Coalizão de 48 empresas firma compromisso contra o racismo no ambiente de trabalho

Enviado por / FonteG1

Uma coalizão de 48 multinacionais, dentre as quais Microsoft, Google, Facebook e Coca-Cola, anunciou um compromisso contra o racismo e por mais equidade racial entre os funcionários. A iniciativa foi revelada nesta segunda-feira (25), no Fórum Econômico Mundial.

Chamada “Partnering for Racial Justice in Business” (que se traduz como União pela Justiça Racial nos Negócios), trata-se de um compromisso global de organizações e seus líderes para construir locais de trabalho “equitativos e justos” para profissionais com identidades raciais e étnicas sub-representadas, como diz o documento de divulgação.

“Para projetar locais de trabalho racialmente justos, as empresas devem enfrentar o racismo em um nível sistêmico – abordando tudo, desde a mecânica estrutural e social de suas próprias organizações até o papel que desempenham nas comunidades em que operam e na economia em geral”, diz o texto.

As empresas envolvidas somam 5,5 milhões de funcionários em todo o mundo, em 13 diferentes setores produtivos. (Veja a lista completa no fim da reportagem)

O ponto de partida da iniciativa será formatar ações para combater as formas mais evidentes de racismo, mas também o viés subjetivo que faz com que negros sejam preteridos em momentos de promoção ou mesmo de contratação.

Para justificar como os negros costumam ficar para trás no mundo dos negócios, o documento cita a falta de representatividade no alto comando das maiores empresas do mundo. Houve apenas 15 negros que chegaram a CEO nas empresas da Fortune 500 em mais de 60 anos de existência da lista. Atualmente, apenas 1% das 500 principais empresas tem um CEO negro.

“À medida que a iniciativa evoluir, ela buscará aumentar a visibilidade de líderes racial e etnicamente diversificados em todos os setores e expandir seu foco para incluir grupos raciais e étnicos adicionais”, diz a nota.

Isso porque, apesar de focar majoritariamente nos negros, o programa reconhece que a carência de diversidade pode variar de acordo com as minorias marginalizadas de cada país.

Veja as empresas que assinaram o compromisso

  • A.P. Møller-Maersk
  • AlixPartners
  • AstraZeneca
  • Bank of America
  • BlackRock
  • Bloomberg
  • Boston Consulting Group
  • Bridgewater Associates
  • Centene
  • Cisco Systems
  • Cognizant
  • Dentsu International
  • Deutsche Bank
  • EY
  • Facebook
  • Google
  • H&M Group
  • Henry Schein
  • HP
  • Infosys
  • Ingka Group (IKEA)
  • Jacobs Engineering Group
  • Jefferson Health
  • Johnson & Johnson
  • Kaiser Permanente
  • Kearney
  • LinkedIn
  • ManpowerGroup
  • Mastercard
  • Mayo Clinic
  • McKinsey & Company
  • Microsoft
  • Nestlé
  • PayPal
  • PepsiCo
  • Procter & Gamble
  • PwC
  • Salesforce
  • SAP
  • Standard Chartered Bank
  • Tata Consultancy Services
  • The Coca-Cola Company
  • Depository Trust and Clearing (DTCC)
  • Thermo Fisher Scientific
  • Uber Technologies
  • Unilever
  • UPS
  • Willis Towers Watson
Fonte: G1

+ sobre o tema

Quando raposas tomam conta do galinheiro, por Maurício Pestana

por Maurício Pestana  A expressão acima, dito popular...

Brazil Progresso vs. Brasil Parasita ?

Por: Vitor Miranda Eu não gosto de comentar futebol junto com...

Sem Multas: Liminar suspende propaganda partidária do PSDB em São Paulo com Serra

Uma liminar suspendeu nesta sexta-feira a veiculação da propaganda...

para lembrar

Gibi, 85 anos: a história da revista de nome racista que se transformou em sinônimo de HQ no Brasil

Um dicionário de português brasileiro hoje certamente trará a definição de gibi como “nome dado às revistas em quadrinhos” — ou algo parecido com isso....

Estudante negra de escola pública ganha prêmio com pesquisa que apontou racismo em dicionários: ‘racismo enraizado na fala’

Uma aluna do Ensino Médio do Instituto Federal São Paulo, de Bragança Paulista (IFSP), conquistou medalha de ouro após apresentar uma pesquisa sobre racismo, durante a...

Alunos de colégio em Brasília sofrem ataques racistas em torneio de futsal

A Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima afirma que estudantes do colégio Galois chamaram seus alunos de "macaco", "filho de empregada" e "pobrinho" durante...
-+=