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Policial mata segurança negro que deteve atirador branco em bar nos EUA

CHICAGO (EUA) — O segurança Jemel Roberson, de 26 anos, foi morto por um policial no domingo enquanto imbobilizava um atirador em Chicago, nos Estados Unidos. Segundo testemunhas, Roberson deteve um homem branco que alvejou três pessoas no bar onde trabalhava quando a polícia chegou e, ao vê-lo armado, abriu fogo.

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Jemel Roberson, morto por um policial no domingo, era segurança de um bar em Chicago Foto: WGN-TV/Reprodução

 

“Todos gritavam que ele era um segurança, mas atiraram mesmo com ele usando um uniforme de segurança'”, contou Adam Harris, uma testemunha do tiroteio, à emissora local WGN-TV. Ele contou também que, no momento da chegada dos oficiais, Roberson segurava o homem no chão com uma arma apontada para suas costas.

De acordo com Sophia Ansaria, delegada responsável pelo caso, Roberson tinha porte legal de arma de fogo. O homem, que trabalhava no turno noturno do bar Manny’s Blue Room no bairro de Robbins, subúrbio de Chicago, foi declarado morto logo após dar entrada no hospital.

O chefe da polícia de Chicago, Daniel Delaney, disse em nota que policiais atenderam a um chamado de tiroteio às quatro da madrugada de domingo no horário local. Ainda no comunicado, ele detalhou que o policial que atirou em Roberson — e não teve a identidade revelada — relatou ter abatido “um elemento com uma arma” que, mais tarde, foi identificado como Roberson. O segurança, que era negro, foi o único morto na ocasião. Os outro quatro feridos, inclundo o atirador posteriormente detido, sofreram ferimentos leves.

O pastor de Roberson, Marvin Hunter, definiu o rapaz como um “homem excepcional” e um promissor tecladista das igrejas da região. Segundo ele, Robseron trabalhava para “juntar dinheiro para comprar um novo apartamento” após o recente nascimento do filho.

“Este seria o primeiro natal do meu filho com o pai, mas agora ele vai perder tudo”, desabafou Avontea Boose, mãe do filho de Roberson, que tinha o sonho de se tornar policial.

Alegando que a morte do homem foi “exclusivamente por ele ser negro”, a família de Roberson pediu uma indenização de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões) ao Estado. Roberson é um dos 840 mortos pela polícia dos Estados Unidos em 2018. De acordo com um levantamento do jornal Washington Post, 22% dessas vítimas são negras. Nos EUA, 13% da população é de afro-descendentes.

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