terça-feira, setembro 29, 2020

    Tag: Fatima Oliveira

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    Benditos e incelenças para celebrar Djalma Filho

    No dia 10 de maio enterrei meu irmão de alma e compadre Djalma Tenório Britto Filho, um procurador/artista de muitos dons – o seu Di, Didico, tio Didi e o vovô “Fidalma”, com quem minha neta Clarinha teve o privilégio de conviver. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  É significativo que faleceu quase no dia da Abolição da Escravatura (13 de maio), fixação dele quando líamos em “A Pacotilha” os anúncios de fugas de escravos e ofertas de serviços de escravas (cozinheiras, banqueteiras, lavadeiras, costureiras, amas de leite...). Nós dois lemos a coleção completa de “A Pacotilha”! Seu Di sabia muito sobre a escravidão e admirava “negros fujões”. Dizia estarrecido: “Vieram nos navios negreiros, do século XVI ao XIX, cerca de 5 milhões de escravos, e uns 300 mil morreram na travessia”. Criou um mantra de duplo sentido: eu estudava medicina, e os negros ficaram ao léu, tudo por “culpa da ...

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    Usurparam do povo brasileiro os direitos de saber e de escolher

    Abril passado sinaliza perdas de direitos arduamente conquistados no Brasil. A impressão é que uma trupe da maldade, da qual o povo é refém, se aboletou na Câmara dos Deputados e de lá toca terror. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Primeiramente, foi aprovado em 22.4.2015 o PL 4.330, de Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia a terceirização e aprofunda a precarização do trabalho – configurando derrota dos direitos trabalhistas. No Senado, nem dá para atinar o que ocorrerá! Em 28 de maio passado, foi aprovado “o PL 4.148/2008, de Luís Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM)”. O citado PL tem fortes possibilidades de aprovação no Senado. Diferentemente das terceirizações, não há uma mobilização popular capaz de acuar senadores. O povo não tem domínio do que é um alimento transgênico e nunca tivemos um governo consciente o ...

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    (Foto: João Godinho)

    O extermínio de jovens negros do sexo masculino no Brasil

    A CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres, em 9 de abril passado, recebeu o coordenador do estudo Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, que disse: “Homicídios são a principal causa da morte de jovens negros no Brasil”. E acrescentou: “Das 56.337 vítimas de homicídio no país em 2012, 30.072 eram jovens de 15 a 29 anos; desse total, 23.160 (77%) eram negros; 93,3%, homens residentes nas periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos”. Os dados configuram um extermínio da juventude de baixa renda, que, no Brasil, coincide com ser negro! E concluiu: “A alta taxa de homicídios no país é atribuída à impunidade, à cultura da violência e à tolerância institucional”. Por Fátima Oliveira, do O Tempo A citada CPI, no último dia 14, ouviu o representante do Ipea, Antonio Teixeira de Lima, que declarou: “O Estado brasileiro conduz uma ‘máquina de morte em massa’, e os ...

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    (Foto: João Godinho)

    O voo 4U 9525 e o segredo médico: o debate na Alemanha

    Depois que a porta de um avião é fechada e ele decola, a vida dos passageiros está sob responsabilidade total do piloto. Sempre foi assim, mas parece que só após o acidente fatal, nos Alpes franceses, do voo 4U 9525 da companhia Germanwings, de propriedade da Lufthansa, em 24 de março último, o mundo reavivou na memória tal realidade. Por  fatima oliveira Do O Tempo  Há indícios de que o copiloto alemão Andreas Lubitz tenha sido o responsável pelo acidente proposital no qual morreram 150 pessoas. E mais, supõem que na origem do seu ato esteja uma depressão com tendências suicidas explícitas, da qual era portador. Andreas Lubitz, em 2009, informou à escola de pilotos da Lufthansa que sofria de depressão. Nenhuma atitude foi tomada. Não há normatização sobre depressão como impedimento a pilotar aviões. A rigor, “há uma lacuna na regulamentação que determina a capacitação de voar dos pilotos. Suas ...

