Mulheres promovem marcha pelo parto domiciliar em Fortaleza

Mulheres que lutam pela escolha do parto em casa vão se reunir neste domingo (17), a partir das 17h, no Aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza para protestar contra a decisão do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), que nesta semana exigiu do Conselho Regional de Medicina Paulista (Cremesp) a punição de um obstetra que defendeu o parto domiciliar em entrevista à TV Globo.

Por Renata Pimentel

O movimento chamado ‘A Marcha do Parto em Casa’, vai ser realizado em pelos menos 17 capitais brasileiras e teve início nas redes sociais. Beatriz Penaforte, organizadora do evento na capital cearense, conta que cerca de 100 pessoas devem participar da passeata e explica que o protesto busca o direito de escolha do tipo de parto que as mulheres preferem.

“O parto em casa não quer dizer que é para a mulher ter o filho em casa, mas sim, ela ter a opção de escolher o local que se sente melhor para ter seu filho. E onde a gente se sente melhor? Em casa.”, levanta a questão.

Mais reivindicações

Outra questão que está sendo levantada pela organização da marcha é a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros colocados do ranking mundial em número de procedimentos, com 52%.

A empresária Beatriz, mãe de uma criança de 1 ano, está incluída nesta parcela a contragosto, conforme relata. ‘Queria que meu parto tivesse sido normal. A médica durante o acompanhamento da minha gestação me incentivou a fazer o parto natural, mas quando chegou no dia ‘deu para trás’. Foram quase 20 horas de parto e eu estava me sentindo super bem, mas a obstetra disse que era melhor fazer a cesária para não colocar o bebê em risco, sendo que a criança estavam bem. Até hoje me arrependo extremamente. O próximo filho que tu tiver, vai ser do jeito que eu escolher e vou realizar meu sonho: o parto normal”.

Partos

A organizadora do evento defende a realização do parto fora do hospital e acredita que a medida quando realizada em casa é mais segura. “Eu acho mais seguro o parto em casa, não tem nenhuma preocupação em desocupar logo o leito do hospital e tem acompanhamento da mesma equipe que faz o procedimento em hospital”.

Beatriz aponta outros partos que podem fazer parte da escolha da mulher. “Não é somente o parto em casa ou no hospital que a mulher pode fazer. Tem também o parto humanizado e o induzido”, esclarece.

Detalhes externos definem o parto humanizado, como o uso da água ou a posição, a intensidade da luz, a presença do acompanhante ou qualquer outra variável.

Já o parto induzido , significa parto provocado. É geralmente escolhido pelo obstetra em situações especificas como: gestação prolongada onde a ocorrência do parto natural não ocorre, doenças fetais, ruptura precoce da bolsa ou doenças maternas.

 

 

Fonte: Jangadeiro Online

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