terça-feira, agosto 4, 2020

    Tag: Kabengele Munanga

    O antropólogo Kabengele Munanga (Foto: Rogério Cassimiro/Folhapress)

    Aos 79 anos, antropólogo Kabengele Munanga defende papel do intelectual de influenciar na transformação social

    As aspas podem parecer falsa humildade se comparadas ao currículo do antropólogo brasileiro de origem congolesa. Nascido de pais iletrados na pequena cidade de Bakwa-Kalonji, Munanga foi o primeiro africano a lecionar na USP (Universidade de São Paulo), e o primeiro negro docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, em 1980. Recebeu a Ordem de Rio Branco, comenda máxima do ministério das Relações Exteriores, e a Comenda do Mérito Cívico-Cultural da Presidência da República Federativa do Brasil — além do título de Cidadania Baiana, pela assembleia legislativa do Estado da Bahia. Mas sua mente inquieta tem uma definição exigente do ofício: "Intelectual é um cientista que influencia na mudança da sociedade humana. Você pode ser um cientista que passa a vida no laboratório, mas não se incomoda com os rumos da sociedade. É cientista sim, mas não é intelectual". Claro que o impacto que um indivíduo ...

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    Kabengele Munanga durante a cerimônia de entrega do 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, que foi realizada no dia 29 de junho de 2018 - Foto: Marcos Santos / USP Imagens

    Brasil não é uma sociedade com democracia racial, diz antropólogo

    Para Kabengele Munanga, enquanto o país não admitir o racismo estrutural será difícil enfrentar o genocídio negro Da  RBA   Nos últimos 20 anos, o número de jovens negros assassinados aumentou 429%. A cada 100 assassinatos, 75 vítimas são negras. Entretanto, combate à violência contra a população negra parece não comover autoridades brasileiras (Foto: TVT) São Paulo – Para o antropólogo brasileiro-congolês Kabengele Munanga, enquanto é um mito dizer que o Brasil vive uma democracia racial. Na opinião dele, enquanto o país não admitir o racismo estrutural presente na sociedade e os dados de violência contra população negra aumentarem, será difícil enfrentar o genocídio negro. Nos últimos 20 anos, o número de jovens negros assassinados aumentou 429%. A cada 100 assassinatos, 75 vítimas são negras. Entretanto, o combate à violência contra a população negra parece não comover autoridades brasileiras. Este foi o tema da palestra do ...

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    Kabengele Munanga durante a cerimônia de entrega do 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, que foi realizada no dia 29 de junho de 2018 - Foto: Marcos Santos / USP Imagens

    Professor Kabengele Munanga será homenageado na Faculdade de Direito da USP, no dia 13 de maio

    A iniciativa do tributo é da Área de Direitos Humanos da Unidade da USP, e se deve pela luta do docente contra todas as formas de discriminação racial Por Eliete Viana, do FFLCH Kabengele Munanga durante a cerimônia de entrega do 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, que foi realizada no dia 29 de junho de 2018 ( Foto: Marcos Santos / USP Imagens)   Na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, às 9h30, o professor titular sênior Kabengele Munanga, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, será homenageado no auditório Ruy Barbosa da Faculdade de Direito (FD) da mesma Universidade, em uma iniciativa da Área de Direitos Humanos da FD. O tributo ao docente é pela luta contra todas as formas de discriminação racial, que ele vem lutando no decorrer de sua trajetória de vida e profissional, ...

