segunda-feira, maio 17, 2021

Tag: desigualdades sociais

Alan Marques/Folhapress

Finalmente a desigualdade foi colocada no centro do debate eleitoral

por : Paulo Nogueira Finalmente a desigualdade foi colocada no centro do debate eleitoral. O maior desafio do próximo presidente é tirar o Brasil da abjeta condição de um dos campeões mundiais em iniquidade social. Gosto de citar Rousseau: a sociedade ideal é aquela em que não há extremos de opulência e miséria. Houve avanços nisso nestes anos de PT no poder. Mas, por conta de tantos compromissos pela governabilidade, tais avanços ficaram aquém do que a situação pede. Melhor, exige. A ênfase na inclusão veio – finalmente – de Dilma. Marina tem dito que vai chamar as “pessoas boas” para governar com ela. Ela citou até Serra. Bons são aqueles com compromisso com inclusão social, respondeu Dilma. Descontado o fato de que a própria Dilma se cercou de muitas pessoas sem qualquer compromisso com inclusão, a colocação é perfeita. “Inflação alta e crescimento baixo” é uma expressão idiota, cínica ...

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Desigualdade no Brasil e no mundo

O livro de Thomas Piketty, “O Capital no Século 21”, obteve uma repercussão incomum entre os textos advindos da academia. O sucesso não foi fortuito. Após 15 anos de pesquisa, o autor aborda de maneira acessível a questão distributiva, com o enfoque temporal iniciando-se no ano de 1700, fazendo isso tanto do ponto de vista da renda, uma variável fluxo, quanto da riqueza, uma variável estoque. Sintetizando seus resultados, o autor averigua três grandes fases recentes. Uma fase de crescimento da desigualdade, até a década de 20 do século 20, outra de redução da desigualdade, entre 1930 e 1980, e, desde então, uma fase de crescimento da desigualdade, com tendência de acentuação de disparidades. No período atual, em países como França, Alemanha, Grã-Bretanha e Itália, os 10% mais ricos detêm aproximadamente 60% da riqueza nacional. E, invariavelmente, os 50% mais pobres possuem menos de 10% da riqueza nacional. Nos Estados ...

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Movimentos Sociais divulgam abaixo assinado por IDH Justo no Maranhão

Unindo esforços para reverter o baixo IDH do Estado, os movimentos sociais encampam a luta por um Maranhão com políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais do Estado. A luta por um IDH mais Justo para o Maranhão também ganhou as redes sociais na tarde desta quinta-feira (14/08) por meio de um abaixo assinado lançado pelos movimentos sociais, com o mesmo conteúdo da carta que entregaram ao candidato da Coligação Todos pelo Maranhão, Flávio Dino. Unindo esforços para reverter o baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, os movimentos sociais encampam a luta por um Maranhão com políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais do Estado. Assim como na construção do “Pacto por um IDH Justo”, estão unidos nesta campanha do abaixo assinado o movimento negro, o movimento de mulheres, a juventude, as pastorais, os trabalhadores rurais, o movimento de moradia, os professores, os deficientes, ...

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Entre a desigualdade e o bem estar, por Aldo Fornazieri

Por:Aldo Fornazieri Muitas pessoas concordam com a tese de que as sociedades contemporâneas vivem um momento de mal-estar – agravado pelas crises norte-americana e europeia que eclodiram a partir de 2008. Com o arrefecimento do comércio mundial e da demanda chinesa por commodities, o próprio crescimento que vinha ocorrendo na América Latina e em outras partes do mundo já não é mais o mesmo. O mal-estar, evidentemente, não tem apenas causas econômicas e sociais. A crise ambiental, a falta de perspectivas coletivas, o colapso das ideologias, a crise de valores, a perda de sentido cultural, espiritual e civilizatório, também afetam negativamente as sociedades e os indivíduos. Mas quando os desatinos da espiritualidade e da cultura se combinam com os desatinos econômicos e sociais por conta do aumento da desigualdade, o mal-estar se agrava. Desta forma, um dos eixos centrais do debate do momento diz respeito ao aumento da desigualdade. Thomas ...

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Entre a desigualdade e o bem estar, por Aldo Fornazieri

Por:Aldo Fornazieri Muitas pessoas concordam com a tese de que as sociedades contemporâneas vivem um momento de mal-estar – agravado pelas crises norte-americana e europeia que eclodiram a partir de 2008. Com o arrefecimento do comércio mundial e da demanda chinesa por commodities, o próprio crescimento que vinha ocorrendo na América Latina e em outras partes do mundo já não é mais o mesmo. O mal-estar, evidentemente, não tem apenas causas econômicas e sociais. A crise ambiental, a falta de perspectivas coletivas, o colapso das ideologias, a crise de valores, a perda de sentido cultural, espiritual e civilizatório, também afetam negativamente as sociedades e os indivíduos. Mas quando os desatinos da espiritualidade e da cultura se combinam com os desatinos econômicos e sociais por conta do aumento da desigualdade, o mal-estar se agrava. Desta forma, um dos eixos centrais do debate do momento diz respeito ao aumento da desigualdade. Thomas ...

