Tag: Heloisa Pires

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    Caçadas de Pedrinho e decisões judiciais na rede

    A aventura para compreender as decisões judiciais do caso Caçadas de Pedrinho, em curso desde 2010, passa pela imprensa, a poderosa e generalista e a segmentada. Mas são as ágeis falas não corporativas do cotidiano virtual que não desistem de pautar o assunto. Como uma espécie de telefone com fio desencapado, fragmentos da notícia daqui e dali em novas combinações acrescidas ou subtraídas de vivências, repassam o aviso. O livro e seu autor e o judiciário são mediadores para a sociedade brasileira pensar seu racismo, que sabemos, é um celeiro de crenças, induz práticas, sendo uma construção social sob entendimentos instantâneos. Mas, os vereditos oficiais explicitam o relacionamento entre as instâncias de poder de nossa república com as demandas da sociedade civil. E, estamos na expectativa do dia 15 de maio de 2020, a ser parâmetro para as novas repercussões. Recordando os fatos, o MEC representante do poder executivo, no ...

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    Histórias da Preta: Homenagem à Heloisa Pires Lima

    COM HELOÍSA PIRES LIMA, TREM DE CORDAS E ANANZA MACEDO Do Sesc SP A escritora e pesquisadora Heloísa Pires Lima será a homenageada do projeto “Livro Conta” de fevereiro. Heloísa é escritora de livros infanto-juvenis de destaque sobre a cultura afro-brasileira, como “Histórias da Preta”, “A semente que veio da África”, “O comedor de nuvens”, “O coração do baobá”, entre outros. Em fevereiro, a própria escritora contará e compartilhará as histórias de seus livros com acompanhamento musical do grupo Trem de Corda. Antes e depois da apresentação, o público também poderá ouvir a mediação de leitura da atriz e cantora Ananza Macedo. Dia 13/02 SAB - 12H ÀS 15H 20/02 SAB - 12H ÀS 15H Local: Sede Social End: Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera SAO PAULO

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    O protagonista invisível

    possibilidade de atualização. Com isso, o autor reforça também a sua maneira pessoal, autoral, distinta de narrar a tradição. Por tudo isso, volto (e voltarei) muitas vezes às obras de Joel Rufino dos Santos! Sempre me impressionou a posição do escritor Joel Rufino no cenário literário nacional. Sobretudo, o voltado para o leitor infantil e juvenil. Sua biografia editorial instiga por expor a exceção num país onde a cor do sujeito se relaciona com os impedimentos aos acessos à produção de livros. Revisitada, ele já aparece com destaque na coleção Recreio nos idos dos anos 1970. Os semanais com atividades interativas eram avançados para a época e tinham a coordenação de Ruth Rocha que o convidou. Ele também tomou parte da célebre e muito bem avaliada coleção Taba, publicada a partir de 1982 pela mesma editora, a Abril Cultural. Os fascículos ilustrados reuniam textos selecionados para par com o disco ...

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    Plano de aula: A Arte literária e processos de identidade étnico-racial dos afro-brasileiros

    Este é um plano de aula vencedor do I Concurso de Planos de Aula do Portal Geledés, aplicando a Lei 10.639/03 Plano de aula: A Arte literária e processos de identidade étnico-racial dos afro-brasileiros Professora: Patrícia Sodré dos Santos Matéria: Literatura Infantil e relações étnico-raciais Turma/Série: Educação Infantil Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ COMPONENTE CURRICULAR: APLICANDO A LEI 10.639/2003   Projeto “Mangueira teu cenário é uma beleza...” Creche Municipal Vovó Lucíola “Todo mundo te conhece ao longe Pelo som dos seus tamborins E o rufar do seu tambor Chegou ô, ô, ô, ô A Mangueira chegou, ô, ô Mangueira teu passado de glória Está gravado na história É verde e rosa a cor da tua bandeira Prá mostrar a essa gente Que o samba é lá em Mangueira” (Exaltação à Mangueira- Jamelão) Introdução Sobre a Creche Municipal Vovó Lucíola, Mangueira e seu cenário. Nossa creche está localizada na comunidade da Mangueira, mais ...

