terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: genocídio

    Extermínio tolerado

    Waldik Gabriel Chagas, 11 anos, tinha o olhar esperto e um jeito descontraído de posar para fotos. Diziam na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, onde o garoto nasceu, que ele não parava quieto, corria na rua, subia pelas paredes, pulava muros. Sumia de vez em quando. No entanto, há um ano Biel, como era chamado pelos amigos, começou a andar com más companhias, segundo seus familiares. Em uma dessas escapadas, uma bala de um guarda civil metropolitano o acertou na nunca. Daquele sábado 25 em diante, Waldik deixou de correr, parou de saltar, não seria mais rebelde, tampouco super homem. Por Fabiola Perez Do Word Press Ele e o garoto Ítalo, de dez anos, que morreu recentemente após uma suposta troca de tiros com um policial militar no Morumbi, endossam a lista de 10,5 mil crianças assassinadas em 2013. Isso equivale a dizer que 28 crianças e adolescentes são ...

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    O indígena, aquele que deve morrer

    A questão indígena é um problema que nunca foi equacionado nas políticas públicas brasileiras. Grande parte foi exterminada, desde o tempo da colonização e hoje compõem apenas 0,4% da população o que equivale a  817 mil pessoas constituindo 300 povos. Vivem muito concentrados em apenas 200 municípios entre os mais de cinco mil existentes no Brasil. Por Leonardo Boff, do Jornal do Brasil  Praticamente eles não contam. Só a partir de 1991 que começaram a entrar no censo populacional efetivado pelo IBGE. A questão tornou-se aguda, como sempre foi, neste ano com o assassinato de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, um guarani-kaiowá, de 26 anos, um agente de saúde, morto à bala na fazenda Yvu, em Caarapó, a 273 km de Campo Grande em Mato Grosso do Sul. Outros cinco membros da comunidade foram feridos entre eles um menino de 12 anos. Cerca de 200 camionetes e carros cercaram as tendas ...

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    Promotor diz que segurança pública no Rio de Janeiro é um problema político

    Ao participar hoje (23) de debate sobre a segurança pública no Rio de Janeiro, o sub-coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do estado (Gaesp), Paulo Roberto Cunha Junior, disse que o tema é um problema político e que nem sempre as medidas para conter a violência são aplicadas com isonomia. Segundo ele, “no Brasil, se prende muito e se prende mal”. Por Akemi Nitahara Do Agencia Brasil O promotor citou um caso em que um policial que executou um jovem negro em uma favela foi posto em liberdade após 7 meses de prisão o que, segundo ele, não ocorreria se fosse o contrário (jovem tivesse matado o policial). “O jovem desarmado com maconha na cueca é tratado como um criminoso de alta periculosidade e um policial que executou o adolescente pode responder em liberdade”, criticou Cunha Junior durante o debate Segurança pública pra quem?, promovido ...

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    Comissão de Direitos Humanos: “Os tiros foram para matar; atingiram somente regiões vitais”

    Parlamentares visitam indígenas atacados no MS da  Comissão de Direitos Humanos e Minorias — CDHM com fotos de Fabricio Carbonel No Viomundo  Com o objetivo de verificar de perto a situação dos indígenas do sul de Mato Grosso do Sul, atacados a balas por fazendeiros na terça-feira (14), uma comitiva de deputados viajou par ao local na quarta-feira (16) à noite. Durante o dia de ontem, o grupo de três parlamentares – o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Padre João (PT-MG), o vice-presidente, Paulo Pimenta (PT-RS) e Zeca do PT (PT-MS) – conversaram com pessoas que estiveram no local do ataque. Na noite de quarta, a comitiva visitou os feridos no hospital. Lá constataram que os tiros foram para matar, pois atingiram somente regiões vitais, como peito e abdômen. Segundo as vítimas, fazendeiros da região, com auxílio de pistoleiros, já chegaram ao acampamento atirando. O agente de ...

