terça-feira, janeiro 26, 2021

Tag: apartheid

(Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real)

“A pandemia expôs o apartheid não oficial do Brasil em toda a sua brutalidade”. Entrevista com Eliane Brum

O Brasil vive o caos sobre o caos. Em pouco mais de um mês, a Covid-19 fez mais de três mil mortes e o país acumula recordes negativos (mais de 400 óbitos só esta quinta-feira). Os desfavorecidos são os mais atingidos pela infeção no Brasil e que o Presidente Bolsonaro apelida de “gripezinha”. O vírus devastador expõe como nunca a desigualdade, a fratura social brasileira, a carência e brutal desinvestimento em serviços públicos essenciais. Politicamente, a Covid-19 tornou-se combustível para a radicalização da estratégia de Jair Bolsonaro. O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi demitido por se opor às determinações de Bolsonaro. O ministro da justiça, Sérgio Moro (o juiz titular do processo Lava-Jacto), condena mudanças no comando da Polícia Federal e também bateu a porta na cara do Presidente e abandonou o governo. Presidente? Em entrevista à Renascença, Eliane Brum, jornalista, colunista do “El País” e autora do ...

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O Brasil vive um apartheid velado, diz presidente da Bayer

Theo van der Loo comenta de que forma as empresas — e os CEOs — podem trabalhar para garantir que mais negros tenham espaço e emprego Por Barbara Bigarelli Do Época Negócios O nome é holandês, mas o jeito é bem brasileiro. Theo van der Loo chega ao evento distribuindo abraços, tirando fotos, abraçando outros CEOs — em particular sua amiga Rachel Maia, CEO da Pandora. O presidente da Bayer é sorridente, fala com sinceridade e, nos últimos meses, ficou também conhecido por defender publicamente a inclusão social. No começo do ano, Theo publicou em seu Linkedin um texto chamado "Eu Não Entrevisto negros". Ali, apresenta um caso vivenciado por um executivo amigo, que ouviu de um recrutador que ele não entrevistava candidatos negros. Seu amigo, no caso, não quis fazer uma denúncia por medo de retaliação. A postagem levantou um debate sobre racismo na internet e viralizou porque, como Theo explica hoje, foi ...

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Ahmed Kathrada, durante cerimônia de sepultamento do amigo e ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, em 2013 — Foto: Odd Andersen / Pool / Arquivo / Reuters

Morre ex-companheiro de cela de Mandela, o veterano da luta contra apartheid Ahmed Kathrada

  O Veterano da luta contra o apartheid Ahmed Kathrada, companheiro de cela de Nelson Mandela na prisão de Robben Island, morreu nesta terça-feira (28) em Johannesburg, aos 87 anos, informou a fundação que leva seu nome. Ahmed Kathrada foi vítima de complicações após uma cirurgia, segundo a fundação. Deputado e conselheiro do presidente Mandela em seu único mandato à frente da África do Sul, entre 1994 e 1999, Kathrada integrou o primeiro círculo de dirigentes históricos do Congresso Nacional Africano (ANC). Conhecido por “Tio Kathy”, Kathrada, de 87 anos, estava hospitalizado desde o início de março. Nesta segunda (27), sua condição se deteriorou rapidamente, após ser afetado por uma pneumonia. Kathrada dedicou sua vida a lutar contra a injustiça racial do governo da minoria branca. Ele também foi um dos mais altos líderes do Congresso Nacional Africano (ANC) a criticar o governo do presidente Jacob Zuma, como acusações de ...