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    Toussaint L'Ouverture segura a Constituição Haitiana de 1801. (Library of Congress Prints and Photographs Division)

    O Haiti é aqui: a fresta entre a ficção e realidade, por Heloisa Pires

    Em dezembro eu participei do Salon du Livre de Martinica- Les Mondes Crèoles- cujo homenageado foi o vizinho Haiti, o que colocou em destaque e, em debate, a literatura produzida naquele país. O ensejo expôs o quanto os haitianos escrevem, publicam e consomem suas obras sendo a própria história uma temática recorrente. E esta é referência forte não apenas para os locais. Os ventos caribenhos já criaram movimentos expressivos como o Négritude que reuniu intelectuais da estatura dos martiniquenses Aimé Césaire e sua interlocução com Franz Fanon que alcança o senegalês Leopold Senghor, só para alargarmos o escopo de visão nessa perspectiva bibliográfica. O país foi a primeira República das Américas que, conjuntamente, realizou a emancipação de sua população escravizada. Um país negro, com protagonismo negro para a questão da emancipação negra não é um detalhe de cena para as narrativas tropicais. Retroagindo no tempo, aquelas terras foram habitadas por ...

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    Heloisa Pires Lima

    Heloisa Pires Lima – A criação literária como um fio condutor

    No meu caso, a criação literária é um fio condutor que encontra o ofício da antropóloga a tecer pesquisas com foco nas representações culturais. Somam-se a ambas as vivências como educadora. Foi na juventude que eu ajudei a criar uma escola com crianças de berçário até a alfabetização. A Ibeji casa-escola fez a diferença no percurso da sensibilidade para notar a biblioteca que apresentava o mundo para os recém-chegados. Motivo para as primeiras sistematizações acerca do assunto, Foi também a época do treino em produzir textos que interagissem com os pequenos ao meu redor. Desde então, ampliei a roda de histórias trocadas com as mais diversas faixas-etárias e realidades educacionais, sempre chamando a atenção para os livros. Sobretudo para os modelos de humanidade que habitam as prateleiras literárias desses ambientes. A estreia, propriamente dita com uma publicação de minha autoria aconteceu quando coordenei a coleção Orgulho da Raça voltada para ...

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    Heloisa Pires Lima – A criação literária como um fio condutor

    No meu caso, a criação literária é um fio condutor que encontra o ofício da antropóloga a tecer pesquisas com foco nas representações culturais. Somam-se a ambas as vivências como educadora. Foi na juventude que eu ajudei a criar uma escola com crianças de berçário até a alfabetização. A Ibeji casa-escola fez a diferença no percurso da sensibilidade para notar a biblioteca que apresentava o mundo para os recém-chegados. Motivo para as primeiras sistematizações acerca do assunto, Foi também a época do treino em produzir textos que interagissem com os pequenos ao meu redor. Desde então, ampliei a roda de histórias trocadas com as mais diversas faixas-etárias e realidades educacionais, sempre chamando a atenção para os livros. Sobretudo para os modelos de humanidade que habitam as prateleiras literárias desses ambientes. A estreia, propriamente dita com uma publicação de minha autoria aconteceu quando coordenei a coleção Orgulho da Raça voltada para ...

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    Pescador

    Heloisa Pires – O Pescador de histórias

    As ilustrações de Élon Brasil O Pescador navega pelas águas africanas. Às vezes, percebe a fartura, prepara o mergulho e, então, pesca. Mas não peixe e, sim, histórias. Desse jeito, ele se alimenta do repertório cultural ribeirinho. Ler a obra é como deslizar numa correnteza de pequenos contos entre lugares e tempos. O conjunto desses leitos fabulosos oferece uma África nada homogênea para o leitor. O Rio Níger, ao noroeste, permite a referência ao povo soninquê. Em O brilho precioso de Wagadu, o Pescador recolhe uma narrativa conhecida nessa região desde o século VIII. Já em O presente do Nilo, as águas deixam fluir pequenas lembranças do poderoso império negro de Cush, lá pelo terceiro milênio a.C.. Estas convivem com as formas mais modernas de se relacionar com o mesmo rio, como fazem os povos Dinka, Shilluck e Annuak. Também o lago Nakuru, ao leste, é local para iscas. Pois ...

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    Heloisa Pires – O Pescador de histórias

    O Pescador navega pelas águas africanas. Às vezes, percebe a fartura, prepara o mergulho e, então, pesca. Mas não peixe e, sim, histórias. Desse jeito, ele se alimenta do repertório cultural ribeirinho. Ler a obra é como deslizar numa correnteza de pequenos contos entre lugares e tempos. O conjunto desses leitos fabulosos oferece uma África nada homogênea para o leitor. O Rio Níger, ao noroeste, permite a referência ao povo soninquê. Em O brilho precioso de Wagadu, o Pescador recolhe uma narrativa conhecida nessa região desde o século VIII. Já em O presente do Nilo, as águas deixam fluir pequenas lembranças do poderoso império negro de Cush, lá pelo terceiro milênio a.C.. Estas convivem com as formas mais modernas de se relacionar com o mesmo rio, como fazem os povos Dinka, Shilluck e Annuak. As ilustrações de Élon Brasil Também o lago Nakuru, ao leste, é ...