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    (Foto: Reprodução/ Faculdade de direito de São Paulo)

    Simpósio:Estudos em homenagem ao professor Kabengele Munanga

    Coordenação: Professor Associado Dr. ALBERTO AMARAL JUNIOR Coordenador da Área Direitos Humanos Cursos de Pós Graduação Livre docente Departamento de Direito Internacional Professora Dra. EUNICE APARECIDA DE JESUS PRUDENTE Departamento de Direito do Estado Monitoria Posgraduandos: CRISTIANO BUONICONTI CAMARGO MARCIA ANNUNCIATO • Atividade da Área Direitos Humanos dos Cursos de Pós Graduação, Projeto de Pesquisa: Democracia, igualdade e combate à dicriminação Dia 13 de maio de 2018 Segunda-feira Auditório Ruy Barbosa Nogueira (2º andar) 9:00 horas MESA DE ABERTURA * Pronunciamento das Autoridades ( cinco minutos ) Reitor Vahan Agopyan * Professor Titular Floriano Azevedo Marques – Diretor da Faculdade de Direito* Professor Titular Fernando Facury Scaff – Presidente da Comissão de Pós Graduação Professor Associado Alberto Amaral Junior - Coordenador Área Direito Humanos  Dr. José Gregori Presidente Comissão Direitos Humanos da USP * Ministro Enrique Ricardo Lewandowski (autor voto vitorioso pela constitucionalidade das cotas étnicas) Professor Dr. José Vicente ...

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    Foto: U. Dettmar/SCO/STF

    O 20 de novembro e o negro no Brasil de hoje

    Kabengele Munanga é professor brasileiro-congolês e doutor em Antropologia pela USP Da USP Foto: U. Dettmar/SCO/STF De todos os africanos transportados para as Américas através do tráfico atlântico entre os séculos XVI e XIX, cerca de 40% deles tiveram o Brasil como país de destinação. De acordo com os resultados do último censo populacional realizado pelo IBGE em 2010, a população negra, isto é, preta e parda, constitui hoje cerca de 51% da população total, ou seja, 100 milhões de brasileiros e brasileiras em termos absolutos. O que faz do Brasil o maior país da população negra das Américas, e mesmo em relação à África dita Negra, o Brasil só perde da Nigéria, que é o país mais populoso da África Subsaariana. Mas qual é o lugar que essa população negra ocupa no Brasil de hoje depois de 130 anos da abolição da escravatura?  Responderia que ...

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    Marcos Santos / USP Imagens

    Kabengele Munanga é premiado por sua trajetória em defesa dos negros

    Em cerimônia realizada no dia 29 de junho, o professor titular sênior do Departamento de Antropologia da FFLCH recebeu o 15º Prêmio USP de Direitos Humanos Por Eliete Viana, da USP Na cerimônia de premiação, o professor Kabengele Munanga afirmou que escolheu defender a importância das políticas afirmativas – Foto: Marcos Santos / USP Imagens Nesta sexta-feira, dia 29 de junho, o professor titular sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Kabengele Munanga, foi agraciado com o Prêmio USP de Direitos Humanos, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário. Em sua 15ª edição, este prêmio foi criado pela Comissão de Direitos Humanos da Universidade em 2000, com o objetivo de identificar e homenagear pessoas e instituições que, por suas atividades exemplares, tenham contribuído significativamente para a difusão, disseminação e divulgação dos direitos humanos no Brasil. Entre os motivos da escolha do ...

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    Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

    Kabengele Munanga: “É preciso unir as lutas, sem abrir mão das especificidades”

    Kabengele Munanga anda apressado pelas ruas de Cachoeira, como se tivesse sempre um destino certo, a ponto de ser preciso perguntar que idade tem. Conta que no próximo dia 22 faz 78 anos. “Portanto, já pode botar assim”. Desde 2014, quando se tornou professor visitante sênior da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ele vive na cidade. Gosta de quando ouve estranhos cumprimentado-o com um “boa tarde, pai”.  Antes disso, passou mais de 30 anos dando aulas na Universidade de São Paulo (USP), onde se aposentou. Foi lá também que concluiu seu doutorado em antropologia, após deixar contra a vontade seu país de nascença, o Congo, exilado do regime militar. Aqui, interessou-se logo por descobrir a África que existia no Brasil, por entender como viviam as comunidades negras no país e, especialmente, investigar como se construíram nossas relações raciais. Lembra que nos primeiros encontros em que foi para discutir ...