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    (Foto: João Godinho)

    A depressão não pode ser o bode expiatório do voo 4U 9525

    É preciso aprender a extrair lições das tragédias. É o caso do desastre do avião da Germanwings, cuja dona é a Lufthansa, ocorrido no último 24 de março, no voo 4U 9525, de Barcelona, na Espanha, a Düsseldorf, na Alemanha, que se chocou com os Alpes franceses, com 150 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.  Por Fátima Oliveira, enviado ao Portal Geledés Embora o avião, um A320, tivesse 24 anos de uso e o consenso seja que a vida útil de uma aeronave bem cuidada é de 25 anos, a suspeita mais forte é que o copiloto alemão Andreas Lubitz, de 28 anos, tenha deliberadamente provocado o acidente. Análises das caixas-pretas até agora corroboram a hipótese inicial: o copiloto mexeu várias vezes nas configurações do piloto automático para aumentar a velocidade de descida e não permitiu que o piloto retornasse à cabine... O segundo gravador do voo confirma as suposições. Na ...

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    (Foto: João Godinho)

    O testamento de Judas é peça literária de grande criatividade

    Gosto de ouvir testamento de Judas, cultura popular que está acabando. De um lado, há quem considere malhar o Judas uma violência; de outro, era uma cultura forte e presente nos meios populares, em especial nas regiões metropolitanas, onde hoje um número expressivo de pessoas virou evangélico, e as expressões culturais do catolicismo popular vão minguando. Por Fátima Oliveira Do O Tempo Em janeiro passado não encontrei um reisado para apreciar na ilha de São Luís. Disse-me uma vizinha: “Ah, mulher, acabou tudo isso! O povo virou evangélico. Até bumba meu boi tá no rumo de acabar, por falta de gente pra brincar!”. Pois é, que dirá malhação/queimação de Judas! É fato que Judas ou se enforcou (Mateus 27:5) ou se jogou de um barranco e se partiu ao meio (Atos 1:18). Escrevi que “malhar ou queimar o Judas no Sábado de Aleluia é, simbolicamente, agir à margem da Justiça oficial, o ...

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    Hora da política estilo mandacaru, que não dá encosto nem sombra

    Há um ditado popular nordestino que diz: “Mandacaru não dá encosto nem sombra”, já que no lugar de folhas possui espinhos, muito usado para tipificar alguém que não é solidário: “Fulano é igual a mandacaru”. Por Fatima Oliveira Do O Tempo “Mandacaru” (Cereus jamacaru), palavra de origem tupi que significa “árvore ou fruta de espinheiro que se come”, é também chamado de “cacto candelabro”, “cardeiro”, “cardeiro-rajado”, “cardo”, “jamacaru”, “jumacuru”, “mandacaru-de-boi”, “mandacaru-de-feixo”, Pytaia arbóreae e “tuna”. É um cacto nativo do Brasil em regiões onde o solo é arenoso ou de clima semiárido. De porte arbóreo, o mandacaru pode crescer até cinco metros; não dá folhas, apenas espinhos de até 20 centímetros; dá flores grandes, que abrem à noite e fecham com o sol, fonte de alimento para abelhas e pássaros; e produz um fruto comestível, tipo baga, de coloração avermelhada, polpa branca e gelatinosa com sementes pretas, de sabor quase doce. Para ...

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    A cultura gastronômica expressa vivências, saberes e memórias

    No Maranhão, aprecio a comida do litoral e a do sertão, nas versões “pobre de marré deci” e “fidalga”. Já escrevi que “Em Beagá, fui tomada de paixão irrefreável pelos pratos da culinária mineira roceira, chamados ‘comida de pobre’, como bambá de couve, canjiquinha com costelinha de porco e frango caipira com ora-pro-nóbis”. Por Fatima Oliveira  Do O Tempo Recentemente, jantando carne de sol na casa do meu irmão Gil, em Imperatriz (MA), mencionávamos a deliciosa galinha caipira do almoço, quando alguém disse que um amigo, estudante de direito, metido a riquinho, detestava galinha caipira, que para ele era coisa de roceiro, comida de pobre, que cria uma galinhazinha pé-duro no quintal para matar a fome! Fiquei indignada e disse: “Mas que falta de cultura gastronômica!” Lembrei-me de Joan Roca – chef do restaurante nº 1 do mundo em 2013, o El Celler de Can Roca, para quem cozinhar não é ...

