Funeral de Whitney Houston reúne família e astros

Grandes nomes do mundo do entretenimento cantaram e acompanharam com palmas ao ritmo de hinos gospels o coro da igreja onde ocorreu o funeral de Whitney Houston, em sua cidade natal de Newark, New Jersey, neste sábado (18) e onde a futura estrela pop cantou quando era jovem. “Estamos aqui hoje com corações partidos, mas ainda com a força de Deus para celebrar a vida de Whitney Houston”, iniciou a cerimônia o reverendo Joe A. Carter, da Igreja Batista da Nova Esperança, após o coro atrás dele ter cantado “O Senhor é meu pastor”.

Familiares e amigos vestidos de preto, incluindo a mãe Cissy Houston e a cantora Jennifer Hudson, participaram da cerimônia que contou com a presença do reverendo Kim Burrell e de estrelas da música pop como Alicia Keys e Steve Wonder em tributo à cantora de 48 anos que começou sua carreira na igreja de Newark. “Você esperou por essa voz toda a sua vida”, afirmou Clive Davis, que acompanhou a carreira de Whitney durante décadas.

Outros presentes mostraram seu luto como o cantor Ray J., que passou algum tempo com a cantora nos seus últimos dias, e sua irmã, a cantora Branddy, que abraçou Ray J. Cissy Houston e a filha de Whitney, Bobbi Kristina, de 18 anos, se abraçavam em frente aos presentes.

O ator Kevin Costner, que trabalhou com Whitney no filme “O Guarda-Costas”, que tornou a cantora famosa com a música “I Will Always Love You”, lembrou que a estrela não conhecia sua fama, e que na época do filme não se cansava de perguntar “sou suficientemente boa? Sou bonita o suficiente? Eles gostarão de mim?” “Isto foi parte do peso que a fez grande e parte do que fez com que ela tropeçasse no final.”

O diretor Tyler Perry elogiou a “graça que Houston manteve durante todo o tempo, a mesma graça que a levou ao topo do mundo. Ela cantou para presidentes.”

Amiga próxima da família, Aretha Franklin, que Houston chamava carinhosamente de “tia Ree”, era esperada para cantar no funeral, mas estava muito doente para comparecer. No entanto, Steve Wonder e Oprah Winfrey estiveram entre os grandes nomes que compareceram ao funeral junto dom Hudson, Monica, Brandy e Jordin Sparks – representando uma geração de jovens com grandes vozes que cresceram rivalizando com ela. A voz de Houston, na gravação de “I Will Always Love You”, encerrou o funeral.

A mãe de Houston foi amparada por duas pessoas quando ela entrou e se sentou junto com sua neta e outras pessoas da família no começo do funeral. O ex-marido de Houston, Bobby Brown, apareceu rapidamente no funeral, caminhou até o caixão, tocou na urna e saiu. Os seguranças que o acompanharam disseram que ele ficou chateado por ter de se sentar separadamente das pessoas que vieram com ele, e por isso foi embora.

Os presentes ao funeral fizeram silêncio quando três policiais escoltaram o caixão de Houston, coberto com rosas brancas e lírios violeta. Os membros do coro vestidos de branco tomaram assento no pódio e quando a banda começou a tocar lentamente, o coro cantou em voz alta: “Whitney, Whitney, Whitney.”

No programa do funeral, fotos de Houston quando criança, com sua mãe, e com sua filha e uma carta que Cissy Houston escreveu para a filha na qual dizia: “Eu nunca te contei que quando você nasceu, o Espírito Santo me disse que você não ficaria muito tempo comigo. Eu agradeço a Deus pela linda flor que ele me permitiu criar e apreciar por 48 anos.” “Descanse em paz minha menina”, termina a carta assinada “mame”.

O serviço que durou quatro horas marca uma semana após Houston, uma das maiores cantoras de todos os tempos, ter sido encontrada morta no Beverly Hills Hotel, na Califórnia. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Para o mundo, Houston era a rainha da música pop, com voz perfeita, a diva deslumbrante com beleza real, uma superstar problemática que sofria com a dependência química e finalmente, outra vitima do lado negro da fama. Para a família e amigos, ela era apenas “Nippy”. Um apelido dado a Houston quando ela era criança. Para eles, ela era irmã, amiga, filha e mulher.

Fonte: Diário do Nordeste

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