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‘O racismo continua lá e ainda precisamos falar sobre ele’, diz escritora sul-africana

O primeiro livro de Futhi Ntshingila começa com um tiro. Thandiwe, uma mulher que ganha a vida vendendo seu corpo nas ruas de Yeoville e que expõe a economia da África do Sul pós-apartheid, leva um tiro na nuca depois de apanhar e ser deixada no chão. “Eu não deveria me surpreender, o trabalho dela é duro”, escreve Futhi. Por Fernanda Canofre, Do Sul 21 Fotos: Guilherme Santos O segundo livro de Futhi Ntshingila começa falando de um funeral. Mvelo, uma menina “jovem, mas que se sentia velha como um sapato gasto”, caminha sem esperança num país sob o regime do apartheid, depois de ver os benefícios sociais que ela e a mãe soropositiva tinham serem suspensos. “Foi naquele dia, quando a bolsa de auxílio-doença da mãe foi suspensa, que Mvelo parou de pensar mais do que um dia por vez”, escreve Futhi. Formada em Teologia e Inglês, mestre em Resolução de ...

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Apartheid

O Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. Por  Ana Luíza Mello Santiago de Andrade, do Infoescola Reprodução/Infoescola Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente. O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes. Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia ...

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Por que o arcebispo Desmond Tutu luta pelo “direito de morrer”

Em artigo por ocasião de seus 85 anos, arcebispo Desmond Tutu disse que não deseja "continuar vivo a qualquer custo" Da UOL "Pessoas que estão morrendo devem ter o direito de escolher quando e como vão deixar a Mãe Terra." A afirmação foi escrita pelo arcebispo sul-africano Desmond Tutu em um artigo para o jornal Washington Post nesta semana, por ocasião de seu aniversário de 85 anos. Símbolo da luta contra o Apartheid e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1984, Tutu disse que ele "não deseja continuar vivo a qualquer custo". Ele já havia defendido o "direito de morrer" em 2014, mas sem especificar que ele próprio gostaria de ter essa escolha. O arcebispo foi hospitalizado no mês passado por conta de uma infecção recorrente e precisou ser operado. Ele trata há 20 anos um câncer de próstata. Compaixão "Espero ser tratado com compaixão e que me permitam ...

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Achille MbeMbe: “as sociedades contemporâneas sonham com o apartheid”

Com o seu novo livro “Crítica da Razão Negra”, o politólogo camaronês Achille Mbembe cumpre a sua parte na luta por um futuro do mundo para além das raças. Um longo caminho ainda está por fazer. no Mutamba “Eu queria simplesmente ser um homem entre os outros homens ... ser um homem, nada mais que um homem”, escrevia Fantz Fanon em “Pele negra, máscaras brancas”. A cor da sua pele foi constantemente um entrave a este desejo vital de igualdade e fraternidade. Estávamos em 1952. A África libertava-se do jugo colonial. A África do Sul lançava as bases de um dos sistemas mais abjectos de segregação racial, o mesmo que vingava então nos Estados Unidos. Depois, Mandela lan- çou as bases de uma nação arco-íris. Malcolm X, os Panteras Negras, Mar- tin Luther King, batalharam pelos direitos civis dos afro-americanos e Barack Obama foi eleito para a pre- sidência dos ...

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O haitiano assassinado no Sul e o besteirol da ‘imigração africana’, por Cidinha Silva

Impressionante a forma como o racismo institucional desdenha da inteligência de quem conhece os modos de operação do racismo em profundidade. É o que se observa na campanha recente do Ministério da Justiça contra a xenofobia e em apoio aos novos imigrantes do século XXI. No primeiro momento lançaram um cartaz com um garoto negro muito bonito, Matheus Gomes, com os seguintes dizeres: “meu avô é angolano, meu bisavô é ganês. Brasil, a imigração está no nosso sangue”. Matheus tem 18 anos, o cartaz nos informa também. Se fizéssemos um cálculo rápido e bastante superficial, poderíamos pensar que seu pai teria 40 anos; seu avô 60 e seu bisavô 80. O avô teria nascido em 1955 e o bisa em 1935. O bisa fora criança então em pleno período de vigência do Decreto-lei 3010 de 1938 que exigia a presença do estrangeiro solicitante de visto (o pai do bisa se ...