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    (Foto: João Godinho)

    O feminismo é a minha janela aberta para o mundo

    Estamos em 2015, nos 105 anos de um marco da milenar luta contra a opressão feminina: o Dia Internacional da Mulher, o 8 de março, proposto em 1910, na 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, organizada por Clara Zétkin (1857-1933) e Rosa de Luxemburgo (1871-1919), tendo como eixo da luta pela emancipação feminina a igualdade de oportunidades no trabalho e na vida social e política – aspirações ainda atuais.   Por Fatima Oliveira Do O Tempo   O feminismo é a minha janela aberta para o mundo por ser uma visão libertária de que a mulher precisa viver em condições nas quais todo o seu potencial criativo e de contribuição à humanidade possa ser plenamente aproveitado; e luta para que o patriarcado, que assume ares de eterno no lombo das mulheres, seja exterminado.   O feminismo contemporâneo é um conjunto de tendências ideológicas, cujo traço de unidade é a constatação de ...

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    A respeito da satanização da política no Dia do Voto Feminino

    Hoje, 24 de fevereiro de 2015, no Brasil, celebramos 83 anos da conquista do voto feminino, assegurado parcialmente em 1932, via decreto 21.076 do Código Eleitoral Provisório, pelo presidente Getúlio Vargas: poderiam votar mulheres casadas (com autorização dos maridos), viúvas e solteiras que tivessem renda própria. Em 1934, tais restrições foram suprimidas; todavia as mulheres votariam se quisessem. Em 1946, o voto feminino virou obrigatório. Por Fátima Oliveira, do O Tempo Registrei em “Carta da avó: o voto feminino & liberdades democráticas” (O TEMPO, 7.9.2010): “No entanto, em 1928, Mossoró (RN) inscreveu a primeira eleitora: a professora Celina Guimarães; e Lajes (RN) elegeu Alzira Soriano, que entrou para a história como a primeira prefeita do Brasil e da América do Sul! “Desejo que minhas netas (Luana e Maria Clara) admirem mulheres ‘marrentas’ como as sufragistas Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino (1910), a professora Maria Lacerda de Moura, a bióloga ...

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    Uma República democrática e laica sob o sistema “jagunço”

    Difícil escolher um tema, pois 2015 tem sido pura pauleira política. Estou que nem quando escrevi “Quero o aconchego de uma República laica, e nada mais” (O TEMPO, 31.5.2011). Por Fátima Oliveira  Do O Tempo Isto aqui, o Brasil, é uma República democrática e laica. Entretanto, pelas manchetes, a impressão que se tem, desde o último dia 2 de janeiro, é que estamos nas soleiras de uma teocracia: “Aborto só vai à votação se passar pelo meu cadáver”, diz Cunha, que retoma um projeto para instituir o Dia do Orgulho Hétero e outro que proíbe a adoção de criança por casais gays; Cunha pode entregar a TV Câmara a partido ligado à Igreja Universal; Cunha diz que é “preciso parar de discriminar a atuação de deputados evangélicos porque têm seus projetos e são atendidos igual aos outros no regimento”. Sob o laicismo, nenhuma religião pode dar o tom das leis nem ...

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    O terrorismo religioso não expressa o Deus de amor

    Professar ou não uma fé religiosa é uma questão de foro íntimo. E, no Brasil, um direito constitucional. As religiões são muitas, logo, o “mercado religioso” é vasto. Repito: considero todas as religiões bélicas, perpetuadoras do patriarcado e contra o “faça amor, não faça guerra!”; e ilustro com as “guerras santas” das “grandes religiões” monoteístas – cristianismo, islamismo e judaísmo –, desde os primórdios, em nome de Deus! Por Fátima Oliveira, no O Tempo Possui variações do mesmo tema o terrorismo religioso de vertente islâmica: o atentado à revista “Charlie Hebdo”, na França (7.1.2015), que matou 17 pessoas e feriu várias; o suicídio/assassinato (?) do promotor federal argentino Alberto Nisman (18.1.2015); e o assassinato de mais de 2.000 pessoas pelo grupo islâmico Boko Haram, entre 3 e 7 de janeiro passado, em Baga, no Estado de Borno, na Nigéria, tangenciado pela mesma mídia que já se esqueceu das 276 estudantes nigerianas ...

