quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: representatividade

    Denise Alves Fungaro Reprodução/USP

    Denise Alves Fungaro: vida, desafios e a Química como lugar de representatividade negra

    Este texto biográfico é fruto da pesquisa em andamento que faz parte do projeto de extensão “Cientistas negras brasileiras: visibilidade na Química e na Física”, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Nilópolis, na Baixada Fluminense. A escolha da pesquisadora Denise Alves Fungaro, cientista, negra, mulher e mãe, se deu a partir do estudo de sua trajetória acadêmica e profissional, visto que desenvolve um trabalho de excelência na área da Química. O artigo foi elaborado a partir de dados encontrados em seu currículo Lattes e de uma ampla entrevista formada por trinta e cinco perguntas que buscou conhecer melhor sua história e conquistas. A entrevista foi realizada por uma plataforma de videoconferência e durou cerca de uma hora e quarenta minutos. A entrevista ocorreu em tom de conversa e foi muito proveitoso ouvir a pesquisadora relatar sobre sua trajetória de vida, assim como ...

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    Roteiristas se demitem da série de José Padilha sobre Marielle Franco

    Quatro roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco (1979-2018) pediram demissão por divergências sobre a condução do projeto, idealizado por Antônia Pellegrino ("Bruna Surfistinha") e dirigido por José Padilha ("Tropa de Elite"). A notícia foi publicada na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo. A equipe de apoio do projeto é formada por duas pesquisadoras, quatro roteiristas e um diretor, todos negros. Dos sete, deixaram o trabalho os quatro roteiristas. A composição desta equipe teria sido resultado de questionamentos nas redes sociais, porque os três principais envolvidos na série, a criadora do projeto, Antonia Pellegrino, o diretor Padilha e o autor indicado pela Globo para supervisionar os trabalhos, George Moura, são brancos. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social. As divergências dos roteiristas seriam sobre os caminhos narrativos escolhidos para a produção, que ainda está ...

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    Imagem: Renão Fotografia/Divulgação

    “Meu sonho é liderar multinacional de tecnologia”, diz gerente do Google

    Aos 31 anos, ela quer mudar o mundo. Gaúcha de Pelotas, Lisiane Lemos cresceu sem pensar nos limites, mas em como podia fazer seus desejos se tornarem realidade. "A leitura sempre foi o meu passaporte para esse novo mundo. Assim eu comecei a sonhar", diz ela, que desejou ser psicóloga, tentou ser advogada, mas se encontrou mesmo quando entrou no mundo corporativo. Lisiane trabalhou na Microsoft e hoje é gerente de novos negócios do Google, além de professora universitária, palestrante e membro do conselho consultivo do Fundo de População das Nações Unidas. Em 2017, entrou na lista da Forbes como uma das pessoas mais influentes com menos de 30 anos, a Forbes Under 30. É cofundadora da Conselheira 101, um programa para o desenvolvimento de lideranças negras, e já foi voluntária em diversas iniciativas sobre igualdade racial e de gênero, diversidade e tecnologia. "Não existe Lisiane corporativa e Lisiane pessoa ...

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    Imagem retirada do site BBC

    ‘Fiz uma prótese de mão negra para meu irmão – e isso se tornou um negócio de sucesso’

    A depressão que acometeu Ubokobong Amanan Sunday não foi o único problema que ele teve que lidar quando perdeu dois dedos de sua mão durante uma festa de Réveillon, ao confundir uma bombinha com um rojão. Sunday, que é negro, não conseguia encontrar próteses que fossem da mesma cor de sua pele. "Confundi uma bombinha com um rojão. E explodi dois dos meus dedos. Fiquei deprimido. Minha família tentou encomendar próteses da Alemanha, mas elas não combinavam com a minha cor de pele", diz. Foi quando John, irmão mais velho de Ubokobong, teve uma ideia. Ele havia trabalhado com efeitos especiais em filmes na Nigéria e usou sua experiência para criar uma nova mão para o seu irmão por conta própria. "Uma mão africana e realista é importante no sentido de que é aceita, passa despercebida, segue oculta, porque ninguém consegue distinguir entre a prótese e a amputação", diz John. ...