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Os bilhões da Copa do Mundo: por que o pessoal do contra entendeu tudo errado

por : Kiko Nogueira O jornalista Nathaniel Parish Flannery, colaborador de várias publicações americanas em áreas como crime organizado, política, cultura e economia, escreveu um bom artigo no site da Forbes sobre a Copa do Mundo. “Quando a seleção do Brasil entrar em campo, o mundo devia também aproveitar o momento para reconhecer o sucesso das políticas públicas progressivas do país”, escreve Flannery. “O Brasil destinou menos que 2 bilhões de dólares para a construção dos estádios. Em contraste, entre 2010, ano do início da construção dos estádios, e o início de 2014 o governo investiu 360 bilhões de dólares em programas de saúde e educação”. Eis os principais trechos de sua análise:    No Brasil, a Copa do Mundo deflagrou protestos de ativistas interessados em chamar atenção para os persistentes problemas de pobreza e desigualdade no país. Em 2013, os manifestantes empunhavam cartazes em inglês com mensagens como “Nós não precisamos ...

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Foro Interamericano Afrodescendiente Participación e incidencia de los y las afrodescendientes en la 44 asamblea general de la OEA

Declaracion de asuncion paraguay Foro Interamericano Afrodescendiente Participación e incidencia de los y las afrodescendientes en la 44 asamblea general de la OEA “Desarrollo con Inclusión Social” Enviado por Rodnei Jericó para o Portal Geledés Las organizaciones de hombres, mujeres y jóvenes Afrodescendientes y organizaciones LGBTI Afrodescendientes que luchamos por los derechos humanos reunidas en la Ciudad de Asunción, Paraguay el 1 de junio del 2014, en el marco de la 44 Asamblea General de los Estados Americanos (OEA) “Desarrollo con Inclusión Social”. PREOCUPADOS por el racismo que se manifiesta en la realidad social, económica, jurídica, política y cultural de las poblaciones afrodescendientes en la región, caracterizada por la pobreza generalizada, la desigualdad, el hambre la exclusión social política y económica y la expropiación de territorios ancestrales que reducen las posibilidades de tener una mejor calidad de vida. OBSERVAMOS con preocupación que el racismo, la discriminación racial, y la violencia ...

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esgoto

‘Respire fundo, isso que é violência’, diz guia de turismo sobre esgoto na Rocinha

Ele nasceu e cresceu na Rocinha e fala cinco línguas sem nunca ter saído do Brasil. Carlos Antônio de Souza trabalha à noite em um hotel e durante o dia faz visitas guiadas pela Rocinha, no Rio de Janeiro. Mas o passeio que ele propõe aos visitantes, a maioria estrangeiros, é diferente. Em vez de percorrer as principais ruas da comunidade onde, segundo estimativas não oficiais moram 180 mil pessoas, Souza guia os turistas por vielas e um labirinto de ruas onde pedestres disputam espaço com um emaranhado de fios pendurados. Ele diz que gosta de expor os problemas de infraestrutura da comunidade e a falta de investimentos públicos. Ao passar por um esgoto ao céu aberto, ele diz em um inglês fluente: "Não tape o nariz, respire fundo, porque vocês só vão passar cinco minutos aqui". "Essas pessoas vão morar aqui a vida toda". Em depoimento à BBC, Souza ...

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A desigualdade está na moda

Distribuição de renda na América Latina: os 20% mais ricos da população retêm 47% da renda da região; os 20% mais pobres da população recebem 5%; a renda anual dos 113 latino-americanos mais ricos pagaria o orçamento de El Salvador, Guatemala e Nicarágua; poderia tirar da pobreza 25 milhões de pessoas.Fontes: Cepal e Oxfam. As muito contemporâneas novelas medievais do galês Ken Follett transportam a um tempo em que os ricos tinham tudo e os pobres não tinham nem a si mesmos. Essas histórias ambientadas nos séculos 12, 13 e 14 reconfortam de certo modo o leitor contemporâneo, rodeado de comodidades, liberdades e garantias. A marca daquela época era a pobreza. Com diz o próprio Follett, “o príncipe mais rico vivia pior do que, digamos, um recluso em uma prisão moderna”. A reportagem é de Diana Carboni, publicada por IPS/Envolverde, Pobreza e desigualdade não são a mesma coisa, mas reforçam uma à outra. Na pobre Idade Média a desigualdade era terrível: entre a ...

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O pavor dos abastados: a desigualdade e a taxação das riquezas – Por: Leonardo Boff

A tese de base que Piketty sustenta é: a desigualdade não é acidental mas o traço característico do capitalismo. Se a desigualdade persisitir e aumentar, a ordem democrática estará fortemente ameaçada Está causando furor entre os leitores de assuntos econômicos, economistas e principalmente pânico entre os muito ricos um livro de 700 páginas escrito em 2013 e publicado em muitos países em 2014. Tranasformou-se num verdadeiro best-seller. Trata-se de uma obra de investigação, cobrindo 250 anos, de um dos mais jovens (43 anos) e brilhantes economistas franceses, Thomas Piketty. O livro se intitula O capital no século XXI (Seuil, Paris 2013). Aborda fundamentalmente a relação de desigualdade social produzida por heranças, rendas e principalmente pelo processo de acumulação capitalista, tendo como material de análise particularmente a Europa e os USA. A tese de base que sustenta é: a desigualdade não é acidental mas o traço característico do capitalismo. Se a ...

