Colocando conceitos em jogo

Intelectual público, o filósofo e professor da UFRRJ, Renato Noguera, batalha pela inclusão de maneira adequada do pensamento afro-brasileiro e indígena no ensino da filosofia

POR MARCOS CARVALHO LOPES, do Revista Filosofia

Ana Branco/Ag. O Globo

Comumente os filósofos procuram cultivar universais e não se comprometem com gostos idiossincráticos. Renato Noguera dá um drible e denúncia os pressupostos deste padrão “eurocêntrico” cotidianamente, em gestos simples como, quando aparece na UFRRJ onde é professor usando uma camisa do Botafogo. Provavelmente se lhe perguntarem porque é botafoguense saberá dar uma resposta bem deleuziana, como torcedor de conceitos que sabe rir de si mesmo e articula sua imanência em um plano filosófico.

Em verdade, o cultivo da diferença talvez seja o traço mais importante da contribuição de Noguera para o pensamento brasileiro ao questionar a geleia geral brasileira e sua cordialidade de alquimia sofística. Em sua agenda estão investigações sobre a estruturação éticas e políticas do racismo como uma forma de biopoder que molda subjetividades (dialogando com Deleuze e Foucault); procurando desenvolver abordagens para que o ensino de filosofia cumpra a obrigatoriedade de dar espaço para história e cultura afro-brasileira, africana e indígena; e interpretando e divulgando a filosofia africana em sentido amplo, mas, também especificamente, com trabalhos sobre a filosofia do Egito Antigo de Ptah-Hotep e Amon-Em-Ope. A entrevista a seguir é uma boa introdução sobre como ele faz filosofia.

Renato Noguera é um intelectual público, mas também professor e pesquisador na UFRRJ, onde participa do LEAFRO (Laboratório de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas) e do Laboratório Práxis Filosófica (voltado para a produção de recursos didáticos e paradidáticos para o ensino de Filosofia). Além disso, é autor de livros infantis (por exemplo, a Coleção Nana & Nilo que deu origem a um DVD musical (http://nanaeniloeosanimais.blogspot.com.br/) e infanto-juvenis (o livro Era uma vez no Egito).

Conhecimento Prático Filosofia: Na filosofia, desde Platão, somos alertados para o perigo e vergonha de, enquanto “pastores” do pensamento, confundir lobos (sofistas) com cães (amigos da sabedoria). Este tipo de alerta vale também para o horizonte de aplicação da lei 10.639? Quais os principais riscos de desvirtuamento da proposta da lei?
Renato Noguera: Primeiro, muito obrigado pelo convite. Os riscos sempre existem. Você pergunta: quais seriam os lobos e os cães da Lei 10.639? A Lei 10.639, reinvindicação antiga do Movimento Negrobrasileiro e das alianças antirracistas, tem uma especificidade. Ela provoca uma discussão acerca da própria origem da filosofia. Ela traz inflexões e reflexões que problematizam o maior consenso da filosofia, a sua origem grega. Neste sentido, a Lei 10.639traz consigo um debate mais profundo e uma questão, a filosofia não é grega de origem. Na antiguidade, a filosofia grega foi um registro, dentre outros, de filosofar. Então, usando a metáfora que você sugere: os “lobos” estariam filiados às ideias “folclóricas” de fazer da articulação entre a Lei e o ensino de filosofia uma atividade pontual que apareceria no currículo por meio de temas isolados e até descontextualizados. Os “cães” pretendem trabalhar de modo integrado, problematizando os tabus que cercam própria “origem” da filosofia, criando condições para repensar o currículo.

CPF: O seu livro O ensino de filosofia e a lei 10.639 enfrenta e procura articular uma resposta para um desafio que coloca em questão a própria filosofia. Como você descreve a relação entre o chamado racismo epistêmico e a narrativa eurocêntrica da história da razão? Perdemos a Razão para dar voz à diversidade? Esta postura coloca em questão e nega as reivindicações fundacionistas da filosofia?
RN:
O racismo epistêmico é inseparável da narrativa eurocêntrica da história da razão. Razão e diversidade não são incompatíveis, pelo contrário, penso que dar voz à diversidade é um dos melhores caminhos para o uso mais efetivo da Razão. Mas, vale a pena registrar que entendo que a “Razão” é um conjunto de racionalidades, existem várias lógicas e modos da razão se manifestar. Neste sentido, as reinvindicações fundacionistas são problematizadas.