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    Professor Juarez Tadeu de Paula Xavier - Entrevista da Semana 22/1/2016 Fotos com a esposa Patrícia Alves de Matos Xavier e a filha Bolaji Alves Matos de Paula Xavier

    Resultados da pesquisa Exoesqueleto digital afrodescendente / parte 1

    Artigo discute importância do meio digital para a juventude negra; Juarez Xavier é coordenador do Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão da UNESP, o NUPE Texto: Profº Drº Juarez Xavier , no Alma Preta  Os arranjos produtivos locais intensos de cultura (ApliC) arquitetados pelo movimento social de jovens afrodescendentes apropriaram-se do exoesqueleto digital, formado pelas redes virtuais, para o enfrentamento do preconceito, da discriminação e do racismo, neste início do século 21. Exoesquelo Digital é o termo usado como infraestrutura para a produção, veiculação e distribuição de conteúdos. Nas áreas de concentração tecnológica, as organizações acêntricas encontram as condições ambientais favorecedoras para essas iniciativas políticas. Os pontos de cultura disseminaram pelo território o chassi digital, que acelerou o fluxo de produção de conteúdo, agrupou agentes criativos hábeis na captação, edição e difusão de informações, e conectou os insumos tangíveis e intangíveis, necessários à ação ampliada para as intervenções políticas de oposição. As ...

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    Começa nos EUA novo julgamento sobre morte de negro pela polícia

    Um emblemático julgamento pelo homicídio de um homem negro em um furgão da polícia começou nesta quinta-feira em Baltimore, cidade símbolo nos Estados Unidos da ruptura entre comunidades. Edward Nero, o policial acusado, compareceu livremente e tomou seu lugar na sala vestindo terno e gravata, cercado de seus advogados. Nem ele, nem seus defensores estão autorizados a falar com a imprensa. O policial é acusado de violência intencional, colocando em risco a vida de terceiros, e erros pessoais, e é um dos seis agentes que será julgado separadamente na cidade portuária pela morte de Freddie Gray, de 25 anos. A vítima sofreu uma fratura brutal nas vértebras cervicais enquanto era transportado pela polícia. Sua morte reavivou o debate nos Estados Unidos sobre a suposta brutalidade das autoridades policiais contra afro-descendentes. Um dos seis agentes já foi julgado em dezembro, mas após duas semanas de audiência, o processo foi concluído com ...

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    Os crimes que transformaram mães em ativistas contra a violência policial

    Na noite de 17 de maio de 2006, a aposentada Vera Lúcia Freitas estava em casa com o marido, na periferia de São Vicente (SP), na Baixada Santista, quando ouviu disparos de armas de fogo. Por Lais Modelli Do BBC A alguns quarteirões dali, o filho Matheus Andrade de Freitas, 21 anos, deveria estar em aula. Naquele dia, porém, a escola suspendera atividades após boatos sobre um toque de recolher que deveria ser seguido em todo o Estado de São Paulo. Na volta para casa, Matheus e amigos pararam em uma pizzaria do bairro, um dos poucos lugares abertos naquela noite. "Quem estava na pizzaria e conseguiu fugir contou que primeiro passou um carro escuro, de cor difícil de ser definida à noite", conta Vera. Descrições daquele tipo de carro apareceriam em outras histórias de crimes naquela semana. "Em seguida surgiram duas motos, com dois homens encapuzados em cada uma, atirando. ...

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    A história de Luana e o genocídio da população negra no Brasil

    "Mas tinha ficha criminal" "Deus quis assim, virou anjinho" "Bandido bom é bandido morto" Por Stephanie Ribeiro Do Brasil Post Quando um negro morre no Brasil, essas três frases são usadas de forma constante como as melhores respostas para fazer do genocídio sistêmico da população negra um eufemismo. Foto: Arquivo Pessoal Então, precisamos falar sobre Luana. Luana Barbosa dos Reis era uma mulher negra, periférica, lésbica e mãe. Ela morreu após ser tratada de forma brutal e covarde pela polícia militar de Ribeirão Preto (SP). Luana foi abordada pela polícia (algo rotineiro para qualquer negro em face à segurança pública despreparada, racista, sádica e corrupta). Não acreditaram que ela era uma mulher. Ela foi revistada de maneira invasiva, truculenta e ilegal. O seu golpe de defesa, justificado pelo abuso de poder, serviu de desculpa para um espancamento. Luana foi espancada na rua, na frente de seu filho ...