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    Novos olhares sobre a diáspora africana

    Na segunda matéria da série sobre os debates das edições passadas do fHist, a jornalista Cândida Canêdo reportou a mesa "África Brasil: Histórias da diáspora e da identidade negra" do 2º Festival de História, realizado em Diamantina em 2013. Do  fHist Reprodução/ fHist "Enquanto os Leões não tiverem seus próprios historiadores, as histórias da caça sempre contarão a glória do caçador". O professor da Universidade de São Paulo (USP), Kabengele Munanga, arqueólogo nascido e graduado no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, sorriso largo, voz firme e pausada, recorre ao provérbio africano em conversa, logo após sua palestra no fHist, para ilustrar o que acabara de afirmar: além de contar a história não contada dos negros do Brasil, a história já contada tem que ser revista. O Brasil é o único país da diáspora africana que tem leis para garantir o estudo da História e Cultura ...

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    Kabengele Munanga, professor

    O 13 de Maio, data da assinatura da Lei Áurea, faz 129 anos, mas o racismo continua insistente e recorrente no Brasil. Para nos iluminarmos um pouco, tirei da gaveta uma entrevista realizada em 2006. Apesar da passagem do tempo, sua essência segue atual. Foto: Reprodução/fernandapompeu.com.br Por Fernanda Pompeu Do Fernanda Pompeu O antropólogo Kabengele Munanga, nasceu no Congo, no ano de 1942. Ganhador de uma bolsa de estudos em 1975, veio ao Brasil fazer seu doutorado na Universidade de São Paulo – USP. Terminada a defesa, voltou ao seu país. Mas a periclitante situação política o obrigou a deixar a terra natal definitivamente. Foi assim que, no ano de 1978, o Brasil ganhou um sofisticado intelectual e a comunidade acadêmica um pesquisador das questões da população negra. Dono de uma gentileza e de um sorriso encantadores, Kabengele Munanga discorre abaixo sobre democracia racial, branqueamento, negritude e sistema ...

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    Foto: IEA

    Lançamento de livro sobre o racismo terá palestra de Kabengele Munanga, em São Paulo

    Organizada por Dennis de Oliveira, a obra reúne textos elaborados por autores de gerações, áreas e formações distintas Foto: IEA Do Revista Fórum O livro A luta contra o racismo no Brasil (Edições Fórum) será lançado na próxima terça-feira (4), em São Paulo, no auditório Freitas Nobre, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), às 19h30. Este será o primeiro evento de lançamento da publicação e contará com uma palestra do antropólogo e professor brasileiro-congolês da USP, Kabengele Munanga. A obra é organizada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Dennis de Oliveira, que reuniu autores de gerações, áreas e formações distintas para realizar um verdadeiro balanço da ação política na luta antirracista, trazendo também dados, análises, estudos e ensaios sobre as perspectivas de uma batalha travada no dia a dia de dezenas de milhões de brasileiros. “O livro traz ...

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    Africanos temem perda de espaço no novo governo brasileiro

    Sinais de que o novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, poderá fechar embaixadas e consulados na África preocupam diplomatas e acadêmicos brasileiros e africanos, que temem a anulação de ganhos obtidos na última década e alertam para possíveis prejuízos a ambições internacionais do Brasil. Por João Fellet, do BBC Logo ao assumir a pasta e diante de uma grave crise orçamentária, Serra pediu um estudo sobre o custo-benefício de missões abertas durante o governo Lula na África e no Caribe. O chanceler disse em entrevista que a relação com países africanos não pode se basear "em culpas do passado ou em compaixão" e precisa gerar benefícios também dentro do Brasil. Diplomatas brasileiros ouvidos pela BBC Brasil sob condição de anonimato dizem que alguns dos postos com maior chance de serem fechados são os da Libéria, Serra Leoa e Mauritânia, na África, e os de Dominica, São Vicente e São Cristóvão, ...

