quarta-feira, julho 15, 2020

    Tag: Fatima Oliveira

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    O cacto é exemplar de integração, perseverança e adaptabilidade

    As festas de fim de ano lembram-me muito minha avó materna, Maria Andrelina, e sua mala de “cortes de tecidos”. Além de previdente, era uma sábia de nascença e com certeza jamais entupiria um shopping atrás de presentes no Natal. Por Fátima Oliveira, do O Tempo Quando eu era criança, as “roupas de carregação” eram roupas baratas, compradas feitas. Diante de uma roupa mal-ajambrada, vovó não se calava: “Isso é roupa de carregação”, que hoje são as “sulancas” – baratas, feitas de aproveitamento de sobras de tecidos, inicialmente de helanca (vinda do Sul) na década de 60, em Santa Cruz do Capibaribe, no agreste de Pernambuco. Vovó mantinha uma mala especial para guardar cortes de tecidos – da chita à seda pura e “outras sedinhas”, passando pelas musselines e pelos “chiffons”, de seda e de algodão, tafetá, brocado, organza e “pele de ovo”. Eu era fascinada por aquela mala trancada à ...

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    (Foto: João Godinho)

    Desafios ambientais, médicos e psicossociais e a microcefalia

    João GodinhoA cada publicação do Informe Epidemiológico sobre Microcefalia, do Ministério da Saúde (MS), quedo-me à impotência diante dos números. Os casos suspeitos só aumentam. Nem sequer temos a dimensão, nem como estimá-la, do que nos espera num país continental como o Brasil, onde a subnotificação é a regra! Por Fátima Oliveira Do O Tempo “Até 5 de dezembro de 2015, foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 Estados. Foram notificados 19 óbitos de bebês com microcefalia e suspeita de infecção pelo zika vírus”. O Brasil, para não variar, é retardatário: não deu conta do mosquito Aedes aegypti, que aqui aportou com os navios negreiros. Na década de 50, foi erradicado, mas retornou nos anos 80, com uma epidemia de dengue em Roraima; em 1986, no Rio de Janeiro e no Nordeste; em 1990, no Sudeste; e em 1998, uma pandemia, com mais de 500 mil ...

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    Foto: João Godinho

    O que faremos com nossas crianças com microcefalia?

    A minha experiência como médica em relação à doença neurológica microcefalia é nula. Quando estudei medicina na Universidade Federal do Maranhão, (1973 a 1978) não vi nenhum caso. A microcefalia é doença neurológica rara, incurável, que incide em um em cada 40 mil recém-nascidos, e o comprometimento vai de brando a severo, dependendo de como e quanto o cérebro foi lesado – o que é visto por tomografia! Por  Fátima Oliveira, do O Tempo  O “tamanho” normal da cabeça de recém-nascido a termo é o Perímetro Cefálico (PC) entre 34 cm e 37 cm. A microcefalia é uma cabeça pequena com cérebro reduzido em bebê nascido a termo (“de tempo”), com PC igual ou menor que 33 cm – quanto menor o PC, mais lesões! A microcefalia resulta de “insuficiência no desenvolvimento do crânio e do encéfalo”, gerando dois tipos de doença: microcefalia primária (anomalia genética) e a secundária – ...

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    Foto: João Godinho

    Vivemos em uma época em que médicos não gostam de gente e enfermeiros que não gostam de cuidar

    "Cuidados” como balizadores da atenção em saúde Por Fátima Oliveira, no Viomundo Compartilho trechos do capítulo “Política médica”, que escrevi no livro “Médico – Profissional Diferente” (Folium Editorial, 2012), organizado pelo professor emérito da UFMG Alcino Lázaro da Silva, cirurgião, um ser humano de muitos dons, sobretudo o de gostar de cuidar de gente! “No mundo contemporâneo há um entendimento generalizado de que as profissões não podem se furtar aos contratos sociais e éticos do tempo em que são exercidas. Aqui temos um ponto crucial da revalorização do profissional médico, pois, a meu ver, a medicina jamais perdeu prestígio, ao contrário, acumula cada dia mais e mais prestígio perante a sociedade, já que as pessoas confiam e têm esperança na ciência médica. No entanto, avalio que o médico teve perda de prestígio social e de poder também, ressaltando que poder e prestígio não são palavras sinônimas, logo, são de natureza incomparáveis. ...