CPF: Gostariamos que esclarecesse a diferença entre afrocentrismo e afrocentridade.
RN:
Afrocentrismo nos remete a um dos maiores gênios do século 20, o físico, historiador, antropólogo e egiptólogo senegalês Cheikh Anta Diop (1923- 1986). O afrocentrismo fica bem retratado no título de um livro de George James “Legado roubado”, trazendo o debate em torno da filosofia grega e ocidental como uma apropriação e “releitura” da filosofia egípcia e africana. James e Diop são dois expoentes do afrocentrismo, defendendo que as bases de todas as civilizações é africana. A afrocentricidade também é uma abordagem acadêmica; mas, destaca uma perspectiva que se ocupa do conceito de “centricidade”. O que, em termos simples, pode ser entendido como: qual é o “lugar”, a base de uma narrativa? Por exemplo, uma questão muito cara à afrocentricidade que foi sistematizada por Molefi Asante, está no deslocamento que o racismo antinegro, antiafricano produziu em africanas(os) e suas(seus) descendentes em todo o mundo. A zoomorfização foi responsável pela desclassificação da produção intelectual africana, o que podemos notar pela nomenclatura “etnoconhecimento”. Permita uma comparação inusitada, o nicho de mercado de produtos para cabelos define que xampus para cabelos étnicos se referem aos cabelos crespos lanosos da população negra; colocando a faixa da “normalidade” para os cabelos lisos que têm modelos brancas como garotas propagandas. A pergunta simples é: brancos não são étnicos? De volta ao problema, a afrocentricidade é um modelo teórico, uma metodologia que pretende romper com os mitos do universalismo, da objetividade e neutralidade. Mitos que corroboram para que o eurocentrismo e a branquidade sejam réguas e cânones. A afrocentricidade não é uma proposta universalizante; mas, um modo de pensar criticamente as relações étnico-raciais e como o racismo interfere na produção e circulação de conhecimento. Com efeito, a diferença entre afrocentrismo e afrocentricidade é que a primeira se ocupa mais de catalogar os feitos africanos e o seu legado para o ocidente que o eurocentrismo invisibilizou. A afrocentricidade é devedora do afrocentrismo; mas, com uma ênfase na metodológica opera com os conceitos de localização e agência, ressalta que a centricidade é um aspecto chave para todos os campos da vida. Neste sentido, os povos negros devem levar em consideração sua história, cultura e ancestralidade em suas formulações intelectuais.

A zoomorfização foi responsável pela desclassificação da produção intelectual africana, o que podemos notar pela nomenclatura “etnoconhecimento”. Permita uma comparação inusitada, o nicho de mercado de produtos para cabelos define que xampus para cabelos étnicos se referem aos cabelos crespos lanosos da população negra; colocando a faixa da “normalidade” para os cabelos lisos que têm modelos brancas como garotas propagandas.

Lei 10.639
Um dos primeiros atos do presidente Lula, a Lei 10.639, foi sancionada em 9 de janeiro de 2003 e define a obrigatoriedade do ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira” nas escolas. A crítica que se faz é que a lei não está sendo executada como deveria. O link para a lei é este: <http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/2003/ l10.639.htm>

 

Cheikh Anta Diop
O historiador, físico nuclear e antropólogo senegalês Cheikh Anta Diop (1923- 1986) foi um profundo estudioso das origens da cultura africana e um dos nomes essenciais para compreender a questão. Foi professor e pesquisador na universidade de Dakar.

CPF: Como o desafio de desenvolver uma perspectiva afrocentrada se articula em sua prática com a necessidade de pensar a filosofia contextualmente, ou seja, a partir do Brasil.
RN:
O desafio tem sido enfrentado trazendo e enfatizando alguns interlocutores para a filosofia tais como o samba, o futebol, a capoeira, o candomblé, o jongo, dentre outras práticas culturais. Por exemplo, num diálogo entre filosofia e futebol, eu examino o que chamo de argumento Garrincha, também escrevi sobre a especificidade do drible no futebol brasileiro como uma invenção nascida das relações étnicoraciais assimétricas brasileiras.