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    Crédito: Mattel

    Mesmo com debates sobre representatividade, bonecas negras somam apenas 7% de produtos online

    A quantidade de bonecas negras disponíveis para compra no mercado online é muito abaixo do número de crianças negras no Brasil. Esta é a conclusão da terceira edição do levantamento bianual realizado pela Avante - Educação e Mobilização Social no contexto da campanha “Cadê Nossa Boneca?” sobre a disponibilidade de modelos de bonecas à venda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas negras representam 53,6% da população do país. No entanto, mesmo com a crescente discussão sobre representatividade e a consolidação da população negra como parte importante do mercado consumidor, o segmento de brinquedos não retrata a realidade brasileira. Segundo especialistas, o processo de auto identificação que acontece durante o processo de brincar é fundamental para o desenvolvimento da autoestima das crianças. “A partir daí, é pensar que ter bonecas pretas é necessário para uma educação mais justa, para alcançar as ideias de diversidade, de ...

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    Cláudio Bento França/ Reprodução canal SIC Notícias

    Qual é a cor do protagonismo na bancada jornalística?

    Ignorância, ingenuidade ou negligência podem demarcar o posicionamento de pessoas que não consideram a mídia como uma via complexa que apresenta interesses econômicos e políticos constituída de espaços e práticas discursivas e não-discursivas, estas que influenciam em nossos modos de existências e processos de subjetivação nas relações. A linguagem utilizada, o conteúdo roteirizado e o corpo-território apresentam aos consumidores um posicionamento ético, estético e político nas bancadas de jornais inseridas nas mídias televisivas. O que se espera de forma sucinta de um canal de televisão e de um jornalista? Quais são as reações inscritas nos repertórios comportamentais das pessoas que percebem um semelhante em um lugar de saber-poder? A representatividade de Cláudio Bento França impacta de qual forma as funções mentais: atenção, sensação, percepção, memória, orientação, consciência, pensamento e linguagem das pessoas negras que assistem este jornalista como pivô em uma bancada jornalísitca de alta audiência? A atuação de um ...

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    A naturalização de expressões racistas e o perigo da história única

    Há duas semanas, assistindo ao noticiário local, fui surpreendida com uma fala da jornalista e apresentadora do telejornal da hora do almoço, que me obrigou a refletir sobre o papel do jornalismo na manutenção dos estereótipos racistas e da criminalização dos negros. A reportagem falava da prisão de três homens, acusados de roubarem fios de energia na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo.  A matéria mostrava o material do crime (os fios), apresentava dados acerca dos prejuízos que tais ações trazem para os cofres públicos e, automaticamente, para os cidadãos, entrevistava um representante do poder público e alertava para a ilegalidade da ação. Até aí, tudo bem, é o jornalismo cumprindo o seu papel. Não fosse um comentário feito pela apresentadora, ao final da matéria, afirmando que quem compra o fruto do crime também está incidindo em um crime e que, nas palavras da jornalista, existe um mercado negro ...

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    Imagem retirada do site NegrÊ

    Times divulga 100 nomes mais influentes de 2020; veja personalidades negras da lista

    A Revista Times divulgou a lista com as 100 pessoas mais influentes do mundo no ano de 2020 na noite desta terça-feira, 22. Dentre os destaques, 31 artistas, políticos e ativistas negros e negras foram mencionados. Três deles foram as fundadoras do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), as estadunidenses Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi. Além delas, a ativista trans Tourmaline também está na lista, bem como a professora e filósofa Angela Davis. O meio artístico tem alguns representantes, como os atores Michael B. Jordan e Tyler Perry e os cantores Megan Thee Stallion e The Weeknd. Entre os esportistas, estão presentes na lista o piloto Lewis Hamilton, os jogadores de basquete Giannis Antetokounmpo e Maya Moore, o jogador de futebol americano Patrick Mahomes e a tenista Naomi Osaka. Dos líderes políticos, chamam a atenção os nomes de Kamala Harris e Tedros Adhanom. Confira todas as personalidades negras no site Negrê