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    A maré de sizígia das vozes das brasileiras contra o patriarcado

    Desde meados de outubro vivenciamos dias de protagonismo intenso das mulheres, semelhante à maré de sizígia – “de grande amplitude, que ocorre quando o Sol e a Lua estão em sizígia: alinhados em relação à Terra, e a atração gravitacional entre os dois astros se soma”, durante as luas nova e cheia. Por Fatima de Oliveira Do O Tempo Vários fatos detonaram a maré de sizígia das vozes das brasileiras contra o patriarcado e suas escoras, tipo o racismo. Nas redes sociais da web, a insatisfação se avolumou, e o ativismo de sofá chegou às ruas. Não farei uma análise, apenas um registro para que cada pessoa avalie e forme a sua opinião. Sabe-se que “o conservadorismo político não está necessariamente associado a conservadorismo em matéria de costumes” (Albertina Costa); todavia, a conjuntura na qual eclodiram as vozes das mulheres é de pressão contínua do “jaguncismo político” pela manutenção do status ...

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    O poder de “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, hoje

    Estou nas asas do feminismo desde que fui à Boca Chica, na República Dominicana, para o 12º Encontro Internacional Mulher e Saúde (20 a 23.10), que reuniu 175 mulheres de 40 países da América Latina e do Norte, África, Ásia, Caribe e Europa. Esses encontros são realizados há exatos 40 anos (1975), dos quais compareci a quatro. Por Fátima Oliveira Do O Tempo Os grandes debates focaram no fundamentalismo religioso como inimigo das mulheres no mundo, cujos tentáculos com ares laicos se encontram, inclusive, na esquerda patriarcal – bem explicitada pelo governo brasileiro sob o comando do PT desde 2003 que, apesar de grandes avanços na moldagem de políticas públicas de saúde, retrocedeu ao famigerado ideário da concepção de mulher-mala: programa materno-infantil, numa inolvidável submissão ao “leilão de ovários” do Vaticano/Santa Sé e do neopentecostalismo vulgar! Há muita luta a ser “lutada” no mundo para que a saúde da mulher seja ...

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    Fátima Oliveira: Sem o SUS, o Brasil retrocederá ao tempo dos indigentes

    Não é catastrofismo, mas, na toada em que vamos, ou o povo se levanta em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), ou o Brasil retrocederá ao tempo dos indigentes. O processo está em curso. As ameaças são reais. Por Fátima Oliveira Do Vi o Mundo Para Marcelo Pellegrini, o “maior sistema público de saúde do planeta, o SUS, é uma obra em demolição”. E relembra que a Agenda Brasil, proposta do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), previa “a possibilidade de cobrança diferenciada de procedimentos do SUS por faixa de renda” (“Projetos em tramitação no Congresso ameaçam a sobrevivência do sistema único”, 15.8.2015). Dilma não caiu na vigarice, mas parou por aí. O jornalista João Paulo Cunha avalia: “Na recente reforma ministerial, a Saúde entrou como moeda de troca. Saiu um ministro identificado com o SUS e com os valores da reforma sanitária, e entrou um político profissional do mais ...

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    A profanação de rituais fúnebres é imoral e criminosa

    A deferência aos mortos é tradição em todas as culturas conhecidas e estudadas até hoje, e o respeito aos mortos é extensivo à família enlutada. As carpideiras existem em todo o mundo. É exemplar o quarup – ritual religioso intertribal dos povos indígenas do Alto Xingu que celebra mortos ilustres. Por  Fátima Oliveira, do O Tempo  Há sempre alguém para chorar quem morreu, mesmo que em vida não tenha feito por onde merecer ser pranteado. Por mais desprezível que seja o ser humano, depois de morto recebe lágrimas, ainda que seja um lamento pelo que poderia ter sido e não foi, o que é uma explicação filosófica. A morte e o morrer são temas instigantes da bioética, a ética da vida, que despertaram a minha atenção para os rituais fúnebres de diferentes povos. O respeito aos mortos é pancultural. Há tréguas em guerras para que os mortos sejam enterrados. Foi ...

