Tag: representatividade

Betty (Foto: Reprodução/HBO)

6 motivos para maratonar Betty, série da HBO sobre mulheres skatistas

Escondida no catálogo do streaming HBO Go e, possivelmente, pouco conhecida pelo público brasileiro, Betty é uma incrível, necessária e divertida série da HBO, protagonizada por cinco mulheres skatistas.  A série de Crystal Moselle, baseada no filme da showrunner Skate Kitchen(2018), acompanha um grupo de cinco mulheres, que se tornam melhores amigas ao longo dos episódios. Todas as personagens são unidas por uma paixão em comum: o skate.  Ambientada em Nova York, Kirt (Nina Moran), Janay (Dede Lovelace), Honeybear (Kabrina Adams), Camille (Rachelle Vinberg) e Indigo (Ajani Russel) embarcam em uma luta necessária para que as mulheres se sintam confortáveis nas pistas de skates da cidade - espaços majoritariamente ocupados por homens. Com a chegada semanal da segunda temporada da série na HBO e no HBO Go, listamos seis motivos para maratonar os primeiros episódios de Betty- e acompanhar o desenrolar dessa incrível história: Totalmente centrada em mulheres Vale ressaltar: toda a narrativa de Betty é centrada nas mulheres e nas questões cotidianas enfrentada pelas cinco skatistas. Não há foco em narrativas de ...

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‘(Outros) Fundamentos’, de Aline Motta, é um dos filmes que está na mostra (Foto: Mostra América Negra de Cinema)

Gratuita e online, mostra América Negra traz 35 filmes de dez países

Quando se pensa em cinema, os Estados Unidos ocupam um lugar central na narrativa – inclusiva na negra. “Como os Estados Unidos são uma potência imperialista, inclusive dos pretos, quando chega um produto, ele paralisa o debate cultural. Veja o que aconteceu com Black is King, da Beyoncé, por exemplo”, disse ao Estadão Heitor Augusto, curador da mostra América Negra, gratuita e online (sala54.com. br), que vai até o dia 13. O evento reúne 35 produções de dez países da América Latina, produzidos nos últimos 20 anos. “A ideia de descentralização e de conversa entre nós, entre latinos sobre negritude, não é só urgente, mas única”, disse Augusto. Na pesquisa para montar a mostra, que contou com curadores e pesquisadores de outros países, Heitor Augusto notou temáticas em comum. “São principalmente três: o preto enquanto cultura, ou seja, as manifestações culturais, a importância do autorreconhecimento e do reconhecimento pelo Estado e do reconhecimento ...

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Ana Cláudia Silva (Foto: Reprodução/ Instagram @
ceoanaclaudia)

Empresária cria marca de artigos de papelaria com temática afro

Uma ex-professora apostou na diversidade ao lançar uma marca de artigos de papelaria e moda com temática afro. Mesmo com a pandemia do coronavírus, teve aumento de 25% na receita em 2020. Ela se reinventou e faturou mais de R$ 100 mil. Ana Cláudia Silva era professora e, para complementar a renda, revendia bolsas para as colegas de trabalho, até que decidiu virar empreendedora. Com o valor do 13º salário - R$ 2,8 mil - comprou tecido, couro sintético e fez bolsas com estampa afro. Começou a vender e não parou mais. “É possível começar com pouco, assim como eu comecei. Foi um investimento que fiz com um risco calculado, estudei o mercado, vi oportunidade, coloquei minhas poucas economias no que eu precisava e no que o mercado precisava e vi que o retorno seria possível”, conta a empresária. Os produtos levam diversidade para alunos e professores. Além de bolsas, são mochilas, ...

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IZA: reconhecimento na Time (Foto: Reprodução/ Instagram)

Iza é eleita ‘Líder da Próxima Geração’ pela TIME e destaca luta contra racismo: ‘Microfone é arma’

A cantora Iza é sinônimo de empoderamento e representatividade e sua importância no cenário mundial foi notada pela revista norte-americana "TIME". A carioca foi eleita uma das "Líderes da Próxima Geração" pela publicação e comentou seu envolvimento com a questão da desigualdade racial. "Não falo sobre racismo porque é um assunto de que gosto muito. Falo sobre isso porque é necessário", indicou. Aos 30 anos, ela sempre manifesta nas redes sociais sobre a pauta e defende a busca por uma sociedade mais igualitária e justa. "Eu realmente acredito que nosso microfone é uma arma e precisa ser usado com sabedoria, não só para conseguir nossas realizações pessoais, não só para pagar contas ou fazer as pessoas dançarem, mas também para fazer as pessoas aprenderem", afirmou a cantora. 'AJUDAR E INSPIRAR UNS AOS OUTROS', ACONSELHA IZA A artista também contou que, apesar de sempre ter recebido apoio de casa, sentia a ...