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    A nossa boca é fundamental contra os fundamentalismos!

    “Eu cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de todo rio. Uma só pra mim é pouca, talvez não me chegue. Rezo cristão, católico, embrenho a certo, e aceito as preces de compadre meu Quelemém, doutrina dele de Cardéque. Mas quando posso vou no Mindubim, onde um Matias é crente metodista: a gente se acusa de pecador, lê alto a Bíblia, e ora, cantando hinos belos deles. Tudo me quieta e suspende” (Guimarães Rosa, em “Grande Sertão: Veredas”). Por Fátima Oliveira, no O Tempo Considero todas as religiões bélicas, perpetuadoras do patriarcado e contra o “faça amor, não faça guerra!” Porém, respeito todas as religiões, por entender que é um direito humano ter uma religião ou não. Recorri ao trecho de Guimarães Rosa como uma iluminação para escrever “As sequestradas nigerianas abandonadas pelo mundo”, quando o grupo islâmico Boko Haram – que em língua hausa significa ...

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    O belo espetáculo do banho de piscina dos bem-te-vis

    O jardim e o quintal de minha casa são frequentados por um sem-número de pássaros, embora o comedouro deles fique no quintal – são tantos que devoram quase dois quilos de “comidinha de passarim” por mês. Por Fátima Oliveira Do O Tempo O dia todo há beija-flor zanzando pelo jardim entre as flores e os três bebedouros. Os bem-te-vis tomam conta do jardim quando o calor aumenta, lá pelo fim da manhã, porque adoram tomar banho na piscina. Só uma vez os vi “piscinando” à tarde. Ser espectadora de banho de passarinhos é um fascínio! A gente perde a noção do tempo. É doce e divertido apreciar a pândega que fazem em fila indiana. Jamais dois ao mesmo tempo! A gente procura a fila e não vê, só avista um voo rasante de peito, um a um. E a fila? Não sei, mas que ela existe, existe! São uns danadinhos ...

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    A simplicidade voluntária é um estilo de vida escolhido

    Optar pela vida simples é adotar uma filosofia na qual modismos e supérfluos não dão o tom. O difícil é explicar a decisão de simplificar a vida. “A simplicidade voluntária, diferentemente da pobreza, que é imposta, é um estilo de vida escolhido”, alicerçado pela filosofia de dois movimentos focados na sustentabilidade: o “slow food” e o “slow fashion”; na reciclagem e produção mínima de lixo. Por Fatima Oliveira, Do O Tempo Para o Movimento Slow Food, fundado em 1986 por Carlo Petrini, comer bem é um direito humano. Defende a herança, as tradições e culturas culinárias e tem como princípio o direito ao prazer da alimentação, por meio de produtos artesanais de qualidade especial, produzidos com respeito ao meio ambiente e aos produtores (“De pegada carbônica, filosofia slow food e ecogastronomia”, O TEMPO, 8.9.2009). O Movimento Slow Fashion, criado por Kate Fletcher, do Centro de Moda Sustentável, é uma alternativa ao ...

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    O encanto e a brejeirice das tradições das Folias de Reis

    As festividades natalinas encerram-se hoje, 6 de janeiro, Dia de Reis – celebração do catolicismo popular aos Santos Reis ou Reis Magos, data da lendária visita dos reis do Oriente Melchior, Gaspar e Baltazar ao Menino Jesus, presenteado, respectivamente, com ouro, incenso e mirra, que à época representavam a realeza (ouro), a divindade (incenso) e o sacrifício final de Jesus (mirra). Por Fátima Oliveira no O Tempo  Os Santos Reis não foram canonizados, mas o povo os vê como santos. Há dúvidas se existiram, porém seus supostos restos mortais estão, desde 1161, na igreja de Colônia, na Alemanha. A adoração aos Santos Reis é forte na Europa. Na França, come-se a “galette dês rois” (torta com recheio de creme de amêndoas). Ao comprar “galette” em “boulangeries” e “pâtisseries”, recebe-se de brinde duas coroas de papel. A tradição data dos romanos: uma fava seca, ou grão de feijão, é colocada na torta para ...