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    (Foto: João Godinho)

    O dalai-lama é uma superlua em eclipse total definitivo

    Conheci o dalai-lama em 1992, no salão nobre da Prefeitura de São Paulo, convidado da prefeita Luiza Erundina – à época, eu era coordenadora de saúde da Coordenadoria Especial da Mulher da prefeitura, cuja sede era no parque do Ibirapuera. Por Fatima Oliveira Do O Tempo Foi uma solenidade encantadora e marcante como só Clara Charf, que chefiava as relações internacionais, é capaz de fazer: uma recepção impecável para um líder religioso e um Prêmio Nobel da Paz (1989). O dalai-lama exala simpatia, simplicidade e tem uma imponência ímpar e indescritível: olha nos olhos, sorri por inteiro, e a gente se sente especial por estar em sua presença. Apenas à guisa de breve comparação entre dois chefes de duas diferentes religiões patriarcais. O papa Francisco, que virou xodó de meio mundo e que tenta imitar o carisma do dalai-lama, quando sorri, parece o ser humano terreno que é; já o dalai-lama possui ...

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    Bebês sob encomenda: o caso Payton Cramblett Zinkon

    Jennifer Cramblett e Amanda Zinkon são casadas e residem em Uniontown, cidade com cerca de 3.000 habitantes, dos quais 98% são brancos, no Condado de Stark, Ohio (EUA).</DC> Há três anos decidiram ter filhos. Em setembro de 2011 foram ao Midwest Sperm Bank, em Grove Downers, em Ohio, e compraram seis frascos de esperma do doador escolhido por elas: branco, olhos azuis e cabelos louros. Era o lote de número 380. por Fátima Oliveira no O Tempo Jennifer foi inseminada em uma clínica em dezembro de 2011 e no Natal já comemorou a gravidez. Em abril de 2012 decidiram que Amanda deveria engravidar também. Encomendaram oito frascos do doador 380: queriam gerar irmãos biológicos por parte de pai.   Foram surpreendidas pelo comunicado de um “engano” no banco de esperma! Consta no processo judicial: “O erro ocorreu porque o banco de esperma mantém escrita à mão em vez de registros eletrônicos. ...

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    (Foto: João Godinho)

    Os bilhetinhos aos pés da santa que protege as mulheres

    Em 1º de setembro, o papa Francisco deu permissão, durante o Ano Santo da Igreja Católica (dezembro de 2015 a novembro de 2016), para qualquer padre perdoar católicas que um dia abortaram. Por  Fátima Oliveira, do O Tempo Recordo que a Igreja Católica Apostólica Romana tipifica o aborto como um pecado passível de excomunhão automática, e, para obter o perdão, a mulher precisa ser ouvida pelo confessor-chefe de uma diocese – em italiano “penitenziere” – ou por um missionário cristão autorizado pelo papa, que avaliará se a perdoará ou não! A decisão papal vigorará durante o Ano Santo da Igreja Católica e confere a qualquer padre o poder de perdão! Ainda que seja fundamentalista, o padre, após uma confissão de aborto, terá de perdoar, e não chamar a polícia! Eis a ordem papal. Não sabemos é se dá pra confiar. Muita gente viu muitas vantagens. Eu só vi uma: é ...

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    O transplante de medula óssea para anemia falciforme

    Fátima Oliveira no Tempo   Sob emoção indescritível li que o Brasil incluiu no Sistema Único de Saúde o Transplante de Medula Óssea (TMO) do tipo Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas Alogênico (TCTHA), que trata e até cura em 80% a anemia falciforme. A decisão de grande impacto na saúde pública consta na Portaria 30 (“Diário Oficial da União” de 1º.7.2015), que define o uso em anemia falciforme do transplante de células-tronco hematopoéticas entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical. É uma vitória duramente conquistada: o TCTHA deixa o caráter experimental e vira tratamento disponível no SUS! A estimativa é que haja no Brasil entre 25 mil e 50 mil falcêmicos, que apresentam altas taxas de morbidade e mortalidade precoce.   Mapa mostrando a impressionante sobreposição geográfica da malária falciparum, da anemia falciforme e da talassemia A anemia falciforme é um exemplo ...