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    Foto: IEA

    ‘Mito da democracia racial faz parte da educação do brasileiro’ diz antropólogo congolês Kabengele Munanga

    Ausência de indicados negros no Oscar 2016. ‘Black face’ é só uma fantasia. Cotistas superam não cotistas. Boneco-esponja negro no Big Brother Brasil (BBB) deste ano. Casos recentes, casos polêmicos. Em todos, a discussão de um mesmo assunto: o racismo, dentro e fora do Brasil. Foto: IEA no HuffPost Brasil por Thiago de Araújo Vítimas históricas de preconceitos, negros em sua maioria se revoltam a cada notícia do gênero. Contudo, ainda hoje há quem negue que exista racismo no Brasil. Para estes, não há nada que justifique políticas afirmativas, como as cotas no ensino e em setores da sociedade. É preciso prezar pela ‘igualdade’, bradam a plenos pulmões. Discussões sobre racismo não surpreendem o antropólogo congolês Kabengele Munanga. Aos 73 anos, o doutor em Ciências Sociais e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) sempre reforça que o Brasil possui um quadro ‘gritante’ de discriminação. Acha exagero? Não é o que mostram os ...

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    Foto: IEA

    A preponderante geografia dos corpos

    De acordo com Kabengele Munanga, apesar da inexistência de raças biológicas e da ideia da mestiçagem brasileira, o racismo persiste e escolhe seus alvos pela aparência física. Foto: IEA Por Leslie Chaves, do Caros Amigos Com frequência o argumento de que o Brasil é um país mestiço, onde não se pode definir quem é branco e quem é negro, é utilizado para negar a existência do racismo brasileiro e, em consequência, para desconstruir as lutas de combate ao preconceito racial e à implementação de políticas públicas com esta finalidade, como, por exemplo, o sistema de cotas raciais nas universidades públicas. De acordo com Kabengele Munanga, essa justificativa cai por terra quando se examina mais de perto o cotidiano das relações sociais brasileiras e o perfil da população do país. “As diferenças fenotípicas são inegáveis. Prova disso: os policiais não têm dúvida para distinguir brancos e negros. ...

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    “Morenas exóticas” – um debate sobre colorismo, negritude e arquétipos femininos da ideologia da mestiçagem

    Ao longo de nossas vivências, somos habituadas a acreditar que a sociedade brasileira se constituiu pela mistura harmoniosa de raças, que nossos antepassados – europeus, indígenas, africanos – conformaram uma mistura, étnica e cultural, que deu origem ao mestiço ou, ainda, à identidade brasileira. por Bianca Gonçalves no Mina Explosiva Dessa forma, minando o reconhecimento das diferenças, fundou-se o mito da democracia racial.  Estratégica, essa perspectiva naturaliza e sustenta os discursos racistas que permeiam a construção de nossas identidades e, por conseguinte, embranquece, tal como manda a hegemonia, grande parte das heranças e discursividades de povos historicamente oprimidos. Em Rediscutindo a mestiçagem, Kabengele Munanga mostra que o discurso positivado da identidade mestiça (isto é, a mestiçagem enquanto elemento que “eleva” uma nação, e não o contrário, conforme ocorreu nos EUA durante a segregação racial) se deu através de um longo caminho até chegar ao auge com o racista Gilberto Freyre, que deu forma teórica ...

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    A Torcedora do Grêmio Somos Nós

    Foto: SYNTIKA VIA GETTY IMAGES Por: Verônica Daminelli Quem nunca chamou um negro de macaco, quem nunca chamou uma mulher de puta, quem nunca chamou um nordestino de paraíba, quem nunca chamou um homossexual de veado, quem nunca falou "tinha que ser brasileiro", quem nunca chamou louras de burras ou criticou coroas com os seus garotinhos, aceitando tiozinhos com suas Lolitas? Quem nunca chamou um judeu de avarento, uma pessoa lenta intelectualmente de retardada ou um pobre de pobre, transformando adjetivo em substantivo? Quem nunca? Claramente, muitas pessoas já o fizeram, mas não no Brasil, gigante e miscigenado pela própria natureza. Claramente, todos os nazistas da Alemanha e do mundo, mas não no Brasil, um paraíso multirracial e sexualmente livre, imaginário dos sonhos de todos os liberais de plantão. Daí, ter que concordar que a torcedora gremista mereça ser praticamente linchada por expressar o que essa nação-mãe-gentil ...