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Arte: Romulo Arruda

Militância Negra nas Universidades Pública: Ensinamentos do século 20

 Ilustração: Vinicius Araújo “Não há revolução sem teoria revolucionária!” A tese é do revolucionário soviético Vladimir Ilitch Lênin (1870-1924), dirigente da revolução russa, em 1917. Lênin foi um ativo militante na universidade. por Juarez Xavier no Alma Preta via Guest Post para o Portal Geledés Arte: Romulo Arruda A mesma questão está na raiz dos movimentos revolucionários negros, ao longo do século 20: todos se debruçaram sobre essa questão, em todos os continentes, onde a temática negra esteve presente. Nas lutas contra a escravidão, em Palmares, conduzida por Zumbi dos Palmares (1655-1695) e Ganga Zumba (1678) e no Haiti conduzida por François-Dominique Toussaint Louverture (1743-1803), há registros de saberes tradicionais nas linhas de ações dos revolucionários: das fortificações às “invocações dos ancestrais” para acompanhá-los na frente de luta. No século 20, as lutas contra o racismo e o extermínio da população negra ensinam que a advertência ...

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“Brasil vive apartheid e culpam as drogas”, diz Carl Hart

Primeiro neurocientista negro a se tornar professor titular da universidade de Columbia, em Nova York (EUA), autor do livro Um Preço Muito Alto: a jornada de um neurocientista que desafia nossa visão sobre as drogas, o pesquisador norte-americano Carl Hart, 48, deixa, nesta quinta-feira, 3, Salvador, após cumprir três dias de uma agenda de compromissos com a Iniciativa Negra por Uma Nova Política Sobre Drogas (INNPD) e o governo  estadual, por meio das secretarias da Justiça e Direitos Humanos e da Segurança Pública. Nessa entrevista exclusiva ao A TARDE, na segunda passagem pela capital baiana, Hart fala  sobre o trabalho que vem desenvolvendo em relação à política mundial antidrogas (na visão dele "uma política enganadora"). Por Franco Adailton, do A Tarde  Quais são suas principais ideias sobre a política de drogas  no mundo? É uma pergunta ampla. Escrevi um livro inteiro sobre isso. As políticas de drogas são diferentes a depender ...

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Walmyr Junior critica o Apartheid Carioca de Pezão

O professor, ativista social e morador da Maré Walmyr Junior escreveu artigo exclusivo para o Favela 247 ironizando a decisão do governador Pezão de mandar a PM recolher jovens das periferias do Rio que tentam chegar às praias da zona sul de ônibus: "Sabendo que nem a uma praia o morador das favelas da zona norte pode ir mais, o senhor governador decreta os seguintes termos: 'A partir de agora o povo pobre das favelas necessita de uma licença especial para transitar na zona sul. Ser favelado, negro, suburbano e querer aproveitar o lazer de uma praia, gera uma ameaça para a população e é terminantemente proibido' Por *Walmyr Junior, para o Favela 247 Pezão aprova o Apartheid Carioca Quero informar nesta coluna que a zona sul deixa de fazer parte do Rio de Janeiro. Sabendo que nem a uma praia o morador das favelas da zona norte pode ir mais, o senhor ...

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Justiça proíbe rolezinhos em Shoppings do Interior

A arquiteta e urbanista Raquel Rolnik escreveu artigo criticando a onda de decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, em determinados horários e dias da semana. A justificativa é impedir a realização dos “rolezinhos”, que promoveriam “atos de vandalismo”. "Já temos legislação de sobra para punir atos de vandalismo – praticados em shoppings ou em qualquer outro lugar", diz Rolnik, que completa: "Na teoria, os shoppings são espaços privados de uso público, portanto, abertos a todos. Mas a prática é outra: podem usá-lo certas pessoas, e de certas formas…" Por Raquel Rolnik Do Brasil247 Rolezinhos e a guerra nos shoppings do interior Têm sido frequentes, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, ...