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    Só a democracia abre trilhas para o progresso social

    Ao ver gente nas ruas pedindo a volta da monarquia e da ditadura militar, e lamentando que a ditadura não tenha matado todos nós, que lutamos contra ela, o que bate fundo em quem ama a liberdade e considera a democracia o único horizonte político para a cidadania plena e o único caminho que permite a luta das pessoas despossuídas pelo direito de viver com dignidade é que há algo fora de foco no fazer política partidária em nosso país. Por Fátima Oliveira, do O Tempo Arrisco-me a dizer que nossos governantes maiores (Presidente da República e governos estaduais) não têm cumprido um dever essencial: vincar os valores republicanos nos corações e nas mentes da nossa gente. Tarefa dificílima, pois na conjuntura de permanente luta de classes, que se entrecruza com outras opressões, como a de gênero e a racial/étnica, e sob o domínio ideológico da burguesia, a democracia como realidade não ...

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    Sobreviver ao jaguncismo exige arte e muita manha

    Para especular sobre o que agosto trará na política brasileira, urge recorrer à psicologia do jagunço. Há seis meses, o Brasil vive sob a batuta do sistema jagunço, sem que as forças políticas constituídas pelo voto popular esbocem qualquer coisa que possa ser chamada de resistência. Por Fatima Oliveira Do O Tempo A impressão é que se quedou ao jaguncismo político até quem não concorda com suas práticas brutas. O jaguncismo mete medo. Vivemos dias de muita tensão. E, pior, não aparece saída no horizonte. Todavia, reli diariamente trechos de “Grande Sertão: Veredas” por acreditar que precisava entender mais da psicologia do jagunço. Para M. C. Leonel & J. A. Segatto, em “Política e violência no sertão rosiano”: “O universo do grande sertão de Guimarães Rosa expressa um complexo de elementos fundamentais que vigem nas relações humanas e sociais do país e as perpassam historicamente. O ‘sertão aceita todos os nomes: ...

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    A burguesia sem charme, sem finesse, machista e despudorada

    “Eu não vou me deixar atemorizar por xingamentos que não podem ser nem sequer escutados pelas crianças e pelas famílias. Aliás, na minha vida pessoal, eu quero lembrar que enfrentei situações do mais alto grau de dificuldade. Situações que chegaram ao limite físico. Eu suportei não foram agressões verbais, mas agressões físicas. E nada me tirou do meu rumo”. por Fátima Oliviera no O Tempo Palavras da nossa presidente Dilma Rousseff em resposta aos xingamentos de baixo calão dos VIPs do Itaquerão, que não são os “finos” que se acham, são apenas toscos. Isso tem nome: machismo absoluto! E virou festa, pois tudo o que Dilma fala vira algo de conotação sexual contra ela! Em 23 de junho passado, no lançamento dos primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a presidente disse: “Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil”. Isso motivou o deputado da ...

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    A cara fascista da intolerância religiosa de matriz cristã

    O cristianismo é uma religião monoteísta, e o Deus dos cristãos é o mesmo. O que muda é a prática de seitas e igrejas, sejam católicas ou evangélicas – tradicionais ou neopentecostais. Muda tanto que dá a impressão de que cultuam deuses diferentes. Uns até dizem “meu Deus é o Deus da palavra”. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Cada facção cristã diz deter o monopólio da verdade. Não é apenas complexo, é também complicado, porém respeito a opção religiosa de qualquer pessoa, que considero algo da intimidade de quem crê. Jamais sou omissa quando algum credo se acha no direito de ser “espada do mundo”, “medida do tamanho” e tem a arrogância de medir as pessoas pela fita métrica de sua fé e deseja que as leis de um país laico reflitam a agenda moral de sua religião. “O fundamentalismo religioso está presente em diferentes doutrinas. Na tradição guerreira dos ...