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Riz Ahmed em 'O Som do Silêncio': indicações ao Oscar trazem visibilidade para surdos (Foto: Divulgação)

Indicado ao Oscar, ‘O Som do Silêncio’ dá destaque raro à cultura dos surdos 

Paul Raci, indicado ao Oscar por interpretar um mentor de usuários de droga que perdeu a audição em "O Som do Silêncio", disse que a reação mais comum de surdos ao filme é: "Que bom que você retrata um bando de drogados surdos como pessoas legais!". "Isso é um pouco estranho", disse Raci em uma entrevista, "mas eles estão contentes de você mostrá-los sob uma luz que os torna normais, como eu e você. Eles têm as mesmas dificuldades." Ativistas esperam que os elogios a "O Som do Silêncio", um dos concorrentes a melhor filme na premiação cinematográfica do próximo domingo, e a outros títulos levem à produção de mais filmes com pessoas com deficiência. A sub-representação de mulheres, negros e outros em Hollywood tem sido questionada nos últimos anos. Estúdios de cinema e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que concede o Oscar, adotaram medidas para aumentar a ...

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Em Londres, manifestantes gesticulam e gritam durante um protesto do 'Black Lives Matter' após a morte de George Floyd, nos EUA. Para empresas, discussões sobre racismo se reacenderam em 2020. — Foto: Simon Dawson/Reuters

Coalizão de 48 empresas firma compromisso contra o racismo no ambiente de trabalho

Uma coalizão de 48 multinacionais, dentre as quais Microsoft, Google, Facebook e Coca-Cola, anunciou um compromisso contra o racismo e por mais equidade racial entre os funcionários. A iniciativa foi revelada nesta segunda-feira (25), no Fórum Econômico Mundial. Chamada "Partnering for Racial Justice in Business" (que se traduz como União pela Justiça Racial nos Negócios), trata-se de um compromisso global de organizações e seus líderes para construir locais de trabalho "equitativos e justos" para profissionais com identidades raciais e étnicas sub-representadas, como diz o documento de divulgação. "Para projetar locais de trabalho racialmente justos, as empresas devem enfrentar o racismo em um nível sistêmico – abordando tudo, desde a mecânica estrutural e social de suas próprias organizações até o papel que desempenham nas comunidades em que operam e na economia em geral", diz o texto. As empresas envolvidas somam 5,5 milhões de funcionários em todo o mundo, em 13 diferentes ...

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Primeira vereadora negra eleita na Câmara de Curitiba, Carol Dartora recebeu ameaças de morte por e-mail (DIVULGAÇÃO/Imagem retirada do site El País)

Ameaças de neonazistas a vereadoras negras e trans alarmam e expõem avanço do extremismo no Brasil

Injúrias raciais, infelizmente, não são uma novidade para a professora Ana Carolina Dartora, 37 anos. Primeira vereadora negra eleita nos 327 anos da Câmara Municipal de Curitiba, e a terceira mais votada na capital paranaense nas eleições 2020, sua campanha foi permeada por ataques, sobretudo nas redes sociais. Até então, Carol Dartora ―como é conhecida a vereadora filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT)― considerava as mensagens inofensivas. Mas no início de dezembro ―logo após uma entrevista do prefeito Rafael Greca (DEM) na qual o mandatário disse discordar da existência de racismo estrutural na cidade― ela recebeu por e-mail uma mensagem a ameaçando de morte, inclusive com menção ao seu endereço residencial. No texto, o remetente chama a vereadora de “aberração”, “cabelo ninho de mafagafos”, e diz estar desempregado e com a esposa com câncer. “Eu juro que vou comprar uma pistola 9mm no Morro do Engenho e uma passagem só ...