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    Impeachment: o que pensa a juventude negra?

    Entre as contradições de 13 anos de governo petista, à beira de um impeachment, jovens negros apontam o bônus e o ônus das administrações de Lula da Silva e Dilma Rousseff Texto: Pedro Borges e Vinicius Martins / Edição de Imagens: Pedro Borges No Alma Preta  No domingo (17), a Câmara dos Deputados, sob a coordenação do seu presidente, Eduardo Cunha, aprovou a abertura do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Foram 367 votos contrários e 137 favoráveis à presidenta. Houve 7 abstenções e 2 ausências. A aprovação na Câmara dependia de 342 votos favoráveis entre os 513 deputados da casa.O processo agora segue para o Senado, instância responsável por julgar a denuncia. A presidenta é acusada de cometer crimes de responsabilidade relacionados aos atrasos nos repasses aos bancos públicos, sob a justificativa de maquiar um déficit nas contas do governo. As acusações incluem o aumento de gastos públicos sem a aprovação do ...

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    Ex-comandante de UPP e 7 PMs são condenados por morte de Amarildo

    Ex-comandante de UPP e 7 PMs são condenados por morte de Amarildo Do G1 O Fantástico teve acesso com exclusividade a partes da sentença que condena policiais envolvidos no caso Amarildo. O ajudante de pedreiro sumiu em julho de 2013, durante uma operação policial na Rocinha, comunidade na Zona Sul do Rio de Janeiro. Cartazes com a pergunta "Cadê Amarildo?" se espalharam pelo país em manifestações. A Justiça, agora, confirma tudo o que as investigações tinham apontado: que policiais são culpados pelos crime de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. A reportagem foi exibida neste domingo (31). Vinte e cinco PMs foram denunciados. Pelo menos oito estão condenados. Por ser um superior, que deveria dar exemplo, o major Edson Santos, que era comandante da UPP Rocinha na época, recebeu a maior pena: 13 anos e sete meses de prisão. O tenente Luiz Felipe de Medeiros, então ...

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    PM culpa escorregão por tiro nas costas que matou jovem negro em SP

    O estudante Allan Vasileski, 17, foi morto ao ser atingido por um tiro de pistola .40 disparado por um PM, na última sexta-feira (22), na periferia de Ferraz de Vasconcelos, Grande São Paulo. O responsável pelo tiro é o soldado Melquíades Nascimento Dias, 37. Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o militar afirmou que sua arma disparou e acertou as costas de Allan quando ele corria atrás do adolescente e “caiu bruscamente no chão, pois escorregou no piso molhado e acidentado” de uma viela. De acordo com a mãe de Allan, Ivani Regina Vasileski, o jovem que acompanhava seu filho contou que o PM fazia mira na direção dos dois enquanto os perseguia. "Não tenho dúvida. Ele veio para matar meu filho”, disse Ivani Por André Caramante Do Brasil247 PM mata estudante negro com tiro nas costas e diz que disparo foi causado por escorregão Imagens da câmera de segurança ...

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    Por que não nascem bebês em Fernando de Noronha?

    "É um pesadelo, você acha que nunca vai acabar. É uma sensação horrível você estar dentro de um quarto presa, às vezes sem dinheiro, longe da minha casa e da minha família." Por Camilla Costa, do BBC A frase acima não descreve uma experiência de exílio ou na prisão, mas a espera da noronhense Laisy Francine Costa e Silva, de 19 anos, pelo primeiro filho. Como todas as gestantes do arquipélago pernambucano – que é um dos principais destinos turísticos do Brasil, santuário ecológico e Patrimônio Natural da Humanidade, segundo a Unesco –, ela precisa sair de casa no sétimo mês de gestação para dar à luz em Recife, a 545 km de distância. Em 2004, foi desativada a única maternidade na ilha, no Hospital São Lucas, sob a justificativa de que o custo de manutenção da estrutura era alto demais para a média de 40 partos por ano realizados na ...

