terça-feira, julho 27, 2021

Tag: futebol

Paulinho comemora gol pelo Brasil atirando a flecha de Oxóssi (Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP)

Olimpíada: Entenda o ofá de Oxóssi, comemoração de Paulinho no gol sobre a Alemanha

Autor do quarto gol da seleção brasileira na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha, pela estreia da seleção brasileira masculina de futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o atacante Paulinho comemorou com um gesto simbolizando uma flecha sendo atirada. A celebração tem um significado profundo para o jogador: trata-se da flecha, ou ofá, de Oxóssi, orixá que o protege no Candomblé. Autor do quarto gol da seleção brasileira na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha, pela estreia da seleção brasileira masculina de futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o atacante Paulinho comemorou com um gesto simbolizando uma flecha sendo atirada. A celebração tem um significado profundo para o jogador: trata-se da flecha, ou ofá, de Oxóssi, orixá que o protege no Candomblé. — O mito mais famoso diz que em certa ocasião, ele salvou um reino tendo uma só flecha. Matou um pássaro enviado pelas feiticeiras ...

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Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal

Opinião, por Ivanir dos Santos (babalaô): “Fé no futebol! Que as palavras do jogador Paulinho continuem ecoando”

A fé no futebol! Faz um bom tempo que venho pensando em escrever uma brevíssima reflexão sobre a combinação social entre religião e futebol. Se fôssemos fazer uma leitura momentânea sobre as manifestações religiosas, seguidas depois das comemorações de um gol ou da vitória de um campeonato, facilmente iríamos concluir que o cristianismo é exaltado em sua grande maioria, e tais manifestações não são questionadas.  Bom, antes de prosseguir com a reflexão, quero aqui pontuar que não estou dizendo que tais manifestações cristãs não devam acontecer,  até porque vivemos em um país ‘laico’ e as liberdades religiosa e de culto precisam ser respeitadas! O ponto que aqui quero chamar a atenção é para o fato de que, no Brasil, as diferentes manifestações religiosas, longe das vivências e experiências cristãs, são demonizadas, apedrejadas e proibidas. O Brasil é o país que mais mata jovens negros e periféricos e desponta com um dos ...

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MB Media/Getty Images

Que Exu Ilumine o Brasil

O futebol sempre esteve presente dentro da minha casa. Bem antes de eu estar prestes a realizar o sonho de disputar uma Olimpíada, representando o povo brasileiro e as cores do meu país. Na verdade, bem antes de eu nascer. Quando minha mãe estava grávida do meu irmão mais velho, ela combinou com meu pai que ele se chamaria Paulo Henrique. Afinal, meu pai se chama Paulo Henrique, e ela gostava do nome. Então, o Paulo Henrique pai vai até o cartório e registra o Paulo Henrique filho, certo? Que nada. Minha mãe pega a certidão de nascimento e quase cai pra trás ao ver o nome: ROMÁRIO! Cara, aí brincou com o perigo... Ela é vascaína fanática! Como o Romário tinha jogado no Flamengo, esse nome não estava nem de longe entre os seus preferidos para batizar um filho. Ela ficou bolada, passou um mês sem falar com meu ...

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Aydano André Motta Foto: Arquivo pessoal

No jogo da fé, um Jesus onipresente entra em campo

“Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé/Eu respeito seu amém/Você respeita o meu axé.” (Samba-enredo da Grande Rio em 2020). Os indicadores apontam para o céu na celebração dos sucessos em campo — do gol ao título, da vitória à defesa improvável. Os objetivos alcançados se explicam, nas entrevistas, por um único nome: Jesus. O filho do Criador entra em campo todo dia, toda hora, no futebol brasileiro dominado pelos evangélicos, a maioria neopentecostal. Na elite boleira, parece religião única, que alcança as divisões de base dos clubes e influencia a formação dos jogadores. O Datafolha estima que o rebanho evangélico soma 30% dos brasileiros. No futebol, fica muito maior especialmente entre as estrelas — de Neymar “100% Jesus” a Gabigol, de Felipe Melo ao goleiro Fábio, de Cássio a Firmino, de Leandro Castan a Daniel Alves, os novos atletas de Cristo dão goleada tão massacrante que ...