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    Plano de aula: A Arte literária e processos de identidade étnico-racial dos afro-brasileiros

    Este é um plano de aula vencedor do I Concurso de Planos de Aula do Portal Geledés, aplicando a Lei 10.639/03 Plano de aula: A Arte literária e processos de identidade étnico-racial dos afro-brasileiros Professora: Patrícia Sodré dos Santos Matéria: Literatura Infantil e relações étnico-raciais Turma/Série: Educação Infantil Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ COMPONENTE CURRICULAR: APLICANDO A LEI 10.639/2003   Projeto “Mangueira teu cenário é uma beleza...” Creche Municipal Vovó Lucíola “Todo mundo te conhece ao longe Pelo som dos seus tamborins E o rufar do seu tambor Chegou ô, ô, ô, ô A Mangueira chegou, ô, ô Mangueira teu passado de glória Está gravado na história É verde e rosa a cor da tua bandeira Prá mostrar a essa gente Que o samba é lá em Mangueira” (Exaltação à Mangueira- Jamelão) Introdução Sobre a Creche Municipal Vovó Lucíola, Mangueira e seu cenário. Nossa creche está localizada na comunidade da Mangueira, mais ...

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    Superando o racismo na escola

    Organização/Kabengele Munanga PREFÁCIO À 1a.  EDIÇÃO (1999) Ministro de Estado da Educação Por: Paulo Renato Souza A formação cultural do Brasil se caracteriza pela fusão de etnias e culturas, pela contínua ocupação de diferentes regiões geográficas, pela diversidade de fisionomias e paisagens e também pela multiplicidade de visões sobre a miscigenação em sentido amplo, algumas ainda presas à desinformação e ao preconceito. Esse caldo de cultura muitas vezes gera atritos e conflitos em casa, na rua, no trabalho e na escola. Para preencher o vazio da desinformação e corrigir a distorção de valores que encerra, o Ministro da Educação publica este Superando o Racismo na Escola. Catorze professores foram escolhidos para escrever os textos da obra, cuja leitura possibilita a professores e alunos debaterem amplamente o assunto.  Claro que o tema não se esgota aqui. Mas junto com outras realizações do Ministério, como vídeos e publicações da ...

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    Foto: IEA

    Retratação pública da CAPES e concessão da bolsa Prof.Visitante ao Profº Kabengele Munanga

    Por que isto é importante Foto: IEA O Professor Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Exigimos da CAPES a retratação pública pelo ocorrido, reconhecimento da moção pública movida junto a CAPES através da reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB e reversão da decisão que para além de indicar a não inclusão do Professor KABENGELE MUNANGA entre as bolsas selecionadas IMPRIME mais uma vez a marca do racismo que, não nega ...

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    Foto: IEA

    Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? Professor Kabengele Munanga quebra o silêncio acadêmico

    O Professor Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Foto: IEA por marcos romão Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse ...

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    Foto: IEA

    Só o discurso não é suficiente para acabar com o racismo, diz Kabengele Munanga

    Militante do Movimento Negro e professor de Antropologia aposentado na USP, Kabengele Munanga debateu sobre a inclusão racial no 2º Congresso do IBE, que ocorreu em Belém Foto: IEA Recentemente aposentado após 32 anos dedicados à vida acadêmica, Kabengele Munanga mantém ativa a militância intelectual no Movimento Negro e participa de palestras pelo País em que defende ações afirmativas. O estudioso foi um dos palestrantes do 2º Congresso Anual do Instituto de Estudos Brasil Europa (IBE), ocorrido no início de março em Belém. Nascido no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, Kabengele chegou ao Brasil em 1975 para o Doutorado em Antropologia na USP. Em 1977 retornou ao seu País de origem, mas por questões políticas - na época vivia-se um período de ditadura -, não pode permanecer. De volta ao Brasil, lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em seguida, estabeleceu-se como professor da ...

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