutas e pautas bem específicas, passe livre dos idosos (retirado por Dória e Covas) e Vacinação, Já, e que podem ganhar corpo e dimensão nacional, como aconteceu entre junho e julho do ano passado, a pandemia continua sendo o fator limitante da presença massiva e da continuidade desses movimentos, como também a pauta limitada. O Brasil vive várias contradições simultâneas, um governo com “programa” absolutamente contra os direitos sociais, trabalhista, previdenciários, desprezo aos direitos humanos e nenhum respeito à democracia. Ao mesmo tempo, os movimentos sociais e políticos, ainda não se recuperaram das derrotas dos últimos 4 anos, não conseguindo apresentar programa alternativo e nem apontar para resistir ao caos social. A Pandemia paralisou uma provável reorganização popular de resistência, mesmo com um governo que aposta no quanto pior melhor, nenhuma preocupação com as mortes de mais de 200 mil brasileiros, continua a negar a ...

Leia mais
"Desigualdades educacionais já existiam antes da pandemia e foram acirradas neste ano", aponta pedagoga (Foto: Getty Images/A. Anholete)

Em meio à pandemia, Enem deve escancarar desigualdades educacionais

Depois de um ano escolar completamente atrapalhado pela pandemia de covid-19, as provas da edição de 2020 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão marcadas para começar no próximo domingo (17/01), sob a expectativa de revelar discrepâncias ainda maiores do que o usual. De acordo com os dados da última edição da avaliação, 22,4% dos estudantes não tinham acesso à internet, e 46% não tinham computador em casa. Considerando que a situação sanitária decorrente do novo coronavírus deixou as escolas brasileiras fechadas por praticamente o ano todo, o déficit de aprendizagem deve se refletir na prova. Originalmente previsto para ocorrer em novembro, o Enem foi adiado para 17 e 24 de janeiro por conta da pandemia. Apesar do aumento no número de casos de covid-19 no Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal responsável pela prova, descartou novo adiamento. Estão inscritos para esta ...

Leia mais
Foto: Geledés

Territórios negros e periféricos no enfrentamento à pandemia da COVID-19: um estudo sobre as ações desenvolvidas na região metropololitana de São Paulo

No ano de 2020, o mundo enfrentou uma experiência singular marcada por perdas, mudanças e inseguranças decorrentes da pandemia da COVID-19. Este cenário impôs novos hábitos e formas de se relacionar devido à necessidade de manter distância e evitar o contato e a presença física, o que impactou de diversas formas tanto a saúde física e mental como a garantia das necessidades básicas de bilhões de pessoas em centenas de países. No Brasil, a pandemia, ao potencializar as crises econômica, política, ambiental e social, explicitou as desigualdades de raça, gênero e classe com a imposição de uma dinâmica baseada no isolamento social. Tal situação trouxe novos desafios para as famílias em condição de vulnerabilidade social, moradoras de favelas e comunidades, para conseguir atravessar as adversidades e, também, auxiliar outras pessoas de seus contextos. As ações de apoio às famílias empobrecidas, desencadeadas por pessoas e entidades para a mitigação dos efeitos ...

Leia mais
Carl Hart (Foto Harper Collins)

Álcool e cafeína são as drogas mais consumidas durante a pandemia, diz neurocientista Carl Hart

Álcool e cafeína são as drogas mais consumidas durante a pandemia, afirma o neurocientista americano Carl Hart — lembrando que a cafeína não está presente apenas no café e na barra de chocolate, mas também em analgésicos e inibidores de apetite. No entanto, para quem acha que, findo o isolamento, haverá um número maior de alcoólatras e viciados em pílulas para emagrecer, Hart dá um freio. Para o professor do departamento de Psicologia e Psiquiatria da Universidade Columbia, em Nova York, o maior consumo dessas substâncias não implicará dependência pós-covid. Mas ele não duvida que essas drogas venham a ser acusadas de degringolar ainda mais a sociedade para tirar o foco da inabilidade dos governos de lidar com os problemas socioeconômicos advindos da pandemia. Seria assim, em qualquer tempo e crise, com a cocaína, o crack e os opioides — estes últimos apontados como um dos fatores da redução gradativa ...

Leia mais
Lia Zanotta Machado (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Machismo, confinamento e desemprego favorecem feminicídio, diz Lia Zanotta

O ano começou com casos de violência contra a mulher. O Distrito Federal registrou quatro ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. Durante a virada do ano, duas mulheres sofreram tentativas de feminicídios. Uma delas ficou sob a ameaça de uma faca até a chegada da polícia e a outra foi alvo de quatro disparos de arma de fogo, que não a atingiram. Nenhuma das duas ficaram feridas e os agressores foram presos em flagrante. A pandemia, o desemprego e especialmente o fator histórico, são algumas das causas que podem explicar o aumento do número de casos de violência por questões de gênero, segundo a especialista em direitos das mulheres Lia Zanotta Machado. “Você tem um sexismo estrutural enorme por causa da desigualdade de gênero na memória social e na memória jurídica. Era escrito em lei que as mulheres não valiam o mesmo que os homens. A ideia da desigualdade ...