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Ingrid Silva é a primeira bailarina negra e brasileira a ser palestrante principal em Harvard

A bailarina brasileira Ingrid Silva foi convidada para ser a palestrante oficial no evento da Harvard Lead Conference, que será no próximo dia 17 de janeiro. O anúncio foi feito pela própria Ingrid em sua conta do Twitter, nesta segunda-feira: “E com muito Orgulhoooo que eu compartilho esta novidade inédita com vocês. Eu vou ser palestrante principal, que será dia 17 de Janeiro. Eu sou a primeira brasileira e a primeira bailarina negra a ser palestrante principal”. E com muito Orgulhoooo que eu compartilho esta novidade inédita com vocês. Eu vou ser palestrante principal, no evento da Harvard Lead Conference que será dia 17 de Janeiro. Eu sou a primeira brasileira e a primeira bailarina negra a ser palestrante principal. #GRATIDÃO pic.twitter.com/Oy4YPkReO1 — Ingrid silva (@ingridsilva) January 11, 2021 Nascida e criada no bairro de Benfica, no Rio de Janeiro, Ingrid Silva se tornou a primeira bailarina do Dance Theatre ...

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Foto: Heloise Hamada/G1

Entre desafios e avanços, a representação negra na política cresce, e a violência política também

Elaine Mineiro, Erika Hilton, Tainá de Paula, Dani Portela, Thais Ferreira, Carol Dartora, Laura Sito, Edna Sampaio, Livia Duarte foram nomes de destaques no processo eleitoral de 2020 para a disputa das prefeituras e câmaras municipais: mulheres negras que estiveram entre as candidaturas mais votadas por todo o país. Porém, o que as fez se destacar é exatamente o fato de que suas existências políticas são a exceção em um país marcado pelo racismo. Em um ano que certamente entrará na história como um período de efervescentes protestos e debates ao redor do mundo sobre o racismo e a importância de se desenvolver práticas antirracistas é certo que essas mobilizações lideradas pelo movimento negro tiveram impacto também nos resultados eleitorais. São Paulo, a maior cidade do país, que teve em sua história apenas uma vereadora negra na sua Câmara Municipal, terá três a partir de 2021. Essa transformação também acontece ...

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(Foto: @EZEKIXL/ Nappy)

Representatividade na propaganda ainda está longe do ideal, diz pesquisa da ONU Mulheres e Heads Propagands

O cenário de polarização e a legitimação de discursos que diminuem, desvalorizam e esvaziam pautas identitárias, de raça e de gênero se refletem na publicidade. É o que mostra a 9ª onda da pesquisa TODXS, um estudo desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Heads Propaganda, viabilizado pela Aliança Sem Estereótipos, movimento que visa conscientizar anunciantes, agências e a indústria da propaganda em geral sobre a importância de eliminar os estereótipos nas campanhas publicitárias. Desde a primeira edição do estudo em 2015 até agora, já foram avaliadas 22.253 inserções de comerciais de televisão e 5.769 posts no Facebook. Se havia um movimento para que essa comunicação das marcas pudesse desconstruir imagens e padrões que estimulam violências físicas, simbólicas ou morais, o momento atual é de retrocesso e estagnação. O levantamento tradicionalmente mapeia como gênero e raça são representados pela publicidade brasileira e este ano traz dados inéditos sobre a representação de ...

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A advogada Manoela Alves, que é especializada em compliance antidiscriminatório e primeira conselheira estadual negra da OAB de Pernambuco (Foto: Arquivo pessoal)

Inclusão de advogados negros esbarra em racismo recreativo e acolhimento falho

Apesar da movimentação de diferentes escritórios de advocacia no lançamento de programas de diversidade e contratação de estagiários ou jovens advogados negros, especialistas apontam que, para que esses ambientes sejam realmente inclusivos, ainda há muito a se percorrer. O advogado Wallace Corbo, professor da FGV Direito Rio, conta que, depois de dar palestras sobre racismo em escritórios ou mesmo em universidades, é comum receber relatos de profissionais e estagiários desses locais que contam que muito do que se propaga sobre tais programas acaba não se refletindo na prática. “As pessoas que estão nesses escritórios se voltam pra mim e muitas vezes não veem efetividade nisso ou que, na visão delas, a política é mais para o cliente ver, a política é mais para as pessoas de fora verem e não para efetivamente gerar uma diversidade interna”, afirmou. Para ele, essas críticas não significam que não haja políticas positivas, ...

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Arte: Catarina Bessell

Por que a ciência precisa de diversidade?