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    Adobe

    O problema não é o cacheado, é o crespo!

    o desgaste na relação desenvolvida consigo mesmo é tremendamente afetado pela pressão social negativa, tanto pela ausência de sua autoimagem como reforço positivo quanto insatisfação alimentada pela crença que assimilam das estratégias de grupos dominantes, de inferioridade e subalternidades “naturais” (Joice Berth)  Meus cachos nunca foram uma questão para mim e para os outros.  O problema era a textura do meu cabelo, crespo. Na minha família, os cachos sempre foram valorizados, o crespo nem tanto. Era preciso “domar” o meu cabelo volumoso, seco e esponjado. Fora do contexto familiar, escutava: “cabelo de espiga de milho”; “cabelo de cutia”; “nossa, que moita!”; “prende esse cabelo”; “até que o seu cabelo não é ruim, mas... tem que dar um jeito.” O “jeito” dado pela minha mãe, que também concordava com os outros, mesmo inconscientemente, foi a química. “Afinal, não vou permitir que a minha filha passe pelo que já passei”, pensava ...

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    Luiza Helena Trajano (Foto: Lailson Santos/Divulgação)

    Magazine Luiza quer negros em cargos de liderança

    Sempre muito visionária, engajada de fato com causas sociais, direitos humanos e questões raciais, a empresária Luiza Trajano, CEO da rede Magazine Luiza, decidiu colocar apenas negros no próximo programa de trainees, em 2021. Luiza Trajano participou do primeiro Fórum Brasil Diverso, onde despertou para as questões raciais. Assim como a Magazine Luiza, empresas como a Ambev e a L’Oreal têm se voltado para a inclusão de negros em seus quadros, visando lideranças. O assunto toou conta das redes sociais no final de semana e a maciça maioria dos internautas apoiou e elogiou a medida. A deputada federal Benedita da Silva (PT) destacou que a Magalu tem 53% de pretos e pardos em seu quadro de funcionários, mas apenas 16% deles em cargos de liderança. Pai adotivo de duas crianças negras, o ator Bruno Gagliasso se posicionou. Ele chamou os “irmãos brancos para uma conversa” e afirmou que o racismo ...

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    Esdras Saturnino (Reprodução/Instagram/@esdrassaturninoo)

    Esdras Saturnino quer abrir espaço para mais criadores pretos no TikTok

    "Gosto de criar uma sensação caseira nos meus vídeos para que as pessoas se sintam confortáveis, como elas ficariam ao lado de um amigo", conta o criador de conteúdo, comediante e cantor Esdras Saturnino, uma das sensações brasileiras do TikTok. Com mais de um milhão de seguidores na plataforma, o jovem de 23 anos da Zona Leste da São Paulo criou um universo próprio em seus conteúdos, com um toque de surrealismo. Dentro de casa, Saturnino se desdobra para encenar situações que envolvem assuntos cotidianos como amor, relacionamentos, as famosas blogueirinhas de maquiagem e de como viver junto da família. Nos últimos meses, com a pandemia, o comediante passou a gravar ainda mais para seus seguidores. "Quero que a pessoa que me assiste consiga sair um pouco da realidade dela, mesmo que seja só por 15 segundos", contou ao TAB. A jornada de Saturnino começou no Vine, em 2015, plataforma ...

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    Arquivo Pessoal

    Quantas professoras negras você já teve na universidade?

    Quantas professoras negras eu já tive? Foi uma questão que me indaguei quando havia acabado de ser selecionada como professora substituta na Universidade Federal do Acre - Ufac, cargo este que ocupei no período de 2018 a meados de 2020. Percebi a invisibilidade de mulheres negras ocupando espaços na docência universitária, e a presença maior destas trabalhando em empresas terceirizadas nos setores de limpeza das instituições. Quanto à inserção maior de mulheres negras nos empregos terceirizados, ou de babás e empregadas domésticas, é importante  “ problematizar o porquê de tais lugares ainda serem os mais comuns ou naturais para mulheres de pertencimento étnico racial não branco (EUCLIDES, 2017, p. 44-45). A resposta para essa indagação é porque a raça é uma categoria que está presente nos modos de organização social. E não é sobre o ponto de vista biológico que falo, mas sobre uma perspectiva política, tendo haver com ...