 

CPF: Você propõe uma genealogia filosófica do conceito de drible que dá para o lance de criatividade corporal inventado pelos negros no futebol brasileiro uma condição paradigmática, que poderia ser utilizada no reconhecimento/constituição de uma filosofia afrocentrada. Gostariamos que explicasse como redescreve o conceito de drible neste sentido exemplar.
RN:
Primeiro, eu uso a expressão filosofia afroperspectivista. É importante frisar que sou um estudioso da afrocentricidade e trabalho com um olhar afrocentrado; mas, em termos de trabalho intelectual o que faço é uma filosofia afroperspectivista. Explico melhor: é uma articulação do quilombismo, afrocentricidade e o perspectivismo ameríndio. A formulação política do quilombismo de Abdias do Nascimento com alguns aspectos da formulação intelectual feita por Molefi Asante, articuladas com certas questões suscitadas pela etnologia amazônica de Eduardo Viveiros de Castro resultam em uma filosofia afroperspectivista. No caso do drible, o que está em jogo é o seguinte. Partindo de diversas etnografias, textos historiográficos e um relato do grande jogador Domingos da Guia, conclui que durante as primeiras décadas do futebol no Brasil, os jogadores negros sofriam várias interdições. O relato de Domingos da Guia é muito interessante, ele dizia que precisava driblar para não apanhar dos jogadores brancos e usava as técnicas de sambar miudinho. Neste sentido, o drible no Brasil ganha uma natureza diferente dos dribles em outras sociedades. A partir daí, comparo a argumentação em favor da filosofia africana como um tipo de drible diante das interdições acadêmicas impostas pela lógica eurocêntrica.

Eduardo Viveiros de Castro
Reconhecido internacionalmente como um dos maiores antropólogos da atualidade, Eduardo Batalha Viveiros de Castro é mestre e doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje, é professor titular de Antropologia do Museu Nacional/ UFRJ e um dos intelectuais públicos mais importantes do Brasil. É autor, entre outros livros e artigos, da obra A inconstância da alma selvagem (Cosac & Naify, 2002).

É importante frisar que sou um estudioso da afrocentricidade e trabalho com um olhar afrocentrado; mas, em termos de trabalho intelectual o que faço é uma filosofia afroperspectivista. Explico melhor: filosofia afroperspectivista é uma articulação do quilombismo, afrocentricidade e o perspectivismo ameríndio.

CPF: Bento Prado Júnior disse certa vez que gostaria de fazer filosofia como jogava bola quando criança: lembrava de no futebol de rua chutar a bola na parede para retomá-la mais a frente, driblando seus oponentes. Essa trajetória de zigue-zague da bola me parece ter algo de deleuziano, mas também lembra algo que talvez não valha tanto para a própria trajetória de Bento, mas certamente é marca da academia brasileira: a cordialidade que evita o confronto, que se esquiva do choque direto para manter a condição de “donos da bola”. Como você vê essa cordialidade quando denuncia o racismo e os agenciamentos do biopoder que naturaliza o preconceito?
RN:
Primeiro, essa questão é muito interessante. Segundo, Bento Prado Jr. foi meu orientador durante o mestrado, anos incríveis que morei na cidade de São Carlos-SP. Ele foi uma pessoa muito importante no meu trajeto intelectual, um grande mestre. Pois bem, o drible não é exatamente um exercício de cordialidade. Mas, sua colocação está perfeita. A denúncia do racismo não pode ser somente cordial, porque a réplica usa a cordialidade para dizer “não é bem isso, não somos racistas”. Ou ainda, o jeitinho brasileiro da academia que evita confronto mantém os “donos da bola” intocáveis. O drible entendido como um argumento afroperspectivista propõe justamente o inverso, “bola sem donos”; uma “bola” que circule livremente num jogo democrático e pluralista. Em termos políticos, a cordialidade num registro republicano em que o debate acadêmico inclui “inteligência emocional”, quero dizer sem excessos, agressões é relevante. Mas, a cordialidade no sentido do “jeitinho” que não enfrenta as questões e mantém o status quo porque impede problematizações. Essa cordialidade não combina como drible que defendo como estratégia argumentativa filosófica, porque o drible afroperspectivista pretende justamente colocar a “bola” em jogo.

O racismo epistêmico é inseparável da narrativa eurocêntrica da história da razão. Razão e diversidade não são incompatíveis, pelo contrário, penso que dar voz à diversidade é um dos melhores caminhos para o uso mais efetivo da Razão.