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Piketty em todas as partes

A denúncia de que 1% da população é muito rica e 99% vivem de forma cada vez mais precária é uma palavra de ordem mundial Por: Moisés Naím Em janeiro de 2012 escrevi: “A desigualdade será o tema central deste ano. Sempre existiu e não vai desaparecer, mas este ano ela vai dominar a agenda dos votantes, de quem protesta nas ruas e dos políticos… Vai terminar a coexistência pacífica com a desigualdade, e as exigências de luta contra ela – e as promessas de que assim se fará – serão mais intensas e generalizadas do que têm sido desde o fim da Guerra Fria”. E assim foi. Denunciar que 1% da população é muito rico enquanto 99% das pessoas vivem de forma cada vez mais precária se tornou uma palavra de ordem mundial. Em 2012, o número de artigos acadêmicos sobre a desigualdade econômica aumentou 25% com relação a ...

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Plataformas de futuro

Renato Meirelles A redução da desigualdade veio para ficar, tem provocado profundas modificações, mas ainda não foi absorvida pela elite Conhecer o futuro sempre foi um dos maiores desejos do homem. Ainda não chegamos lá, mas podemos vislumbrar cenários. Há transformações que, a partir do momento em que ocorrem, dificilmente podem ser interrompidas. É o que chamo de fatos portadores de futuro – ou “plataformas de futuro”. São acontecimentos que impactam o presente de forma decisiva e que, por se sustentarem em bases sólidas, têm potencial para estender seus efeitos também sobre o amanhã. Não se trata de fazer previsões e muito menos de apoiar algum determinismo social ou econômico. Esses fatos carregam consigo um poder de transformação para o qual devemos estar atentos. É preciso dar visibilidade a eles. Esse é o objetivo deste novo espaço da Brasileiros. O primeiro fato de que vamos tratar é a redução da ...

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Desigualdades

Desigualdade como legado da escravidão no Brasil

Impactos de séculos de utilização da mão de obra escrava repercutem nas dimensões social e econômica do país Por Maria Teresa Manfredo Trazidos da África desde o início do século XVI, trabalhadores escravos negros tiveram importante papel na economia do Brasil até o século XIX e ajudaram a compor nossa cultura. Embora os números da chamada "diáspora africana" não sejam precisos, é consenso que nosso país foi o destino mais frequente dos milhões de homens e mulheres feitos cativos no continente africano, por mais de trezentos anos (veja infográfico). "As relações escravistas no Brasil foram complexas e seus impactos culturais são inúmeros", afirma Leandro Jorge Daronco, doutor em História e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IF - Campus Santa Rosa, RS). É preciso lançar pelo menos dois olhares sobre os legados da escravidão no Brasil, segundo o historiador. O primeiro ponto seria os aspectos formadores ...

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Negros e mulheres têm menos acesso a cirurgias que homens brancos, diz Ipea

Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os efeitos das desigualdades sociais brasileiras se estendem às cirurgias de transplantes de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão. A maioria dos transplantados são homens da cor branca. De acordo com o estudo, de quatro receptores de coração, três são homens; e 56% dos transplantados tem a cor de pele branca. No transplante de fígado; 63% dos receptores são homens e 37% mulheres. De cada dez transplantes de fígado, oito são para pessoas brancas. Segundo a análise do Ipea, homens e mulheres são igualmente atendidos nos transplantes de pâncreas; mas 93% dos atendidos são brancos. A maioria absoluta de receptores de pulmão também são homens (65%) e pessoas brancas (77%). O mesmo fenômeno ocorre com o transplante de rim: 61% dos receptores são homens; 69% das pessoas atendidas têm pele clara. "Verificamos que o conjunto de desigualdades ...

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cotas

Raça, sociologicamente

Fonte:Suvaco de Cobra Por José Carlos dos Anjos Para o professor da UFRGS, José Carlos dos Anjos, as cotas raciais reduzem a desigualdade social sofrida pelos negros.       Os espaços de interação que envolvem processos de recrutamento, filtragem e rusgas sociais, estão informados por esquemas geradores de apreciações e expectativas do tipo: "quando o negro não suja na entrada, suja na saída". Conceituar raça do ponto de vista sociológico é levar em conta o peso histórico do efeito agregado de milhares de reconhecimentos cotidianos ligeiros e insustentáveis como esse. Trata-se do efeito histórico de dispositivos objetivos e de disposições subjetivas para repartir e definir o lugar das pessoas tendo como uma das bases de apreciação o fenótipo. O "lugar de negro", esse execrável princípio de partição de populações, se faz evidente porque existe esse substrato material causador de impressões marcantes em disposições subjetivas preparadas para racializar. Não é ...

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