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Lei pune clubes e pode proibir torcedores de frequentar os estádios de futebol — Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Governo do Paraná aprova lei que pune casos de homofobia e racismo em estádios de futebol

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), sancionou a lei que prevê punição para torcedores, dirigentes e clubes por atos de racismo e homofobia em estádios de futebol no Paraná. Estão previstas advertência, multa e proibição de frequentar jogos de um a quatro anos. A lei foi publicada no Diário Oficial na última sexta-feira. Esta segunda-feira é marcada pelo Dia de Combate à Homofobia. A lei, que ganhou emendas, prevê também sanções atos de intolerância étnica, religiosa e de xenofobia praticados nos estádios e em um raio de até cinco quilômetros dos locais dos jogos. Na cotação atual, as multas para torcedores podem variar de R$ 5,6 mil a R$ 22,4 mil. Para clubes e dirigentes, o valor varia de R$ 56 mil a R$ 112 mil. As penalidades serão aplicadas gradativamente, com base na gravidade do fato, reincidência e capacidade econômica do infrator. O texto prevê que as multas ...

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FOTO: Rafael Ribeiro/Vasco

Jogadores do Vasco recebem palestra sobre Racismo no Futebol

O Vasco da Gama foi um dos primeiros clubes de futebol no Brasil a abrir seus portões monumentais para os negros e os pobres por causa dessa bandeira social foi obrigado a construir o estádio de São Januário na década de 1920 para jogar o campeonato da Primeira Divisão do Rio de Janeiro. E ali o clube assombrou o mundo com a sua grandeza e a força da sua torcida. O tema “Racismo no Futebol”foi discutido com os jogadores vascaínos na tarde desta quarta feira (05/5), no CT do Almirante, na Cidade de Deus em Jacarepaguá, antes do treinamento do técnico Marcelo Cabo. Um assunto atual e que os jogadores brasileiros geralmente são as maiores vítimas, principalmente na Europa. Coube ao vascaíno professor José Nilton Junior ministrar a palestra e que foi bastante participativa por parte dos atletas. Junior vibrou com a oportunidade. Ouça clicando aqui  

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Fred durante protesto antirracista antes de partida do Manchester United pela Liga Europa - Foto: Oli Scarff/AFP

Um em cada cinco jogadores brasileiros na elite europeia sofreu racismo em rede social

Figuras de macaco. Rostos de gorila. Bananas. Ofensas à cor de pele da mãe. "Preto". "Neguinho". Zombaria por causa do cabelo. "Mono de merda". No final de semana em que parte do futebol europeu decidiu boicotar as redes sociais por acreditar que elas fazem pouco para combater o racismo, os jogadores brasileiros têm muitos motivos para protestar. Levantamento feito pela Folha nas contas de Instagram dos atletas do país que atuam na elite do continente mostra que 23% dos que liberam de forma irrestrita os comentários em suas fotos receberam ao menos uma mensagem racista nesta temporada, iniciada em agosto de 2020. A pesquisa englobou as cinco principais competições nacionais de acordo com o coeficiente da Uefa (federação europeia): Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália. São 105 jogadores brasileiros em clubes de primeira divisão nesses países. Desse total, 18 decidiram bloquear a conta (o que exige pedir autorização para seguir), não permitir comentários ou ...

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Margareth Menezes (FOTO: JOSÉ DE HOLANDA/DIVULGAÇÃO)

Margareth Menezes se manifesta após ter nome citado em fala racista de comentarista

Citada em comentários preconceituosos por comentaristas do site MyCujoo, a cantora Margareth Menezes se pronunciou por meio de nota repudiando a atitude da equipe. Aconteceu na tarde do domingo (25), durante a transmissão do jogo Bahia x Napoli, válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro feminino. Edson Florão usou o termo “cabelos exóticos” para se referir aos cabelos crespos das jogadoras, que em sua maioria são negras. “O Bahia, que está aí com a sua vantagem de estatura, com esses cabelos exóticos. Pelo menos meia dúzia (das jogadoras). A Nine (lateral direita) tem o cabelo mais exótico, me parece, dessa equipe do Bahia”. Narrador da partida, Paulo Cesar Ferrarin citou o nome da cantora Margareth Menezes para complementar o comentário racista. “Verdade. Eu até ‘tava’ brincando com esses cabelos. Parece a Margareth Menezes (cantora), lá da Bahia”. Chamar cabelos crespos de “exóticos” em um país de maioria negra é, no mínimo, ultrapassado e preconceituoso. Por isso, a cantora não deixou ...