Leia mais

Carta para Isabela

Filha minha, O menino nasceu e com ele uma mãe, um pai, três avós, três avôs, muitas tias, muitos tios — sim, é um arranjo familiar complexo, que ele vai precisar de tempo para dominar. No coração, a matemática é simples: multiplicam-se os aparentados, unifica-se o clã. Martin é produto de dois ramos de oliveira aproximados pelo amor. É Oliveira ao quadrado, de mãe e pai. Por causa dele, toda essa gente tornou-se comunidade, aldeia, tribo. Do dia para a noite, é tudo sobre ele. É dele nossa torcida; dele nossa fé, reza e devoção. Por ele, festa e preocupação; descanso e despertar. Para ele, amor. Na derradeira segunda-feira deste ano que encerra a segunda década do século XXI, tambores e sinos ecoaram para anunciar a mudança em nossas vidas. Eu ouvi. Era dia de Exu, orixá que é palavra e movimento; e das Santas Almas Benditas, representação de nossos ...

Leia mais

81 lideranças de movimentos negros de todo país gravam mensagem ao povo brasileiro

Neste ano de 2020, o povo negro brasileiro gritou em alto e bom som: “Enquanto houver RACISMO, não haverá DEMOCRACIA!” Será um ano lembrado pela luta e resistência do movimento negro, que ocupou o debate público como nunca antes. Em 2021, a luta contra o racismo e pelas vidas negras continua! Este é o MANIFESTO da COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS Neste 2020, o povo negro brasileiro gritou em alto e bom som: “Enquanto houver RACISMO, não haverá DEMOCRACIA!”. Será um ano lembrado pela luta e resistência do movimento negro, que ocupou o debate público como nunca antes. Em 2021, a luta contra o racismo e pelas vidas negras continua! Assista esse vídeo gravado por 81 lideranças de movimentos negros de todo país com uma forte mensagem ao povo brasileiro. Este é o MANIFESTO da COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS. Assine: https://comracismonaohademocracia.org #ComRacismoNãoHáDemocracia  Participam do vídeo: Abner Sótenos – Coletivo de ...

Leia mais
Samuel Vida. FOTO: DIVULGAÇÃO

Democracia não combina com racismo

A frase que dá título a este texto é uma espécie de síntese do difícil ano de 2020. A  pandemia do covid-19 exigiu redefinição dos parâmetros de sociabilidade, dos arranjos econômicos hegemônicos, seja na esfera da produção e do capital, seja na esfera das relações de consumo e do funcionamento das instituições privadas e públicas em todo o mundo. Entretanto, as mudanças e ajustes realizados não deram conta de redefinir os padrões de violência racial, exclusão e genocídio de indígenas e negros no Brasil. Aqui, o racismo se mostrou imune à pandemia e a todos os deslocamentos realizados em seu combate. Das políticas de enfrentamento ao covid-19, baseadas nas condições do homem médio branco, urbano, letrado, vinculado a tarefas laborais que comportam a manutenção de atividades em home office e com acesso garantido aos produtos sanitizantes necessários à higienização recomendada como medida primária para a prevenção. Em todos os estudos ...

Leia mais
Instituto Millenium

Crise terá cauda longa

As primeiras evidências empíricas sobre o impacto do fechamento das escolas devido à pandemia da Covid-19 começaram a aparecer. Os resultados, infelizmente, confirmam as expectativas sobre as consequências negativas de um evento tão traumático em todo o mundo. Estudos já divulgados em países como Holanda, Bélgica e Estados Unidos mostram que as perdas foram significativas, especialmente para os estudantes mais vulneráveis. Como a imensa maioria das crianças e adolescentes brasileiros não voltou às aulas presenciais, ainda não é possível mensurar o real impacto da pandemia na aprendizagem por aqui. Porém, considerando que essas primeiras evidências são relativas a países desenvolvidos e que mantiveram suas escolas fechadas por bem menos tempo, não há motivos para otimismo. Encerraremos o ano letivo de 2020 com perdas significativas de aprendizagem, aumento de desigualdades educacionais e também da evasão escolar. As notícias sobre o início da vacinação da população nos primeiros meses de 2021 trazem ...

Leia mais
A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades

A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades

Tem se tornado cada vez mais comum ouvir que a pandemia da COVID-19 escancarou as desigualdades já existentes no Brasil. Quando falamos de educação, as narrativas de profissionais da área reforçam que não é possível avaliar o impacto do ensino virtual/remoto porque as/os estudantes sequer acessaram os ambientes virtuais disponibilizados pelas secretarias de educação. A falta de acesso à internet e aos equipamentos tecnológicos conformam a realidade da maior parte das/os estudantes brasileiras/os. Mas há quem acesse e tenha seus direitos de aprendizagem garantidos no limite do que a Educação à Distância permite. Quem são as pessoas que acessam ou não as ferramentas do ensino remoto? Quem ainda mantém ou não vínculo com a escola e a formação acadêmica? Dados da PNAD-COVID, realizada ainda neste ano de 2020, revelam que em setembro 6,4 milhões de estudantes (13,9% do total) não tiveram acesso às atividades escolares. O mesmo levantamento demonstra que ...

Leia mais
Página 1 de 9 1 2 9

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist