Encontro Internacional Afro-Feminismos De Abya Yala: Uma aposta crítica para o agora

A partir de experiências de mulheres negras de diferentes origens, culturas, identidades de gênero e dissidências sexuais no ativismo feminista, antirracista e anticolonial na América Latina e Caribe, o Encontro Internacional Afro-Feminismos de Abya Yala: uma aposta crítica para o agora busca, através da interlocução, visibilizar protagonismos de mulheres negras e/ou racializadas na construção das sociedades Latino-americanas e Caribenhas que desafiam cotidianamente as imbricadas opressões intrínsecas ao patriarcado, ao racismo, ao capitalismo.

Esse Encontro Internacional tem como objetivo ecoar reflexões e contribuições de pensadoras feministas não hegemônicas, a partir não só das suas presenças e palavras, mas também da visibilização das várias identidades do que é ser mulher (Cis, hetero, LGBTIQ+…). Em dois dias de evento, propomos a interlocução do público com dez pensadoras e ativistas que refletem experiências e vivências em países como Peru, Argentina, Uruguai, Colômbia, Chile, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Canadá, Trinidad e Tobago e Brasil, no tocante a temas como imigração, segurança, justiça social, representação política, organização popular e comunitária, arte e religiosidade.

O Encontro Internacional Afro-Feminismos de Abya Yala: uma aposta crítica para o agora é uma proposta de diálogo, de aproximação do Brasil com a América Latina e Caribe, de encontro e construção de estratégias para o enfrentamento das desigualdades, e um tecer de redes de saberes, de ações e de resistências políticas e culturais que estabelecidas fortalecem e garantem a sobrevivência de traços comuns à experiências da diáspora.

Teia 1 – Mobilizando-nos
Tecendo Existências e narrando experiências a partir da organização de mulheres negras em Abya Yala

Contextos, gerações e experiências diferentes no que concerne o ser mulher negra. Com esse encontro entre Sandra Chagas – ativista lésbica afro-uruguaia, Eliza Pflucker – antropóloga lésbica afro-peruana e Neón Cunha – ativista trans afro-indígena, pretendemos apresentar um panorama das diferentes formas de organização política de mulheres negras no contexto de Abya Yala, das lutas pró direitos das pessoas negras LGBTQ+, assim como as alianças entre mulheres negras e indígenas no cone sul do continente.

Participantes
Eliza Pflucker (Peru)
Sandra Chagas (Uruguay/Argentina)
Neón Cunha (Brasil)
Mediação: Danielle Almeida

Teia 2 – Expressando-nos
Vozes e corporeidades contra hegemônicas na fé, na luta e nas artes negras em Abya Yala

As mulheres negras na diáspora buscaram estratégias de organização e luta a partir de diferentes experiências com o sagrado, nas festas populares, nas artes, na ação política em si, etc.. Com esse encontro entre Yuderkys Espinosa – pensadora e ensaísta contra o racismo, o hétero patriarcalismo e a colonialidad, Shirley Campbell – poeta ativista antirracista e Helena Theodoro – filósofa especialista em religiões de matriz africanas no Brasil, pretendemos apresentar perspectivas sobre as diferentes ferramentas de luta de mulheres negras ao longo da história em Abya Yala.

Participantes
Yuderkys Espinosa (Rep. Dominicana/Colômbia)
Shirley Campbell Barr (Costa Rica/Panamá)
Helena Theodoro (Brasil)
Mediação: Luciane Ramos

Teia 3 – Transformando
Afro-feminismos antirracistas e justiça social

Divulgação/Feira Preta

Imigração, participação política deficiente e injusta e violência doméstica são temas que atravessam a vida das mulheres negras em toda a experiência da diáspora. Nesse encontro entre Paola Palacios – ativista pró direitos e dignidade das pessoa imigrantes, Eshe Lewis – antropóloga especializada nas análise de como o sexismo e o racismo impactam e perfilam as violências contra as
mulheres negras e Nilza Iraci – comunicadora social e coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra, pretendemos discutir realidades e apontar horizontes para as lutas por justiça social e dignidade das pessoas negras no âmbito global.

Participantes
Eshe Lewis (Trinidade e Tobago/Canadá)
Paola Palacios (Colômbia/Chile)
Nilza Iraci (Brasil)
Mediação: Amanda Carneiro

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