Se a diversidade étnico-racial vem ganhando espaço na agenda de muitos setores da sociedade –nos negócios, na representação política, nas artes, no jornalismo–, nas ciências em geral ela ainda é tímida. Essa lacuna é marcante principalmente em relação ao desafio de reduzir a sub-representação no universo de professores universitários, no financiamento de pesquisas científicas e entre os destinatários das bolsistas de pesquisas. As pessoas negras (pretos e pardos) representam 56% da população brasileira, mas foi somente em 2019 que pela primeira vez os estudantes negros passaram a ser maioria nas universidades públicas. Segundo o censo da educação superior, porém, apenas 16% do universo de docentes se declarou negro. Essas disparidades estampam as consequências do racismo e de uma sociedade historicamente desigual. Tais anomalias têm origem no passado, e temos falhado em corrigi-las no presente. Em pleno século XXI é inadmissível fechar os olhos para a ausência de pessoas negras nos diversos ...

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Crédito: Getty Images/iStockphoto

“Seja Um Preto Como Eu”: pretos na música eletrônica

O projeto “Seja Um Preto Como Eu" é um manifesto que reúne produções de artistas negros da cena musical eletrônica brasiliera para reivindicar seu espaço em alto e bom som. Liderado pela gravadora "O Problema É Grave", junto com os produtores Christian Gomes aka Thousand Kids e Iago Cavallieri aka Cavallieri, o lançamento ocorre Dia 20 e será disponibilizada no YouTube, Spotify e SoundCloud. Com o objetivo de valorizar a produção nacional, os destaques serão Curol, Ishimarumusic, Mistikke.music, Douth, Cavallieri, Klledawid, Guzz que, inspirados em nomes como DJ Marky, Black Coffee e Carl Cox, fortalecem o material que contam com nove colaboradores. Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, o manifesto tem o objetivo de subverter a lógica da cena eletrônica e, além de reduzir as desigualdades nela presentes, retomar e reapropriar essa construção cultural e artística, ressignificando seu conceito. O projeto marca uma tomada de posição que envolve representatividade ...

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Foto: Filipe Castilhos/Sul21

Na luta por representatividade, negros são 3% dos candidatos às prefeituras do RS

Dos 1.352 candidatos e candidatas a prefeituras nos 497 municípios do Rio Grande do Sul, apenas 11 são autodeclarados pretos e 30, pardos. Ou seja, 96,67% das candidaturas são de pessoas brancas, num estado em que a população negra representa cerca de 20% do total. Os autodeclarados pretos, que no último levantamento do IBGE eram 5,9% da população, são 1,9% dos candidatos. Isso significa que, mesmo que historicamente a região Sul tenha menor presença de afro-brasileiros do que outras partes do país, a sub-representação ainda é gritante. Até hoje, o Estado só teve um governador negro, Alceu Collares (PDT, 1991-1995), que também foi o único prefeito negro de Porto Alegre. Em termos de representatividade feminina, quem mora em Porto Alegre pode achar que este ano ela aumentou, visto que as três candidatas mulheres têm recebido bastante atenção na cidade. Manuela D’Ávila (PCdoB) lidera as pesquisas para a Prefeitura da Capital, ...

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Cori Bush | Divulgação

Ativista do Black Lives Matter se elege para o Congresso dos EUA

Cori Bush, enfermeira, ativista do movimento sem teto e uma das primeiras lideranças do Black Lives Matter conseguiu uma cadeira na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições desta terça-feira (4). “É oficial. A primeiro candidata do Justice Democrat eleita para o Congresso é Cori Bush”, anunciou movimento Justice Democrats. “Agora ela vai fiscalizar a polícia como membra do Congresso”, completou. Bush é da ala socialista do Partido Democrata, os Socialistas Democráticos da America (DSA). O grupo, que parabenizou o a vitória da candidata no Twitter, tem como uma das suas principais lideranças Alexandria Ocasio-Cortez, que se reelegeu. Com o resultado, foi a primeira mulher negra a se eleger como representante do seu estado, o Missouri. Ela teve 85,9% dos votos no 1º Distrito do estado. Apesar da vitória da ativista, o Missouri garantiu maioria para Donald Trump. CONGRATULATIONS to DSA member @CoriBush on officially being elected to congress!!#VoteSocialist ...

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Denise Alves Fungaro Reprodução/USP

Denise Alves Fungaro: vida, desafios e a Química como lugar de representatividade negra

Este texto biográfico é fruto da pesquisa em andamento que faz parte do projeto de extensão “Cientistas negras brasileiras: visibilidade na Química e na Física”, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Nilópolis, na Baixada Fluminense. A escolha da pesquisadora Denise Alves Fungaro, cientista, negra, mulher e mãe, se deu a partir do estudo de sua trajetória acadêmica e profissional, visto que desenvolve um trabalho de excelência na área da Química. O artigo foi elaborado a partir de dados encontrados em seu currículo Lattes e de uma ampla entrevista formada por trinta e cinco perguntas que buscou conhecer melhor sua história e conquistas. A entrevista foi realizada por uma plataforma de videoconferência e durou cerca de uma hora e quarenta minutos. A entrevista ocorreu em tom de conversa e foi muito proveitoso ouvir a pesquisadora relatar sobre sua trajetória de vida, assim como ...