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    Policiais do 41º BPM foram presos em flagrante Foto: Roberto Moreyra / Extra

    Policiais presos em flagrante após fuzilamento de jovens são transferidos para presídio em Niterói

    Na tarde deste domingo, os quatro policiais presos em flagrante após a morte de cinco jovens foram transferidos para o Batalhão Especial Prisional (Bep), antiga Penitenciária Vieira Ferreira Neto, em Niterói, na Região Metropolitana. Os policiais militares Thiago Resende Viana Barbosa, Marcio Darcy Alves dos Santos e Antonio Carlos Gonçalves Filho foram presos em flagrante por homicídio doloso e fraude processual, e o policial Fabio Pizza Oliveira da Silva por fraude processual. Por Marina Navarro Lins e Pedro Zuazo, do Extra A transferência foi feita em viaturas do próprio 41º BPM. Na saída da delegacia, PMs impediram que as equipes de jornalistas presentes no local captassem imagens dos presos. Amigos estavam no veículo metralhado. Da esquerda para a direita, Cleiton, Roberto e Carlos (acima) e Wesley e Wilton Foto: Reprodução do Facebook Os jovens tinham voltado de um passeio no Parque Madureira e saíram novamente para ...

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    Quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”

    O seguinte texto foi escrito por Liam O’Ceallaigh para a página Diary of a Walking Butterfly, em dezembro de 2010. O original pode ser acessado aqui.  O texto foi retirado e traduzido por http://muitoalemdoceu.wordpress.com/. Leopoldo II foi Rei da Bélgica de 1865 a 1909, data de sua morte. Ele comandou o Congo de 1885 a 1908, quando cedeu o controle do país ao parlamento belga, após pressões internas e internacionais. Olhe para essa foto. Você sabe quem é? A maioria das pessoas não ouviu falar dele. Mas você deveria. Quando você vê seu rosto ou ouve seu nome, você deveria sentir um enjoo no estômago assim como quando você lê sobre Mussolini ou Hitler, ou vê uma de suas fotos. Sabe, ele matou mais de 10 milhões de pessoas no Congo. Seu nome é Rei Leopoldo II da Bélgica. Ele foi “dono” do Congo durante seu reinado como monarca constitucional da Bélgica. ...

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    Aumentam os índices de assassinato, suicídio e mortalidade infantil de indígenas, aponta relatório do Cimi (Para baixar)

    Houve um severo aumento da violência e das violações praticadas contra os povos indígenas no Brasil em 2014, especialmente em relação aos casos de assassinatos, suicídios, mortes por desassistência à saúde, mortalidade na infância, invasões possessórias e exploração ilegal de recursos naturais e de omissão e morosidade na regularização das terras indígenas. Esta é a constatação do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2014, que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lançou na tarde desta sexta-feira, 19, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Do Combate Racismo Ambiental  “A situação é muito complicada entre os povos indígenas, mas vemos um ataque aos direitos humanos como um todo. Se faz necessário resistir de forma abnegada junto aos condenados desta terra. Que Deus nos dê saúde para seguir adiante”, disse o presidente do Cimi e bispo do Xingu, Dom Erwin Kräutler. O religioso ...

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    A banalidade do extermínio

    Seis jovens. Dois com 12 anos, um com 14, um com 15 e dois com 18. Foram vítimas de uma chacina em Duque de Caxias. Um dos meninos de 12 sobreviveu. Esta notícia não estampou a capa de nenhum jornal nacional. E também não mereceu a manifestação de nenhuma autoridade pública. É razoável que lidemos com normalidade com a execução de adolescentes? Não se trata de apontar o dedo para a imprensa. Apontemos para nós todos. Convivemos com normalidade com esses fatos. Convivemos com normalidade com a morte de 1 milhão de brasileiros em pouco mais de duas décadas.  É a maior tragédia da nossa história desde a escravidão. Por: Atila Roque Alguns pensam: “O mundo é mesmo um lugar violento”. Não. Violento mesmo, atualmente, é o Brasil. São 56.000 homicídios no Brasil por ano. Somos responsáveis por mais de 10% dos homicídios do mundo.  Desse total, 30.000 eram jovens com ...