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Medida vale para todos os estádios no Paraná — Foto: Matheus Sebenello/NeoPhoto

Deputados aprovam projeto que prevê punição por atos de racismo e homofobia em estádios no Paraná

Deputados estaduais aprovaram o projeto de lei que prevê punição para torcedores, dirigentes e clubes por atos de racismo e homofobia em estádios de futebol no Paraná. Entre as punições, estão previstas advertência, multa e proibição de frequentar jogos de um a quatro anos. A votação em segundo turno na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foi realizada na segunda-feira. A redação final consta na pauta da sessão de terça-feira (20). Depois, o projeto irá a sanção do governador Ratinho Junior (PSD). Segundo o projeto, que ganhou emendas, também estarão sujeitos a sanções atos de intolerância étnica, religiosa e de xenofobia praticados nos estádios e em um raio de até 5 km dos locais dos jogos. Na cotação atual, as multas para torcedores podem variar de R$ 5,6 mil a R$ 22,4 mil. Para clubes e dirigentes, o valor varia de R$ 56 mil a R$ 112 mil. De acordo com ...

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Mouctar Diakhaby (© foto de Daniele Mascolo/PhotoViews)

Jornal se solidariza com jogador alvo de racismo: ‘Não está sozinho’

O jornal espanhol Marca se solidarizou com o jogador Mouctar Diakhaby, do Valencia, que foi vítima de racismo por parte de um adversário durante jogo contra o Cádiz, ontem (4), pelo Campeonato Espanhol. Na edição de hoje do jornal, o Marca fez uma capa preta com a foto de Diakhaby fora do gramado após o caso de racismo e escreveu: "Não está sozinho". "Intolerável episódio racista no futebol espanhol", publicou o jornal. #LaPortada 🗞 'No estás solo' pic.twitter.com/V7CUWFSG99 — MARCA (@marca) April 4, 2021 Com meia hora do jogo, Diakhaby discutiu com o espanhol Juan Cala e se irritou com algo dito pelo adversário. Alegando racismo, o zagueiro e seus companheiros decidiram ir para o vestiário, mas mudaram de ideia pouco depois por temer uma punição. O Valencia voltou a campo sem Diakhaby, que se trocou e foi para a arquibancada. Juan Cala, por outro lado, continuou jogando normalmente. As, Sport e Mundo Deportivo, outros ...

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Fred durante a partida do Manchester United contra o Leicester, pela Copa da Inglaterra - Oli Scarff/AFP

Brasileiro Fred, do Manchester United, é alvo de racismo no Instagram

O jogador brasileiro Fred, do Manchester United, foi alvo de comentários racistas neste domingo (21), em sua conta no Instagram. Nas mensagens, ele foi chamado de macaco e ironizado com emojis deste animal. O volante foi criticado pela atuação na derrota da equipe inglesa contra o Leicester. Ele errou no lance do primeiro gol do adversário, que venceu por 3 a 1 e eliminou o United nas quartas de final da Copa da Inglaterra. Fred foi recuar uma bola para o goleiro Henderson e acabou entregando o passe no pé de Iheanacho, que abriu o placar. O brasileiro não é o primeiro atleta do clube alvo de ofensas racistas. Os atacantes Marcus Rashford e Anthony Martial também receberam comentários de conteúdo semelhante no Instagram e no Twitter nas últimas semanas, após resultados ruins da equipe. Segundo a assessoria de imprensa de Fred, ele deve se pronunciar nesta segunda-feira (22). O ...

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Goleiro Aranha, em sua segunda passagem pela Ponte Preta
Imagem: Ale Cabral/AGIF

Aranha reclama de racismo no futebol: ‘Era trocado pelo concorrente branco’

O ex-goleiro Aranha, com passagens por Ponte Preta, Atlético-MG, Santos e Palmeiras, contou que demorou para ganhar uma chance no futebol profissional por conta do racismo. O ex-jogador revelou que a ideia de que "o goleiro negro não é confiável" impregnada em dirrigentes e treinadores o impediu até de fazer testes. "Cresci com o estigma de que goleiro negro não é confiável, de que não vinga. Os diretores e os treinadores da minha juventude tinham esse princípio como uma verdade. Então, já dificultava para arrumar um teste. Depois que arrumava um teste, sempre demorava muito a avaliação e eu acabava trocado por um concorrente branco. Demorei por isso também", disse o ex-goleiro em entrevista ao canal Craque Neto 10, do YouTube. Aranha ainda disse que o fato de ter começado em times menores - como Palmeirinha (SP) e Ecus (SP) - também foi um empecilho antes de deslanchar na carreira, o que só ...