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Maurício Requião

Mensagem de Hélio Santos para o 21 de Março

Neste 21 de março de 2015, quando se comemora o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a SEPPIR faz 12 anos de existência. Com o objetivo de refletir sobre a data, convidamos representantes da sociedade civil e parceiros para dar seu depoimento. Do Seppir Hélio Santos Presidente do Conselho do Fundo Baobá para a Equidade Racial Shaperville é aqui A presença de um órgão do governo central com status de ministério, como a SEPPIR, foi e continua sendo fundamental para a consolidação da cidadania da população negra e, consequentemente, para a efetivação da democracia no Brasil. Vejo a SEPPIR como uma instância decisiva para o verdadeiro desenvolvimento do país. Portanto, nesses 12 anos de vida, seria importante realçar a SEPPIR nessa perspectiva: a de um instrumento que potencializa a possibilidade de um desenvolvimento com sustentabilidade moral. O que ainda não temos aqui no Brasil. O Dia 21 de março, ...

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Morre autor sul-africano antiapartheid Andre Brink, aos 79 anos

JOHANESBURGO (Reuters) - O escritor sul-africano antiapartheid Andre Brink morreu na sexta-feira, aos 79 anos, vítima de um coágulo sanguíneo, durante um voo para a Cidade do Cabo de uma universidade belga onde recebeu um doutorado honorário, informou a imprensa local. Por Joe Brock, do DCI  Brink, que escreveu em inglês e africânder, era um líder dos Sestigers, grupo de escritores influentes dos anos 1960 que eram contra o regime do apartheid. O romance de 1973 de Brink "Kennis van die aand" foi o primeiro livro escrito em africânder a ser banido pela minoria branca que governava a África do Sul. Foi posteriormente publicado em inglês ao redor do mundo com o título "Lookin on Darkness" (Olhando a escuridão). "A Dry White Season" (Uma temporada seca e branca, 1979), talvez o romance mais famoso de Brink, era focado na morte de um ativista negro na prisão e foi posteriormente adaptado em ...

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Francisco Marcelo: hildegard e o apartheid

Morador da Vila do João, na Maré, o geógrafo e doutorando em Educação pela UFF Francisco Marcelo, 40, escreveu artigo exclusivo para o Favela 247, criticando a jornalista Hildegard Angel por ter publicado em seu blog texto defendendo a cobrança de taxa nas praias da Zona Sul e a diminuição "drástica" do transporte público que faça o trajeto Zona Norte - Zona Sul, para conter a "hordas de jovens assaltantes". "Fique tranquila, Hildegard, uma força tarefa dos governos municipal, estadual e federal vem trabalhando firmemente na construção de uma cidade desigual e apartada social, econômica e geograficamente", comenta Francisco Por Francisco Marcelo Do Brasil247  O Apartamento do Bronzeado O artigo da jornalista Hildegard Angel, publicado no último dia 13, em nada nos causa estranheza ou surpresa. Em um pequeno texto ela sugeriu, entre outras coisas, a cobrança compulsória de uma taxa para quem quiser frequentar as praias da Zona Sul. Sua fúria ...

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A derrocada dos movimentos sociais na África pós-Apartheid. Entrevista especial com Tshepo Madlingozi

“Em meados da década de 1980, o ápice da nossa revolução contra o Apartheid, os movimentos sociais eram animados pela práxis do poder popular”, diz o pesquisador. Por Por Ricardo Machado e Andriolli Costa / Tradução: Gabriel Ferreira no Ihu Em 2014 celebram-se 20 anos do fim do Apartheid, o regime de segregação racial adotado – oficialmente – de 1948 a 1994 na África do Sul. No entanto, para o sociólogo, advogado e ativista Tshepo Madlingozi, a política que emergiu do novo governo pós-apartheid ainda apresenta uma série de continuidades com o modo de governança do regime pré-1994. “A legislação ‘pós-Apartheid’ não desafia fundamentalmente a natureza colonial do Estado”, alerta. “Consulta é entendida como o Estado dizendo às pessoas o que foi decidido, participação para além das instituições organizadas pelo Estado é vista como um desafio direto contra ele e, por sua vez, a brutalidade do Estado contra as atividades dos movimentos ...