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    Heloisa Pires Lima – Tintim e a reportagem do racismo

    Heloisa Pires Lima por Heloisa Pires Lima para o Portal Geledés Tintim está na mídia. Mas não pelo filme que virá dirigido por Steven Spielberg. Um dos álbuns- Tintin au Congo- da autoria de Hergé está no banco dos réus. O herói nacional enfrenta o julgamento no país que o criou, a Bélgica. E o poder para tamanho questionamento vem de Bienvenu Mbutu Mondondo. Nascido em 1968, o autor do processo foi uma criança que leu a obra no Congo, o país colonizado pelos belgas e retratado nessa história. A circunstância interessa à sociedade brasileira que acabou de refletir acerca de um caso bastante semelhante envolvendo obra juvenil-autor ícone e educação antiracista. Poucas matérias por aqui arriscam opiniões, silêncio este que não significa neutralidade. E, antes que estas sobreponham ao episódio, o estilo do autor, as linhas do brilhante desenhista, ou transformem o africano proponente da ação ...

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    Heloisa Pires Lima

    Heloisa Pires Lima – Tintim e a reportagem do racismo

    Timtim está na mídia. Mas não pelo filme que virá dirigido por Steven Spielberg. Um dos álbuns- Tintin au Congo- da autoria de Hergé está no banco dos réus. O herói nacional enfrenta o julgamento no país que o criou, a Bélgica. E o poder para tamanho questionamento vem de Bienvenu Mbutu Mondondo. Nascido em 1968, o autor do processo foi uma criança que leu a obra no Congo, o país colonizado pelos belgas e retratado nessa história. A circunstância interessa à sociedade brasileira que acabou de refletir acerca de um caso bastante semelhante envolvendo obra juvenil-autor ícone e educação antiracista. Poucas matérias por aqui arriscam opiniões, silêncio este que não significa neutralidade. E, antes que estas sobreponham ao episódio, o estilo do autor, as linhas do brilhante desenhista, ou transformem o africano proponente da ação num imbecil a ser zombado por sua atitude de se indignar sob a alegação ...

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    Lobato e a caçada ao racismo verde-amarelo – Por: Heloisa Pires Lima

    A polêmica em torno das personagens lobatianas, após o parecer emitido pelo Conselho Nacional de Educação (set 2010), ganha qualidade se considerar os vários ângulos dessas construções. Primeiramente, o contexto primordial criador dos enredos. O escritor nascido em 1882 cresceu numa fazenda de café do Vale do Paraíba, na província de Taubaté. Quando moço é para lá que voltaria, durante os estudos na faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na capital. O guri branco vivenciou as dinâmicas escravistas pouco alteradas na República que engatinhava. Nesse tempo, esteve exposto aos argumentos racialistas que ganharam status de ciência para a vida intelectual e artística da qual se tornou freqüentador. Suas biografias não deixam de mencionar a importância do pensamento eugenista de Le Bon, como lentes para ele rever o ambiente rural onde encontra, inclusive, seus Jeca Tatus. E foi como colaborador da Revista do Brasil que Lobato levou o empurrão ...

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    Heloísa Pires

    17/11 – Antropóloga Heloísa Pires fala sobre elo cultural afro-brasileiro

    A antropóloga e escritora Heloísa Pires fará palestra sobre a relação dos povos africanos com a natureza e seu elo cultural com o Brasil, na quarta-feira, 17 de novembro, às 20h, na Ponto do Livro – Livraria, Café & Arte. A palestra abordará as histórias escritas pelo marfinense Georges Gneka e pelo moçambicano Mário Lemos, organizadas por Heloísa Pires no livro “A semente que veio da África” (Salamandra). Os autores africanos revelam a riqueza dos contos, provérbios, lendas e jogos lógico-matemáticos que se originaram do convívio com a milenar árvore de origem africana baobá, também conhecida entre os brasileiros como paineira, imbombeiro e barriguda. Palestrante – Doutora em antropologia pela USP, Heloísa Pires é autora e organizadora de vários livros infanto-juvenis e adultos, alguns premiados como “Histórias da Preta” (1998), “O espelho dourado” (2003), “A semente que veio da África” (2006), “Benjamim, o filho da felicidade” (2007) e “De olho ...

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