 

CPF: Cornel West afirma que a escolha de ser um intelectual negro é “um ato de marginalidade auto-imposta”, que garante uma condição “periférica dentro e para a comunidade negra”. Essa descrição vale para a sociedade brasileira? É pertinente em relação a sua trajetória intelectual de autocriação como intelectual?
RN:
Eu gosto muito de Cornel West e concordo com muitas de suas ideias, inclusive com essa. Sem dúvida, a definição de West é perfeita. No caso da experiência na sociedade brasileira se aplica o mesmo que na sociedade estadunidense. Porque dentro de uma sociedade em que o racismo antinegro é estruturante e formador, a comunidade negra tende a deslocar os intelectuais negros e marginalizá-los. Por exemplo, eu entendo que os valores do racismo antinegro convergem para aceitação de negras e de negros de sucesso apenas nos esportes ou na música. Enfim, a definição de Cornel West está correta e a minha trajetória não foge à regra.

CPF: Você propõe uma redescrição da ideia de “denegrir” dando-lhe um sentido positivo. A ideia de denegrir a filosofia é provocativa, mas efetivamente, como tem sido recepcionada?
RN:
A palavra denegrir num estudo etimológico que pense negrura, negra e negro em suas raízes de egípcio antigo e diversas línguas africanas do tronco níger-congo convergem para a ideia de revitalização e restauração. O próprio termo grego “melas” de onde vem a palavra melanina remete à deusa Melanto, responsável pela fertilidade e pela criação. Daí, denegrir ser pensado em meus textos como modo de intensificar a compreensão sobre algo, revitalizar, criar possibilidades ou restaurar e corrigir situações adversas. No que diz respeito à recepção acadêmica, a recepção da área de educação é muito boa, principalmente entre pesquisadoras e pesquisadores de educação das relações étnico-raciais. Mas, em se tratando do campo da filosofia, quase nada escuto a respeito ou encontro silêncio ou, às vezes, críticas brandas. O mais comum é o silêncio. Em se tratando dos meus trabalhos filosóficos afroperspectivistas, encontro mais interlocutoras e interlocutores na área de educação e história da África do que entre filósofas e filósofos.

No que diz respeito à recepção acadêmica, a recepção da área de educação é muito boa, principalmente entre pesquisadoras e pesquisadores de educação das relações étnico-raciais.

CPF: De certa forma, você procura esquivar-se da ideia de que os modos de fazer filosofia analítico, continental e pragmatista, sejam os únicos legítimos, ressaltando coerentemente a existência de outros modos e jeitos de filosofar. Mas não existem contribuições efetivas e ainda úteis para o desenvolvimento de um pensamento afrocentrado provenientes destas tradições hegemônicas de pensamento?
RN:
Contribuições do pragmatismo, da filosofia analítica e da filosofia continental para um pensamento afrocentrado? No sentido mais “técnico” do termo dado por Molefi Asante, entendo que não. Mas, contribuições que valorizem as contribuições africanas e construa argumentos antirracistas? Sim. O meu compromisso intelectual com uma filosofia afroperspectivista percebe que podemos tecer articulações com pragmatismo, filosofia continental e filosofia analítica sem problemas. Mas, entendendo que elas parecem convergir com um “senso comum” que me incomoda da filosofia na sua versão ocidental e dominante no mundo acadêmico. Os maiores expoentes desses modos de fazer filosofia parecem não divergir da ideia de que a filosofia nasceu na Grécia antiga.

CPF: Quais leituras você recomendaria para um “leigo culto” que quer conhecer a filosofia africana?
RN:
Eu recomendo as leituras dos textos egípcios de Ptah-Hotep, Ame-em-ope, Merika- rá, dentre outros, que estão no livro Escrito para a eternidade: a literatura no Egito faraônico com tradução de Emanuel Araújo. O livro de Molefi Asante The Egyptian philosophers: ancient African voices from Imhotep to Akhenaten. Os dois livros trazem textos que foram escritos até 2780 anos antes da Era Comum. Ou seja, bem anterior aos primeiros textos gregos de filosofia. Th eóphile Obenga tem uma obra maravilhosa com os originais egípcios e a tradução comentada chamada La philosophie africaine de la période pharaonique (2780-330 a. C.) Outro livro importante foi escrito pelo português José Nunes Carrera intituladoFiloso a antes dos gregos. Filósofos contemporâneos como Mogobe Ramose que fala da filosofia ubuntu, a filósofa Marimba Ani, o filósofo Dismas Masolo.

Cornel West
Pesquisador de temas relacionados à classe, gênero e etnia, o filósofo Cornel West é um ativista dos direitos humanos e professor na Princeton University, instituição onde obteve seu PhD. Cornel West é membro da organização Socialistas Democráticos da América

 

 

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