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Morre aos 90 anos a ganhadora do Nobel de literatura Nadine Gordimer

Em março, sul-africana havia revelado que tinha câncer no pâncreas. Boa parte da obra era sobre situação social de seu país durante apartheid. Morreu na noite deste domingo (13), aos 90 anos, a escritora sul-africana Nadine Gordimer, ganhadora do prêmio Nobel de Literatura e conhecida por combater o regime de segregação racial em seu país, informa a Reuters. De acordo com a agência de notícias, a autora estava em casa e acompanhada dos filhos, Hugo e Oriane. Uma das principais vozes contra o apartheid, Nadine havia revelado em março que tinha câncer no pâncreas e que não conseguiria mais escrever um novo romance. "Talvez faça alguns contos, mas escrever me deixa mal e sou muito crítica, muito exigente com meu trabalho. Não acredito que aceitaria algum trabalho que não me satisfaça", afirmou na época. Sobre a doença, mostrava preocupação. "Sinto muita dor. Quando escrevi o meu último romance, não o ...

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A Copa do Apartheid: No futuro ficaremos também fora dos campos nos estádios

por marcos romão Alguém já se perguntou qual a chance de um garoto pobre virar craque de clube no Brasil de hoje em dia? Como nas cidades não tem mais campinhos, e quando tem, as escovas dos esquadrões da morte limpam não só os gramados, a barreira para a entrada de talentos não protegidos pelos gatos no mundo de futebol ficou enorme. Na Alemanha tem associação futebolísticas em tudo quanto é esquina, recebem incentivo do Ministério de Educação, e condicionam a participação da garotada à frequência escolar. É lá que os clubes vão buscar os talentos nacionais, muitos filhos de migrantes de África, polacos, brasileiros, turcos, russos e etc. Observem os nomes dos jogadores das últimas seleções da Alemanha e terão confirmado o que observei nos últimos 20 anos. Garotos dos confins brasileiros já descobriram isto e embarcaram nos últimos anos para a Alemanha e outros países que seguem este ...

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Carl Hart: o “problema” da guerra às drogas no Brasil me lembra o Apartheid

Neurocientista afirma que a repressão diária aos moradores de favelas "como se fossem território inimigo" mostra que Brasil vive em estado de emergência. Por:Isabela Palhares Na última terça-feira (13/05), o neurocientista e professor de Psicologia e Psiquiatria da Universidade de Columbia nos Estados Unidos, Carl Hart esteve presente no debate Drogas e Saúde na casa Matilha Cultural em São Paulo. Conhecido pelo seu trabalho sobre o vício e o abuso de drogas, Hart apontou para as questões polemicas que costuma abordar em suas pesquisas. Como o primeiro negro a se tornar professor de ciências na Universidade de Columbia, desde pequeno vive entre contradições. Nasceu pobre em periferia além de ter usado e traficado drogas. No decorrer de sua vida, graças a programas sociais, iniciou os estudos em neurociência e tornou-se doutor. Assustado com os preconceitos sociais e raciais de seu país, começou a questionar as opiniões cristalizadas da sociedade e ...

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Racismo e democracia amputada - Por: Dennis de Oliveira

Racismo e democracia amputada – Por: Dennis de Oliveira

No Fórum Social Mundial Temático realizado na semana passada em Porto Alegre, a ativista sul-africana Wilhelmina Trout, representante da Marcha Mundial de Mulheres na África do Sul, deu um impressionante depoimento sobre a sua vida e trajetória de militância no seu país. Quando votou pela primeira vez, já era avó. A luta pelos direitos civis foi uma árdua batalha, liderada por Nelson Mandela. Após vinte anos de fim do apartheid, a avaliação que ela faz não é das mais promissoras. A desigualdade econômica entre brancos e negros permanece e, em algumas situações, até se acentua; há um desânimo latente entre vários jovens negros e até já há vários deles que passaram a ser eleitores dos partidos brancos. A conquista dos direitos civis é um patrimônio coletivo, foi a custa de muito suor e sangue que se chegou a este patamar. Porém, não é suficiente para se pensar em uma verdadeira ...

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