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Pelé (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)

Pelé: Racismo e esquecimento marcam os 80 anos do jogador

Ele figura em todas as listas de melhores atletas do século 20. Para muitos, é o maior de todos os tempos. Marcou 1.281 gols em 21 anos, foi artilheiro paulista por dez anos consecutivos e tem mais de 60 títulos conquistados, entre eles o tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Conta-se que seu talento com a bola foi capaz até de parar uma guerra. Nesta sexta-feira, 23 de outubro, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completa 80 anos de vida. Por que as homenagens não estão à altura da grandiosidade de sua carreira? Para a jornalista Angélica Basthi, autora do livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes, alguns fatores contribuíram para que um imaginário negativo sobre ele seja hoje tão presente na sociedade brasileira. Um deles foi a rejeição a Sandra, fruto de um relacionamento que teve em 1963. Ela brigou na justiça para ser reconhecida como filha, mas nunca ...

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Pelé (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)

Pelé, 80 anos: Longa vida ao rei

Em 1968, o ano que nunca terminou, o artista plástico americano Andy Warhol (1928-1987) cunhou uma de suas mais conhecidas frases, estampada no catálogo de uma exposição em Estocolmo: “No futuro, todo mundo será famoso por quinze minutos”. Em 1977, dias antes de Pelé pendurar as chuteiras com a camisa verde do Cosmos de Nova York, o gênio da pop art reescreveu a máxima depois de apontar sua inseparável Polaroid Long Shot para o rei, base para uma coleção de serigrafias: “Pelé é um dos poucos craques que contrariam minha tese. Em vez de quinze minutos de fama, terá quinze séculos”. Nesta sexta-feira, 23, Edson Arantes do Nascimento completará 80 anos — pouco ainda diante do túnel de eternidade que tem pela frente. Instado por VEJA a dizer o que o Pelé de 80 anos diria ao Pelé de 17, revelado pelo Santos e descoberto pelo mundo na Copa de ...

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O presidente da CBF, Rogério Caboclo, anuncia Duda Luizelli (esq.) e Aline Pellegrino (dir.) para o comando do futebol feminino da entidade - CBF/Divulgação

CBF põe mulheres à frente do futebol feminino e iguala diária entre seleções

A CBF anunciou na tarde desta quarta-feira (2) as duas novas profissionais responsáveis por comandar o departamento de futebol feminino, que estava sem liderança desde junho, quando Marco Aurélio Cunha deixou a entidade para se dedicar às eleições do São Paulo. Ex-capitã da seleção brasileira, Aline Pellegrino, 38, assume o cargo de coordenadora de competições da modalidade. Ela atuava desde 2016 no comando do futebol feminino na Federação Paulista de Futebol. Duda Luizelli, 49, que era coordenadora técnica do futebol feminino do Internacional, assume a coordenação das seleções femininas da Confederação Brasileira de Futebol. O anúncio da contratação das duas profissionais foi feito pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo, e precedeu a entrevista coletiva da técnica Pia Sundhage, que convocou nesta quarta 24 jogadoras para treinos com a seleção de 14 a 22 de setembro. De acordo com Caboclo, que classificou a nomeação das duas dirigentes como memorável, no mês ...

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Jô foi campeão paulista e brasileiro pelo Corinthians em 2017 — Foto: Marcos Ribolli

Jô, do Corinthians, divide capa de revista com esposa e filhos e fala sobre racismo: “É triste”

O atacante Jô, do Corinthians, foi capa da edição de julho da revista "Raça". Ele deu entrevista ao lado da mulher Claudia Silva e dos filhos Pedro e Miguel, de cinco e dois anos, respectivamente. Um dos temas da entrevista foi o racismo. O camisa 7 do Timão disse que presenciou situações que lhe causaram muita revolta, principalmente na Rússia. Ele atuou pelo CSKA de 2006 a 2008. – Na Rússia tende a ter preconceito racial. Eu joguei contra um time em que até hoje não é bem visto um negro no time. Agora tem o Malcom (no Zenit), que foi muito rejeitado pela torcida (...) Eu e Vagner Love éramos do mesmo time (CSKA) e quando a gente entrava para aquecer, jogavam casca de banana – lembrou. – Outro jogador, Welington, de outro time, nunca foi aceito. No último ano dele, a torcida colocou uma faixa no estádio, escrita ...