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    Diversidade racial na medicina O objetivo do programa de financiamento do Iluma é garantir "recursos financeiros e mentoria" para a estudantes de medicina negros de baixa renda. A mentoria — que inclui acompanhamento de atividades acadêmicas, notas e desempenho — é feita por médicas e médicos negros. "A gente trabalha para garantir meios para que a pessoa consiga seguir em frente e se formar", explica Juliana Oliveira. Já as doações mensais de R$ 400 podem ser feitas por qualquer um disposto a contribuir com o aumento da diversidade racial na medicina (mais detalhes aqui). Lançada oficialmente em dezembro de 2019, durante uma solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo, a associação se propõe a promover e assegurar equidade de direitos políticos, educacionais, sociais e econômicos para a população negra. Entre os objetivos do instituto estão a busca por "sustentabilidade econômica" para esta parcela da população, a defesa da educação e saúde gratuitas e de qualidade, o combate ao "encarceramento sistemático da população negra", a "representatividade política como condição essencial para exercício do direito ao voto" e o "fomento do engajamento de jovens e jovens adultos negros na luta antirracista". Dos 209,2 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, 19,2 milhões se autodeclaram pretos e 89,7 milhões se apresentam como pardos. Dados referentes a 2018, divulgados em novembro de 2019 pelo IBGE, mostraram que, pela primeira vez na história, o número de estudantes negros em faculdades públicas brasileiras superou o de alunos brancos: 50,3% de pretos e pardos contra 49,7% de brancos. Apesar de ainda não se refletir nos cursos mais disputados, como é o caso de medicina, a conquista, segundo o IBGE, é um fruto direto da política de cotas raciais nas universidades públicas. Apesar de terem superado o número de brancos nas faculdades públicas, a maioria dos universitários pretos (66,86%) e pardos (73,54%) brasileiros estuda em faculdades particulares, segundo dados de 2018 do Inep. 'Não vive, não sabe' Juliana conta que ter nascido em uma família com boas condições financeiras trouxe vantagens indiscutíveis, mas não tornou sua trajetória igual a de colegas de profissão brancos. "A tensão racial esteve presente em todos os lugares, desde a universidade até hoje." Durante a entrevista, a médica enumera uma série de episódios racistas vividos ao longo da carreira. "Acontece muito por eu hoje usar um cabelo afro, que expõe gritantemente a minha raça e meu posicionamento político — porque usar um black power é um gesto político", diz. Além de comentários racistas sobre sua aparência, Juliana ilustra as barreiras na profissão pela ausência de equipamentos de proteção individual pensados para profissionais negros. "Por exemplo, a touca que todos nós usamos nos procedimentos. Não existe touca para médico preto. Não se encontra touca médica onde caiba um black power, um dreadlock, uma trança. Nada." As de Juliana são feitas em cetim por encomenda. "Quando souberam, minhas colegas disseram que nunca pensaram sobre a dificuldade das touquinhas para cirurgiões negros." Ela explica: "Você não vive, você não sabe". (Arquivo Pessoal)

    ‘Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina; 32 anos depois, minha formatura foi igual’

    A cor branca não estampa só as paredes, leitos, jalecos e corredores de hospitais e consultórios no Brasil. "Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina. Era ele, um homem e uma mulher numa classe de 80 pessoas", conta a médica Juliana Estevão de Oliveira, formada em 2010 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Na minha festa formatura, 32 anos depois, éramos 160 alunos e o cenário era igual." Apesar da redução da desigualdade nas universidades nas últimas décadas, os mais de 30 anos que separam as formaturas da rara família de médicos negros de Minas Gerais ilustram o abismo racial — e o apagão de informações — existentes em uma das profissões mais valorizadas e bem pagas do país. Hoje residente de oftalmologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Juliana conta que o "pai passou 6 anos praticamente sem dormir" ...