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    Bumba meu boi é uma ópera popular reveladora do inconformismo

    As festas juninas resistem, notadamente no Nordeste. Cada Estado apresenta a sua marca peculiar de festejar os santos de junho: santo Antônio (dia 13), são João (dia 24), são Pedro (dia 29) e, no Maranhão, também são Marçal (dia 30). Por: Fátima Oliveira, do O Tempo  Na ilha de São Luís, há quadrilhas comandadas em francês, tambor de crioula, cacuriá, dança portuguesa e batuques de bois pra todo lado nos quatro municípios – Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar e São Luís, a capital do Maranhão. O sonho de todo bumba meu boi é se apresentar nos arraiais da capital, por ser o palco que consagra o sucesso de um boi e faz parte da história transgressora e da cultura de resistência original do boi: uma dança de preto! Gosto tanto de bumba meu boi que criei algumas personagens “boieiras”. Conforme dona Lô, personagem da política de contos do ...

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    É imoral que o Brasil não defenda a maternidade voluntária

    Um país como o Brasil, que não defende a maternidade voluntária – o direito a ter os filhos que desejar e a não ter os indesejados/inesperados –, fortalece o fundamentalismo religioso de todos os matizes e joga água no moinho do patriarcado. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Causa desconforto a entrevista da presidente Dilma ao canal francês France24, afirmando que o Estado não deve entrar na questão do aborto (8.6.2015). Ao France24, ela declarou ainda: “Hoje, no Brasil, a lei permite em alguns casos importantíssimos. Quando há má-formação ou quando há violência contra a mulher... Se você fizer hoje uma enquete, é possível que nem todas as mulheres defendam isso. Eu acho que é uma questão na qual o Estado não tem de entrar agora. Nós temos de guardar o que pensamos para nós, não temos que entrar nessa área”. O que estarrece quem apoia a republicana liberdade reprodutiva ...

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    O surrealismo político de extração macarthista no Brasil

    Não tem sido fácil a vida sob o cerco exacerbado do fundamentalismo evangélico – do católico também, todavia menos afoito – e a direita tacanha, que odeiam o PT e, por tabela, a esquerda e não se conformam que perderam as eleições presidenciais de 2014! Por Fátima Oliveira, do O Tempo Ensaiaram uma tentativa de impeachment da presidente Dilma – ainda em tubo de ensaio, embora sem respaldo jurídico – e pegaram carona para “presidir” o Brasil no jaguncismo político, instalado na presidência da Câmara dos Deputados, esquecendo que o Brasil tem como regime de governo o presidencialismo. Escrevi em “Uma República democrática e laica sob o ‘sistema jagunço’” que “Eduardo Cunha é fundamentalista roxo, orgânico e militante, o que faz toda a diferença, vide o sistema ‘jagunço’ de fazer política, um sistema de poder que ele implementa com ares e desenvoltura de presidente do Brasil!” (O TEMPO, 17.2.2015). O sistema ...

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    Uma visão bioética de Tratamento Fora de Domicílio no SUS

    Para a bioética, a ética da vida, nenhum governo “gasta” com a saúde, seja em prevenção ou na assistência a doenças. Em ambas, realiza investimento – parâmetro ético na atenção à saúde. Por Fátima Oliveira, do O Tempo Hoje, até em países onde a atenção não tem a universalidade como eixo, como no Brasil pós-SUS, está no imaginário coletivo que “saúde não tem preço”! Está correta a percepção, embora os recursos da saúde pública sejam finitos. Mesmo assim, um gestor do SUS alegar altos custos públicos do tratamento de alguém é o caminho mais curto para cair em desgraça; e não é real, como demonstra o que chamo de “lei da compensação”, do bioeticista Daniel Callahan: “Se para algumas pessoas uma aspirina resolve suas doenças, outras necessitam de transplantes de órgãos”. Quem personifica o SUS é o governo local (municipal e estadual). Exceto nas capitais, quando há um doente grave e ...

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