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Daniel Alves, Glenda Koslowski e Grafite no debate sobre ativismo de jogadores de futebol — (Foto: Reprodução/Imagem retirada do site ge)

Daniel Alves cobra união contra racismo, e Grafite diz que política do futebol atrapalha ativismo

Convidados de um dos painéis desta quarta-feira do World Football Summit (WFS), evento organizado pelo ex-jogador Ronaldo, o lateral-direito Daniel Alves, do São Paulo, e o ex-atacante Grafite, comentarista do SporTV , debateram sobre ativismo de jogadores no futebol atualmente. Sob a mediação da apresentadora Glenda Koslowski em transmissão de vídeo, deram suas opiniões sobre como os atletas podem se posicionar contra racismo e outros preconceitos para ajudar na conscientização do meio. O lateral cobrou dos organizadores do futebol brasileiro uma posição mais firme com quem comete atos de racismo. - Sinto falta de uma união das federações no Brasil. "Precisam deixar de ser egoístas, pensando nelas e nos benefícios que o esporte pode trazer, e começar a pensar naqueles que eles estão representando" - Deveria se fazer valer todo o poder que o esporte tem - afirmou. Grafite destacou a dificuldade que os jogadores têm para organizarem ações coletivas ...

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Everton Ribeiro — Foto: Gettyimages

Lives e visitas a favelas: como Everton Ribeiro se aproximou do AfroReggae e deu voz contra o racismo

O posicionamento de Everton Ribeiro nas redes sociais contra o racismo nos últimos dias foi um dos mais veementes entre jogadores de futebol do Brasil. Enquanto lá fora muitos atletas se juntaram a protestos antirracistas, aqui o capitão do Flamengo não só se manifestou como abriu suas redes sociais para que temas relacionados à população negra fossem debatidos. A postura de Everton não é de agora. Desde o ano passado, o jogador se engajou em projetos sociais do AfroReggae em favelas do Rio de Janeiro. A possibilidade veio através de Bruna, esposa do meia Diego Ribas, que também mantinha contato com William Reis, coordenador do movimento. Partiu dela a indicação para que Everton fosse procurado. - Eu o conheci através da Bruna, esposa do Diego. Meu primeiro contato foi com ela. Levamos o Diego para conhecer o AfroReggae. Eu queria outro jogador que gostasse disso para conhecer o projeto. Ela ...

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Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, presidente da Ponte Preta, usa camisa manifestando intenção de ter 'democracia racial' dentro do clube Foto: Valéria Gonçalvez / Estadão Conteúdo

Nova diretoria da Ponte Preta busca ‘democracia racial’ no clube

Time de Campinas é o único presidido por um negro entre os times das Séries A e B do Brasileirão e luta por mais inclusão Por Gonçalo Júnior, do Estadão Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, presidente da Ponte Preta, usa camisa manifestando intenção de ter 'democracia racial' dentro do clube Foto: Valéria Gonçalvez / Estadão Conteúdo Sebastião Arcanjo, presidente da Ponte Preta, chegou ao estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, com uma camiseta cinza de tecido leve por causa do calorão e uma estampa chamativa. Dois punhos erguidos, um branco e um negro, o símbolo da Ponte Preta e a frase: primeira democracia racial do futebol brasileiro. O lema quer unir o presente e o passado. Tiãozinho, como é conhecido, é o único negro entre os 40 presidentes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Paralelamente, o clube pede à Fifa que seja reconhecida como primeiro clube ...

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Roger Machado e Marcão se cumprimentam no Maracanã.THIAGO RIBEIRO (AGIF)

Cotas raciais, um caminho para melhorar o futebol

Regras que incentivem contratação de técnicos negros podem tornar o esporte mais inclusivo e, ao mesmo tempo, conferir racionalidade às escolhas no comando dos times Por BREILLER PIRES, Do El País Roger Machado e Marcão se cumprimentam no Maracanã.THIAGO RIBEIRO (AGIF) O tema é complexo, mas, em algum momento, precisa ser discutido por clubes e federações de futebol. Na última edição da Série A do Campeonato Brasileiro, apenas três técnicos negros comandaram equipes, sendo que dois deles (Marcão e Dyego Coelho) trabalharam como interinos. Somente Roger Machado, do Bahia, continua no comando este ano. Coelho deu lugar a Tiago Nunes no Corinthians. Apesar do melhor aproveitamento entre os três treinadores do Fluminense na temporada, Marcão não foi cogitado para permanecer e retornou à condição de auxiliar, substituído por Odair Hellmann. Há um claro privilégio a brancos em posições de liderança, reflexo de um país onde só ...

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