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    Spike Lee recebe seu primeiro Oscar por ‘Infiltrado na Klan’, na 91ª edição do prêmio, em 24 de fevereiro de 2019, em Los Angeles. Lee boicotou a cerimônia de 2016 devido à falta de diversidade da premiação.MIKE BLAKE / REUTERS

    Oscar adota critérios mínimos de inclusão em busca de premiação mais diversificada

    Sete meses se passaram desde que um thriller sul-coreano ganhou o Oscar de melhor filme, mas o caminho para transformar a Academia de Cinema de Hollywood em uma instituição global ainda parece estar pela metade. O próximo passo é exigir certas condições mínimas de diversidade dos filmes que disputem essa categoria. As exigências afetam tanto o que se vê em tela como as equipes de produção, para “refletir melhor a diversidade do público do cinema”, conforme anunciou a Academia na terça-feira. Nos prêmios de 2025, ou seja, para os longas produzidos em 2024 que quiserem disputar o Oscar de melhor filme, alguma destas condições terá de ser atendida: pelo menos um protagonista que não seja branco; pelo menos 30% de personagens secundários mulheres, minorias, LGBTQ ou deficientes; ou que o tema principal aborde um destes grupos sub-representados na tela. A trajetória da Academia para se transformar em uma instituição global e ...

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    O racismo como elemento estruturante da formação nacional produz desigualdades raciais que sustentam a organização econômica, política e social (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

    Wakanda para sempre: a reparação devida

    Representatividade. Esse foi o móbile que imortalizou o ator Chadwick Boseman, o super-herói negro do premiadíssimo filme Pantera Negra. A positividade da representação negra numa megaprodução americana fez história. Sua morte prematura potencializou a lenda ante a força humana demonstrada na vivência do câncer fatal. Representatividade. Eis a motivação de consulta da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ) ao Tribunal Superior Eleitoral, que respondeu afirmativamente à necessidade de políticas indutoras da representação de negros nos poderes Executivo e Legislativo. Na solução, a destinação proporcional de recursos financeiros do fundo partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fefc) e do tempo da propaganda eleitoral. Interessante notar que a consulta partiu da mulher negra de trajetória política mais vitoriosa no país, conhecedora dos óbices à conquista de legenda partidária para uma disputa eleitoral competitiva, viável. Os pontos de partida são díspares. Sob essa luz, a lei já instituiu cotas partidárias para ...

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    Marvel

    O valor da representatividade na mídia

    O mundo lamentou, neste final de semana, a perda precoce do ator Chadwick Boseman, que interpretou o Rei T’Challa, o Pantera Negra, nos cinemas. Pantera Negra foi lançado em 2018 e inaugurou uma nova fase do universo da MCU, da qual sou muito muito fã. O impacto da história de um super herói negro, africano, com sotaque africano, comandando uma nação desenvolvidíssima e negra transformou e ainda transformará muitas vidas, principalmente de crianças que se identificam com o personagem. Quando a gente se vê num personagem que a gente admira, a gente projeta um sonho, uma crença de que tudo é possível, que aquele lugar também nos pertence. Não é de hoje que se critica a estereotipização de papéis designados à população negra na mídia, assim como à feminina. Em razão dos últimos acontecimentos, decidi assistir novamente alguns dos filmes mais recentes da Marvel, desde Pantera Negra até os 4 ...

