Professor Kabengele Munanga será homenageado na Faculdade de Direito da USP, no dia 13 de maio

A iniciativa do tributo é da Área de Direitos Humanos da Unidade da USP, e se deve pela luta do docente contra todas as formas de discriminação racial

Por Eliete Viana, do FFLCH
Kabengele Munanga durante a cerimônia de entrega do 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, que foi realizada no dia 29 de junho de 2018 ( Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

 

Na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, às 9h30, o professor titular sênior Kabengele Munanga, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, será homenageado no auditório Ruy Barbosa da Faculdade de Direito (FD) da mesma Universidade, em uma iniciativa da Área de Direitos Humanos da FD.

O tributo ao docente é pela luta contra todas as formas de discriminação racial, que ele vem lutando no decorrer de sua trajetória de vida e profissional, e faz parte do Simpósio de Estudos em homenagem ao professor Kabengele Munanga que será realizado nos dias 13 e 14 de maio.

No dia 13, às 9h, acontece a abertura do evento e depois, às 9h30, o ato em homenagem ao professor. Nesta cerimônia, o professor da FD Alberto Amaral Junior e coordenador da Área de Direitos Humanos falará da importância da convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial; e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Enrique Ricardo Lewandowski abordará as políticas de ação afirmativa que foram aprovadas no Supremo – as quais ele votou a favor na ocasião, em abril de 2012.

Durante a carreira de Munanga, ele lutou contra o racismo e em defesa dos direitos humanos, tendo sido um dos protagonistas no debate nacional em defesa da implantação das cotas e ações afirmativas.

Os comentários sobre a obra e luta de Munanga será feito pela docente da FD Eunice Aparecida de Jesus Prudente. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro Estudos Feministas por um direito menos machista.

Na tarde do dia 13, acontecerá o painel Primeiro encontro sobre teoria crítica racial: contribuições da teoria crítica racial para os direitos humanos. O painel terá exposições de professores de universidades dos Estados Unidos que receberam pós-graduandos brasileiros para pesquisar o assunto.

No segundo dia, 14 de maio, das 9h às 13h, o tema debatido é Educação e Inclusão Social, que terá exposições comparativas sobre a realidade do Brasil e dos Estados Unidos. E, para finalizar, das 17h às 21h, a temática é Ode à tolerância e respeito às diferenças. O assunto será abordado na palestra A saúde e a fé e no debate O protagonismo feminino nas religiões.

Clique aqui para conferir a programação completa da homenagem e do Simpósio de Estudos em homenagem ao professor Kabengele Munanga.

Esta obra será lançada após a cerimônia de homenagem ao professor da FFLCH (Imagem retirada do site FFLCH)
Premiações

O docente ingressou na carreira docente na FFLCH em 1980 e aposentou-se em 2012, mas continua atuante como professor sênior na Faculdade, em atividades do Centro de Estudos Africanos (CEA) – do qual foi diretor de 2006 a 2010 -, e integra o Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. Desde 2017, é professor visitante sênior da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Há menos de um ano, Munanga recebeu o 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, em cerimônia realizada no dia 29 de junho, na Sala do Conselho Universitário. Ao longo de sua carreira, ele também foi agraciado com diversos prêmios e títulos.

Em 2002, foi recebeu a Ordem do Mérito Cultural, pelo Ministério da Cultura; no ano de 2008, ganhou homenagem como Decano em Estudos Antropológicos, do Departamento de Antropologia da FFLCH; recebeu o Troféu Raça Negra 2011, pela Afrobras e pela Faculdade Zumbi dos Palmares. Em 2012, foi agraciado com o Prêmio Benedito Galvão, da Ordem dos Advogados do Estado de São Paulo (OAB-SP) e, no mesmo ano, foi homenageado pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp). Em 2013, recebeu o Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Ministério das Relações Exteriores. Em setembro de 2016, foi homenageado com o título de cidadania baiana, pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

A participação no simpósio e no evento de homenagem ao professor Kabengele Munanga é aberta ao público em geral, sem necessidade de realizar inscrição, e será realizado no dia 13 de maio, às 9h30, no auditório Ruy Barbosa, 2º andar do prédio da Faculdade de Direito da USP, localizado no Largo São Francisco, 95 – Centro, São Paulo.

Mais informações com o CEA pelo telefone: 3091-3744 ou  por e-mail: [email protected]

+ sobre o tema

Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira na Bahia poderá ser federalizado

O Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab) pode...

O Futebol Gaúcho: elitismo x inclusão

Originário da antiguidade, segundo os historiadores, por volta do...

“Importação” de elementos para cultura ocorre a todo tempo, diz pensador

Por: Dayanne Mikevis Pensador aponta como atos simples, como...

1808, 1822 e os negros por Emir Sader

A forma que assumiu a independência política no Brasil...

para lembrar

1888, Abolição X Imigração

“O povo Brasileiro precisa, como os estrangeiros que aqui...

Pesquisadores negros vão debater ciência e tecnologia no NE‏

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs)...

As dores do pós colonialismo

- Folha de S.Paulo 11 de Agosto de 2006...

Lígia Ferreira redescobre o jornalismo de Luiz Gama

Pouco conhecida dos brasileiros em geral e ausente dos...
spot_imgspot_img

Spcine marca presença no Festival de Cinema de Cannes 2024 com ações especiais

A Spcine participa Marché du Film, evento de mercado do Festival de Cinema de Cannes  2024 e um dos mais renomados e influentes da...

Dia 21, Maurício Pazz se apresenta no Instrumental Sesc Brasil

Maurício Pazz, paulistano, nos convida a mergulhar nos diferentes sotaques oriundos das diásporas africanas no Brasil. No repertório, composições musicais do próprio artista, bem...

Inéditos de Joel Rufino dos Santos trazem de volta a sua grandeza criativa

Quando faleceu, em 2015, Joel Rufino dos Santos deixou pelo menos dois romances inéditos, prontos para publicação. Historiador arguto e professor de grandes méritos, com...
-+=