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    Os exóticos canapum e brinjela silvestre, que é mato no Maranhão

    Descobri pés de canapum em uns terrenos baldios, são três lotes, ao lado de minha casa. Quando os canapuns amadureceram, disse para minha neta Clarinha que eram “bombons da roça”. Ela queria retirá-los da capinha natural que os envolve para lavá-los: “Por causa das bactérias, não é, vovó?”. Respondi que “canapum colhido no pé não tem bactérias! Pode descascar e comer”. Por: Fátima Oliveira no O Tempo  Pense numa pessoa feliz! Eu, embasbacada com a “boca boa” com a qual minha neta degustava canapum, e me via criança em Graça Aranha! Fui às lágrimas. Ela adorou, e um dia pediu para colher um “montão” para levar para a escola. Sucesso absoluto porque ela os levou na embalagem natural! Abreviando, canapum (Physalis angulata, a variedade brasileira), hoje, no mundo, é uma frutinha pra lá de chique, tida como exótica, é caríssima e se chama fisalis! Há iguarias francesas com fisalis que são ...

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    Pensão de alimentos & maternagem e paternagem

    Sobre pensão alimentícia, eu defendo sua necessária existência e considero uma prática de banditismo não pagá-la, independentemente do gênero de quem assim se comporta, pois zomba da paternagem e da maternagem. Por Fátima Oliveira no O Tempo  Quem não paga a pensão de alimentos estipulada só “entra nos eixos” após uns dias engaiolado. Então, sou partidária da prisão de quem deve alimentos, pois ela se configura como um instrumento pedagógico da maior relevância. Em meu artigo “Bandidos da paternidade que são acobertados pelas varas de família”, afirmo que “a Justiça não pode obrigar um pai a amar quem ele rejeita, mas tem de zelar para que o instituto da pensão alimentícia não seja tão avacalhado” (O TEMPO, 18.3.2014). Há igualdade de direitos e de deveres no instituto da pensão de alimentos: deve, tem de pagar, seja mulher ou homem! Não pagá-la é indefensável, não importam os motivos. Considero absurdas as justificativas ...

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    Os bastidores da Resolução 196/1996 e as cobaias humanas

    Em “Tributo ao dr. Adib Jatene, um humanista de muitos dons” declarei: “Se não fosse o dr. Jatene, até hoje a pesquisa em seres humanos no Brasil seria ‘terra de ninguém’!” (O TEMPO, 18.11.2014). Abaixo, tópicos dos bastidores da Resolução 196/1996: “Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos”, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), e porque o ministro Jatene foi corajoso ao bancá-la. Por Fátima Oliveira , do O Tempo  Grandes universidades declinaram integrar o Grupo de Experimentação em Seres Humanos (GET), alegando falta de clima consensual sobre o tema. A UFMG e a UFRJ sediaram seminários de suporte à revisão da Resolução 01/1988, primeira diretriz brasileira sobre pesquisas em seres humanos, pouco cumprida! Houve muito trabalho de sapa contra a 196/1996. Após aprovação no CNS (10.10.1996) e a saída do ministro Jatene (6.11.1996), medalhões da medicina, em audiência com o novo ministro, Carlos Albuquerque, pediram a sua ...

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    Qual é a parte do racismo na saúde que o CFM não enxerga?

    A saúde da população negra é um campo construído com subsídios da medicina baseada em evidências, de bases científicas irrefutáveis. Negá-la é ignorância científica! Por: Fátima Oliveira  Do: O Tempo  Sou uma das sistematizadoras de tais saberes construídos fora da universidade, a muitas mãos, com o empenho de professores como Marco Antônio Zago, atual reitor da USP, e Elza Berquó, demógrafa da Unicamp e do Cebrap, como consta em meu livro “Saúde da População Negra no Brasil 2001”. A quase totalidade dos médicos brasileiros desconhece a saúde da população negra porque as faculdades de medicina não lhes ensinam (e por que não ensinam?). Num país racista, a categoria médica e as faculdades de medicina não são ilhas sem racismo. É cruel esperar que a saúde esteja 100% em excelência de funcionamento para que profissionais da saúde se apropriem de tais saberes e das repercussões do racismo na saúde, como propugna ...

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