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Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

Roteiristas se demitem da série de José Padilha sobre Marielle Franco

Quatro roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco (1979-2018) pediram demissão por divergências sobre a condução do projeto, idealizado por Antônia Pellegrino ("Bruna Surfistinha") e dirigido por José Padilha ("Tropa de Elite"). A notícia foi publicada na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo. A equipe de apoio do projeto é formada por duas pesquisadoras, quatro roteiristas e um diretor, todos negros. Dos sete, deixaram o trabalho os quatro roteiristas. A composição desta equipe teria sido resultado de questionamentos nas redes sociais, porque os três principais envolvidos na série, a criadora do projeto, Antonia Pellegrino, o diretor Padilha e o autor indicado pela Globo para supervisionar os trabalhos, George Moura, são brancos. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social. As divergências dos roteiristas seriam sobre os caminhos narrativos escolhidos para a produção, que ainda está ...

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Imagem: Renão Fotografia/Divulgação

“Meu sonho é liderar multinacional de tecnologia”, diz gerente do Google

Aos 31 anos, ela quer mudar o mundo. Gaúcha de Pelotas, Lisiane Lemos cresceu sem pensar nos limites, mas em como podia fazer seus desejos se tornarem realidade. "A leitura sempre foi o meu passaporte para esse novo mundo. Assim eu comecei a sonhar", diz ela, que desejou ser psicóloga, tentou ser advogada, mas se encontrou mesmo quando entrou no mundo corporativo. Lisiane trabalhou na Microsoft e hoje é gerente de novos negócios do Google, além de professora universitária, palestrante e membro do conselho consultivo do Fundo de População das Nações Unidas. Em 2017, entrou na lista da Forbes como uma das pessoas mais influentes com menos de 30 anos, a Forbes Under 30. É cofundadora da Conselheira 101, um programa para o desenvolvimento de lideranças negras, e já foi voluntária em diversas iniciativas sobre igualdade racial e de gênero, diversidade e tecnologia. "Não existe Lisiane corporativa e Lisiane pessoa ...

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Imagem retirada do site BBC

‘Fiz uma prótese de mão negra para meu irmão – e isso se tornou um negócio de sucesso’

A depressão que acometeu Ubokobong Amanan Sunday não foi o único problema que ele teve que lidar quando perdeu dois dedos de sua mão durante uma festa de Réveillon, ao confundir uma bombinha com um rojão. Sunday, que é negro, não conseguia encontrar próteses que fossem da mesma cor de sua pele. "Confundi uma bombinha com um rojão. E explodi dois dos meus dedos. Fiquei deprimido. Minha família tentou encomendar próteses da Alemanha, mas elas não combinavam com a minha cor de pele", diz. Foi quando John, irmão mais velho de Ubokobong, teve uma ideia. Ele havia trabalhado com efeitos especiais em filmes na Nigéria e usou sua experiência para criar uma nova mão para o seu irmão por conta própria. "Uma mão africana e realista é importante no sentido de que é aceita, passa despercebida, segue oculta, porque ninguém consegue distinguir entre a prótese e a amputação", diz John. ...

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Crédito: Mattel

Mesmo com debates sobre representatividade, bonecas negras somam apenas 7% de produtos online

A quantidade de bonecas negras disponíveis para compra no mercado online é muito abaixo do número de crianças negras no Brasil. Esta é a conclusão da terceira edição do levantamento bianual realizado pela Avante - Educação e Mobilização Social no contexto da campanha “Cadê Nossa Boneca?” sobre a disponibilidade de modelos de bonecas à venda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas negras representam 53,6% da população do país. No entanto, mesmo com a crescente discussão sobre representatividade e a consolidação da população negra como parte importante do mercado consumidor, o segmento de brinquedos não retrata a realidade brasileira. Segundo especialistas, o processo de auto identificação que acontece durante o processo de brincar é fundamental para o desenvolvimento da autoestima das crianças. “A partir daí, é pensar que ter bonecas pretas é necessário para uma educação mais justa, para alcançar as ideias de diversidade, de ...

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