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    Coletivo Nacional de Cientistas e Intelectuais Negros exibe Live no final de semana. — Foto: Foto: Divulgação/G1

    Coletivo de cientistas negros faz live sobre representatividade midiática da mulher negra; confira

    O Coletivo Nacional de Cientistas e Intelectuais Negros vai exibir uma live no próximo sábado (29), às 19h, com o tema: Representatividade e Representação Midiática da Mulher Negra. A live será transmitida simultaneamente nos canais do Youtube do Quilombo da Ciência e nas plataformas digitais do Colegiado de Psicologia da UNEB. Para iniciar as atividades, o Quilombo promoverá uma live em parceria com o Colegiado de Psicologia da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), com a participação das potiguares e ativistas do Movimento Negro, Ana Paula Campos e Idyane França. Que também são integrantes do Coletivo. Algumas ações pontuadas: Quilombo Bilíngue – De forma voluntária pessoas dentro do quilombo que apresentam fluência nas línguas inglesa e espanhola promoverão aulas remotas, uma vez por semana para os integrantes do Quilombo da Ciência. Uma vez que, a ciência mundial é baseada e produzida na língua inglesa Tutoria Profissional – A cada quinze dias, ...

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    Ilustração com os grupos Racionais MCs, RZO, DMN e Dexter feita por Jairo Malta

    Como a representatividade impulsionou o rap nas rádios para além da quebrada

    “Hey, hey, hey, nego, você está na sintonia da sua Rádio Êxodos. Eu, DJ Nel, comandando o melhor da Black Music. São 23 minutos de um novo dia. O Japonês do Jardim Rosana manda um salve para o Zezé, pro Chiquinho, pro Kau, pro Ribeiro, pro Tico, Zulu e o Serginho. O Valtinho da Sabin manda um salve aí pro Vandão da Vila do Sapo, e a Kiara do Embu manda um abraço para a Viviane do Sadí. É! O Papau do Parque manda um salve pros manos da 50, e o Adriano do Tamoio manda um salve aí para rapa do Sujeito Suspeito do Paranapanema. E pra você que está pensando em fazer um pião, pegue seu bombojaco e sua touca, porque faz 10°C em São Paulo”. Percebeu? Essa introdução da música “Da Ponte pra Cá”, dos Racionais MC’s, deixa claro como as rádios foram um marco no Rap ...

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    Getty Imagem

    Literatura infantil com personagens negras: narrativas descolonizadoras para novas construções identitárias e de mundo

    Este artigo parte de reflexões sobre a fabricação de uma história única, que elege e valoriza determinada cosmovisão em detrimento das outras que compõem a formação histórico-cultural de um povo ou nação, legitimando e transmitindo apenas uma herança cultural. No Brasil, esse discurso tem apresentado o povo negro como escravo, submisso, inferior... Na escola, uma das importantes vias de transmissão de tal narrativa são as histórias nos livros de literatura, que sugerem padrões do que é verdadeiro, bom e bonito, a partir da supremacia branca e heteronormativa. Este artigo analisa e problematiza, de modo interdisciplinar, dois textos da literatura infantil contemporânea que provocam a desnaturalização das narrativas e das relações colonizadoras e dualistas: entre o bem e o mal, o certo e o errado, o belo e o grotesco, o incluído e o excluído. Eles mobilizam discursos de africanidades e negritudes para o empoderamento da criança negra. Conforme observado em ...

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    Irmãos lendo em tablet (Foto: Getty Images)

    A importância da representatividade negra na literatura infantil

    O incentivo à literatura infantil não é somente "coisa de criança", sobretudo, quando falamos sobre representatividade negra. Logo, a representatividade negra na literatura infantil também não é "coisa" somente de papais e mamães de pele negra. Instigar leituras com protagonismo negro pode ser algo que auxilie pais e mães a moldar e estimular o respeito e a percepção da diversidade racial e social do nosso país em suas crianças. O avanço dos movimentos de luta contra o preconceito racial no Brasil não vem de hoje e o atual momento em que a luta antirracista está em voga, só demonstra um grito de séculos de silenciamento em que as temáticas negras vêm sofrendo com diversas manifestações de racismo que está solidificado no racismo estrutural. Portanto, o estímulo à aquisição de literaturas infantis que retratem a diversidade racial, com personagens negros, precisa ser valorizada e demonstrada às crianças através do despertar de ...

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