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    Pelo fim da pena de morte aos adolescentes. O caso São Remo

    O “mito do adolescente violento” transforma o jovem, negro e morador de periferia em uma espécie de bode expiatório da sociedade. Poucos estigmas no mundo são tão mortais Por: Bruno Paes Manso Os bons policiais da Rota deveriam se enojar de seus supostos admiradores. Afinal, só me resta crer que a maioria da corporação militar repudia as indecências que saem publicadas no blog Admiradores da Rota + 18. Há algo de doentio numa página em que os editores alertam a seu público, como zelosos samaritanos, que as fotos de corpos e tiros sejam vistas apenas por maiores de 18 anos. Detalhe perverso: muitos dos executados e mortos são adolescentes de São Paulo. Eu preferia não ter que dar espaço a esse tipo de publicação, que faz apologia ao crime. Mas um caso estarrecedor ocorreu no dia 6 de setembro deste ano, nos arredores da Favela São Remo, ao lado da USP. A Defensoria Pública assumiu a ocorrência para que não caia ...

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    A incansável denegação do genocídio e o índio inexistente. Entrevista com Moysés Pinto Neto e Helena Palmquist

    A incansável denegação do genocídio e o índio inexistente. Entrevista com Moysés Pinto Neto e Helena Palmquist

    “Seja como for, o índio sempre sai perdendo: se for primitivo, a ‘locomotiva do progresso’ vai ‘tratorá-lo’ de qualquer modo; se não for, não é mais índio e, portanto, não tem direito a nada”, critica o pesquisador.  “A pergunta não é ‘como os índios devem viver?’, mas sim ‘quando vamos parar de inventar pretextos para matar os índios?’. Não sabemos sequer como nós devemos viver. Aliás, é curioso que estejamos interessados em como os outros devem viver quando nos encontramos cada vez mais privados da esfera em que se debatem as formas de vida: a política”, reflete Moysés Pinto Neto, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. De acordo com ele, “como o racismo contra índios não é percebido como racismo, sendo inclusive enunciado livremente na esfera pública, a tendência é que tudo que envolva os índios seja simplesmente considerado como irrelevante. Argumenta-se em torno do tema e as pessoas simplesmente ...

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    África e Direitos Humanos: um aliado para o debate sobre estereótipos e realidades africanas

    Natalia da Luz, Por dentro da África Rio – Um tema que traduz o exercício da cidadania em qualquer lugar do mundo ganha um aliado para o debate no continente africano. Em mais de 700 páginas, África e Direitos Humanos reúne artigos de diferentes estudiosos em africanidades, a fim de tratar do universo dos direitos humanos no continente. O objetivo desta coletânea é abordar um assunto que estampa os noticiários diários dos países que olham por uma ótica distorcida para a África. - É fácil falar, pesquisar, estudar e publicar sobre direitos humanos em inúmeros países do continente, como Botswana, Ghana, Cabo Verde, Ilhas Seychelles, Namíbia, Ruanda e África do Sul. Paralelamente, tem outros onde a situação é brutal, como Angola, Guiné Equatorial, Suazilândia e Gâmbia – conta em entrevista ao Por dentro da África, o angolano Domingos da Cruz. Uma das grandes motivações do também filósofo foi a percepção do mundo além das fronteiras africanas sobre o que acontece na África. Essa necessidade ...

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    Gays protestam por adolescente morto: 'não foi suicídio'

    Gays protestam por adolescente morto: ‘não foi suicídio’

    Cerca de 500 pessoas caminharam pelas ruas do centro em homenagem ao adolescente Kaique Augusto dos Santos, encontrado morto no último sábado. Quando a noite começou a cair na cidade de São Paulo, cerca de 500 jovens se reuniram no Largo do Arouche, região central de São Paulo, para um ato em homenagem ao adolescente  Kaique Augusto dos Santos, 17 anos, encontrado morto no último sábado, na avenida Nove de Julho, em São Paulo.   O garoto foi localizado sem vida pouco depois de deixar o mesmo Largo do Arouche, local em que teria participado de uma festa na semana passada. A polícia registrou o caso como suicídio. Porém, o rapaz estava com todos os dedos das mãos quebrados, sem os dentes e com uma barra de ferro cravada em uma das pernas. Familiares e amigos falam em homicídio e uma das hipóteses é que tenha sido provocado por homofobia. As cerca de ...

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